Mirror of the soul

6 6. Quebra-cabeças


Notas iniciais
Depois de meses longe, eu voltei! Peço desculpas, juro que são sinceras. Estava um pouco desanimada mas agora voltei u.u Primeiro capítulo de 2018!!! Que muitos venham pela frente... Vamos aos capítulo, boa leitura!

— Me explique mais uma vez o motivo de não podermos apenas usar a rede de flu!

Riddle manteve a expressão vazia enquanto ignorava a bruxa que caminhava ao seu lado pela Londres dos anos 40.
A conversa não foi contínua durante o caminho, com apenas alguns comentários superficiais sobre a paisagem — da parte de Meredith, é claro — cada vez que passavam pelas ruas do vilarejo mágico.
Quando Riddle anunciou que teriam de passar pela Londres trouxa, Meredith jurou ter visto um tom de desprezo na voz do garoto. Mas dentro de si também não achara a ideia muito boa, seria um percurso maior ainda.

— Motivos de segurança. — respondeu Tom quando avistaram o ponto desejado de chegada.

— Segurança para...

— Sua ignorância para o perigo é surpreendente senhorita Helinor — o canto da boca de Riddle subiu ao qual Meredith achou ser um sorriso estranho.

Ela o ignorou, deslumbrando a visão do muro que daria entrada para o Beco Diagonal. Inconscientemente sua mão se moveu para pegar a varinha, parando no último minuto quando sentiu os olhos profundos em si. Então se lembrou de que ela não deveria saber algumas coisas, como a entrada para o Beco Diagonal por exemplo.
Sorrindo inocentemente a garota ficou parada olhando para o muro como se estivesse esperando algo. Tom tomou partido, desgrudando os olhos dela e tocando com sua varinha três vezes o muro.
Naquele momento Meredith se sentiu como se tivesse retornado aos onze anos, vendo pela primeira vez o Beco Diagonal. O sorriso que a garota abriu foi verdadeiro, não precisando atuar nesse caso.
Sem esperar por mais nada ela saiu caminhando, pedindo licença repetidas vezes ao passar pelas inúmeras pessoas que estavam em sua frente. Hogwarts começaria amanhã e por isso inúmeras bruxas e bruxos com suas famílias lotavam o Beco Diagonal. Meredith sorriu com as lembranças que a atingiam.

Ela e Lucy correndo até a Sorveteria. Ela comprando pela primeira vez sua varinha. A primeira ida à Madame Malkin. A compra do Livro Monstruoso dos Monstros em seu terceiro ano...

As lembranças se dissiparam quando sentiu um aperto forte em seu pulso. Pronta para atacar quem fosse, Meredith virou para trás erguendo o punho.

— Abaixe essa mão Helinor e aprenda os bons modos — e lá estava Riddle com os olhos fixos nela em um olhar perigoso.

Sua raiva apareceu mais uma vez enquanto ela olhava para a mão pálida de Tom grudada em sua pele. Em menos de um minuto o próprio soltou o aperto. Meredith estaria feliz se não fosse a forma como ele a soltou. — como se tivesse nojo de toca-la
Abaixando a mão logo em seguida, Meredith se esforçou para
acompanha- lo tendo que empurrar algumas pessoas e murmurar desculpas.
Lá no fundo ela sentiu que Riddle estava andando muito rápido de propósito. Então se perguntou se ele tratava todos assim, como se o mundo estivesse aos seus pés. Ela quis ri desse último pensamento quando imaginou como ele a trataria se soubesse que ela era uma Le Fay.
Quando enfim conseguiu se colocar ao seu lado, controlou a respiração apertando os olhos para ver além da multidão.

— Onde estamos indo ? — odiava ter que depender dele quando na verdade poderia fazer aquele trajeto de olhos fechados.

— Vendo que já possui uma varinha, vou leva-la para o Gringotes.

— Não vai não.— ela parou de andar, mostrando um sorriso cínico — Acho que afinal minha ignorância não supera minha inteligência. — buscando nas vestes, tirou o saquinho com galeões que Aberforth havia a dado. Continha muito mais do que imaginava. — Vamos? Não temos o dia todo Riddle.

