Notas iniciais
Oi, gente! Essa é a minha primeira história aqui e eu espero que gostem. Aceito críticas contanto que não me ofendam porque ninguém é perfeito e é isso aí, boa leitura!

As férias haviam acabado, como sempre fiquei sozinha, já tinha me acostumado a isso. Meu pai vai viajar amanhã e, como sempre, eu ia junto. Ele vai me colocar em um colégio interno esse ano, fica muito tempo viajando e não daria mais para me levar e também porque ele queria que dessa vez eu tivesse um colégio fixo. Unf! Aposto que é só uma desculpa pra se livrar de mim.

Acordei com o som ensurdecedor do alarme. Minhas malas já estavam prontas, claro que não fui eu que as arrumei, a Maria fez isso, ela é uma das 19 empregadas da casa. Levantei e tomei um banho relaxante de água quente. Saí e escolhi uma roupa qualquer do meu armário. Minhas malas já não estavam mais no quarto, provavelmente Maria as pegou e levou para a porta de entrada. Desci e fui para o quintal, o chofer me esperava na frente da nossa limosine, me deu “bom dia” e eu respondi com um sorriso forçado. Ele abriu a porta para mim e eu logo me acomodei no banco.

O carro estacionou no aeroporto. Ele novamente abriu a porta pra mim e eu saí agradecendo-o por me trazer. Não sei nem como isso aconteceu mas em menos de 5 minutos eu já estava dentro do avião com o mesmo prestes a decolar. Infelizmente, não tinha ninguém pra me dar um abraço de despedida ou mandar “tchau” pra minha janela quando o avião fosse embora.

Peguei meu IPhone que sempre deixo no bolso e coloquei os fones para ouvir música, acho que isso era a única coisa fixa que eu tinha. Eu encostei minha cabeça na cadeira de coro e olhei pela janela “adeus, mais um lugar que eu conheci”, pensei. Ao menos não preciso dividir meu lugar com ninguém, tenho a cadeira toda só pra mim.

A noite chegou, desliguei o meu celular e deitei, estava cansada e com sono, muito sono. Adormeci. Quando acordei a aeromoça me avisou que já tinha chegado ao meu destino. Levantei devagar e a agredeci. Saí do avião onde um táxi me esperava no começo da rua, fui até ele e o taxista dirigiu até o hotel. Saí o agradecendo e lhe dando o dinheiro cobrado.

Entrei no hotel e fui para o meu quarto. Me joguei na cama a base d’ água e relaxei. Meu pai ainda estava ali, o que era um milagre porque, a essa altura, ele já devia estar no táxi indo para o aeroporto. Assim que ele me notou ficou calado me encarando segurando o seu telefone com uma das mãos:

- Como foi a viajem? — Ele disse quebrando o silêncio.

- Boa. — Disse sem olhar pra ele.

- Ficou triste por ter mudado de cidade e de escola? — Dei de ombros.

- Já estou acostumada. — Ele olhou seu celular após o mesmo tocar.

- Bom, eu tenho que ir. Até logo filha! — Ele beijou minha testa. Acho que era a primeira vez que ele fazia isso. Levantei da cama.

- Tchau, boa viajem. Até o final da faculdade!

Entrei no banheiro e bati com força a porta. Cruzei os braços e me encostei na parede ao lado da mesma. Olhei pela fechadura, meu pai não estava mais lá. Deslizei minhas costas sobre a porta, juntei minhas pernas e chorei com a cabeça encima delas. Ninguém se importava comigo, ninguém ligava pra mim!

Fiquei lá por um tempo pensando em como odiava minha vida e me perguntando para quê eu fui criada. Era muita injustiça!

"Não Mary! Chega de ficar se lamentando."

Enxuguei minhas lágrimas e saí. Dentei na cama e dormir com os olhos cansados.

a manhã seguinte, Maria me acordou. Ela disse que o alarme já havia tocado umas três vezes. A agradeci por ter me acordado e fui para o banheiro tomar banho, vesti uma roupa qualquer e desci. Entrei na limosine e fui rumo a minha nova escola.

