Mirella von Doom: Doctor Doom daughter's
4 A primeira aparição
Notas iniciais
POV Ben
Depois de mostrar o exames para Jhonny, liguei para Nicky e conversamos por um bom tempo.
–Será que você pode vir cuidar da Mira? Temos que sair no final de semana. Frank e Val vão ficar também e, na minha opinião, ela tem alguns parafusos a menos. – rimos da situação.
–Tudo bem. Posso falar com ela? – me ajeitei na cadeira.
–Ela não está muito bem e... – ele me cortou.
–O que houve, Benjamin? – ele perguntou. Ele era super~protetor em relação a Mira.
–Nada, ela só passou mal depois do almoço e vai ficar um tempo no quarto. – dobrei a pergunta. Ouvi um “Uhum” do outro lado da linha e quebrei o silêncio. – Você vai vir, ou não?
–Vou sim. Chego em meia hora! – ele avisou e desligou.
Voltei a me concentrar no computador até Val vir me chamar.
–Tio Ben, estou com fome! – reclamou a menininha. Peguei~a no colo e a deixei vendo desenho na sala com um pacote de bolachas nas mãos. Passei pela porta de Mira, que estava meio aberta e espiei lá dentro. Jhonny estava olhando para a menina de um modo... Interessante. Fui para o quarto de Frank e avisei que Nicky iria vir cuidar deles.
–Mas, a tia Mira não pode cuidar de nós? – perguntou o menino, curioso. Neguei com a cabeça.
–Mira não cuida nem dela mesma! Quanto mais de vocês! – comentei. Ele concordou e riu. Ouvi o som da porta do banheiro principal se fechando – Acho melhor você tomar banho no meu quarto. Jhonny vai demorar a sair. – rimos de novo e o menino foi pegar uma toalha. Voltei para a sala e me sentei ao lado de Val, que assistia My Little Pony tranquilamente.
–Ben! – ouvi o grito de Jhonny vindo do escritório de Reed. Assim que cheguei, Jhonny me entregou um papel com a foto de uma mulher, mas não qualquer mulher. Lyja.
–O que tem ela? – perguntei, receoso. Ela já nos ajudou uma vez, o que era muito estranho.
–Frank me mostrou a mesma coisa que mostrou à Mira. Ela – ele apontou a foto – Estava nas memórias do garoto. Por isso Mira gritou, ela contou que Lyja batia nela quando ia ao castelo na Latvéria. Mirella von Doom está com medo. – eu não acreditava em suas palavras. Mira nunca tivera medo de nada. O som da campainha me tirou de meus devaneios. Nos apressamos em ver quem é, e nos deparamos com Nicky sentado na sala.
–Queriam minha ajuda? – se sorriso brincalhão desapareceu quando contamos o que houve com Sue e Reed. Não dissemos nada sobre Lyja ou Mira.
–Basicamente, queremos que você fique de babá. – completou Jhonny.
–Eu aceito. – concordou Nicky, com um brilho nos olhos que, com certeza, Jhonny não gostou.
–Sairemos em duas horas. Por favor, não conte à Mira onde fomos! Ela vai ter um ataque se souber que a deixamos. – avisei. Fui até o meu quarto e peguei algumas câmeras sem fio menores que uma borracha de lápis e colei uma no corredor principal e uma em cada quarto. Pronto! Isso devia dar um bom sistema de monitoramento.
–Fique longe dela! – ouvi Jhonny gritando e voltei correndo. Ambos brigavam por um motivo que eu conhecia: Eles gostavam da Mirella. Nicky me contou uma vez que faria de tudo para ter a atenção de Mira, já Jhonny, a encarava de forma descarada, a observava ir para a escola e fazia de tudo para estar ao seu lado. Ainda restavam dúvidas?
–Que gritaria é essa? – Mira apareceu apenas de shortinho, regata e o cabelo preso em duas maria chiquinhas. Ambos os rapazes a encaravam boquiabertos.
–Nem sei, Mira. Acabei de chegar. – ela deve ter sentido uma leve tontura, pois se apoiou na parede.
–Mira! – Nicky a socorreu, evitando que ela caísse no chão. Eu o ajudei de imediato e colocamos a garota no sofá.
–Aonde vocês vão? – ela perguntou, a voz fraca.
–Procurar Sue e Reed. – disse Jhonny. Ele não conseguia ficar quieto?
–Eu quero ir junto. – ela pediu, se levantando.
–Não pode – eu intervi – É perigoso, e você não está em sua melhor forma. – ela se levantou e tudo a sua volta começou a flutuar.
–Benjamin, está dizendo que eu sou fraca? – essa não era ela. Seus olhos brilharam em amarelo, seu cabelo loiro ficou ruivo e ela começou a flutuar no ar.
–Mirella, estou dizendo que essa não é você. Ouça a razão e pare com isso. – eu disse firme. Ela piscou e seus olhos voltaram a ser verdes, então ela caiu no chão, desmaiada.
–Mirella! – Jhonny a carregou para o quarto e eu e Nicky ficamos na sala, refletindo sobre o que houve sem falar.
–O que foi aquilo? – ele perguntou. Neguei com a cabeça e fitei seu rosto.
–Temo que não seja nada bom. 15 anos? – perguntei. Faziam quinze anos que Jean morrera e, pra ajudar, ela morreu no dia do nascimento de Mirella. Ele apenas concordou com a cabeça.
–No próximo mês.
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