E ela avançou novamente, dessa vez lentamente e não antes de ver a mandíbula do garoto trincar de raiva. Pobre Tom, não sabe onde está se metendo. Ela riu enquanto sentia que o restante do dia seria surpreendente.

•••

Já era final da tarde quando a dupla adolescente entrava na última parada do dia. Meredith estava cansada tendo que carregar suas compras, enquanto Riddle permanecia entediado com a garota. Ele estava esperando o momento em que ela deixaria de ser orgulhosa e o pediria — ou melhor, o daria o gosto — de te-la implorando por ajuda. Não que isso fosse acontecer já que o assunto era Meredith Helinor. A livraria bruxa do Beco Diagonal poderia facilmente rivalizar com um estádio de futebol trouxa, tamanha era a euforia de pais gritando com os filhos.
Os olhos da bruxa vasculharam todo o lugar procurando a seção dos livros que precisaria. Notou Riddle parado ao seu lado, a observando descaradamente.

— Como os pais dessas crianças conseguem acha-las? — a garota olhou para Riddle ao seu lado, que ainda continuava olhando para ela.

— Suponho que queira procurar seus livros senhorita Helinor.

Meredith trincou os dentes quando o viu caminhar entre a multidão colorida, começando a se arrepender de ter o aconselhado a lhe chamar de senhorita Helinor. Essas duas palavras proferidas por ele eram tão... maliciosas e estranhas. Revoltante também, mas ela preferiu empinar o nariz como as modelos trouxas e segui-lo com dignidade.
Pôde visualizar o cabelo escuro e bem penteado dele, não tirando os olhos daquele detalhe com medo de se perder naquele aglomerado de pessoas. Com isso conseguiu chegar até Riddle, depois de ter empurrado algumas crianças, batido com suas compras em outras e provavelmente ter amassado a própria roupa dos anos 40. Que não era nem um pouco atraente.

— Sua lista contém os livros necessários para esse ano. — A informou quando a garota parou em seu lado ofegante.

Dando uma olhada melhor percebeu que o desgraçado parecia intocável. Sem um fio de cabelo fora do ligar enquanto ela deveria parecer um porco para o abate.

— É claro que contém Riddle!— procurou a lista no bolso, então se lembrou que estava usando saia. Suspirando, ela virou as costas para o moreno e tirou de dentro do sutiã a amada lista — E claro que eu trouxe.

Voltando a olhar para o bruxo, viu que o mesmo a encarava com uma das sobrancelhas — perfeitas — levantada. Excusado dizer que naquele momento ela não pôde negar que Tom Riddle era um pedaço de mau caminho.
Se sentindo corar perante o olhar questionar do bruxo, Meredith mirou o pergaminho lendo os nomes dos livros que precisaria.
Deu-lhe as costas ainda se sentindo quente pelo pensamento nada decoroso que lhe ocorrera, se afastando até a seção dos livros de poções do sexto ano de Hogwarts.
Meredith começou a empilhar os livros em seus braços, sentindo o peso das compras anteriores doer. Ignorando a dor em questão conseguiu obter todos os livros, lançando uma vez ou outra alguns olhares para seu acompanhante que a ignorava.
Com passos curtos e cuidadosos ela começou a avançar em sua direção, quando escutou um grito e entrou em estado de alerta. Foi instintivo. A bruxa abaixou a cabeça quando livros encantados passaram flutuando por sua cabeça, ou melhor, pelo lugar onde sua cabeça estaria se ela não tivesse se abaixado.
Com o coração batendo desenfreado, as mãos de Meredith cederam e a próxima coisa que notou foi que os livros estavam espalhados pelo chão. Um coro de oh chegou aos seus ouvidos, a enfurecendo enquanto se abaixava para reuni-los.

— Merlin! A culpa foi minha, sinto muito, sinto muito.

