Minhas Adoráveis Ex-Namoradas

8 Fuga em Velocidade Máxima


Notas iniciais
hello!! Não demorei muito né? Pois bem, nada a declarar hoje... Deleitem-se

P.O.V Damon

– Aquela minha reunião, era ir ate o carro de vocês e recolher o máximo de informações que conseguisse... E descobri muito mais do que imaginam. — tirou um papel do bolso. — Inclusive esse mapa com vários nomes de mulheres e suas moradias... Vocês vão começar a falar? Ou querem passar a noite inteira aqui? — Klaus disse e eu pensei comigo mesmo: tamo fu...

– Se você quer a verdade vai ter que nos tirar daqui primeiro. – comecei

– Damon, você é idiota? Estamos amarrados a um poste e esse cara é o único que pode nos tirar daqui e você esta tentando barganha com ele?

– Vejo que ela é o cérebro da “equipe”. – o capitão disse estalando o dedo, e logo um soldado veio na chuva trazendo uma cadeira. Klaus se sentou e mandou o homem segurar o guarda-chuva para ele.

– Equipe? – Elena disse.

– O que são esses nomes?

– São minhas ex-namoradas.

– Ok... – disse começando Klaus começando a rir. – Você teve mais de 100 namoradas?

– Na verdade, nenhuma delas nunca foi minha namorada. Elas só são um bando de loucas que não faziam nada da vida e resolveram me processar.

– Sim agora temos que ir atrás delas e pedir desculpa. Que dizer, ele tem. – Elena apontou a cabeça pra minha direção.

– Esperem, não estou entendendo nada... Do começo.

– Ah cara. É uma história muito longa, não estou muito afim de falar agora. – comecei e recebi um olhar ameaçador e senti meus braços sendo puxados pra trás. – Desde quando você ta ai? – disse olhando pro brutamontes atrás de mim.

– A partir de agora vai ser assim, vocês me contam tudo o que quero saber, senão... – senti meus braços sendo puxados novamente com mais força e escutei Elena dar um pequeno gemido de dor.

P.O.V Elena

– Então... Ai a gasolina acabou e essa louca aqui resolveu descer pra tentar achar água. – Damon terminou.

– Não sou louca!

– Cala a boca Elena! Você quer levar mais um... – antes que Damon pudesse terminar de falar levamos mais um puxão violento no braço, mas a dor já não era tanta, acho que já estava me acostumando, ou nem sentia mais meu braço.

– Nos perdemos na floresta e depois de toda aquela enrolação que vocês já estão cansados de saber, acabamos aqui, nesse acampamento para adolescentes esquisitos, amarrados como escravos.

– Pronto, podemos ir embora? – disse, já cansada.

– Ainda não... – Klaus se levantou e nos desamarrou. Meus braços caíram moles ao lado do meu corpo, cheio de cortes, sangue e marcas roxas e vermelhas. – Como me contaram tudo, pelo que parece, vocês podem dormi na cabana, mas amanha terão mais trabalho. – ele começou a andar pela chuva, deixando tudo escuro.

– Vamos de uma vez. – Damon se levantou e começou a andar, me deixando pra trás.

– Espera, a cabana é pro outro lado. – me levantei e comecei a segui-lo.

– Ai ai Lena, ainda me pergunto como se formou em Direito.

– Lena? Como assim Lena?

– Lena... Diminutivo de Elena. – disse ele balançando os braços visivelmente machucados como se fosse óbvio.

– Não gosto que me chamem de Lena.

– Ok, a partir de agora vou te chamar de Lena. – ele disse voltando a andar.

– Onde estamos indo?

– Meu Deus... Lena, minha querida. Você quer ficar aqui e dormir numa cama confortável e quentinha e ficar aqui preso pelo resto da vida talvez, ou quer dormir num carro desconfortável, porem livre?

– Quero dormir num carro desconfortável porem livre... – disse num tom que antigamente teria me feito rir, mas estava mais com vontade de chorar.

– Ótimo, agora me ajude a procurar meu carro.

– Como vamos achar ele aqui?

– Procurando... – disse como se fosse obvio.

Andamos por horas, olhamos em todos os cantos possíveis, passamos por varias cabanas como a nossa, a maioria pior do que a que estávamos, passamos pelo o que achamos que seria o refeitório, vários campos de futebol, alguns com circuitos com obstáculos formados, até acharmos uma grande galpão.

– Ta trancado. – Damon disse forçando o cadeado. – Me da um grampo.

– Pra que? – eu disse.

– Pra abri o cadeado? – disse com tom de pergunta.

– Sério? Virou James Bond agora? – soltei um grampo do meu coque todo bagunçado e dei pra ele.

– Você realmente tinha um grampo? – dei de ombros. – Meu Deus, isso é nojento.

