Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
1 Leis e Ruínas
Notas iniciais
Tentem se divertir
P.O.V Damon
A claridade que passa pela cortina translúcida do quarto me faz acordar. Viro de lado tentando adormecer novamente, mas dou de cara com uma mulher dormindo tranquilamente. Imagens da noite passada passam pela minha cabeça e sei que devo ter exagerado na bebida para ter acordado com uma desconhecida ao meu lado. O que me assusta não é o fato de não lembrar seu nome nem como a conheci, e sim por ela ser loira. Essa é a primeira das minhas 7 leis: devo dormir apenas com morenas.
Olho ao redor, procurando minhas roupas e vejo que quebrei a segunda regra: nunca trazer mulheres para meu apartamento. O relógio marca 10 horas, estava atrasado para meu trabalho, mesmo assim não me apresso, sou o chefe, faço o que quero.
Levanto tentando não fazer barulho para não acordar a... a moça. Pego uma camisa social preta no armário, um blazer preto e uma calça jeans escura e vou me vestindo pelo corredor. Pego um papel amassado e escrevo um bilhete para a loira:
“Meu amor, sinto muito, mas tive que ir trabalhar. Provavelmente Klaus estará aqui quando acordar, ele fará o café da manha pra você. Te ligo a noite para marcamos de sair outro dia.”
Mentira. Nunca vou ligar para ela. Nunca ligo pra nenhuma delas. Sei que pareço meio rude, mas sou assim, e ninguém nunca conseguiu me mudar.
O sininho pendurado na porta da cafeteria faz um barulho anunciando minha entrada. A ruiva no balcão fica paralisada quando chego perto dela. Adoro quando isso acontece... Sinceramente, eu sei que sou bonitão e charmoso, e querendo ou não as mulheres caem aos meus pés, são tão fáceis.
-Bom dia, Vanessa! – procuro o nome da mulher em seu crachá pendurado no avental preto, e digo abrindo meu melhor sorriso.
- Bo...om dia... – ela gagueja e fica vermelha.
- Adorei a cor do seu cabelo... É natural? – digo me apoiando no balcão observando-a ficar mais envergonhada ainda.
- Ahan... – realmente ela era gostosa, mas nunca ia acontecer, como disse, sou apenas das morenas. – O que o senhor vai querer? – ela pega um bloquinho branco em seu avental e deixa a caneta cair no chão.
- Um café preto puro grande, pra viagem...
- Ahan... – ela vira de costas para pegar a jarra de café, enquanto eu passo os olhos pelo lugar vazio. Uma morena com um coque sentada no fundo me chama atenção. Olho no relógio, e decido que posso atrasar mais alguns minutinhos. É por uma boa causa.
- Na verdade Vanessa vou tomar aqui mesmo. – olho diretamente para seus olhos cor de mel e ela abaixa o olhar.
- Ahan... – ela despeja o café numa caneca verde grande e me entrega.
- Quanto fica? – pego a carteira cheia de dinheiro.
- 2... dólares.
- Fique com o troco. – Entrego uma nota de cinco a ela e vou com passadas largas ate a morena. – Oi...- ela nem se da ao trabalho de abaixar o jornal que esta lendo para me olhar, então eu abaixo o jornal e ela me encara parecendo mal humorada.
Pelo olhar ela parece ser daquelas mulheres que mesmo jovens só pensam em trabalho, e não tem tempo para se divertir. Suas roupas seriam mais adequadas pra uma aposentada de 60 anos, a não ser que um terno cinza reto com uma saia comprida, um sapato ortopédico e o cabelo preso em um coque firme estejam na moda para mulheres de 20 anos.
- Posso ajudar?
- Pode sim... Ta muito cheio aqui lugar e eu gostaria de saber se posso me sentar aqui.
- O lugar ta vazio...
- Deve ter ficado vazio de repente. – ela ergue uma sobrancelha. – Olha, na verdade... – digo me sentando vendo-a revirar os olhos – eu me sinto muito sozinho durante a manhã e gosto de tomar café da manha com alguém.
