Minha Vida Em Um Livro
4 Cap 4: Aposta
Notas iniciais
Autora POVs ON
O barulho de portas de armário se fechando fez com que a pequena anja da guarda acordasse. Levantou-se da cama esfregando os olhos, estava sonolenta.
–Desculpe por ter te acordado Wendy.-disse Lucy terminando de colocar uma camiseta azul claro larga.
–Não se preocupe Lucy-san, eu precisava acordar mesmo.
Lucy sorriu, mesmo conhecendo Wendy a menos de um dia, ela já havia simpatizado com a garotinha de cabelos azuis.
–O que quer comer?-perguntou Lucy virando-se para a escrivaninha para pegar sua mochila preta com detalhes pratas.
–Anjos não comem.-Wendy sorriu, e deixou a loira intrigada.
–Anjos...não comem?
–Não.
–Não comem, ou não podem comer?
Wendy parou para pensar durante alguns segundos, ela na verdade nunca havia comido nada e jamais tinha visto outro anjo praticar tal ato, agora ela tinha uma dúvida profunda, o que a fez fazer várias caretas. Lucy riu ao ver as estranhas expressões da azulada.
–Que tal tirarmos a prova?-a loira perguntou fazendo com que a pequena anja a olhasse mais curiosa.
...
–Isso é delicioso!!!-exclamou Wendy.
Elas estavam sentadas, digo, Lucy estava sentada em uma das cadeiras do enorme salão de refeições de sua mansão, enquanto Wendy flutuava no ar com ajuda de suas asas brancas.
–Como é que isso se chama Lucy-san???
Lucy sorriu e logo respondeu a pequena:
–Isso se chama chocolate, o delicioso inimigo das mulheres.
–I...inimigo...-gaguejou Wendy observando a barra de chocolate que tinha em mãos-E...eu não sou um anjo guerreiro Lucy-san...eu sinto muito!!!!
A loira se colocou de pé quando viu sua anja começar a chorar.
–Ca...calma Wendy!!! Inimigo é um modo de dizer para as coisas que engordam!!!-Lucy tentava consolar Wendy, que a olhou com os olhos marejados.
–Se...sério...?
–É sério, então não se preocupe.
Wendy secou as lágrimas e riu sem graça.
–O papel de proteger as pessoas é meu Lucy-san...
As duas começaram a rir, e aquilo fez Lucy se sentir pela primeira vez que tinha uma amiga.
...
Ainda faltavam 30 minutos para iniciar-se as aulas, e consequentemente ainda não haviam muitos alunos, mas não significava que os corredores não tivessem algum movimento e as salas estivessem totalmente vazias.
Na sala B do segundo ano do ensino médio, a garota de cabelos curtos e grisalhos estava sentada no colo do rapaz de cabelos estranhamente rosados, o mesmo davas beijos no pescoço da garota que não hesitava em soltar suspiros uns atrás dos outros, logo ela começou a provocá-lo e um sorriso malicioso escapou dos lábios do rapaz que começou a percorrer o corpo perfeito da garota com a mão direita, já que a outra segurava na cintura da grisalha.
Os lábios deles se juntaram em um beijo selvagem, estavam sendo apoderados pelo desejo de terem um ao outro, mas o momento deles foi interrompido quando a porta da sala se abriu.
–Poderiam ir se pegar em outro lugar?
Os dois param o que faziam para mirar um rapaz de 17 anos, a mesma idade deles. Os fios negros sempre rebeldes, os olhos também pretos e um sorriso irônico eram os fatores que caracterizavam Gray Fullbuster.
A garota se colocou de pé e desamassou as roupas, vendo que não tinha nada fora do lugar andou até a porta e ao sair apenas disse:
–Continuamos depois a nossa brincadeira Natsu.
O rapaz de cabelos rosa apenas sorriu malicioso e colocou os pés sobre a certeira.
Gray sentou-se atrás de Natsu, que bufou.
–Você tinha que aparecer na melhor hora não é stripper?
–Quem você pensa que é para falar isso de mim quando era você que quase estava tirando as roupas. E sim, eu tinha que aparecer, porque se eu entrasse um pouco depois eu teria uma visão traumatizante sua e da Lisanna.
O dialogo se encerrou ali, e poucos minutos depois os alunos começaram a entrar na sala, alguns riam, outros brigavam, os garotos bonitos e ricos falavam algo sobre as garotas, e as mesmas ricas, bonitas e metidas falavam algo sobre fazer comprar em Paris.
Mas entre todas essas pessoas, uma se destacou, em um mundo mesquinho como aquele, a loira que usava roupas desleixadas era a estranha, a diferente.
