Adrien foi o primeiro a acordar e sorriu ao ver a Emma colada na Marinette. Ele as observou por um tempo, a mulher que sempre amou estava ali, na mesma cama, sua expressão serena, ela estava linda.

Olhou para a pequena loira entre eles, não conteve o sorriso, ele realmente havia aprendido a amar aquela garotinha, era capaz de fazer qualquer coisa por ela, para faze-lá sorrir.

Ele se levantou com cuidado para não acorda-las, voltou para o quarto dele, onde fez sua higiene pessoal e trocou de roupa, foi para a cozinha começando a preparar o café da manhã. Eles estava fritando os ovos, quando ouviu passos na sala.

— Bom dia — ele falou olhando a Marinette que ainda estava com o pijama composto de um short e uma blusa de alça.

— Bom dia — ela falou se aproximando dele — Podia ter me acordado pra te ajudar com o café.

— Não tive coragem de te acordar — ele falou desligando o fogo e colocando a frigideira no balcão — E a Emma?

— Domindo — Marinette falou ajudando-o a arrumar a mesa — Vai acordar quando sentir o cheiro da comida.

Eles tinham terminado de arrumar a mesa, sentaram pra tomar café, então eles ouviram a voz da Emma vindo do corredor.

— Mamãe? — a loirinha chamou um pouco sonolenta

— Tô na cozinha — Mari respondeu e logo em seguida a garota apareceu no corredor

Os cabelos dourados bagunçados, o pijama do Chat Noir, enquanto estragava os olho na tentativa de afastar o sono. Adrien sorriu, a garota era muito fofa

— O cheiro tá bom — Emma falou se aproximando da mãe

— Não falei — Mari falou olhando o Adrien e colocando a filha sentada no colo — Bom dia, querida.

— Bom dia, mamãe — Emma falou se encostando na mãe — Bom dia, Adrien.

— Bom dia, gatinha — Adrien respondeu olhando-a — Com fome?

A garotinha apenas assentiu olhando-o.

— O que quer comer? — Adrien perguntou e ela olhou a mesa

— Torrada com geleia de morango e suco — ela respondeu depois olhar tudo na mesa

— Tá bem — Adrien falou começando a servir a garota

Ele preparou a torrada enquanto Marinette colocava o suco, Adrien passou o para a Mari que colocou em frente a filha e eles voltaram a comer. Como Adrien havia feito o café, Marinette insistiu em limpar a louça, enquanto ele ficou assistindo desenhos com a Emma na sala.

Quando Marinette terminou chamou a filha para se trocarem, após a troca de roupa, elas voltaram para a sala e brincar com um dos jogos de tabuleiro escolhidos pela Emma. No meio da manhã, Adrien foi na cozinha enquanto as duas organizavam o tabuleiro para uma nova rodada. Ele retornou com seis potinhos de iogurte e três colheres. Distribuiu dois pra cada e iniciaram uma nova rodada.

— Emma, posso falar com você? — Adrien perguntou olhando-a

— Pode — Emma falou tranquilamente movendo a peça no tabuleiro

— Eu gosto muito da sua mãe e nunca escondi isso — Adrien falou e Emma o olhou — Sabe que faço qualquer coisa por ela, né?

— Sim — Emma respondeu olhando-o

— Assim como gosto muito da você — Adrien falou ficando de frente pra Emma — E sou capaz de fazer qualquer coisa pra te ver bem. Sabe disso, não é?

— Sei — Emma falou sorrindo — Também gosto muito de você.

— Fico muito feliz em saber disso, gatinha — Adrien falou sorrindo e olhou brevemente para a Mari que observava tudo em silêncio — Quero saber a sua opinião sobre uma coisa.

— O quê? — Emma perguntou curiosa

— Como se sentiria se eu me casasse com a sua mãe? — Adrien perguntou olhando-a

— Você casando com a mamãe, iria morar com a gente? — Emma perguntou empolgada e Adrien assentiu — Então você seria o meu pai?

— Só se você quiser — Adrien falou tranquilamente

Emma olhou para a Mari como se perguntasse se era verdade e ela assentiu.

— Você iria gostar se eu me casasse com a sua mãe? — Adrien perguntou receoso ao notar o silêncio da menina

— Sim — Emma falou o abraçando, ele retribuiu o carinho imediatamente.

Mari sorriu secando a lágrima de emoção, Adrien estava se esforçando para não chorar de felicidade, até que Emma rompeu o abraço olhando-o um pouco nervosa.

— Eu vou poder te chamar de pai? — Emma perguntou e Adrien não se conteve

— É claro, princesa — Adrien falou abraçando-a novamente — Sempre que quiser.

Marinette notou o quanto a filha estava emocionada e secou o prop rosto. Quando Emma desfez o abraço com Adrien, olhou para a mãe.

