Em uma das janelas do orfanato, uma garota de 9 anos, cabelo azulado e olhos azuis, lia o livro enquanto ouvia as crianças brincarem no pátio. Silenciosamente, a menina devorava palavras por palavras. Adorava ler, pois seu maior passatempo era isso. Terminando uma página e começando a outra, a mesma sinta uma presença.
Uma menininha com a mesma cor de cabelo dela, olhos verde-oliva, pele clara e cheira a pão fresquinho. Marinette voltou para leitura, ignorando a pequena, porém...
— Oi!!! Meu nome é Emmanuelly, mas pode me chamar de Emma! Tenho 5 anos! – a pequena falou, animada – Qual é seu nome?
Silêncio, nenhuma resposta. A menina afastou-se da mestiça, que a mesma desviou o olhar, rapidamente, e novamente voltou a ler. Terminando a página para começa outra, um barulho se fez no local dando susto na jovem.
— Desculpa... – olhou para mesma menina que empurrava a cadeira para perto de si. Viu a mesma subi, com pouca dificuldade, na cadeira e senta. Respirou e com seus olhos curiosos, olhou para azulada – O que você está lendo? Você gosta mesmo de ler? O que mais gosta? Eu também gosto de ler, ainda mais aqueles livros com figuras, gosto de assistir desenhos! Você gosta de desenhos? Você desenha? Adoro desenhar! Você é muito quieta! Não gosta de falar, por que? Sabia que...
“Mas que menina tagarela!”
Pensou Marinette, pois a pequena Emma realmente falava muito, dizendo qualquer assunto para render a conversar. Que mais parecia monologa, o que deixava a mestiça, confusa e sem saber o que fazer. Decidiu, então, voltar para sua leitura. Emma continuou a falar até percebe e cutucou a mestiça.
— Ei! Você ainda não disse seu nome? Eu falei o meu, só falta você! – a mesma suspirou.
— Marinette... – murmurou, mas ela conseguiu ouvir e sorriu abertamente, mostrando as janelinhas entre os dentes.
— Marinette! Quero que você seja minha irmã! – ficou em pé na cadeira, em seguida, pulou da mesma – E não aceito não como resposta, viu! – cruzou os braços e fez bico.
Com olhos arregalados, surpreendida pelas palavras da garotinha. No entanto, balançou a cabeça e, levemente, sorriu. O que essa garotinha viu nela?


......


— Bom dia Alya! – cumprimenta Marinette ao ver a melhor amiga.


— Bom dia, amiga! – abraçaram – Olha esse vídeo, a Ladybug e Chat Noir salvaram Paris do mais uma akuma! Eles são demais!


Já se passaram algumas semanas, akumas novos e outros não. Mas, nada pode ser impossível para os nossos heróis resolver. Eu acho. As meninas conversavam até chegarem na sala, colocaram suas mochilas em sua mesa. Marinette tirou alguns materiais e percebeu que faltava algo. Levantou-se e disse para amiga que esqueceu algo, a morena riu.


— Só não esquece a cabeça, pois está grudada no pescoço! – balançou a cabeça, vendo amiga indo para porta – E é melhor se apresar, daqui a pouco vai bater o sinal!


— Certo! – mau sai, dá de cara em uma parede – O que? – não era parede, sim uma certa pessoa – Desculpa, Adrien.

O loiro sorriu.


Marinette afastou-se, corada, pedindo desculpas mais uma vez e sai correndo. O jovem a olhou, com uma das sobrancelhas erguidas, vendo sumir de vista e olhou para os amigos.


— É a Marinette, uma cabeça de vento! – riu Alya, fazendo os meninos rirem também.


Chegando perto dos armários, a jovem para e respira fundo, anda até o seu armário. Abre e procura o que faltava. De repente, ela se joga para o lado ao percebe uma movimentação. Olhou pra pessoa e viu a mesma sorrir, um sorriso diabólico.


— Bom dia, querida Marinette!


— Lila... – range os dentes enquanto a outra mantinha o sorriso.


— Só vim dá o aviso – ela ajeita o cabelo – Fica atenta, qualquer momento por ser o último.