Natsu acompanhou-a com o olhar e riu, ele estava sempre importunando a loira, mas ela nunca reagia, o que fazia Natsu ter mais vontade de irritá-la, ele sempre lhe dizia como ela era feia e que devia ter nascido como garoto graças as roupas que ela trajava, e aquilo era sua melhor diversão depois de Lisanna. Olhou atentamente para a loira e percebeu que ela olhava para cima e falava algo, riu mais ainda.
–Ela pirou.
Gray olhou na mesma direção que o rosado, e viu a filha dos Heartfilia se sentar na carteira que ficava Isolada no fundo da sala, a mesma falava com o nada.
–Acho que ela está ficando louca...ela ta falando com o nada.-disse o Fullbuster levemente intrigado-Suas provocações estão dando frutos Natsu.
–Eu sei, sou demais não sou?-ele riu-O que será que eu devo fazer para ela perder completamente o juízo?
–A garota já tá louca, vai mesmo continuar a encher o saco dela?-perguntou Gray. Ele era popular e rico, mas ao contrário de Natsu que tinha os mesmos dotes que ele, Gray não tinha nada contra as pessoas “diferentes”. Na verdade sentia até pena da garota que Natsu vivia importunando.
A garota de cabelos azuis e enrolado nas pontas ouvia atentamente a conversa dos dois garotos, na verdade tudo o que envolvia seu namorado fazia com que ela prestasse atenção.
–Juvia concorda com Gray-sama.
Os dois se viraram para ela.
–Juvia acha que Natsu-san devia parar de incomodá-la.-Juvia Loxar, namorada de Gray Fullbuster, bonita, rica, popular, mas dona de um bom coração.
–Você diz isso Juvia, mas nunca falou com ela.-rebateu Natsu.
–Nunca tive uma oportunidade. Ela evita qualquer um que é popular.-defendeu-se Juvia.
–Não ligue para esse idiota Juvia, deixe-o fazer o que ele quiser, afinal essa é a diversão dele.
–Admito mesmo que uma das minhas diversões é irritar a Heartfilia, ela se irrita fácil, mas não reage as nossas provocações.-disse Natsu se lembrando de quantas vezes a xingou e quantas vezes ela não fez nada.
–Correção! As “suas” provocações. Não sou seu cúmplice, nem eu nem Juvia, mas o resto do pessoal sim.-falou Gray.
Natsu parecia nem ligar mais para a conversa, ele tentava bolar algo que tirasse a loira do sério e fazê-la reagir as suas provocações, por algum motivo ele a odiava, talvez pelo fato de ela ser a única garota que não o idolatrava, e por esse motivo mesquinho ele queria vê-la sofrer, mas não importava o que ele fizesse ela não gritava, não chorava, não fazia nada, apenas dava as costas a ele e ia embora, mal sabia Natsu que era só ele ir embora para que ela xingasse o mundo.
–Deve ter um jeito para fazer ela sofrer...mas o que?-ele perguntou para si mesmo, mas aparentemente alguém o ouviu.
–Eu sei um jeito.
Natsu se virou para seu lado esquerdo e deparou-se com o garoto de cabelos alaranjados e óculos de lentes azuis.
–Loki...?
–Quero lhe dar uma ideia para esse seu “plano”.
–Assim? Do nada?-estranhou o rosado.
–Não, é que eu estou interessado na moto que você importou lá dos Estados unidos.
–Dependendo da ideia...
–Ganhe a confiança de Lucy Heartfilia em um mês e meio e depois acabe com tudo. Quer jeito melhor que esse para fazê-la sofrer? Ela nunca teve amigos, acabar com uma amizade, a primeira dela, não é um bom modo de sofrimento?
Natsu sorriu.
–Gostei da ideia, mas dar a minha moto por um plano tão simples assim?
–Muito bem, então que tal uma aposta?-Loki perguntou com um sorrido cínico.
Gray e Juvia se entreolharam, uma aposta vinda de Loki nunca era algo bom, mas mesmo que ambos tentassem alertar Natsu, o mesmo não ouviria.
–Diga, estou interessado na sua aposta.-disse Natsu realmente interessado na proposta do outro rapaz.
–Siga o plano original, ganhe a confiança de Lucy Heartfilia em um mês e meio e faça-a se apaixonar por você.-iniciou Loki.
–É um grande desafio mesmo.-falou o Dragneel-Continue.
–Faça com que ela se declare para você dentro desse prazo e depois a dispense. Se conseguir isso deixarei você usar a minha casa de praia em Miami quando você bem desejar, mas caso você não consiga, a sua moto é minha.-terminou Loki-Que tal?
Natsu parou para pensar durante alguns segundos, para que logo depois um sorriso vencedor lhe tomasse os lábios.
–Prepare-se para me emprestar a sua casa de praia em Miami, Loki.
Continua...
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