Um par de mãos a ajudou a recolher os livros, fazendo Helinor levantar a cabeça e visualizar uma cabeleira vermelha em sua frente. O rosto da menina era estranhamente familiar, com os olhos arregalados e a boca em uma linha firme tornando a expressão da jovem séria.
Meredith processou as coisas em sua volta. Como as pessoas que haviam voltado as suas próprias compras, ignorando a morena patética jogada no chão e a ruiva séria recolhendo os livros. Também notou um certo bruxo girando a varinha nos dedos com uma expressão neutra, porém com os cantos dos lábios levantados em um sorriso.
O fogo dentro de Meredith se agitou, a fazendo apertar a própria mão.

— Me desculpe mesmo senhorita, eu geralmente não erro esse feitiço. Eu nunca erro esse feitiço! Foi alguns amigos que...

— Quem é você mesmo? — Meredith a cortou, voltando a recolher os poucos livros que sobrara.

— ... Deixa pra lá. Eu sou Minerva — a ruiva sorriu minimamente colocando o último livro sobre a pilha — Minerva McGonagall.

A boca da bruxa se abriu em espanto enquanto o fogo se dissipava dentro de si. Seus olhos se arregalaram na medida que a compreensão a atingia.

— Porra!

— Perdão?— as bochechas da jovem Minerva coraram enquanto ela se levantava levando a pilha de livros consigo.

Meredith tratou de se levantar também, muito inquieta com a versão adolescente de sua professora de transfiguração em sua frente.

— Prazer, é um prazer conhecer você... Minerva — estendeu a mão que ainda agarrava as compras. — Sou Meredith Helinor.

A jovem Minerva aportou, oferecendo um sorriso em troca. Meredith pegou a pilha dos braços da outra, forçando um sorriso mesmo que estivesse desesperada. O quão ruim poderia ser conhecer sua futura professora? Ela só esperava que isso não alterasse nada.

— Hogwarts hein? Não me lembro de te ver lá durante esses anos.

— Sou aluna nova na verdade. — a morena explicou pegando o olhar de Riddle em si. Ela lhe deu as costas.

Minerva pareceu surpresa por um momento mas logo se recuperou, informando:

— Sou monitora da Grifinória. Uma das casas de Hogwarts.

Meredith assentiu abraçando os livros quando sentiu uma presença atrás de si. Por um motivo estranho ela soube quem era antes mesmo de se anunciar, conseguindo pensar apenas uma coisa...

— Olá senhorita Mcgonagall.

...maldito!

— Senhor Riddle —Minerva voltara ficar séria, dando um aceno em cumprimento para Tom.

A novata sentiu a tensão no ar, abraçando os livros mais ainda involuntariamente.
Ela sentia o corpo de Tom Riddle a poucos centímetros do dela e o sentimento que surgiu não lhe agradou. Ela estava com medo.

— Vamos voltar as compras senhorita Helinor. — aquilo com certeza não fora uma pergunta.

— Claro Tom. — Meredith sorriu para Minerva ignorando a aura assustadora que emanava de Riddle. Ela podia sentir — Até Hogwarts Minerva.

— Até mais Meredith.

Sorrindo, Meredith seguiu — novamente — Riddle até um canto afastado da livraria.
Ele parecia aborrecido e isso a deixava feliz. Aquela sensação de poder mexer com as pessoas era boa para ela.

— É senhor Riddle para você — ele a confrontou com os olhos fixados nos dela.

Meredith sentiu o coração acelerar de um jeito nada bom com a intensidade que seus olhos focaram os dela. Uma dor de cabeça a atingiu enquanto seus olhos estavam grudados nos do bruxo. Algo em sua mente gritou alerta e como se um feitiço fosse quebrado, ela desviou os olhos para o chão. Ficou tonta por alguns segundos, mas se recuperou.

— Eu gosto do nome Tom, você não?

Ela riu brincalhona perdendo o olhar perigoso que o garoto a lançará. Naquele momento a jovem bruxa não sabia onde estava se metendo.

— Cuidado senhorita Helinor.— ele passou por ela conjurando sua própria lista de materiais

Suspirando resignada, Meredith o seguiu o moreno tentando equilibrar seu material e manter a boca fechada.

•••

O céu já estava escurecendo quando os dois jovens chegaram à porta do Cabeça de Javali. Meredith suspirou aliviada pelo dia ter acabado. E por se livrar de Riddle, é claro.

— Essa é a parte em que eu o convido para entrar e tomar uma cerveja amanteigada?

