Mirrors

5 Quinto conto


Notas iniciais
Então, oi... o/ Já faz algum tempo que não posto nada aqui, então decidi postar algo pra ver se alguem lia. Aqui vemos o que deu origem ao conto dos espelhos, meio demente eu sei, mas divirtam-se -ou não kkkkk-

Entrou no lugar assobiando e sorrindo alegre. Carregava uma maca ensanguentada enquanto entrava na sala branca. Falava com ela, mas era como se estivesse falando sozinho.

— Você não sabe como eu estava com saudades disso, como eu esperei por essa oportunidade. Você está feliz em poder me ajudar não é mesmo, querida?! — A única resposta que veio até ele foi um gemido baixo, de dor. — Ótimo, fico feliz por você querer me ajudar assim. Sabe, não são muitas as pessoas que gostam de fazer isso. As vezes elas lutam, é um pouco irritante tentar acalma-las. Mas com você não foi assim. Já que te encontrei caída na minha porta, inconsciente. Drogas, certo?! Você não deveria fazer isso a si mesma, faz mal a saúde sabe. Mas é bom pra mim não é mesmo? Imagina só se você lutasse como seria irritante... — Parou de falar e voltou a sorrir, mostrando um buraco onde deveria estar um dos dentes da frente e então voltou a assobiar.

Parou no meio da sala e encarou a mulher deitada ali, seu sorriso se alargando ao ver a expressão de horror dela.

— Espere alguns minutos e já iniciaremos sua consulta. — Ele então se afastou assobiando uma música qualquer. Entrou em uma sala ao lado e lá ela pôde ouvir o barulho de água caindo. Uma lágrima caiu de seus olhos e desesperada olhou em volta, na esperança de que pudesse achar algo que a ajudasse a sair dalí. Viu uma mesa com alguns objetos brilhantes, forçou a visão para enfim conseguir distinguir os objetos. Eram bisturis, martelos, serras, entre outros aparelhos cirúrgicos, todos dispostos e alinhados sobre a mesa. Tentou esticar as mãos, mas de nada adiantou, as amarras estavam muito apertadas e a mesa muito longe dela, e a cada movimento que fazia, o couro das amarras adentravam em sua carne, dilacerando-a cada vez mais, a dor se tornando excruciante.

Ouviu a torneira se fechando e voltou seu olhar para a sala. O "doutor" já estava voltando, estava ficando sem tempo.

Desistiu de tentar pegar algo da mesa e aceitou o fato do que estava prestes a acontecer, iria morrer em dias, talvez fosse uma questão de horas. Deitou a cabeça no travesseiro duro e esperou de olhos fechados, orando a todos os anjos, santos e o que quer que passasse pela sua cabeça para que não doesse tanto, para que fosse rápido. Quando terminou, abriu os olhos e seu estomago afundou ao constatar duas coisas. Primeira, aquela sessão de loucura não seria rápida de modo algum e segunda, com certeza ele faria questão de que ela sentisse tudo o que seria feito a partir daquele momento.

Ouviu a voz dele ao seu lado e voltou sua atenção a ele, garganta seca, calada, quieta. Apenas observando cada movimento do homem e o amaldiçoando a cada passo que dava. — Você está quieta, mas não é como se você conseguisse falar algo com esse pano na boca. Mas temo que não posso tira-lo. Você vai dizer que ficará quieta, e quando eu tirar, começará a gritar e nós dois sabemos que não queremos chamar atenção. Não queremos bisbilhoteiros xeretando em volta da casa, não é mesmo?! Então está bom assim. Tenho uma pergunta a fazer. Você sabe que vai doer, não vai?! -perguntou carinhoso, acariciando os cabelos dela lentamente. — não se preocupe com isso. É necessário passar por isso para poder conseguir um lugar lá. — dito isso, apontou para o teto. Ela o olhou sem entender e ele logo pôs-se a explicar.- você não sabe, mas sou um servo DELE e ELE quer que eu faça isso com seus filhos, para provarem que são dignos de entrar no SEU reino. -sorriu mais uma vez e parou de afagar os cabelos da mulher. — Já ia esquecendo de falar algo importante, desculpe os leçois sujos, você chegou de surpresa e não tive tempo de troca-los, espero que não se importe. Bem, acredito que já estamos prontos para começar nossa sessão de limpeza. Só precisamos de mais uma coisa. — foi até a pequena sala e voltou segundos depois trazendo algo em mãos. Quando o homem chegou mais perto, ela pôde perceber que se tratava de um espelho. O olhou estupefata e ele continuou. — precisamos desse espelho, ele é a parte essencial do nosso trabalho. Precisa estar aqui desde o começo para tudo dar certo. Certo então, não vou mentir. Eu gosto que meus pacientes vejam o que está sendo feito a eles para que depois não haja nenhum erro médico ou algo do tipo. — e então completou para ele mesmo, enquanto colocava o espelho ao lado da mulher.- como se eles fossem reclamar de algo depois que eu acabar. Como é o seu nome mesmo? -pereceu pensar um pouco e enfim se decidiu. — bem, não terá tanta importância de qualquer modo. Vamos começar então...

Notas finais
Hey, você fantasma que aprendeu a usar computadores e internet, se comunique comigo deixando um review, me amando, me odiando, criticando, não dói, eu juro. Até o próximo conto bjos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.