— Vou ter um pai — Emma falou indo em direção a mãe e sentou no colo dela a abraçando — Vamos ser uma família completa, não é?

— É, meu Amor — Mari falou sorrindo pra filha e abraçou — Vamos sim.

Adrien foi se sentar ao lado das garotas e as abraçou por alguns minutos.

— Então... — Adrien falou secando as lágrimas — Vou pedir o nosso almoço, o que vocês querem?

— Não se preocupe, posso fazer o almoço — Marinette falou simplesmente

— Pode fazer lasanha? — Emma perguntou olhando-a

— Tá bem — Mari respondeu fazendo a filha sorrir e olhou pro Adrien — Tem os ingredientes aqui?

— Acho que não tudo — ele respondeu com sinceridade — Mas podemos ir no mercado comprar

— Quer ir? — Mari perguntou olhando a filha que assentiu

— Vou pegar a carteira e as chaves do carro — Adrien falou se levantando

Não demorou para que ele retornasse e eles fossem ao mercado. Compraram as coisas que eram necessárias e retornaram ao apartamento, eles fizeram o almoço juntos e dispensaram o uso da sala de jantar, foram para a sala de estar colocaram a travessa de lasanha na mesa de centro e sentaram no chão para comer assistindo um filme escolhido pela Emma. Quando terminaram o filme, limparam a cozinha e voltaram para a sala, onde começaram a brincar com O Jogo da Vida, até que o celular da Marinette tocou.

— Continuem, eu já volto — Mari falou olhando-os e foi atender o celular

Mari foi para a varanda do apartamento atender a ligação, Emma e Adrien ficaram observando-a e notaram uma leve mudança na postura dela.

— Os Guardiões — Emma murmurou

— O quê? — Adrien perguntou olhando-a

— A mamãe está falando com os guardiões — Emma falou cabisbaixa vendo a mãe — Ela só fica assim quando fala com eles.

— O que aconteceu? — Adrien perguntou olhando a garota

— Você vai ver — Emma falou vendo a mãe encerrar a ligação.

Marinette entrou e olhou a filha, que já estava com a expressão um pouco desanimada.

— Nós temos que ir — Mari um pouco desanimada

— Mas já? — Adrien perguntou e viu a Emma se levantando

— Preciso ir no templo em Tibete — Mari falou olhando-o e se aproximou — Tem algumas coisas que preciso resolver.

Emma saiu indo em direção ao corredor.

— Vocês precisam ir mesmo agora? — ele perguntou se levantando e se aproximou dela

— Sim — ela falou e suspirou — Desculpa não poder ficar mais.

— Tudo bem — Adrien falou e deu um selinho — Na sexta, assim que eu sair da empresa irei para o templo.

— Está bem — Mari falou e sorriu levemente — Vou arrumar as coisas.

— Vou ajudar você — Adrien falou e eles foram para o quarto de hóspedes.

Quando eles chegaram encontraram a Emma sentada, com as costas encostada na cabeceira e abraçada aos bonecos da Ladybug e do Chat Noir. Ela estava visivelmente triste e ao ve-la daquele jeito ambos sentiram um aperto no coração.

— Emma? — Mari a chamou e a garota levantou o olhar para a mãe

— Por quê está assim, gatinha? — Adrien perguntou enquanto se aproximavam dela

— Não queria ir embora — ela respondeu segurando o choro e Adrien sentou ao lado dele

— Vem cá — Adrien falou estendendo o braço e ela sentou sobre as pernas dele — Também não queria que fossem embora, se dependesse de mim, ficaríamos o dia inteiro juntos, mas você sabe que ela ser a Ladybug exige uma grande responsabilidade, muitas pessoas contam com ela.

— Eu sei, mas não queria ir — Emma falou olhando os bonecos em seus braços

— Sei que não foi como planejamos — Mari falou sentando ao lado do Adrien — Mas lembra o que combinamos? Estaremos com o Adrien todos os fins de semana.

— E vou te ligar todos os dias — Adrien falou olhando-a

— Tá bem — Emma falou sem muita empolgação

— Sabe o que eu fazia quando sentia muita saudade da sua mãe? — Adrien perguntou olhando-a e ela negou com a cabeça — Eu abraçava a boneca da Ladybug. Assim eu sempre sentia ela pertinho de mim, sempre que sentir saudade, abrace o boneco do Chat Noir, tá bem?

— Tá bem — Emma falou olhando-o

— Tive uma ideia — Adrien falou tentando afastar a tristeza da Emma — E se tomarmos um sorvete, enquanto a Mari arruma as coisas. O que acha?

— Eu gostei — Emma falou sorrindo levemente

— Então vamos lá — Adrien falou colocando a Emma no chão e se levantou

Deu um selinho na Mari e saiu com a Emma indo em direção a cozinha. Marinette organizou as bolsas e as levou para a sala de estar, ao entrar no cômodo viu Emma rindo enquanto o Adrien limpava a mesa de centro.

