Miraculous Ladybug: O Passado Obscuro de Marinette
26 Capítulo 26
Notas iniciais
— Princesinha, acorda! – uma voz suave a chamou – Meu bem, hora de acordar!
Resmungou enquanto abria os olhinhos e bocejou.
— Bom dia, princesa!
— Mamãe, quelo dormir mais um pouquinho... – resmungou mais uma vez, bocejando.
Sua mãe sorriu.
— Sério? Ah, mas eu fiz o café da manhã tão gostoso! – tocou levemente na mecha da pequena e sussurrou – Ainda mais com as coisas que você adora!
A menina olhou para mãe.
— Acordei! E estou com fome! – levantou-se num pulo e colocou suas mãozinhas na barriga, fazendo a mulher rir.
— Marinette...
— Vamos, mamãe! – a garotinha pulou da cama e corre para fora do quarto.
Animada continuou a correr até que tropeça em um dos seus pés, quase caindo senão fosse por seu pai. Segurou-a pela cintura.
— Kumiko, não pode ficar correndo pela casa! Quase se machucou!
— Desculpa papai – a pequena fez bico. Seu pai suspirou e sorriu.
Pegou-a no colo e beijou sua testa.
— Qual foi o motivo dessa pressa? – perguntou e olhou para lado, aonde vinha sua esposa.
— Mamãe fez café gotoso com as coisas que eu adolo! – disse muito animada.
— É mesmo? – o homem olhou para sua filha e voltou a olhar para esposa, que sorria.
A pequena assentiu, totalmente, animada.
...
— Bom dia, Marinette! – Tikki cumprimentou a sua portadora, ao vê-la de pé. A jovem olhou para sua kwami escarlate, sorriu, voltando a se arrumar – Hoje você acordou cedo?
— Tive um sonho estranho, mas bom – ela caminha pelo cômodo, pegando a mochila e colocando os livros que seriam ser usados – Agora vamos, vou pegar seus cookies!
A kwami concordou e voa para bolsinha de sua mestra. Marinette desce e cumprimenta seus pais, pega alguns cookies e vai em direção a porta.
— Filha, você não vai tomar café? – perguntou seu pai.
— Não, eu estou sem fome. Além disso, não quero chegar atrasada! – disse sorrindo.
— Mas, você acordou cedo hoje. Aliás, você está acordando cedo esses dias! – fala sua mãe desconfiada.
— Bem... é semana de prova! Eu tenho acordado cedo por causa disso, então...
Tom suspirou.
— Marinette... – ela o olhou – Venha, sente-se e toma café com a gente. Faz um tempo que não fazemos isso!
— Mas, papai... – o homem ergueu a sobrancelha – Tudo bem...
Dupain sorriu, assim como Sabine que também sorriu. A jovem colocou a mochila no sofá e sentou com a família, olhou para fatia de bolo que seu pai tirou pra mesma, suspirou e começou a comer.
Pouco depois, Marinette se encontrava no banheiro do colégio. Tikki vigiava o local enquanto ouvia os sons que a mestiça fazia. Com sua garrafa, a jovem bebia água em um só gole, e, em seguida, botava tudo pra fora.
— Marinette! Vem vindo alguém! – alertou.
A Dupain-Cheng levantou-se, deu descarga e saiu da cabine indo lavar as mãos. Logo, a porta é aberta pela melhor amiga. Alya.
— Há! Te achei! Bem, como a Rose disse.
— Bom dia, Alya! – cumprimenta enquanto enxugava as mãos – E como assim a Rose disse? Pôr a caso, ela sabia onde eu estava?
— Ela te viu vindo pra cá e parecia que estava com muita presa – respondeu.
— Eu precisava, urgentemente, ir ao banheiro – sorriu nervosa.
— Tudo bem, amiga. Entendo – ambas ouviram o sinal – Vamos para sala.
A mestiça assentiu e seguiu a amiga.
Nino estava na escadaria, ouvindo música, enquanto esperava seu amigo louro de olhos verdes. Ele balança a cabeça no ritmo e batia o pé ao mesmo tempo. Uma Mercedes cinza para na frente da escola, em seguida, a porta é aberta pelo garoto.
— Ei, brô! – moreno acena ao ver seu amigo.
— Oi, Nino! – cumprimentam no toque.
— Cara, o que houve? – Adrien o olhou confuso – Já sei! Teu velho, acertei?
O mesmo suspirou.
— Cara...
— Bem que queria, mas, desta vez não... – o jovem Agreste olhou em direção a casa de Marinette.
Lahiffe seguiu o olhar do amigo e entendeu.
— Você e a Mari ainda estão brigados?
— Não quero falar sobre isso. Vamos pra sala.
Nino concordou e ambos entraram, subiram a escada e chegaram na sala. As meninas, Alya e Marinette, conversavam animadas e às vezes a de cabelo azulado ria do comentário da amiga.
O jovem Agreste, sem percebe, sorriu bobo para aquilo. A blogueira percebeu e cutucou a amiga, falando que tinha alguém olhando. A mestiça virou o rosto e os olhos de ambos se encontraram. Verde no azul e vice-versa.