— Digo o mesmo pra você – disse a mestiça, olhando seriamente pra Lila – E sugiro que, durante à noite, esteja dormindo com um dos olhos aberto para seu próprio bem...


A Rossi riu e resolveu se aproximar da azulada, porém, alguém aparece em seu caminho.


— Se eu fosse você, não faria isso! – Nathanaël levantou sua franja, revelando seus olhos demoníacos – Você realmente não com quem está lidando...


— E se eu souber... — provocou-o.


Nathanaël balançou a cabeça.


— Não... não sabe não – sorriu, mostrando os dentes.


Lila se irritou.


— Sei o suficiente para saber o que devo fazer! – olhou para Cheng, que continuava séria – Sei da minha missão e vou cumpri-la! Você não estará lá pra protege-la.


A italiana sai, deixando ambos sozinhos. Os dois se encararam, sem dizer qualquer palavra. Nathanaël desviou o olhar, virando de costa e resolve sair do local.


— Não precisava ter vindo aqui – murmurou a mestiça.


O ruivo deu ombros.


— De nada, só achei que não fosse um bom momento... só isso – ele olhou pra mesma – Afinal, te conheço bem suficiente pra saber o que você ia fazer. Au revoir, Marinette!


Pouco depois, a professora chega na sala e começou dá aula. Alguns prestavam atenção, outros não – pois, mexiam nos celulares ou lendo gibi – na matéria.


Após três aulas, chega o intervalo. Marinette vai ao banheiro com embrulho em mãos enquanto a Tikki vigia o local comendo cookie. A jovem Cheng entra na cabine e tranca porta, senta em um canto e abra o embrulho. Ao abrir, o cheiro começa a penetrar em seu nariz, deixando os olhos preto e vermelho.


Ao morder, ela suspirar ao sentir o gosto. É saboroso e suculento, como se fosse um doce que derrete na boca, dando a vontade de querer mais. Bem, é isso que ela imagina no momento. Chupando os dedos, Marinette sai da cabine e vai a pia, lava as mãos e a boca. Seus olhos ainda estavam do mesmo jeito, resolveu esperar mais um pouco.


.....


A garota olhava para paisagem e prestava atenção ao mesmo tempo, o que os adultos falavam. Ela não conhecia a cidade, pois nunca tinha saído do orfanato até agora. Ao seu lado Emma, que estava muito animada, sorria e balançava os pés. Ansiosa para chegar em casa junto de sua e sempre, caso der certo, irmã.
— Chegamos! – disse Tom, saindo do carro – Espero que você goste!
Marinette sai do veículo, olhando para o edifício que parecia ter dois ou três andares. No térreo, a jovem percebeu ser uma confeitaria e padaria. Sentiu algo segura sua mão e olhou para sua nova irmã, que possuía um sorriso grande.
— Bonito, né? Espera só ver lá dentro! Você vai adorar! – sai puxando a mestiça que quase cai – Vamos!
A jovem seguiu a menina em direção ao prédio. Ao entrarem, a mesma olhou para todos os cantos do local.
— Essa é a padaria e confeitaria! O papai faz os melhores doces de Paris! Principalmente macarons! Você gosta de que? Vem, vou te mostra o resto!
Emma continuou a levando para o andar de cima. Tom e Sabine sorriam com o entusiasmo da pequena e foram seguindo-as calmamente.
— Essa é a nossa casa! Aquela é a cozinha e aqui a sala! Esse é o quarto do papai e da mamãe! Aqui o banheiro! – ainda segurando sua mão, ela leva para outro local que parecia ser alçapão – E por fim, esse será o seu quarto!
Marinette caminhou, cautelosamente, enquanto olhava ao redor do cômodo. Depois olhou para Emma.
— Ainda não está pronto, papai vai pintar as paredes e não sei se você gosta de rosa, mas... – a pequena foi interrompida por um abraço da garota mais velha – Marin...
— Adorei! – sorriu para pequena, que ficou surpresa – Muito obrigada!
Emma corou, no entanto, sorriu.


....


— Demorou, hein?! Já tava quase indo pra lá! – disse Alya com as mãos na cintura, esperando-a se explicar.