- Então é melhor achar outra pessoa, já estou de saída. Licença. – ela dobra o jornal e pega a pasta no chão.
- Já tem que ir? Esta cedo.
- Na verdade, estou bem atrasada. E ao contrario das pessoas como você, eu tenho que trabalhar pra me sustentar. – ela fica de pé.
- O que a faz pensar que não tenho que trabalhar pra me sustentar? – dou um gole em meu café.
- Bom são quase onze da manha e você não esta nem um pouco tenso, preocupado por estar atrasado. Você não esta usando nenhum tipo de pasta, nem esta mexendo ou falando ao celular. Sem falar nas suas meias que não combinam com sua roupa. – olho pra baixo, e vejo que estou usando uma meia de lã branca. – Esta mais preocupado em paquerar alguém como a ruiva do balcão. – fico surpreso com sua segurança ao falar, faz tempo que escuto alguma mulher falar assim comigo.
- Na verdade, eu sou o chefe, então faço o que eu quero...
- Parabéns... – ela disse irônica, se virando pra trás.
- Podemos sair um dia desses... ahn...?
- Elena, e não, não podemos. – vejo-a se afastar ate a porta e grito.
- Meu nome é Sebastian se quer saber. Vejo-a amanha aqui nesse mesmo horário? – essa é minha terceira lei, nunca dizer meu nome verdadeiro às mulheres que conheço. Antes de sair da porta ela da uma ultima olhada pra mim.
- Vai sonhando.
P.O.V Elena
O elevador mal para no meu andar e já posso consigo escutar o barulho de negociações, subornos e choros. Trabalho no escritório de advocacia mais cheio de Mystic Falls, há mais podres em uma cidade pequena do que se pode imaginar.
- Bom dia Gina. – digo a recepcionista.
- Bom dia senhorita Gilbert.
- Tem algum recado pra mim?
- Ahn... Aquele homem alto que tem uma verruga na bochecha...
- Mike?
- Isso, ele quer saber até quando vai o recesso do processo dele contra a escola do filho.
- Ta. Mais alguma coisa?
- O proprietário do seu apartamento ligou, ele quer re-ler o contrato que a senhorita assinou.
- Só isso?
- Sim... Mas a Isobel ta te esperando no seu escritório.
- Ela ta muito brava? – ela faz que sim com a cabeça. – Mais que o normal?
- Ela ta daquele jeito estranho que parece que ta feliz, mas quer cortar a cabeça de alguém... Boa sorte! – dou um sorriso falso e saio. Abro a porta da minha sala e vejo minha madrasta sentada na minha cadeira, com os pés em cima da minha mesa, na empresa que devia ser minha.
- Ah Elena! Bom dia – ela olha no relógio dourado em seu pulso. – Quase boa tarde na verdade...
- O que você quer?
- Sua alma. – ela diz seria vindo em minha direção e eu me assusto. – Brincadeira minha querida, não leve tudo o que eu digo a serio.
- Olha, por mais que eu saiba que você ta amando esse momento, eu gostaria que você falasse logo o que quer e me deixe em paz, tenho muito a fazer.
- Minha filha... É assim que trata sua mãe?
- Correção: madrasta.
- Mesmo assim... Sente-se temos que conversar. – ela volta a se sentar na minha cadeira e faz sinal para eu me sentar a sua frente. – Elena, você sabe que eu te amo como se você fosse minha filha e quero que saiba que eu a considero uma...
- Vá direto ao ponto Isobel.
- Bem, você é uma das nossas funcionarias mais exemplares, competentes e organizadas, as vezes você se atrasa, como hoje, mas creio que há uma explicação pra isso. – sim, penso mentalmente, demorei pra sair da cama por que não queria ter que encarar você. – Mas ultimamente tem deixado a desejar. Não vence um caso à meses e alguns clientes deixaram de nos procurar por causa dessas suas roupas de velha.
- Minhas roupas estão ótimas...
- Uhun... Claro... A questão é. Se você não melhorar...