Riddle levantou uma sobrancelha e ela se perguntou se aquilo seria um gesto característico dele.
Não é problema seu.

— Sendo uma boa senhorita eu vejo.— seus olhos se fixaram em seu rosto e sua expressão neutra se manteve. Inabalável, eu vejo.— Mas terei que recusar. Tenho assuntos a tratar e meu trabalho está feito.

— Oh sim! A mamãe não gosta que chegue tarde? Uma pena!

A atmosfera pareceu mudar quando instantaneamente os olhos do moreno se tornaram duas fendas irritadas. Meredith sentiu um arrepiou subir por sua coluna e a garganta secar.

— Boa noite Helinor.

Sem mais uma palavra ou olhar, Riddle virou-lhe as costas e saiu caminhando pomposamente na opinião de Meredith.
O incômodo de ser ignorada a lavou por dentro e antes de se conter já estava gritando:

— Sem senhorita? Mesmo Riddle?

Ele estava distante o suficiente para poder ainda ouvi-lá, mas preferiu ignorar a provocação. Aquilo a irritou ainda mais, sendo o ponto mais alto da sua irritação quando o rapaz aparatou para longe dali. Bem diante de seus olhos. Quebrando as medidas de segurança.
O aperto em seu material ficou mais forte, com os dentes trincandos, Meredith amaldiçoou Tom Riddle naquele noite.
Jogando duro, pensou quando abriu a velha porta do bar, mas eu também.
Ignorando alguns bêbados que estavam ali, passou direto para as escadas sem falar com Aberforth que limpava o balcão.
Quando por fim chegou ao seu quarto, desmoronou com as compras na cama. Foi um longo e cansativo dia para si e tudo o que mais queria agora era desmaiar de exaustão. Mas tudo se complica quando a imagem de Riddle aparatando voltava em sua mente, a lembrando que ele lhe fizera de idiota. Talvez duvidasse de sua capacidade com magia, ou então seria um teste? Mas por que? Nunca havia conhecido alguém como ele. Alguém tão desagradável e pomposo. E pensar que eu estava com medo de alguém do ministério...
Uma rápida olhada para sua bolsa jogada em um canto e seus olhos capturaram o caderno com anotações de Dumbledore. Sem mais pensamentos que a distraissem, Meredith foi ao encontro do caderno. Sentia que estava enrolando demais as pesquisas que dariam as respostas de que precisava. Por isso começaria a busca estudando os passos que daria naquele tempo, bem ali e naquele momento.

" O uso do vira- tempo é muito simples, para cada giro no vira-tempo a pessoa volta uma hora no tempo. A viagem, porém, é limitada. O professor Saul Croaker, estudou o fenômeno em toda sua carreira no Departamento de Mistérios."

" Todas as tentativas de voltar no tempo por mais do que algumas horas terminou em catástrofe para o bruxo ou a bruxa envolvido. Eles nunca sobreviviam. Os experimentos foram abandonados desde 1899 quando Eloise Mintumble ficou presa por um período de 5 dias em 1402. Seu corpo envelheceu 5 séculos quando ela retornou e o dano foi irreparável. Ela acabou morrendo em St. Mungo's um pouco tempo depois de ter voltado."

Meredith fechou o caderno e com frustação olhou para o teto descacascado. As anotações de Dumbledore a deixaram nervosa, não estava nem na metade e já sabia o que poderia lhe acontecer.
Não era novidade que no futuro todos soubessem que o Departamento de Mistérios fazia experiências com viajantes no tempo, por isso a proibição do vira-tempo.
E ela tinha idéia do que poderia acontecer consigo se abusasse demais do tempo. Mas no quebra cabeça havia algumas peças faltando. Começando pelo fato de um vira tempo só poder voltar a 5 horas no tempo, mas ela... ela havia voltado anos no tempo o que significa algo: seu vira-tempo poderia ser um dos últimos alterados pelo ministério? Bem, supondo que o Departamento de Mistérios alterassem o objeto.
Havia Eloise Mintumble que havia conseguido ficar cinco dias perdida no tempo e depois conseguira voltar. Havia tido consequências, mas... Talvez Meredith pudesse conversar com Dumbledore.
Sua missão era impedir o começo da maldição e por isso sabia que ela não poderia ter nascido ali, em 1943. Tinha que ser mais antiga.
A outra parte que faltava era entender como acharia a data exata do início da criação desta e como chegaria até lá. Desde o começo seu vira-tempo estava encantado para leva-lá a data exata. O que levantava a questão de quem encantou, Minerva talvez?
Com todos esses pensamentos girando na cabeça, a bruxa buscou por uma das penas novas que havia comprado. Logo depois de saber por onde começar, se pôs a escrever em um pergaminho:

