Miraculous: Ladybug! 2ª Temporada - Continuação
1 Duplicata
Notas iniciais
Desde a luta contra Volpina, Marinette estava apreensiva, havia sido sua culpa o aparecimento daquela akuma, se perguntava se era mesmo uma super heroína, ou se seus sentimentos pessoais continuariam causando problemas.
Chegou na escola atrasada, não por culpa de algum ato heroico, mas porque seu humor não era um dos melhores e acabou derramando seu café da manhã na cozinha. Sorte que a professora os havia levado a biblioteca e ninguém percebeu sua entrada de fininho.
— Eu sou um perfeito desastre… — Bufou cabisbaixa.
— Não liga pra isso Marinette, tudo vai se resolver e todas as pessoas cometem erros, admitir que errou e pedir desculpas significa que você esta amadurecendo — Tikki tentava ajudar, sempre com muita doçura, mas sem muito efeito.Eu sei Tikki, mas ainda me sinto mal.
Marinette tratou de empurrar com cuidado Tikki de volta a bolsa quando viu uma Alya muito animada vindo em sua direção.
— Bom dia amiga!! Viu o meu Ladyblog, aquela nova vilã, Volpina, com poderes de ilusões, se fazendo passar por heroína e tals, mas ai a Ladybug conseguiu perceber a verdade a tempo — Falou fazendo imitação de soquinhos no ar — Mas cá entre nós, acho que ela ficou mesmo foi com ciúmes do Cat Noir — Alya segredou dando uns risinhos empolgados.
— Eu não acho! — a joaninha indignou-se — Ladybug e Cat Noir são uma dupla imbatível, não teria porque ela ter ciúmes da Volpina — E novamente não conseguiu segurar suas emoções.
— Então temos aqui uma fan do casal de super heróis — Alya estava se divertindo provocando a melhor amiga.
— Eles definitivamente não são um casal, nem acho que a Ladybug deixaria o Cat Noir saber quem ela é — Marinette falou um pouquinho alto demais chamando a atenção de Adrien que estava atrás da estante atrás delas, que parou imediatamente para prestar um pouco mais de atenção naquela conversa.
— Então você acha mesmo que eles não se conhecem? Porque assim, eles parecem um casal, o jeito que eles lutam juntos e conversam, é meio óbvio — A garota morena continuou, querendo saber um pouquinho mais da opinião da amiga, quem sabe ate colocar a hipótese em seu blog.
— Acho que não, e não, não é óbvio! Acho que ela não contaria pra ele qual é a identidade secreta dela, não por não confiar no Cat Noir, mas porque poderia colocá-lo em perigo e ela nunca permitiria isso — Despejou tudo de uma vez, ainda bem que não ouviu o som de espanto de Adrien logo atrás ouvindo sem permissão a conversa.
Se Adrien Agreste estava obcecado pela Ladybug, ah sim ele estava, apaixonado, nas nuvens, amando, qualquer dessas palavras clichês e como Cat Noir fazia de tudo para que ela gostasse dele, não conseguia muito além de sorrisos e afagos, nada muito pessoal. Só que aquela conversa havia o intrigado, e se fosse essa a causa, e se Ladybug não se abria com ele porque queria protegê-lo, fazia sentido? Claro que fazia.
E Marinette, porque a garota parecia saber tanto? Ele nunca poderia imaginar que ela era a Ladybug, porque, bom, ela parecia ser muito tímida e meio distraída pra isso, mas ela poderia conhecer a Ladybug e ai seria outra história.
Um plano quase infalível começou a nascer na sua linda cabecinha loira, e a animação começou a transparecer, fazendo Plag achá-lo um pouco mais bobo que o habitual. Afinal, o que seria amor para um Kwami? Para aquele, com toda certeza era queijo.
Saiu de seus devaneios quando Nino o chamou sinalizando que a aula havia acabado.
— E então cara, tem seção de fotos hoje? Quer jogar vídeo game? — Nino convidou esperançoso o amigo que parecia estar com a cabeça em outra galáxia.
— Ah não vai dar! — Exclamou fingindo comoção — Tenho umas coisas que meu pai pediu que eu fizesse, fica pra uma próxima — Disse já correndo em direção a algum lugar, longe das vistas de algum curioso.
Hora de iniciar o plano, passo n° 1, se transformar, não é preciso dizer que não foi feliz para o Kwami preto, passo n° 2 ir até a casa de Marinette, ele queria apenas alguma informaçãozinha, não espionar a garota, lógico que não.
Como Cat Noir saiu com velocidade, correndo/saltando pelos prédios e belas construções de Paris, até chegar a padaria cheirosa da família da menina, o cheiro de pão virava as esquinas, e não havia ninguém em Paris que não salivasse com as guloseimas deliciosas da família de Marinette.
— Hora de bancar o gato espião — Brincou, adentrando num pulo o quarto da garota.
