Notas iniciais
Vamos caçar Nano dragões?

"There's a room in a hotel in New York city, that shares our fate and deserves our pity... I don't want to remember it all, the promises that I made if you just hold on..." Twin Skelenton

(Há um quarto num hotel na cidade de Nova York,que compartilha nosso destino e merece nossa piedade... Eu não quero lembrar de tudo, as promessas que eu fiz... se você só aguentar...)

— Não há chance de vocês me vencerem, seus tolos! – Skelenton ri insanamente em meio as suas chamas azuladas.

— Isso é o que todos os vilões dizem, meu amigo – Comento – Deveríamos começar a apostar, o que acha Nad?

— Daria pra pagar o ônibus em vez de vir voando na chuva até aqui, Fury – Ela dá de ombros com seu sorriso sarcástico.

Skelenton balança a cabeça negativamente e invoca suas chamas azuladas, elas o engolem e ele desparece a nossa frente.

E pensar que há trinta minutos o meu dia estava totalmente normal...

Deixe-me clarear as coisas para você.

Tudo começou com uma forte tempestade em Berk, o dia amanhecera frio e com uma chuva que só ficava mais forte, mas logo se podiam ouvir os raios e num famoso hotel aqui em Berk, acontecera outro ataque de Drago.

Dois irmãos, gêmeos para ser mais específico, cresceram lado a lado num lar feliz e agradável onde seu pai lhes contava frequentemente o seu sonho de vê-los assumir o famoso hotel juntos e uma mãe que sempre lhe dava esperanças para nutrir este sonho.

Os irmãos cresceram e tomaram caminhos diferentes, mas o dia de assumir o tesouro do pai chegara, porém apenas um deles foi escolhido para tal sonho e o outro, Frank Skelenton, perdeu tudo.

Frank perdera o sonho e noiva para o irmão gêmeo e nunca pode perguntar ao pai porque não fora escolhido, pois ele havia morrido naquela manhã escura e nebulosa. O ódio nasceu no coração de Frank Skelenton, um jovem mágico que admirava esqueletos e fazia tal sucesso com isto.

Drago lhe concedeu poderes para controlar o esqueleto das outras pessoas, além de também poder utilizar os esqueletos dos mortos para formar um exército, era assustador como a habilidade de Drago melhorava.

E aqui estávamos nós, eu e a Nadder Mortal, lado a lado, trancados no subsolo do hotel, tentando proteger as pessoas arriscando nossas vidas.

— O saco de ossos sumiu, me diga, por favor, que tem algum plano – Nad vira-se para mim.

Nad era o apelido que eu havia dado para ela semanas atrás, só pra esclarecer. Ela também me dera um apelido, gostava de me chamar de Fury, até que eu gostava de termos essa intimidade, faz parecer que somos mais que apenas dois desconhecidos lutando contra o ódio.

Um estrondo agitou o prédio, as luzes foram desligadas e o som de ossos nos alcançando aumentava.

O escuro não fazia diferença para mim, eu tenho a habilidade de enxergar perfeitamente no escuro, mas já a Nadder estava no auge do seu ponto cego.

Querem jogar um jogo? Vamos ver se conseguem chegar até mim, no último andar, com vida”A voz do Skelenton ecoou no ar “Enquanto isso, eu vou me divertir em família”.

— Vamos – Seguro a mão da Nadder e a guio pelo hotel.

Puxei minha adaga caso fosse necessário e ela pegou um dos espinhos afiados de sua cauda. Estávamos em sintonia.

O som dos ossos aumentava conforme alcançávamos o quinto andar, Nad segura minha mão mais firme.

Ao chegarmos ao sexto andar um exército de esqueletos nos aguardava, eram muitos nos empatando de chegar ao elevador como um rio de obstáculos.

— O que está acontecendo? – Nadder sussurra – Por que paramos?

Bem vindos ao meu mundo de diversão e eu só vou parar quando retomar a coroa”.

— Pegue o arco, estamos cercados – Sussurro a aproximando.

Ela o fez, tirou o arco atravessado em seu corpo sem soltar minha mão.

Peguei minha espada e fiz um circulo de fogo a nossa volta que manteve os esqueletos afastados, alguns se queimaram e viraram pó. Nadder Mortal aproveitou a mínima luz para acertar o máximo de esqueletos que pode, mas eles não paravam de vir.

— Não pode usar seu poder agora, Nadder?

— Eu já lhe disse e você sabe disso: a flecha amaldiçoada só pode ser usada uma vez, não vai valer a pena nesta situação se está pensando em acertar esqueletos – Ela grita atirando três flechas de uma vez – Vamos guardar para a última fase do jogo, ok?

— Quer deixar um presente pro chefão? Ok!