– Cala a boca e abre essa... coisa. – disse, evitando um palavrão Damon começou a forçar o cadeado, e após muitos minutos agoniantes, escutamos um clique.

– Eu consegui! – disse com um sorriso, virando pra mim.

– Ótimo, só falta o carro não estar ai dentro.

– Não seja pessimista, onde mais você colocaria um carro?

– Vai ver eles nem trouxeram pra cá, vai ver deixaram na estrada mesmo.

– Não! Nós realmente trouxemos o carro até aqui. – eis que me surge um armário na minha frente, as portas do galpão se abriram e um soldado gigantesco aparece encostado na porta.

– Olha. Meu carro lá dentro... – Damon disse, brincalhão. – Bom agora que achamos podemos ir dormir, né Lena?

– Opa, vamos sim. – antes que pudesse me virar o soldado segura Damon pelo colarinho e o levanta no ar.

– Uou, me larga. – uma sirene começou a emitir um som muito alto e luzes começaram a piscar, sabia que logo estaríamos mais encrencados do que já estávamos.

– Brutus, larga. – disse apontando pro chão e os dois começaram a rir de mim, mesmo Damon que estava com os pés ainda no ar. Isso me deu a distração que eu precisava, chutei com força a perna do cara e ele me olhou com cara feia. Comecei a distribuir socos e ponta pés mas o cara permanecia parado no mesmo lugar.

– Ai Elena! Para de bate em mim. – Damon me alertou e eu murmurei um desculpa, enquanto acertava com o joelho na “área intima” daquele armário, que gemeu de dor e jogou Damon no chão e ficou de joelhos.

A sirene começou a me deixar surda e eu entrei no galpão, procurando a chave do carro. Escutei um gemido quando Damon retribuiu o soco na cara do soldado, que caiu desmaiado.

– Ve se a chave não esta em cima da roda. – Damon gritou enquanto observava a movimentação do lado de fora.

– É muito obvio, não deve estar... Olha, achei. – as chaves estavam mesmo em cima da roda. Abri a porta do carro com força, girei a chave na ignição e comecei a dar a ré.

– Porra, não me atropela. – Damon gritou quando o carro bateu na perna dele, ele foi até o lado onde eu estava e me mandou abaixar o vidro. – Me deixa dirigir.

– Por que?

– Porque eu quero, sou melhor motorista...

– Vai mesmo discuti isso agora? Entra logo. – antes que eu visse Damon estava resmungando algo no banco do carona.

Tirei o carro completamente do galpão e escutei um grito.

– Ai meu Deus! Eu atropelei a perna do Brutus! – disse diminuindo de velocidade.

– Isso, vai lá e ajuda ele. Não diminuiu Elena! – ele começou a pegar no volante e a virar o carro.

– Damon para! Vamos acabar matando alguém!

– Você não vai conseguir tirar a gente daqui.

– Cala a boca, se eu conseguir você dorme no chão e eu na cama.

– Prometo. Agora tira a gente daqui.

O carro passava desgovernado pelo meio das cabanas, abri o vidro fumê para ter maior visibilidade, vários campistas saíram de suas camas para observar a cena, e muitos passavam na frente do carro. Idiotas! Quase atropelei a maioria deles, e perdi muita energia gritando “desculpa” pra todos que eu assustava. Vários soldados passavam também, tentando parar o carro, mas eles não eram burros, logo saiam da frente. Todos, menos Klaus.

Ele estava parado na frente do que parecia ser um portão que dava inicio a uma estrada de terra. Ele não parecia nem um pouco assustado, nem com medo, na verdade, parecia achar aquilo normal.

– Que porra esse loco ta fazendo ai? – Damon disse.

– Saiam do carro! – ele gritou. Damon apertou um botão no painel e o teto se abriu, ele ficou de pé no banco e gritando, respondeu.

– Você tá é louco... Por que sairíamos daqui?

– Por que senão eu vou seguir vocês em todos os lugares em que forem.

– Há há... Que medo dele, tão assustador. – Damon disse, fazendo voz de menininha. E como pretende fazer isso, bonitão?

– Com isso aqui! – ele ergueu a prancheta com o endereço de todas as ex-namoradas.

– Não devia ter provocado ele né? – Damon se abaixou e me olhou, eu apenas dei de ombros, com a mão ainda no volante, pronta pra acelerar.

Uma imensidão de campistas se formou atrás de nós, obedecendo uma distancia, todos cochichavam entre si, alguns dando risada, outros mais sérios, havia soldados também, um deles se aproximou do capitão mais logo foi expulso.

– Klaus... Por que não nos deixa ir embora?

– Por que vocês são meus!

– Ah querido, sempre soube que você me amava. Mas deixa eu te conta um coisa, não jogamos no mesmo time.

– Cale a boca, senão será pior pra você.

