Notas iniciais
Não deixe de comentar, favoritar e dar sugestões, a opinião de vcs é muito importante para o desenrolar da fic. Neste capítulo será a chegada de Karina. :* Espero que gostem!!

Karina POV

Era sábado. Eu sabia que hoje seria um dia decisivo na minha vida, vou realizar o meu sonho e de quebra ainda vou curtir os ares da liberdade, minha mãe sempre me tratou de forma superprotegida, minhas amigas dizem que é amor demais e que toda mãe faz isso, mas pra mim aquilo é sufocante e morar num fim de mundo torna a minha vida mais sufocante ainda.

Prazer, meu nome é Karina Duarte, tenho 19 anos e vou morar no Rio com o afilhado da minha mãe, eu lembro dele até hoje, até porque na infância eu nutria um amor platônico por ele, ainda hoje eu me lembro do quando eu o irritava e ''trollava'' as namoradinhas dele, eu queria afastar todas as pessoas do mundo de perto dele, sempre fui ciumenta, eu não gosto de compartilhar aquilo que me pertence (sei bem que ele nunca quis nada comigo), mas também pudera eu era uma pirralha magricela de 12 anos de idade quando ele foi embora. Ele era lindo, corpo não muito definido, mas também não era magrelo, cabelos levemente bagunçados, pintinhas por todo o rosto, os olhos castanhos e bastante expressivos, sobrancelha grosseira, tinha um sorriso tão fofo que era o que mais faia meu coração fazer acrobacias...Chega né? Eu tenho que ter foco, e a minha ambição é explorar as maravilhas de se ter liberdade, sei bem que uma provocadinha de vez em quando na vai tirar pedaço, não estou sendo convencida, mas se ele ver como eu estou hoje vai querer tirar todos os pedaços do mundo. Além do mais, com 15 anos eu prometi pra mim mesma que só perderia a minha virgindade com ele, pode ser que isso mude, não sei ainda, mas ele ainda é o meu escolhido. Tive várias oportunidades de perdê-la, já fiz umas loucurinhas relacionadas ao sexo, porém nunca cheguei aos finalmente com ninguém e nunca deixei me levar, e isso acontece porque na cidade em que eu nasci e cresci é muito pequena e qualquer fofoca pode virá uma bola de neve. Minha mãe nem sonha no que eu já aprontei aqui enquanto ela trabalhava fora, também, que mandou ela me pôr em cativeiro, em algum momento eu tinha que fugir né? E tenho certeza que ainda vou dar muito trabalho pro afilhado gostoso da minha mãe!

Calma, eu não sou nenhuma ''serial killer'' nem nada do tipo, eu apenas gosto de causar!

–Filha, já está pronta? Temos que chegar ao aeroporto ás 10:40! Dandara disse eufórica.

–Já vou mãezinha, estou descendo! Falou Karina na maior doçura do mundo.

Karina POV II

Optei por um vestidinho simples e romântico, eu ainda precisava passar a minha imagem de garota indefesa tanto para a minha mãe quanto para o meu colega de apartamento.

Seguimos para o aeroporto, era em outra cidade, porém em questão de minutos nós já havíamos chegado, eu estava bastante apreensiva, nunca tinha andando de avião e isso me lembrava muito o meu pai, Seu Gael me dizia que ele tinha a capacidade de tocar o céu, meu pai era o meu confidente, minha mãe sempre trabalhou fora e era ele que cuidava de mim, quando o mesmo faleceu eu fiquei totalmente sem chão. Minha mãe continuou trabalhando, mas passou a ficar mas tempo em casa também. Ela não conhecia ninguém que pudesse cuidar de mim e passou a me trancar dentro de casa, eu me sentia em cárcere privado e com isso comecei a dar minhas escapadas, eu precisava ver gente. Para completar, o Pedro se aliou a ela para pegar no meu pé, passou a me tratar como um bibelô frágil incapaz de enfrentar a minha vida sozinha, e essa era a parte mais chata de conviver com aquele garoto. A melhor ideia que eu já tive na vida foi me direcionar para o RJ, eu estaria livre pra seguir a minha vida e concretizar o meu sonho de fazer uma faculdade e fazer o Pedro esgotar a paciência de Jó que ele sempre teve.

Entrei no avião e observei os olhos da minha mãe marejarem eu sabia que iria sentir um pouquinho de saudade dela também, meu coração não é de pedra, apesar de me demonstrar sempre adversa a minha mãe o meu sentimento de carinho com ela ainda existia, mas eu nunca conseguir amá-la como eu amava meu pai.

A viagem não foi tão longa, sentir um pouco de enjoo, mas logo peguei no sono e quando eu acordei já estava no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Minha mãe me disse que o Pedro estaria me esperando, e eu pensava se iria reconhecê-lo, minha mãe não me permitia utilizar redes sociais ou ter acesso a internet, portanto eu nunca mais vi uma foto sequer dele. Minha mãe dizia que esses meios de comunicações deixam as pessoas burras. Ela é uma verdadeira tirana!

Pedro POV

Estava ansioso, mais uma vez eu estaria frente a frente com aquela garotinha (sei bem que ela não deve ser mais uma criança). Optei por escrever uma placa com os dizeres:''SEJA BEM-VINDA KARINA!'', eu sabia que podia não reconhecê-la.

De repente fiquei em transe quando me deparei com uma moça vindo para a minha direção, baixinha, ela possui os cabelos dourados até a cintura, com olhos azuis que mais pareciam um oceano, a pele branquinha, lábios desenhados e rosados, um corpo que... Que deusa é essa? Ela é muito gos... Seria a Karina? Não pode ser! Isso seria demais para a minha sanidade mental.Agora a minha inspiração ficaria mais afetada ainda.Eu iria com certeza ficar louco por conviver com essa perfeição todos os dias morando no mesmo apartamento que o meu e protegê-la do mundo lá fora, enquanto o meu mundo tava começando a desmoronar só de vê-la. Acordei do meu transe quando aquela obra de arte parou na minha frente e se apresentou:

– Oi Pedro, ainda lembra de mim?

Notas finais
Vestido da Karina : https://byfefioratto.files.wordpress.com/2014/01/1501719_10202933698247178_1211429080_n.jpg
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.