Por muita sorte do gatinho o quarto estava vazio e sua dona não havia chegado da escola ainda, pode então dar uma bela olhada no cômodo, não que nunca tivesse estado lá, é só que era diferente da ultima vez, havia roupas e chapéus a serem produzidos, para seu espanto um cartaz enorme do Jacket Stone, cantor que ele mesmo era fan e quando olhou atentamente para a tela do computador haviam corações rosas por todo o rosto dele. Sim, era simplesmente Adrien Agreste por toda a tela de descanso, envolto a coraçõezinhos cor de rosa. Um pouco espantado, um pouco envergonhado, não ouviu quando os degraus começaram a fazer barulho e a voz familiar tornou-se um pouco mais alta.
Sem saber o que fazer, em um pulo foi para debaixo da cama, ainda bem que sua alergia era somente a penas.
Marinette nem ouviu o baque silencioso ou viu o vulto preto indo para debaixo da cama, apenas entrou no quarto e se jogou na cama, com a cara no travesseiro.
— Marinette não deveria ficar tão cabisbaixa, tudo vai melhor, você é a melhor Ladybug que eu conheci até hoje, vamos, fique mais animada — Tikki insistia, mas a joaninha não estava só com Volpina na cabeça, havia também a conversa com Alya.
— Tikki, você acha que eu estava com ciúmes do Cat Noir? — Levantou-se rápido, ficando um pouco zonza.
— É com isso que estava preocupada? — Quis saber o Kwami, com muita curiosidade.
— Ele é meu parceiro, e era só nós dois, talvez eu não estivesse pronta pra aumentar a equipe, eu não sei, Volpina foi minha culpa, estou me sentindo muito idiota — E desabou novamente na cama.
Enquanto isso, um gato empoeirado e de olhos arregalados, ainda não conseguia processar todas as informações que acabara de ouvir, só foi tirado de seus sonhos, porque o anel começou a piscar e bom, digamos que nosso herói tinha um pequenininho problema e estava ficando sem tempo.
...
Eis a situação de nosso herói, estava perplexo com tantas revelações, debaixo da cama da Ladybug, com seu lindo anel mágico começando a piscar. Ele precisava pensar rápido. Não imaginaria que seria salvo pelos gentis pais da garota que a chamaram para comer, dando tempo suficiente para o gato sair saltitando pela janela, todavia, não contava que o anel iria te desapontar e acabou caindo perto já da entrada da loja da Marinette.
BAMMMM!!! Um estrondo, seguido de uma família Chang abismada e um Adrien machucado e bastante envergonhado.
— Você está bem? Digo, se machucou muito ou, ou melhor, o que houve? — Quis saber uma Marinette espantada e confusa.
— Não sei direito, acho que bati com a cabeça — Mentiu descaradamente.
— Lógico que a família de padeiros o amparou, com a mais nova pegando a caixinha de primeiros socorros.
— Acho melhor ir ao médico, isso parece feio — Sugeriu fazendo o curativo no braço do garoto.
— Eu vou ficar bem — Respondeu sorrindo e dando uma boa olhada nos bonequinhos da Ladybug e Cat Noir que a garota deixava em cima da cômoda — Eu não sabia que gostava tanto deles assim — Fez uma pergunta meio retórica.
— Acho que eles são uma ótima dupla — Riu, não um sorriso nervoso que sempre dava perto do modelo, mas aquele sorriso sincero.
Adrien se sentiu um idiota, como nunca percebeu, ou melhor, nunca nem mesmo cogitou a possibilidade de Marinette ser a Ladybug e faria, se pensasse bem, todo o sentido, Marinette era muito criativa e muito gentil, tinha os cabelos negros e olhos de flor, e aquele sorriso, parecia o sorriso de sua mãe, e ele já tinha percebido esse sorriso certa vez, em Ladybug.
— Eu também acho eles uma dupla imbatível — Concordou, sorrindo, ainda com os olhos fixos nos bonequinhos — O que você acha dele? — Perguntou, se referindo a Cat Noir, tentando ser o mais discreto possível.
Marinette ficou uma eternidade de segundos em silêncio, olhando fixamente para o brinquedo que ela mesma havia costurado e escolhido, lembrado de cada detalhezinho que tinha feito. O que realmente achava dele? No fundo talvez soubesse a resposta…
Mal reparou que Adrien estava perto demais, intrigado demais, com aquele silêncio repentino e resolveu dizer alguma coisa, antes que se atrapalhasse outra vez. O que era muito comum na presença do garoto. Desde o fatídico dia do guarda chuva a garota havia se apaixonado pelo garoto, por sua gentileza e sinceridade.
— Eu acho ele meio bobo, mas com toda certeza é o melhor parceiro que alguém poderia querer — Despejou, tão absorta em seus pensamentos, que se pareceu muito mais com Ladybug, porque aquela era a opinião que a própria diria.