Estávamos sendo atacados de todas as direções e eles não paravam de vir, Skelenton deveria estar armando algo muito grave para nos manter tão ocupados assim.

— Aposto dois dólares como não acerta o botão do elevador, Nad – Chuto um esqueleto.

— Olha que eu vou cobrar depois! – Ela mira firme e atira.

Um dos esqueletos segura sua perna e tenta puxá-la para fora do circulo de fogo, mas eu a seguro e a puxo com toda a força que eu posso. Quem diria que ossos sem carne eram tão fortes! Eles começaram a tentar nos segurar e eu não podia soltá-la.

— Chega pra mim!

Os esqueletos foram virando pó de uma a um em meio às chamas, Nad revelou suas belas e afiadas asas, ela segurou minha cintura e abriu voo por cima dos esqueletos entrando direto no elevador que estava aberto por conta de uma flecha que apertara o botão para chamar o elevador.

Você deve se perguntar o que heróis fazem num elevador, não é? Aparecem cenas assim no cinema o tempo todo, eu me perguntava também, normalmente eu e Nad conversávamos, mas no momento estávamos recuperando o fôlego.

Os andares iam aumentando, mas em certo ponto ele tremeu tão forte que caí em cima da garota, as luzes foram desligadas de novo e ela segurou meu braço, suas pupilas afiadas em meio aos olhos amarelos entraram em alerta.

Vocês não pensaram que seria fácil assim, pensaram? A partida ainda não acabou”Skelenton soava ainda mais assustador.

Sai de cima da Nadder a ajudando a levantar.

— Então, qual é o plano?

— Subir por enquanto é o mais importante – Respondo – Não sabemos o que nos aguarda a cada andar.

— Ok.

As portas se abriram, era o andar do restaurante. Não havia esqueletos, mas as chamas azuladas cobriam as paredes, o salão inteiro estava literalmente de cabeça para baixo e as escadas de incêndio não estavam.

— Podemos arrombar as janelas e voar até o último andar, é a nossa melhor chance! – Nadder aponta para as vistosas janelas de vidro no salão.

— Há uma tempestade lá fora, você pode se machucar. Vamos pelo caminho menos perigoso, já estamos na metade!

Nadder Mortal parece não gostar da resposta, eu sei disso porque ela fez aquela expressão com os olhos voltados para cima e as bochechas inchadas, ela até ficava meio vermelhinha, mas eu só estava preocupado com a segurança dela, ela sabe disso.

— Às vezes não gosto nada de você – Nad revira os olhos.

— De nada pela preocupação.

Começamos a andar pelo salão com cuidado, era meio confuso, mas estava tudo realmente de cabeça para baixo e conforme andávamos nós também, quando me dei conta que os cabelos dela estavam arrepiados assim como os meus. Havíamos virado de ponta a cabeça sem ao menos notarmos.

— Eu estou muito confusa aqui.

— Está fácil demais – Observei ao redor.

As chamas ficaram mais fortes e notei que ele estava esperando o momento em que chegássemos ao centro para começar um incêndio, e assim ele o fez.

Estávamos cercados por chamas que iriam engolir tudo em poucos segundos.

— Eu não ligo, é a nossa melhor chance.

Nadder me envolve com seus braços e quando me dou conta ela já atravessara a janela de vidro se machucando muito.

— Nadder!

— Nós não temos tempo pra isso, olha!

Ela tinha razão, o céu estava vinho, os esqueletos estavam por toda a cidade às pessoas estavam sendo transformados neles por um grande raio no céu. Tínhamos que chegar agora, mas Nadder já começara a sangrar com tanto vidro quebrado em sua pele.

Bati minhas asas junto com ela, o topo se aproximava.

Ao chegarmos lá, avistamos algumas pessoas amarradas no topo da torre de comunicação gritando e se debatendo de medo. Uma ruiva, uma senhora de cabelos castanhos e alguns trabalhadores do hotel, o riso de Skelenton espalhava-se na atmosfera...

Seu corpo era totalmente pintado como um esqueleto, até mesmo seu rosto parecia com as pinturas das caveiras mexicanas e ele vestia um terno, como um verdadeiro homem de negócios, mas um detalhe que chamava atenção era uma rosa vermelha e carnuda no bolso de seu casaco.

O dragão só podia estar lá.

Skelenton pendurava um homem o segurando apenas pela gola da camisa abaixo de uma queda livre no topo do edifício.

— Irmão, por favor! – Implorava o homem.

— EU NÃO SOU MAIS SEU IRMÃO! E LOGO VOCÊ NÃO SERÁ NADA MAIS – Ele o sacolejou ameaçando deixá-lo cair.

— Você toma conta dele, eu salvo eles – Grita a Nadder já me soltando e indo salvar as pessoas amarradas.

