Miracles in december?
4 All I want for christmas is you? parte 1
Notas iniciais

Já era final de tarde quando os meninos resolveram criar tipo e sair da casa do Frank, cada um foi para sua casa se aprontar para a festa de natal. Quando Jason chegou em casa ficou feliz em ver suas irmãs jogando Mortal Combat juntas.
Thalia pausa o jogo para cumprimentar seu irmão com um abraço bem apertado já que fazia muito tempo que não se viam o que deixa Julia, que estava ganhando, um pouco brava.
Thalia estudava em colégio interno junto com Bianca e só visitava a família nas férias. Ela não tinha mudado muita coisa, seus olhos continuavam os mesmos, seu corpo continuava o mesmo, aparentemente ela continuava a mesma, apenas seu cabelo que havia crescido.
As duas garotas continuavam jogando, mas dessa vez conversando com Jason.
– Onde você estava?- Thalia pergunta tentando ser uma boa irmã
–Na casa de um amigo.
–Não era pra você ter chegado ontem?- Julia pergunta sem tirar os olhos da televisão.
–Ouve um problema com o ônibus e ele atrasou- essa foi a melhor desculpa que Thalia conseguiu arrumar, um dos dois teriam contestado se realmente estivessem interessados na vida da irmã, pois ela mente muito mal.
Eles continuam conversando com algumas interrupções com frases do tipo: “chupa, Thalia, na sua cara”, “de virada é mais gostoso”, “para de apertar os botões do MEU controle”, “vadia”, “Fataliy”, “vai apelar pro Scorpion? Então ta eu vou de Sub-Zero.” Ate a hora em que tiveram que se arrumar.
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Nico passaria o Natal sozinho, já que seu pai e Bianca, sua irmã, foram para uma festa. Parecia que ninguém naquela casa se importava com Hanzel, ela estava passando por um momento difícil e eles pareciam não notar, ou apenas ignoravam a existência da garota.
Isso era o que o mais novo pensava, mas a ultima vez que o senhor di Ângelo tinha ido ao hospital havia deixado bem claro sua relação com a pobre garota. Além de frio e duro ele foi sem coração. Bianca fora junto e concordava com o pai, não valia apena sofrer por alguém que logo morreria.
Já Nico pensava diferente, ela esta em um hospital, a beira da morte, ele faria tudo que ele quisesse. Faria de tudo para deixá-la feliz. Se sua irmã quisesse fumar maconha, ele dava um jeito e arrumava a maconha, se ela quisesse sorvete de ervilha com alho, ele arrumava o sorvete, se ela quisesse uma fita cassete do Sitio Do Pica Pau Amarelo, ele arrumava.
O garoto pegou qualquer bichinho de pelúcia de Bianca, algumas flores que estavam na sala e toda a comida que ele achou na geladeira, ou seja, leite, ovo, um pedaço de red velvet, queijo e margarina. Ele também pegou duas canecas, ovomaltine e fez ovo mexido.
Nico colocou uma blusa preta, uma calça jeans da mesma cor, pegou uma mochila e jogou tudo dentro, menos as flores, e foi para o hospital fazer a noite de sua irmãzinha mais feliz.
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Beatriz, Leo e seu pai jogavam Uno na sala enquanto esperavam Esperanza acabava de se arrumar. Bia estava muito feliz com o fato de que seu pai e seu irmão estavam em casa, o que era um milagre, e que estavam dando-a atenção, outro milagre. Ela não é o tipo de garota carente, mas estava com saudades já que nenhum dos dois parava em casa.
–Mais quatro, vermelho- Fala Leo jogando a maldita carta
–Mais oito, verde- Fala bibi jogando outra carta de mais quatro.
–Mais doze, amarelo- Leo não acredita que o feitiço se virou contra o feiticeiro.
–QUEEE?- Leo grita indignado- Não, não aceito. Como assim? Você não pode fazer isso comigo, você é meu pai. — o elfo fala fazendo drama e apontando o dedo para o pai- Você quer acabar com essa família, não é mesmo? Por que você sabe que Uno é um jogo da discórdia, você sabe e ainda assim quis jogar essa porra. — Leo se vira e praticamente cospe as palavras na cara de Beatriz, que fica o encarando com cara de “ok Leo, já entendi, agora para”.- Que saber de uma coisa, eu não preciso disso, meu pai tem dois empregos, dois empregos!