O chofer me avisou quando eu cheguei. Olhei pelo vidro da janela. Que escola bizarra, parece mais uma mansão de filme de terror, o portão até estava enferrujado. Achei estranho meu pai ter me matriculado numa escola neste estado, ele normalmente só me coloca nas melhores. Saí me despedindo do chofer.

Entrei na escola deixando de lado alguém que provavelmente iria pegar minhas malas e leva-las ao meu dormitório. Deveria segui-la para saber onde era, mas tudo naquela escola me deixou curiosa, queria explora-la.

Tirei os óculos escuros que usava e encarei a frente dela. Alguns alunos estavam conversando no que devia ser o pátio, eram bem sinistros, quase todos usavam roupas pretas e tinham peles pálidas. Olhei para uma menina que estava escondida entre as sombras conversando com uma outra, ela era realmente a mais pálida, olhei mais um pouco...e-ela tinha dentes salientes, salientes demais. A encarei por um tempo confusa:

- Oi! Você é a aluna nova? — Virei e vi uma garota totalmente rosa. Totalmente mesmo, até a pele. Era realmente assustador.

- Oi… — Eu disse acenando com uma das sobrancelhas arqueadas.

- Eu sou a Pink, Pink Butterfly. — Ela disse saldando. Esse nome existe?

- Eu sou a Mary.

- É um prazer, Mary.

- Então, aquela menina tem problemas dentários? — Eu disse me referindo a garota que acabara de ver.

- Não, é que ela é uma vampira. — Tive vontade de rir naquela hora mas somente sorri.

- Ta bom, pode falar sério.

- Hã? — Ela parecia confusa.

- Você não vai me enganar, qualquer retardado sabe que vampiro não existe.

- Ah..er...ok. — Ela olhou pro lado como se eu fosse a esquisita da história. — Bem, quer que eu te apresente a escola?

- A...sim, por favor.

- Então, vamos. — Ela fez posição de yôga, fechou os olhos e quando levantou as mãos criou uma nuvem abaixo de seus pés e flutuou. Fiquei boquiaberta com o que tinha acabado de ver.

- O-O que…

Ela jogou algo em mim, uma espécie de luz rosa, eu fiquei imóvel e reta, depois levantou as mãos e eu flutuei quase gritando, depois ela se virou e foi para a direção da entrada, eu ia junto com ela não importava para que lugar fosse:

- Onde estudava antes de vir para cá? — Ela perguntou.

- Não acho que você conheça. — Eu disse assustada.

Olhei para baixo. Que raio de lugar é esse? Quanta gente estranha! Alguns eram muito altos, outros eram muito baixos, alguns tinham cabelos enormes, outros com coisas estranhas espalhadas ou até com formatos diferentes, alguns tinham asas, outros tinham orelhas enormes, alguns tinham caldas e garras, outros tinham pelos. Pareciam criaturas de contos de fadas misturados com monstros.

A tal da Pink aumentou a velocidade e eu comecei a me desequilibrar. Não conseguia me mover mas sentia que estava caindo. Vi um vulto se aproximar de mim:

- Cuidado! — Foi tudo o que ouvi antes de fechar os olhos. Um leve vento passou por mim. Abri os olhos lentamente e dei de cara com uma garota de cabelos grandes e rochos, ela era meio transparente, parecia um fantasma.

- Ghost, olha por onde anda! — Pink a reprimiu e ela baixou a cabeça.

- Desculpe, estou com muita pressa, tentando alcançar a Vampire. — Ela apontou para baixo.

- Ah, a Vampire! Você tem que conhecer ela. — Pink disse olhando para mim. Ela voou rapidamente para o chão e eu fui com ela, quando chegou ao mesmo pós os pés nele desmanchando a nuvem.

- É, pelo visto, não consegui te alcançar de novo. — Ghost disse para um morcego a nossa frente. Ele riu com uma voz fina, uma fumaça se formou a pós uma explosão e o morcego se transformou na mesma garota que vi a pouco.

- Pode ser um fantasma rápido, mas ninguém supera a velocidade de um vampiro. — Ela disse. Arregalei os olhos.