– Você vai fazer o que? Nos matar?

– Elena não, você sim.

– Ahn? Posso saber o motivo?

– Andei dando um olhada na lista, e estava disposto a esquecer isso e deixar vocês irem. Até que vi um certo nome que me interessou.

– Ai caralho. – Damon disse, com a voz trêmula. – Sabia que já tinha ouvido esse sobrenome em algum lugar.

– O que? – eu disse, não entendo nada.

– ALICE MIKAELSON É MINHA FILHA! – Klaus gritou e eu me arrepiei.

– Merda. – Damon e eu dissemos juntos.

– Elena, acho que ta na hora de sairmos daqui. – Damon sentou no banco e colocou o cinto de segurança.

– Ela só tem 17 anos! Você deflorou minha filha!

– Sério Damon? – disse chocada.

– Não fala nada, só dirige. Além disso ela parecia ter muita experiência, e me disse que tinha 22 anos.

– Essa você não esqueceu, né?

– Eu disse, ela parecia ter muita experiência. Ta esperando o que?

– Eu não posso simplesmente atropela ele!

– Ele vai sair do caminho.

– E se não sair?

– Você é advogada, saberá o que fazer. – comecei a acelerar o carro com velocidade máxima me aproximando de Klaus rapidamente, ele tinha um sorriso no rosto e parecia não estar disposto a sair do lugar. Comecei a diminuir a velocidade, não dando ouvidos a Damon que gritava ao meu lado.

– Então, tomou a decisão certa. Decidiu parar o carro. – Klaus veio até a janela com vidro abaixado e se apoiou nela. — Elena pode sair do carro, vou levar esse ai pra dar uma voltinha...

– Elena, não se mexa. Não caia na conversa dele.

– Se você descer, poderá ir pra casa e não terá mais perder seu tempo com essa coisa louca de perseguir ex-namoradas.

– Ele vai me mata...

– Venha, querida. – Klaus estendeu a mão e eu abri a porta do carro.

– Não! – Damon gritou. Empurrei a porta com força, fazendo Klaus bater a cabeça a cair na grama, antes de fechar completamente a porta, sai em disparada pelo campo em direção ao portão.

Klaus, já recuperado e seus soldados começaram a correr atrás de nós, quando batemos no portão de madeira simples, partindo-o ao meio e quase arrancando a porta do carro, ainda aberta. Damon se esticou rindo, fechando a porta.

Nos afastamos rapidamente do acampamento e não enxergávamos mais ninguém atrás de nós. O dia clareou ainda mais, e os primeiros raios de sol começaram a surgir, quando pegamos a estrada principal e Damon rindo, finalmente quebrou o silencio.

– Nós conseguimos! Você conseguiu! Ah eu estou... – antes que ele pudesse terminar joguei um olhar mortal em cima dele que se calou na hora e parou de sorrir.

– Não quero escutar nenhuma palavra sua pelo resto da viagem!

– Mas eu quero te conta...

– Quieto!

– Sobre a...

– Quieto!

– A filha do Klaus!

– Cala a boca, não me interessa! – disse parando no acostamento e descendo do carro e indo até o lado do carona. – Vai dirigi essa merda!

– Olha o que você fez! – Damon teve um ataque quando viu o para-choque do carro todo arranhado e amassado. – Você destruiu meu carro!

– Ah que pena. Que tal voltarmos pro acampamento para os soldados arrumarem enquanto brincamos de adoleta com Klaus? – disse, estava com muita raiva e cansada, e o cara não calava a boca. – Entra nessa porra e cala a boca! – Bati a porta com força e Damon se assustou.

Quando acordei o céu estava a pico, Damon dirigia silenciosamente com os olhos na estrada.

– Vamos fazer uma parada em Washington. Tenho algumas ex lá.

– Temos que pegar o roteiro no meu email.

– Vamos nos hospedar no Hotel Rouge, vamos ficar no mesmo quarto de novo, mas eu vou dormir no chão.

– Ótimo.

– Você dirige que nem um cavala. – Damon disse após minutos de silencio e nós começamos a rir da situação.

– Meu Deus, se me dissessem três semanas atrás que eu teria que viajar pelo país e seria amarrada num tronco eu não acreditaria.

– Você viu a cara do Klaus quando começou a dar um ataque pela filha? Ele parecia estar tendo um orgasmo.

– Ele devia ta muito puto. – não conseguíamos parar de rir.

– So falta ele vir atrás da gente.

– Não... Ele não seria tão burro.

– Burro eu sei que ele não é. Já louco...

Notas finais
vish... Será que o Klaus ainda vai atrás dos dois? E como as namoradas do Damon vao reagir a volta dele a cidade? saberemos no proximo cap. (prometo nao demorar, estou ficando animada com a fic) beijoes