O filho mais velho pega o controle e se senta no sofá, o mais longe possível dos outros dois membros da família. Eles poderiam ate ficarem assustados com a braveza de Leo, mas isso sempre acontecia quando jogavam Uno, War, Banco Imobiliário e por ai vai.
–Por que nos ainda chamamos ele pra jogar?- o homem de pólo pergunta
–Num sei não. Então, amarelo né?- bia pergunta e seu pai consente. — Certo, mais dezesseis verde
–Filha da mãe, eu não vou jogar mais não!- o senhor Valdez fala jogando as cartas no safa e se juntando a Leo.
–Pai!- bibi exclama surpresa e um pouco brava por seu pai ter xingando-a
–Bem vindo ao clube pai- Leo fala meio irônico
–Põe na ESPN
–Sim senhor.
–Estão todos prontos?- pergunta Esperanza descendo as escadas usando um vestido justo no busto e rodado na saia de renda preta com fundo vermelho. O cabelo dela estava preso para trás com algumas mechas soltas perto da nuca.
–Sim. – Fala bia guardando o baralho- Mãe, a senhora não acha...
–Eu não acho nada e você também não- Esperanza corta a filha já sabendo que ela iria falar sobre ela estar perua.
–Caraca, eu sofro bulling nessa família- Beatriz fala saindo de casa para esperar no carro.
–Vamos?- pergunta a senhora Valdez aceitando o braço de seu marido.
Todo o natal era a mesma coisa, e bia amava. Era sempre uma correria, de manhã passava com as amigas e à noite passava na casa de seu tio, da tia Dulce, da avó Lucia (que na verdade era avó de seu primo) e na casa da comadre de sua mãe.
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Jason não se sentia bem perto de Thalia, ela havia mudado, ela estava estranha. Julia já tinha parado de tentar entender Thalia, e também de tentar fazer parte de sua vida. Ela sempre vinha nas férias e bagunçava tudo, isso era irritante. Será que pode exportar uma irmã chata?
Julia e Jason ficaram um pouco aliviados e irritados com o fato de que Thalia não iria passar o natal com eles, como uma família. Jujubinha pode ate jogar vídeo game com ela, mas definitivamente para ela Thalia não era da família. O pouco tempo que tinha em casa preferia gastar saindo com suas amigas de escola, que via praticamente todo o dia.
Sorte dos dois que ela já havia acabado a escola e estava indo para a faculdade, e não teria que voltar tão cedo.
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Anne estava linda com um vestido rendado branco colado, seu cabelo estava preso em uma espécie de coque, seu batom era rosa e ela usava um salto deslumbrante. Era impossível não olhar para Annabeth, ela estava linda, parecia um anjo. A garota vai empolgada abrir a porta, e não gosta nada do que encontra.
–Ola senhor e senhora Castellan- ela fala com um sorriso amarelo ao notar que a namorada de Luke também esta lá.
Esse garoto não cansava de aparecer, ele poderia ficar quieto no internato e nunca mais voltar. Sempre, sempre, em todos os natais ele tinha que voltar e fazer Annabeth se arrepender do que havia feito. Luke era o fantasma do natal passado de Anne.
A garota abraça os dois adultos e Thalia. O abraço de Luke demorou um pouquinho mais e foi mais apertado, tão apertado que ele estava deixando-a sem ar.
–Não se preocupe, eu e Thalia não vamos ficar muito tempo aqui. Daqui a pouco vamos sair. Pena que não poderemos brincar neste natal, né?- o fantasma do natal passado fala no pé do ouvido de Anne e depois da uma mordidinha no lombo da orelha da mesma e vai cumprimentar as outras pessoas deixando-a com cara de boba e algumas lágrimas nos olhos.
Não, ela não iria pro banheiro e nem para o quarto chorar escondida. Ela iria se mostrar forte, como era com tudo, menos no quesito Luke. Annabeth engole seco e suspira, ele pode ter vencido todas as outras batalhas, mas não venceria a guerra. Ela suspira de novo, não se lembrava onde, mas havia escutado a seguinte frase “Nunca deixe um homem borrar seu rimel, e sim seu batom”. E era essa frase que seria seu novo lema.
A campainha toca novamente e Anne atende meio confusa, já não havia chegado todo mundo? Ela abre a porta e em questão de segundos vê a sua mãe agarrada a um homem gritando “Que bom que você veio Jackson”.
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