Teimosa.

Mas uma boa teimosa.

— Foi mais fácil do que eu imaginava, Skelenton. Então, está querendo fazer alguma franquia para filme de terror?

— Quer dizer que sobreviveram? Admirável! – Infelizmente, ele não parecia preocupado — Mas estamos numa reunião de família aqui, não queira ser indelicado, jovem herói.

— Uma pena que não sejam abertos a visitas, iríamos nos divertir – Respondo.

Skelenton invoca mais esqueletos, desta vez eles pareciam mais fortes, mas cheiravam muito mal, com certeza eram óbitos recém-mortos.

— Peguem-nos! – Skelenton pendura seu irmão numa das bandeiras que rodeavam o topo do prédio.

— Achei que já tínhamos superado isso – Comenta Nadder.

Senti meu corpo ser tomado, Skelenton estava querendo controlar meu esqueleto e eu não poderia deixar.

— Fury! – Nad grita se debatendo em meio ao voo – Não consigo me controlar!

— Ah, jovens tolos – Diz Skelenton – Seu corpo fala por mim!

Nadder Mortal arrepiou a cauda de espinhos venenosos e os atirou todos de um vez nele enquanto tentava alcançar a torre.

— Ah! Você pagará por isso, menina!

Tinha de distraí-lo para que ela salva-se as pessoas da torre.

— Você tem que sair dessa, Skelenton. Nada poderia fazer alguém cruel assim.

Minhas pernas já não eram as mesmas, elas me traíram ao levarem meu corpo ao chão numa queda brusca.

— Você não conhece o verdadeiro fruto do ódio, Fúria da Noite! – Diz ele.

Parece que alcancei meu objetivo. Skelenton começou a falar de sua triste história no hotel (já falei isso no começo, não é necessário repetir, né?) enquanto as pessoas eram salvas atrás dele (junto de seu irmão pendurado na bandeira de Berk no topo do hotel), tempo necessário para bolar um plano.

Quando ele percebeu era tarde demais, Nadder estava bem atrás dele e o acertou com um chute feroz que o jogou para o outro lado da torre, mas Skelenton sorriu mesmo com a quantidade de sangue sendo derramado em sua boca.

— Tola!

Ossos enormes brotavam do chão numa velocidade absurda, desviar era quase impossível, fui acertado muitas vezes, os ossos pareciam socos muito bem dados em seus estomago. Nadder mal conseguia ficar de pé, seu sangue jorrava escorrendo pela sua pele cheia de cacos de vidro, era uma questão de segundos para que desmaiasse. Precisava de um plano. Por sorte, eu tinha exatamente um.

— Nadder, a torre!

Arrow forbannet(flecha amaldiçoada) – ela invoca e então faz a torre cair em cima de uma porção de esqueletos e quase acerta Skelenton, porém a distração é o bastante para pegar a rosa e passá-la para a Nadder destruí-la.

Ela esmaga a rosa e um Nanodragão sai dali. Pego minha espada e desenho um arco no céu invocando:

— plasma eksplojon (explosão de plasma).

O animal é purificado e uma onda de luz e esperança atravessa Berk. Os esqueletos viram poeira e Nadder cai de joelhos, seu sangue escorria por entre o vidro quebrado em sua pele.

— Nad! – Me aproximo dela.

Ela caiu no chão, suas forças estavam esgotadas, mas logo a onda cura suas feridas e ela abre seus olhos sentando-se.

— Está tudo bem – Nad responde.

Skelenton volta ao normal confuso, sua memória havia sido totalmente apagada sobre o que aconteceu. Seu irmão e uma ruiva aparecem abraçando-o.

— Está tudo bem por aqui? – Pergunto.

— Vamos todos ficar bem, muito obrigada, Fúria da Noite. Pensei que havia perdido meu irmão para sempre.

— Foi tudo um trabalho de equipe – Dou de ombros. Ninguém parece notar a Nadder Mortal no fundo.

— Agradecemos aos dois – corrigiu a ruiva.

Os colocamos para dentro, as pessoas pareciam não notar o que havia acontecido, como uma grande amnésia coletiva. Frank Skelenton parecia feliz apesar de tudo, eles resolveram por as cartas na mesa mesmo com medo da verdade. Mas era o melhor cominho a seguir.

Drago caprichara desta vez.

Ouvi os passos da Nadder ecoarem lentamente no piso de madeira atrás de mim, ela se afastava silenciosamente com aquele ar misterioso frequente, me fazia lembrar que não a conhecia de verdade.

Eu devia falar algo...

Mas quando percebi, ela já se fora mais uma vez...

Capítulo inspirado na música (não custa nada ouvir): https://www.youtube.com/watch?v=uMxkSqz_MoA

Notas finais
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