— O que aconteceu? — Marinette perguntou intrigada

— Ele foi pegar o celular e acabou derramando sorvete — Emma respondeu se divertindo

— Não teve graça — Adrien falou segurando o sorriso

— Teve sim — Emma falou

— Ah, é? — Adrien passou o dedo no sorvete derretido, sujou o rosto da garota e começou a rir junto com ela.

O celular da Mari tocou novamente e os loiros a olharam.

— É o Guilhermo — Mari falou e atendeu — Oi, Gui... sim... terminando... Tudo bem, eu aviso... Até!

— Tá tudo bem? — Adrien perguntou se levantando

— Sim, o Gui pediu pra avisar quando for a hora de abrir o portal pra volta — Mari falou e olhou a filha — Ele pediu pra avisar que tá sentindo sua falta e todos estão perguntando quando vamos voltar.

— Hoje é o dia da pizza — Emma falou ao se lembrar

— Dia da Pizza? — Adrien perguntou olhando-a

— Sim, todo domingo pedimos várias pizzas, nos juntamos na sala do templo e comemos assistindo filme — Emma falou empolgada

— Parece divertido — Adrien sorriu pela empolgação da garota

— E é — Emma falou e o olhou — Queria que pudesse participar.

— Se aceitarem, posso tentar participar no próximo final de semana — Adrien falou revezou o olhar entre elas.

— Ele pode ir, mamãe? — Emma perguntou empolgada e Mari sorriu

— É claro — Mari disse simplesmente e olhou o relógio de pulso — Temos que ir.

— Tá bem — Emma falou e se levantou — Obrigada pelo sorvete.

— Não precisa agradecer, gatinha — Adrien falou sorrindo, Emma o abraçou e deu um beijo no rosto dele

— Até mais — ela falou e foi em direção a mãe.

— Quer pedir pro tio Gui abrir o portal? — Marinette falou mostrando o celular e a garota assentiu o pegando

— Foi o melhor final de semana que tive em anos — Adrien falou se aproximando e olhando-a nos olhos

— Meu também — ela respondeu com sinceridade

— Vou sentir falta de vocês — Adrien falou abraçando-a pela cintura

— Também iremos sentir sua falta, Amor — Marinette falou passando os braços sobre os ombros dele

— Adoro quando me chama assim — Adrien falou e a beijou suavemente

— Eu te amo — ela falou após o beijo

— Mamãe, ele disse que vai abrir o portal agora — Emma falou de aproximando deles e Adrien a pegou nos braços

— Vou ligar pra te desejar boa noite — Adrien falou olhando a loirinha

— Está bem — Emma falou sorrindo

O portal foi aberto e eles direcionaram o olhar na direção.

— Vamos, Amor? — Mari falou olhando a filha e Adrien a passou para os braços da mãe

— Tchau — Emma falou acenando

— Tchau, gatinha — Adrien falou retribuindo o aceno

E elas foram em direção ao portal.

— Ei! — Adrien chamou quando elas estavam prestes a passar — Eu amo vocês.

— Também te amo — Mari respondeu e a Emma sorriu abertamente para ele e elas sumiram no portal

Adrien foi até o sofá, onde praticamente se jogou e sorriu. Agora ele estava noivo da mulher que sempre amou, tinha uma garotinha loira de olhos azuis a qual ele já a amava como se fosse uma filha e em breve nunca mais teria que se separar delas.

Só precisava cuidar de todos os detalhes para que ele pudesse cuidar da empresa e viver ao lado das duas. Ele havia fantasiado muitas vezes como seria a vida ao lado da Marinette, fantasiou diversas vezes como seriam os filhos deles e a Emma tinha as mesmas características de uma das suas fantasias, outras vezes imaginou um garoto de olhos verdes e cabelo preto azulado. Nesse momento se perguntou se quando tivessem um filho deles, seria parecido com a Emma ou com o garoto que imaginou uma vez.

E tudo que ele fez foi sorrir, sabia que eles seriam felizes e independente de como a criança se parecesse, eles a amaram com todo coração. Ele até conseguiu imaginar a Emma sendo amorosa e super protetora com a criança. A vida que a Marinette havia sonhado para eles seria real, a felicidade que ele tanto desejou ao lado da sua lady, seria real. E ele faria tudo que estivesse ao seu alcance para que isso acontecesse.

Ele permitiu a felicidade escapasse pelos seus dedos uma vez, não cometeria tal erro novamente. Ele já se sentia realizado, afinal o sentimento da Mari era recíproco e a Emma se mostrou disposta a aceita-lo como pai e ele não poderia estar mais feliz do que isso.