— Meio bobo? — A opinião lhe incomodou um pouco, mas resolveu continuar se arriscando um pouco mais, afinal ela não fazia ideia de que ele era seu parceiro felino.
— Foi nessa hora que a garota se deu conta do que tinha dito, e sua velha e tão conhecida insegurança surgiu outra vez.
— Quero dizer, ele é um super herói e tal e bom, só me pareceu, não que eu saiba o que estou dizendo, eu não sei, quero dizer, não, não isso.
— Adrien também se sentiu meio inseguro, estava andando por um terreno perigoso, resolveu que pensaria em tudo aquilo depois.
— Obrigada por tudo Marinette, eu já estou indo — Agradeceu e tratou logo de ir para casa, mesmo com a garota insistindo para procurar um médico.
Claro que seu pai não gostou nada do curativo em seu braço, e mandou que chamassem um médico da família, mas o garoto disse que preferia ir para o quarto, que o machucado não era nada.
Passou na cozinha para pegar um queijinho muito fedido para seu Kwami reclamão, e começaram os devaneios.
— Então vocês estão vivendo um quadrângulo amoroso, deixa eu ver se entendi, Marinette gosta do Adrien, mas não gosta do Cat Noir e você gosta da Ladybug, mas não da Marinette. Tudo muito confuso — Plag não ligava muito para os problemas amorosos de seu escolhido, só queria colocar os fatos, como bem, eles eram.
— Ela me acha meio bobo? Como ela pode me achar meio bobo? Porque ela não gosta de mim? — Desesperava-se Adrien andando de um lado para o outro em seu quarto — Mas ela gosta de mim! — Lembrou-se das suas fotos no quarto da moça — Ela só não sabe que gosta de mim como Cat Noir, porque ela não sabe que eu sou o Cat Noir, é isso! Ela gosta de mim, somos uma dupla imbatível, ela mesmo disse, que não haveria outro parceiro além de mim, é ela gosta de mim, só não sabe disso, ainda, além do que ela sentiu ciúmes de mim — Afirmou para si mesmo — Ladybug você gosta de mim só não sabe disso ainda!
HawkMorf havia feito mais uma terrível vítima de seus akumas, e este se auto intitulava duplicata, capaz de fazer várias cópias de si mesmo, não demorou muito para nossa dupla de heróis fazer sua entrada majestosa.
— Precisamos detê-lo bem rápido, já contei uns 30 dele, alguma ideia My Lady? — Cat Noir já havia se curado do ferimento de mais cedo, graças a magia de seu Miraculous e estava pronto pra outra.
— Eu acho que o akuma está no relógio dele, eu tenho um plano, você distrai ele — Combinou — Você é bom nisso! — Brincou.
Já assumindo posição para avançar pelo flanco direito no Duplicada que estava em cima da Torre Eifel, comando os outros. Enquanto isso Cat Noir tentava lutar contra os 29, ou melhor com metade deles, usando seus conhecimento de esgrima. A outra metade ia em direção a Ladybug.
— Pensa, pensa! Transformar! — E assim surgiu um relógio de bolso, olhou ao redor e o plano começou a se formar em sua mente.
Correu a toda velocidade em direção ao vilão, enquanto Cat tentava de todas as formas atrasar as outras cópias, e ao contrário do poder de Volpina, as cópias de Duplicata eram reais, em um momento conseguiu trocar os relógios de bolso, dando uma volta inteira na torre, derrubando Duplicata por trás, pegando aquele que tinha o Akuma, o jogando no chão para quebrá-lo.
— Tchauzinho borboletinha — A borboleta branca rumou ao céus — Miraculous: Ladybug! — E todos os estragos foram consertados ou melhor, quase todos.
Ladybug virou-se para o homem meio triste e falou com gentileza — Eu sei que o senhor perdeu a hora do evento da sua filha, mas não existe nada que não possa ser consertado com um pedido de desculpas sinceras. Não precisa ser mais de um, só precisa ser você mesmo.
As palavras da joaninha eram música para o gato, que a admirava ainda mais.
Depois do ocorrido, perto de seus poderes começarem a oscilar, Ladybug tomou coragem.
— Cat, me desculpa, eu as vezes exagero um pouco, eu poderia ter evitado o caso da Volpina, poderia ter agido certo — desculpou-se sinceramente.
— Nem sempre podemos controlar nossas emoções My lady, ainda somos humanos.
Novamente aquela dúvida voltou aos pensamentos da heroina, o que exatamente pensava sobre Cat Noir. Ele não era só um gato bobo, ou só seu parceiro, o que ele era afinal?
Para surpresa dos dois a garota lhe deu um beijo cálido na bochecha fazendo com que ambos ficassem um pouco sem jeito.
— Obrigada. — E assim desapareceu Ladybug, em um salto, deixando um gato com uma pulga atrás da orelha e o coração na boca.
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