No entanto, foi rápido. Adrien desviou o olhar, sentou na sua cadeira e nem ousou olhar para Cheng, que suspirou tristemente. Alya colocou sua mão no ombro da amiga, dando consolo e sussurrou baixinho o pedido de desculpas.
— Vou ficar bem... – sussurrou e voltou a presta atenção na aula. Tentou.
Marinette desviava seus olhos para o garoto da sua frente. Desde daquela patrulha, ele vinha comportando-se diferente e a mesma sabia bem o porquê.
...
— MIRACULOUS LADYBUG!!! – um enxame de joaninhas surge no ar, espalhando-se por toda Paris e restaura. A heroína sorrir. Mais um trabalho feito pela dupla de heróis – Ze... Chat?
Olhou para o lado e viu o gato indo embora, sem fazer o cumprimento. A garota bufou, irritada, correu na direção do mesmo.
— Chat! Chat! – o mesmo ignorou – Chat Noir! Estou falando com você!
— Agora não dá! Tenho que ir.
— Mas... – Chat virou pra mesma.
— A minha agenda está cheia hoje e preciso cumpri-la, então... – Ladybug abaixou a cabeça, mordendo o lábio. Ele se vira para ir embora.
— Chat... por favor – sussurrou pegando na mão dele, sem olha-lo. O herói gato suspirou.
— Falamos depois... – ele se solta e vai embora, deixando a mestiça pra trás. Triste.
— O que deu em você, garoto?! – perguntou Plagg ao chegarem na mansão – Tinha que a tratar daquela maneira?!
— Você não entenderia Plagg – fala caminhando em direção a cama.
Adrien se joga na cama, frustrado, esfregando as mãos no rosto. Desde daquela maldita noite, ele e a mestiça não se falavam direto. Tudo por causa de um certo assunto. A heroína vermelha sempre o dizia que era assunto das autoridades e não deles, pois o verdadeiro foco era derrotar o Hawk Moth e Mayura, a nova vilã e parceira do vilão.
Porém, ele não concordou. Dizendo que o dever de um herói era proteger as pessoas, não importando se elas são boas ou más, e que por isso, eles deveriam investigar e acaba com os monstros. Mas, mesmo assim, ela discordou e foi embora. Desde, então, o Agreste resolveu investigar sobre os ghoul, em segredo e sozinho, sem envolver a parceira.
— Eu não entenderia?! Garoto, olha para mim! – o mesmo olhou-o – Tenho mais de cinco mil anos! Me respeite! Sei de tudo! Sei como tudo começou! Sei como os dinossauros foram extintos! Sei o porquê de a Torre Pisa ser torta! Tudo! – Plagg suspirou – Também sei que: “Quem procura, acha”.
O kwami aproximou-se do menino.
— Eu sei, o que estou fazendo! – disse o mesmo.
— Então cuidado para não procurar o que não deve... – a cor verde dos olhos da destruição, tornaram-se mais intensos – Existem coisas que a gente perde e pode ser que nunca mais encontre. Por isso, não seja aquele tipo de pessoa que procura, acha, e depois sai correndo com medo!
O jovem Agreste sentiu algo estranhando dentro de si, mas ignorou.
— Não se preocupe Plagg. Não irei fugir.
— É... tentei – ele se afasta do mestre – Essa conversa me deu fome. Onde está o meu queijo?
Adrien olhou para o teto, refletindo e sussurrou.
— Eu não vou fugir.
...
— Como estão os batimentos?
— No momento estável! Tudo pronto para operação!
— Certo!
A garotinha olhava ao seu redor, pelo menos tentava. A iluminação atrapalhava a sua visão, impedindo de ver os rostos. Não conseguia se mexer, não conseguia se mover. Como se estivesse paraplégico, assustada, tentou falar.
— M-Mamãe... – um som soou no local e a sua respiração começando a falhar.
Rapidamente, uma pessoa aproximou-se da pequena.
— Shiiuu... tá tudo bem, não precisa ter medo.
Ela olhou para pessoa, que acariciava seu rosto. Com olhos marejados e soluçando, perguntou:
— O q-que... vo-vocês... vão f-fazer... co-comiigo?
Sorrindo, respondeu:
— Nada de mais, anjinho! Só ficará... perfeita!
— Nunca fui perfeita – murmurou – Nunca fui...
Cheng olhava para cidade em sua varanda, com o gatinho no colo que ronronava com seu cafuné. A noite estava linda e a lua sorria para mesma, que não retribuía. Estava triste, ainda mais, com essa lembrança ou pesadelo.
Ela tinha acordado assustada e quase joga o pobre do Oliver no chão, se não tivesse segurado. Agora, estava ali na varanda vendo a cidade e sentindo a brisa toca seu rosto, suavemente. Com cuidado, a garota coloca o gatinho na cadeira de praia e caminha em direção da grade. O vento balança seus cabelos que voavam livremente. Marinette fechou os olhos e sorriu levemente até senti algo.
Abriu os olhos e virou o rosto vendo Chat Noir ao seu lado.
— Chat?
— Princess...
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