- Ghost, essa é a Mary, a aluna nova. — Pink disse levando sua mão para minha direção.

- Oi, eu sou a Vampire!

- To sabendo. — Eu disse quase em choque.

- De que raça você é?

- Oi? Eu não sou de raça nenhuma, sou completamente comum. — Elas se entreolharam e logo depois riram.

- Fala sério, você tem que ser de alguma raça. — Vampire disse.

- Ok então, sou da raça humana.

- Humanos não podem vir aqui. — Pink disse.

- Bom, então receio que isso seja um engano. Até mais! — Eu me belisquei mas a única coisa que eu consegui foi um hematoma porque não acordei. Olhei para elas que estavam confusas.

- Ah gente, ela deve ter vindo de uma escola onde só tinha um tipo de raça. — Ghost disse.

— É, a raça humana. — Eu falei teimosa.

- Gente e se ela for mesmo humana? — Ghost disse novamente.

- Eu duvido. — Vampire disse. Ghost veio até mim e girando como um redemoinho me olhou da cabeça aos pés.

- Uh, seu corpo é lindo! — Ela falou animada. — E sua pele é...urgh! Pegajosa.

- Se bem que ela não tem nada de estranho. — Vampire disse.

- É gente, talvez ela tenha sido mandada por engano. — Pink disse.

- Ah, mas eu quero aproveitar a oportunidade, vamos mostrar ela para a Figu. — Pink me puxou e em menos de 2 segundos fomos parar em uma espécie de pátio.

- Figu, essa é a… — Pink fez um impulso com as mãos que fez com que meu corpo se chocasse contra o chão. — Ops, desculpa Mary.

- Ela ainda não aprendeu a controlar seus poderes. — Ouvi a voz da Vampire.

- A...Mary? Essa é a Figurine. — Pink disse sem graça.

Olhei para cima e me deparei com uma garota de óculos escuros e algumas cobras compridas na cabeça. Ela parecia com uma medusa mas, ao contrário da legítima, ela contia cobras mais grossas e compridas na cabeça, como uma garota de cabelo solto qualquer só que pintado de verde. Ela mantinha um sorriso simpático no rosto:

- Ahhhh! — Eu gritei e logo saí dali, era realmente assustador.

- O quê foi? — Ela perguntou.

- S-Seu cabelo… — Eu apontei para o mesmo.

- Ah, qual é? Eu lavei as escamas delas ainda ontem. — As cobras se moveram e fizeram seu famoso “sssss…” olhando para mim. Figurine estalou os dedos e elas baixaram suas cabeças como se estivessem mortas.

- Figu, ela se assustou porque nunca viu uma medusa antes. — Pink disse.

- Como assim?

- É que...ela é humana. — Ghost falou bastante animada.

- Uma humana? Em Sobrenatural School? — “Sobrenatural School”? Esse era o nome dessa escola?

- Pois é, deve ter sido um engano, mas fala aí, não é legal? — Vampire falou.

— É, muito!

- É uma pena que agora você tenha que ir. — Pink disse dando um longo suspiro.

- Ir? Como assim? Por quê? — Eu disse. Elas não responderam e me pegaram pelo braço.

- Não há engano algum. — A diretora (que era uma bruxa, literalmente) disse.

- Como assim? — Pink disse espantada.

- É isso mesmo, não há engano nenhum. Mary é a nova aluna de Sobrenatural School. — Ela disse depois de olhar alguns papéis.

- Mas ela é humana. — Vampire disse.

- O concelho permitiu a entrada dela na escola.

- Concelho do quê? — Eu disse.

- Mas como? Por quê isso aconteceu? — Vampire disse ignorando totalmente a minha pergunta.

- Mistérios desse mundo.

Saímos de lá um tanto confusas. Ainda acho que isso é um sonho mas nenhum sonho dura tanto assim que eu saiba. Isso tudo é muito, muito estranho mesmo.

Notas finais
Então, o primeiro capítulo não ficou tão bom assim mas muitas coisas ainda estão por vir, espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.