Minha complicada NAMORADA!!
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordei com o corpo todo dolorido, abri meus olhos, mas demorei para me acostumar com a claridade, uma forte dor de cabeça me atingiu e flashs da noite passada surgiram. Merda, eu havia brigado com minha namorada, bebido pra caralho e depois só Deus sabe como cheguei em minha casa, pois não lembro mais de nada, me arrastei até o banheiro enquanto tentava ensaiar um discurso mentalmente para pedir desculpas, eu odiava admitir, mas a culpa da briga havia sido totalmente minha e como se não bastasse ainda tinha me afogado em bebidas, ela odiava quando eu bebia de cair, o motivo da briga? Foi porque eu não queria deixa-la ir sozinha a festa da Cana, uma amiga nossa, enfim, eu não poderia ir, pois teria que viajar com minha mãe no fim de semana da festa e como minha amada Mira é teimosa como uma mula decidiu que iria de qualquer maneira, e bem, eu sou extremamente ciumenta, não tenho culpa se minha namorada é uma tremenda gostosa e a Cana uma tremenda depravada, não quero nem imaginar o que vai ter nessa festa, por isso não quero deixa-la, mas ela alegou que não confio nela e blá, blá, blá.
Porra, além de tudo isso, ainda esqueci que tinha prova hoje, caralho, tenho muita sorte mesmo, tomei um banho correndo, enfiei uma torrada guela abaixo e sai correndo, minha mãe não estava casa, já havia ido trabalhar, olhei no relogio, faltava 10 minutos pra fecharem o porta, peguei meu skate e saí que nem uma louca, cheguei a tempo, mas estava muito ofegante, corri pra sala e olhei diretamente pra Mira, que simplesmente me ignorou, merda, merda, merda, ela estava muito puta mesmo, fui sentar pra fazer a prova, e advinha?? Eu não sabia de merda nenhuma, sorte que era de alternativas, chutei todas e sai pra esperar minha linda e conversar com ela.
Muito tempo depois a dita cuja aparece, eu estava quase dormindo no pátio da escola, levantei mas do que depressa e fui até ela que continuava me ignorando.
— Amor, vai me ignorar até quando? — falei o mais suavemente possível, mas ainda assim ela me lançou um olhar assassino que me fez engolir em seco.
— Agora é amor, né dona Erza? — puta merda, ela me chamou de Erza, a coisa tava mais feia do que eu pensava. Respirei e aspirei profundamente e comecei.
— Olha amor... eu sei que você está brava e que a culpa é toda minha, mas em nenhum momento eu desconfio de você meu amor... e só que... esses urubus ficam te rodando o tempo todo, e não estando perto não posso te proteger, tenta entender meu lado, vai minha branquinha. — Disse olhando diretamente nos olhos delas e pude ver que eles amoleceram um pouco, um ótimo sinal.
— E isso justifica o porre de ontem?? — vixe, tinha me esquecido desse pequeno detalhe e ela ainda tava brava, melhor eu tomar cuidado com o que vou falar ou posso perder a cabeça.
— É que eu odeio brigar com você, acabei bebendo demais, eu estava brava por você não entender o porque de não deixar você ir a festa, eu sei que você jamais iria me trair, mas tenho medo de você encontrar alguém melhor que eu e se apaixonar por essa pessoa, não que você vá me trair, mas pode ser que você não me ame mais, e eu não suportaria te
perder, porque te amo demais, minha explicação pode parecer confusa, mas é que — Antes que pudesse terminar minha frase ela colocou a mão em meus lábios.
— Xiii... Amor... eu te amo, jamais te trocaria ou me apaixonaria por outra pessoa, porque eu te amo demais, como jamais amei alguém — Então ela me abraçou e eu retribui o abraço colocando a cabeça seu ombro e sentindo o seu aroma maravilhoso, não poderíamos nos beijar, afinal ainda estávamos na escola.
— Então você me perdoa? — perguntei desfazendo do abraço e segurando em suas mãos.
— Claro que sim, desde quando eu consigo ficar brigada com você?? — apertou levemente minhas bochechas, o que me fez corar e sorrir.
— Você sabe como eu cheguei em casa ontem?? Lembro de estarmos na festa na casa do Natsu, de brigar com você e depois de beber muito, depois não lembro demais nada.
— Digamos que você gritava pra todo mundo da festa que me amava e não conseguia viver sem mim, só desceu da mesa quando fui te buscar e pedi pro Natsu me ajudar te levar casa, como ainda estava brava deixei você na cama e fui embora — Disse sorrindo.
— Pelo menos eu não disse nenhuma mentira — foi a vez dela corar, queria agarrar ela ali mesmo, mas isso teria que esperar.
— Vamos sua tonta, temos que entrar pra próxima aula ainda — Entrelaçou meus dedos nos seus e fomos pra sala, bem, o dia que havia começado
Péssimo, estava maravilhoso agora, concordei e fui sorrindo.
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Chegamos na minha casa, e antes dela dizer qualquer coisa eu já fui a empurrando porta adentro e a beijando, que saudade daqueles lábios macios e maravilhoso, eu não conseguia ficar longe deles por muito tempo, era uma tortura pra mim.
— Hm.... que beijo gostoso... — Disse rindo e segurando em minha cintura.
— A é?? Da onde veio esse tem muitooooo mais — Respondi com as duas mãos segurando o seu rosto.
A beijei novamente, bem minha gente, moral da história... huahuahuahua.. zueira, mas não deixe brigas bobas acabar com o relacionamento de vocês, as vezes basta deixar o orgulho de lado e admitir o erro, pedir desculpas não dói, perder a pessoa amada sim, brigas todo mundo tem, basta ter maturidade para enfrenta-las.
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