Miraculous Ladybug: O Novo Herói de Paris.
14 Adrien.
Notas iniciais
Sábado às 12:45 pm.
Acordei com uma batida na porta. Olhei em volta com os olhos semicerrados, a luz do sol batia em meu rosto. Demorei alguns segundos para entender onde eu estava. No meu quarto, ou seja, meu apartamento. Suspiro pesadamente e levanto da cama indo direção à porta.
— Ai, minha cabeça! Quanto eu bebi ontem? – pergunto para mim mesmo.
A batida se repetiu.
— Já vai! Só um instante! – falo um pouco alto.
Ando calmamente enquanto tento, sem sucesso, fazer desaparecer a sensação horrível do meu estômago. Ainda estava com as mesmas roupas da noite passada – porém sem os sapatos. Respiro fundo e abro a porta.
— Fala aí, Bro! – cumprimenta o moreno com um aceno de mão.
— Humpf... Bom dia Nino! – resmungo, me afastando e fui para cozinha enquanto o mesmo entrava.
— Nossa... err... como você está? – perguntou.
— O que você acha?! – tomo dois copos grandes de água e um analgésico, talvez isso limpasse meu organismo e diminuísse o barulho dentro da minha cabeça – O que faz aqui?
— É obvio, vim ver como você estava – se joga no sofá, colocando os pés na mesinha da sala – Ontem tive que te buscar, pois alguém me ligou em plena MADRUGADA, falando várias coisas inaudíveis enquanto choramingava.
Olho para o meu amigo, espantado. Eu não lembrava nada, o que tinha feito ou que disse. Tudo que eu sabia que tinha saído para espairecer a mente. Voltei para sala.
— O que eu disse? – pergunto preocupado, com a possibilidade de ter falado demais.
— Não sei, cara – deu de ombros – Como disse, você dizia coisas inaudíveis! Não consegui entender. Mas, está tudo bem?
Assenti.
— Sim, eu só sair pra espairecer – suspiro enquanto coloco a minha mão na testa – Essa semana foi pesada.
Nino sorriu fraco.
— Senhor Agreste continua a pegar no seu pé?
— Você nem imaginar – me jogo ao seu lado e fecho olhos – Ele não para por um segundo. Sempre querendo tudo perfeito, inclusive eu.
— E o Hugo? Soube que você foi visita-lo, como foi?
— Me senti a Rainha Clarisse Renaldi vendo a sua neta pela primeira vez. Ou seja, foi bom – falo – Fazia tempo que não o via desde... o acidente.
O moreno balançou a cabeça.
— Foi a partir daí que a Marinette resolveu se mudar de Paris... – disse Nino, pensativo.
— É... – concordo.
......
Depois de melhorar da ressaca, fui para a empresa. Tinha muitos afazeres, reunião, contratos para assinar, reunião de novo, apresentar os orçamentos da empresa, reunião, contrata novos funcionários e já falei reunião? Pois é! Muitos afazeres.
Olho para o meu relógio de pulso, 19:50 pm. Suspiro.
— Por hoje chega – digo, arrumando as minhas coisas – Amanhã termino restante.
Saio do escritório e me despeço do pessoal, vou para o estacionamento. Entro no carro e vou para casa. Durante o caminho, começa a chover e aos poucos vai engrossando enquanto o trafego fica lento.
— Que maravilha – falo, totalmente, irônico.
Olho para os lados e batuco os dedos no volante ao mesmo tempo, e do nada começo a assobiar. Chuva forte, buzinas cantando e eu continuo a batuca, PACIENTIMENTE. Plagg dormia, sem se importa com nada. Ouço o celular toca, pego o aparelho e deixo cair alguns papéis no chão do carro.
— Droga... – múrmuro.
Largo o celular, ignorando a chamada, e ajunto os papéis. Vou guardando até ver uma foto no meio. Franzi as sobrancelhas e tiro a foto dali. Era mais uma foto minha com a Mari.
Flash black On.