- Opa... Perai. – ri cínica, a interrompendo. – “Se você não melhorar” o que, Isobel? Vai me demitir? Essa empresa é minha! Meu pai deixou ela pra mim quando morreu.
- Deixou? Acho que você se esqueceu que estava ao meu lado quando abrimos o testamento do seu pai, onde estava escrito que eu sou a dona da John and associates até eu decidir que você esta apta para o cargo. A empresa é minha, você é minha funcionaria e eu faço o que eu quero aqui dentro. Existe uma fila de pessoas lá fora que morreriam pra estar no seu lugar. Aprenda a dar valor a isso... Agora me escute. – ela se levantou e disse num tom que me causou arrepios. – Você terá uma ultima chance. Matt esta la fora com um processo novo e você será a responsável por ele. Se você perder esse caso, esta fora! Você me entendeu?
- Sim, Isobel.
- Ótimo. – ela apertou o telefone. – Gina, mande Matt entrar. – ela se virou para mim. – Acho bom vencer esse caso, filinha. – passou a mão no meu rosto e saiu pela porta quase atropelando Matt.
- Acho que seu dia não esta sendo muito bom. – disse ele colocando uma pilha de papéis em cima da minha mesa.
- Você acha? – me joguei em minha cadeira, levando a mão ate minha têmpora onde uma dorzinha de cabeça chata começava.
- Aqui esta o caso que Isobel pediu pra você representar.
- Do que se trata?
- Um grupo de mulheres loucas contra o ex namorado delas.
- Espera, é só um ex?
- Sim, aparentemente esse cara namorou todas elas, e elas estão se sentindo oprimidas por ele.
- Essa gente não tem nada melhor pra fazer não?
- Ele parece ser bem filho da puta mesmo...
- O que eu preciso saber?
- Ta tudo ai. O nome delas, fotos, coisas que eu consegui descobrir sobre a vida dele...
- Não to afim de ler tudo isso.
- Sinto muito.– ele disse juntando as mãos e saindo. Matt era um cara legal, namoramos algum tempo no colegial, mas sabíamos que não ia dar certo desde o começo, desde então somos bons amigos. Ele e minha melhor amiga Caroline eram as únicas pessoas que eu sabia que podia confiar. Isobel, minha madrasta casou com meu pai quando ele já estava doente. Ela diz que se apaixonou perdidamente por ele, mas todos sabem que ela só estava atrás do dinheiro. Quando meu pai morreu, a um pouco mais de um ano, deixou um testamento dizendo que eu assumiria todos os seus bens quando estivesse apta a comandar a empresa. E quem decidiria isso seria minha madrasta. Ou seja, eu nunca vou conseguir nada. Estou condenada a ser funcionaria de uma mulher que me odeia pelo resto da minha vida.
No dia do inicio do julgamento que poderia trazer ruína a minha vida, chego mais cedo ao tribunal, disposta a estudar um pouco mais o caso antes que comecem os depoimentos. Jack, ou Jonathan, ou Zac, ou Richard, ou o cara que tinha mais de 30 nomes diferentes na minha lista estava sendo acusado por abuso e maus tratos por suas ex-namoradas. Aparentemente, ele as deixava após três semanas de relacionamento com a mesma desculpa: estava saindo da cidade. Mas segundo as “vitimas”, elas sempre o viam andando pelo centro da cidade.
É um caso fútil, se considerar tudo o que acontece na cidade, e também fácil demais pro meu gosto, ao contrario dos que todos pensam, os casos mais fáceis são mais difíceis de lidar. Não há argumentos, nesse caso, não há nem perguntas a serem feitas as vitimas e ao acusado.
O tal cara chega após a juíza mandarem todos se sentar. Não é muito bom chegar atrasado no seu julgamento, mas quem sou eu pra reclamar. Isso da vantagem a mim. Só quando viro para escara-lo percebo que já o conheço.
- Você... – digo baixa pra mim mesma.
- Opa...
Notas finais
tentem deixa algum review ai pra ve se eu desisto ou nao, ou se eu fico animada e posto logo... ou nao...
mas enfim Beijos e até a proxima
ou nao ¬¬
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