● Fazer perguntas a Dumbledore
● Investigar sobre Eloise Mintumble
● Procurar o passado de Morgana

Uma idéia surgiu na mente da morena e rapidamente ela guardou tudo em seu lugar com um movimento de mão. Sem perder tempo, correu pelas escadas com o ânimo renovado. Tinha sido muito burra ao se distrair o dia inteiro e não enxergar a oportunidade bem diante de seu nariz! Não precisava esperar até amanhã, ao chegar em Hogwarts para conversar com Dumbledore. Havia um dividindo a casa com ela, um rabugento Dumbledore.

— Aberforth!

Cabeças viraram em sua direção, mas ela ignorou indo até o balcão e se debruçando até ficar cara a cara com o velho.

— Vejo que está mais humilde agora— o Dumbledore mais novo sacudiu o pano que levava no ombro em seu rosto.

Meredith tossiu abaixando a mão do bruxo.

— O que? Olha não importa agora okay? — trancou os olhos com os dele e manteve uma expressão séria — Tenho uma pergunta a lhe fazer. — Aberforth a encarou com um olhar irritado mas assentiu para que continuasse — Você conhece alguém com grande conhecimento sobre História da Magia? Eu não sei, pode ser algum professor... Alguém dedicado ao passado de grandes bruxos.

— Um historiador você quer dizer?

— Isso! — a bruxa sorriu sentindo o coração acelerar. Sentia que estava quase lá — Alguém tão apaixonado por história e magia que dedicaria a vida toda a isso.

Aberforth permaneceu em silêncio fazendo o estômago da jovem se retorcer em ansiedade. Se pudesse encontrar alguém assim, alguém para garantir algumas respostas...

— Conheço uma historiadora amiga da minha família. — a resposta a acordou de seus pensamentos.— Batilda Bagshot.

Um sorriso explodiu no rosto de Meredith quando ela sentiu a esperança chegando. Sim! Batilda Bagshot com certeza lhe daria respostas. Aquela Batilda, a dos livros.

— Sim! Essa mulher com certeza vai me ajudar — o bruxo a encarou questionador — Digo, se você está dizendo... então acredito! Pode mandar uma coruja para ela e me avisar em Hogwarts quando ela responder? As aulas voltam amanhã e eu...

— Precisa parar de falar. Ei Earl!seu velho bêbado, abaixe essa varinha agora mesmo. Nada de brigas aqui.

— ... estou enlouquecendo.— ela respirou fundo buscando calma. — Você tem razão. Apenas faça isso por favor?

Ele assentiu e Meredith se afastou do balcão sentindo o sorriso ainda na face. Era um bom começo procurar sobre o passado de Morgana com uma especialista.
Quando lembrou de um detalhe voltou-se para o bruxo que agora caminhava em direção a um homem que tentava tirar a varinha de dentro do casaco. Com certeza estava bêbado.

— Aberforth Esqueci de dizer...

— Não contarei a Dumbledore. Agora suba porque as coisas ficarão feias aqui.

Ela riu enquanto corria para as escadas. Ainda pôde escutar o seu anfitrião gritar um Eral furioso.
Ah, o que o álcool não faz!

Notas finais
Próximo capítulo nossa querida bruxa conhecerá Hogwarts dos anos 40. Como será? E nosso lindo Tom... será que vai aparecer? Haha Tio Aberforth ajudando a menina Meredith, adoro escrever sobre os dois. Comentem para eu saber se alguém ainda acompanha, digam as opiniões de vocês sim? Beijos.