Minha Vizinha

8 Capítulo 8 - Não tão estranho


Notas iniciais
Demorei um pouquinho né?Desculpa.Tá ai,boa leitura.

Era noite daquele mesmo dia,sábado.Minha cabeça rodava,meus pensamentos estavam confusos...tudo graças à Stefanie e a desgraçada da vizinha!Estava deitada na cama,a procura de algo para ler ou me distrair daquele inferno que era minha vida naquele momento.Provavelmente,Beatrice estaria no quarto de Vic;trocando ''carinhos''.Somente de pensar nisso eu já perdia o controle da minha raiva....aquela situação toda estava acabando comigo.

Me arrumei para sair com meu pai e meu irmão,que estavam em New York naquela semana.Vesti umas roupas não tão formais e nem qualquer roupa do guarda-roupa;tinha que estar bonita sem parecer uma patricinha e nem uma mendiga.Vesti uma calça jeans clara,uma blusa de um só ombro e arrumei os cabelos,deixando-os soltos.Esperava Jonathan chegar,já que o combinado era eles virem me buscar, na porta de casa.Rapidamente na hora combinada,eles chegaram.Meu pai já obtinha cabelos grisalhos,grande parte do mesmo era branca.Já Jonathan tinha o corpo muito mais definido....muuito definido mesmo;estava um gato.Cabelos castanhos bem curtinhos,várias tatuagens espalhadas pelo corpo,roupas super coladas com seu corpo...fora que ele tinha um estilo incrível!

—Estamos esperando uma menina chamada Gessica — Disse o menor — Sabe onde ela está? — Jonathan perguntou educado.Por céus,ele não havia me reconhecido!


—Sou eu Jô,a Gesca! — Quase pulei no seu colo quando o vi reconhecer-me;nós sempre fomos muito ligados,bem,pelo menos até a separação de nossos pais.


—Eu senti tanto a sua falta e a da Vic — Ele sussurrou em meu ouvido enquanto ainda estávamos abraçados.Na hora,como em um impulso,lembrei que Victória devia estar aproveitando muito com a Beatrice....porque trocar a família por uma namorada é a nova tendência!


—Eu também — Abracei-o mais forte e ele me soltou em seguida. — Pai,que saudade — Corri para abraça-lo e ele fez o mesmo.Eu era a pequena garota;sua princesinha.Uma pena nós nos vermos muito pouco!


—Eu também senti princesa — Ele me abraçou com seus enormes braços e eu senti como é estar com ele novamente.Minha infância inteira eu sentia aquela sensação maravilhosa de abraça-lo;de sentir o amor paternal vibrar dentro de si a cada vez que trocávamos carinhos.


—Vamos? — Perguntava meio impaciente o irmão,já andando em direção ao carro.Eu e meu pai nos separamos e seguimos em direção ao veículo,entrando no mesmo em seguida.Jonathan ia no banco da frente assim como meu pai.Eu era a unica que estava sentada no banco traseiro;o que é muito bom quando se está com sono.



Ao chegarmos no fino restaurante,havia duas atendentes ao nosso dispor e uma enorme mesa reservada no nome do meu pai;ela era um pouco afastada das outras mesas e tinha algo diferente;tinha uma bela vista para um dos pontos mais bonitos de New York;


Sentei-me ao lado de Jonathan e nós ficamos a conversar por um tempo,enquanto meu pai resolvia alguns problemas com uma das atendentes...toda vez ele arrumava algo para fazer e nos deixar sozinhos,SEMPRE!


Eu e meu irmão continuamos conversando,muitas vezes sobre musica,os estudos e....os namorados!Ah sim,Jonathan adorava fazer-me mil e uma questões sobre o assunto e,sempre,era meio desconfortável.Não por conta dele ser meu irmão e sempre estar querendo saber com quem eu estava saindo,e sim pela minha opção sexual.Não é fácil admitir que eu gosto de homens e mulheres.Nunca foi.


Após o maravilhoso jantar,nós fomos até onde meu pai estava morando por um tempo;era um grande apartamento que ficava em uma das principais avenidas de New York.Por lá,haviam poucos pessoas,o prédio não era muito alto.Entramos no lugar e logo me deparei com uma vez conhecida vindo da cozinha.Gritava por seu pai.De forma confusa e misteriosa,Stefanie saiu da cozinha com um olhar assustado ao escutar minha voz;parou a minha frente e,sem hesitar,perguntou:


—O que você está fazendo aqui? — Ela questionava já fechando o punho,na tentativa de me acertar com o mesmo.Obtinha ódio em seu olhar semicerrado.


—Eu sou filha do dono.E você? — Perguntei de soslaio,mantendo o olhar no meu pai.Ele e Jonathan se olhavam confusos,logo após estavam arrumando uma desculpa para sair do apartamento.Muito espertos,não?


—Sou a filha dele também...isso significa que somos .... — Stefanie tremia descontroladamente e gaguejava algumas palavras.Impressão minha ou a menina estava nervosa?


—Meia-Irmãs — Eu completei a frase da menor e,finalmente,havia percebido que os rapazes já não estavam entre nós.Com toda certeza,era uma longa história!



Bem,não foi fácil para Stefy contar tudo;muitas coisas demoraram para serem ditas.Ela vinha de um caso que meu pai tivera com sua mãe que,infelizmente,resultou na gravidez.Meu pai não havia assumido a criança devido o que aquilo faria com seu casamento;minha mãe jamais aceitaria uma coisa daquelas.Isso aconteceu quando eu ainda era pequena,por torno de meu primeiro ano de vida.Meu pai supriu suas necessidades e bancou a vida dela e de sua mãe por muito tempo.E agora,ela estava morando em New York; e estudando na sala da sua meia-irmã.


—Como isso é possível? — Perguntei confusa,mantendo meu olhar preso em seus belos olhar verdes.Nós conversávamos tranquilamente sobre a cama de casal que se encontrava no quarto de meu pai; comecei a ver Stefanie como algo diferente e não mais como a garota estranha do colégio.


Pensei por um segundo,Mariana tinha-me dito que ela se parecia com Victória.Bem,descobri o porquê da tamanha semelhança.Céus,eu havia tido pensamentos impuros com a minha irmã mais nova!Que tipo de mostro eu sou?Pelo menos tinha a desculpa que não sabia do nosso parentesco.


Ainda estávamos deitadas na cama,conversando,quando meu pai e Jonathan resolveram aparecer novamente.Ambos mantinham as caras mais deslavadas do mundo e,pelo cheiro de bebida,supus que eles deveriam estar no bar em frente ao hotel.


— Tudo bem com vocês? — Jonathan perguntava risonho,provavelmente por causa do efeito da bebida.Parecia surpreso por não encontrar algum cadáver no chão do quarto.Como se eu realmente fosse matar a minha meia-irmã....ou eu mataria?


—Estamos bem,por quê não estaríamos? — Stefy perguntou com um sorriso bobo no rosto,mantendo seus olhos em mim novamente.Droga!Ela era tão sexy e meiga....porém,era minha irmã.Não podia tentar nada.Ou será que podia?

Notas finais
Até o proximo e deixem reviews! Beijoss xoxo