— Vamos meninas! – grita Alya enquanto carregava alguns equipamentos – Aqui é perfeito! Obrigada pela ajuda mais uma vez, Adrien.
— Fico feliz em ajudar! – sorrir – Onde ponho isso?
— Ah... deixa aí! – ela balança a mão – Cadê a Marinette?! MARINETTE!!!
Assusto-me, mas começo a rir ao ver a princess correndo toda atrapalhada. Ela segurava a caixa, que continha algumas roupas, e do nada, tropeçou.
— Marinette! – corro até a mesma, que estava de cara no chão e com um dos pés levantados, e sem sapatilha – Er... você está bem?
Ela não me respondeu, só levantou o antebraço e fez joinha. Não aguentei e acabei gargalhando, alto e bom som. Ajudo-a se levantar, ainda rindo, procuro a sua sapatilha e não acho.
— Princess, eu não achei....AÍ! – algo cai na minha cabeça, percebo que era a sapatilha de minha amada – A sua sapatilha.
My princess arregalou os olhos e riu, ou melhor, gargalhou.
— Des-desculpe... – ela tenta segura, mas não consegue e continua a rir.
Faço bico, zangado, cruzo os braços e a ignoro. Logo depois, sinto seus braços ao redor do meu pescoço e seus lábios na minha bochecha.
— Adrien, me desculpe – continuo a ignora – Meu bem, quem faz bico pede beijo!
Olho para ela que sorrir enquanto fazia carinho na minha nuca, puxando levemente os fios de cabelo. Finjo pensar e digo.
— E se eu tiver? – sorri ladino e coloco as minhas mãos na sua cintura.
Mari cora, mas faz cara de pensativa.
— O que está esperando? – ela morde o lábio inferior, assim como eu.
— Estou esperando quando os senhores vão me ajudar? – olhamos para Alya e as meninas que nos encarávamos com sorrisinho.
Marinette esconde seu rosto no meu peito, sem jeito.
— Deixa eles, Alya! – disse Milene.
— Se querem se pegar é melhor irem para o quarto.
— ALIX!!!! – grita princess, totalmente, vermelha de envergonha. Enquanto coço a nuca, também vergonhado.
Logo após, voltamos para a atividade.
Flash Black Off.
Aquele dia foi muito engraçado. As meninas não paravam de tirar sarro da gente e no final tiramos essa foto junto. Sorrio para imagem e sem perceber o trafego diminui. Ligo o carro e começo a prosseguir a viagem até que...
— Oh! – paro bruscamente o veículo ao ver um jovem tenta atravessar na minha frente.
— Desculpe! – era Hugo que logo sai correndo, e, em seguida, outros vinham atrás.
— Mas, o que está acontecendo? – pergunto, ouço os carros buzinarem e resolvo estacionar em um canto – Plagg! Plagg!
Cutuco o meu kwami, que acorda reclamando da vida e do seu amado queijo.
— Não temos tempo para isso! Plagg, mostrar as garras!! – transformo e vou à direção em que os garotos corriam.
Sigo-os até o beco, onde vejo o Hugo sendo encurralado pelos mesmos. Escondo-me em cima do telhado e os observo.
— Achou mesmo que conseguiria fugir da gente? – o garoto louro rir, assim como seus comparsas.
Hugo deu de ombros.
— Talvez? Do jeito que são sedentários, estou impressionado!
“Sério, Hugo?!” pensei.
— Seu bastardo!!! – vejo garoto indo para cima do mesmo. Rapidamente, levanto-me e preste a pular quando o Hugo desvia do soco e dá uma rasteira, fazendo assim ele cai no chão – O que vocês estão esperando?! Acabem com ele, molengas!
Dois vão para cima, mas o rapaz desvia de um lado para outro. Como se o mesmo dançasse, sem importar com o perigo. Fico impressionado com ele, seus movimentos pareciam ser familiares. De onde será que eu vi isso?
POW!!!!!!
“Que foi isso?”
Olho para o local e fico sem reação.
Fale com o autor