— Estava lotado, tive que esperar – deu de ombro enquanto sentava, ao lado de Adrien.


— Humpf... saiba que até o Agreste júnior ficou preocupado – a morena sorriu, deixando-o corado.


— E-Eu só perguntei por você, pois estava demorando.


Marinette riu, fazendo o mesmo fica mais vermelho. Os amigos passaram o resto do intervalo conversando e rindo. Involuntariamente, a Cheng apoia a cabeça no ombro do loirinho que sorrir, discretamente. De vez em quando, a blogueira observava o casal e se segurava para não grita com esse acontecimento. Na verdade, desde daquele beijo na frente da escola, ela percebeu que os mesmos estavam cada vez mais próximos e era cada emoção que surgia pra mesma e para suas amigas. Que também torciam pro casal.


O intervalo acaba e todos vão pra sala. As meninas iam na frente, conversando, e os meninos atrás. Chegaram na sala, sentaram em suas cadeiras. Lila entra na sala, sem falar com ninguém e senta em seu lugar. A mestiça só a observa antes da professora entra no local e dá o início aula.


Logo, a mesma se encontrava em casa com seus deveres. Tikki ajudava no que podia, sem muito interferir no aprendizado da jovem.


— Finalmente! – disse ao largar à caneta e se levanta, esticando os braços pra cima.


— Muito bem, Mari! – parabenizou.


A Cheng agradeceu e pegou o livro que ganhou no aniversário, deitando na cama. Oliver, seu gatinho, aproximou da mesma pedindo carinho e assim o fez.


....


— Por que... por que? Como... como eles descobriram? – perguntou ela, olhando para seu marido.
— Eu não sei... – ele tocou, suavemente, o rosto da esposa – Calma, vai ficar tudo bem.
A mulher assentiu e ambos encostaram as testas uma na outra.
— Eu te amo... – murmurou.
— Também te amo...


....


— Ma... mãe! O... que...


— Filha, acorda! Filha! – a garota abre os olhos, assustada – Ei, tá tudo bem!


Marinette olhou para sua mãe adotiva e abraço-a, chorando. Sabine acaricia o cabelo da mesma, dizendo palavras calmas e dando leves beijos.


— Já passou meu amor! Venha, o jantar tá pronto – a jovem assentiu e se separa do abraço.


Sabine sorrir pra filha, antes de beijar sua testa e sair do quarto. Ao entrar na cozinha, a senhora Cheng encontrava seu marido arrumando à mesa.


— Conseguiu?


— Sim... – Tom a olhou, percebendo algo de errado.
— Aconteceu alguma coisa?


Sabine suspirou.


— Marinette teve pesadelo... de novo.


O homem aproximou-se dela dando abraço, deixando-a confortável. Em seguida, a mestiça desce e se junta com seus pais no jantar. Onde ocorre conversas aleatórias e algumas palhaçadas de Tom, fazendo a jovem rir.


Horas depois, a azulada saia do banheiro e deita em sua cama, pronta pra dormir. Deu boa noite para Tikki e fechou os olhos.


— Mari, o celular tá tocando – avisou a pequena.


Ela suspirou e foi atender.


— Alô... Ei, calma! O que houve? – perguntou e rapidamente se levantou – O que?!


....


Que lugar é esse? Como vim para aqui? Tudo está escuro, porém, escuto vozes e gritos inaudível. Não consigo enxergar nada e o pior é que ninguém sabe que eu saí. Por um momento está seguindo as informações que consegui junta, e agora estou aqui. Preso em um local que não conheço.


— Tenho que achar um jeito de sair daqui... – sussurro.


De repente, o teto se abre iluminando o local. Em seguida, uma movimentação embaixo dos pés – era o elevador. Fecho os olhos por causa da luz, e assim que os abro, percebo a multidão por todo lugar.


— Senhoras e senhores, desculpem pela demora! – comunica o homem – Apresentamos hoje, o prato principal!— Eles gritam – O entrée de hoje é um pedaço raro de carne, há qual todos conhecem... Adrien Agreste!


“O que?”


Arregalo os olhos ao perceber o quanto estou lascado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.