Notas iniciais
O pequeno garoto Gustavo, sou eu. E a cada capítulo, vou falar sobre a amizade dos dois. E do amor de Anderson com Fabiana.

Chegando lá, Anderson tocou a campainha, e então rapidamente, Fabiana apareceu abriu a porta e pediu para ele entrar.

–O que foi? O que precisava me contar?

–Bem, na hora que entrei em na sua classe, vi que focou os olhos em meus braços cheios de marcas... Não é?

–Sim sim, e, elas ainda não saíram. O que aconteceu? Estou vendo alguns cortes aqui.

–Bom, eu te chamei justo por isso, James anda dizendo que, se, eu falar ou chegar perto de você, ele faria alguma coisa. Eu conto o que seria depois. E, essas marcas. Foi ele que fez, em mim. Por dar outro fora nele.

–Ah! Cara! Por que não disse antes? Eu...

–Porque se eu contasse e ele visse? — interrompe Fabiana a Anderson — E se ele te, sei lá? batesse em você? Ou te ferisse gravemente?

–Eu me viro. Que nem da outra vez que...

–Não! — Ela interrompe de novo — Eu vou tentar continuar a falar com você, mas em segredo. Seremos amigos, mas sem ele ver... Eu gosto muito de você, e não é por isso que vou te deixar!

Quando está voltando para casa, ele dá de cara com James. Que logo da um sorriso do tipo: "Se ferrou".

Anderson digita o mais rápido que pode em seu diário:

–Dei de cara com James, ele quer me bater, acho.

James bate no celular que cai no chão, quase quebrando. James tenta pisar nele, e Anderson o pega a tempo e sai correndo.

Mas James era maior, mais forte, e mais rápido.

James o dá um empurrão, que faz Ander cair na hora!

Então o enche de chutes e socos, como da última vez.

–Para! — Grita Anderson.

–Ha ha ha ha! E quem vai me impedir?

–Eu! — Grita um menino. Que aparentava ter 11 anos.

–Droga! Uma criança! — Fala ironicamente.

Então ele fala:

–Policiais, por aqui. Aquele grandalhão está batendo naquele garoto inocente!

Então James sai correndo, e o menino corre e tenta ajudar Anderson. Então ele fala:

–E aí? Qual seu nome?

–An... Anderson.

–Prazer. Gustavo. Eu inventei a história da polícia pra te ajudar.

–Obrigado.

–Não foi nada. Agora levanta que eu te ajudo a ir para casa. Okay?

–Tá bem.

Chegando lá...

–Você quer entrar?

–Não, obrigado.

–Entre por favor! Eu te dou alguma coisa para comer.

–Não posso.

–Nem ir à cafeteria?

–Pode ser a do lado da minha casa?

–Claro. Mas não precisa ter medo de mim. Tá bem?

–Certo!

Enquanto andavam. Anderson viu um lugar bonito de tirar fotos e disse:

–Posso tirar uma foto sua? Ali? — Apontando para um mirante -

–Sim, mas não a divulgue muito.

Tiraram a foto, e, então continuaram a andar.

Quando chegaram, Anderson escolheu a mesa mais próxima à porta. E então disse:

–Eu quis essa mesa, caso você queira correr para sua casa. Está bem?

–S-sim.

–Garçom! Me dê 15 pães de queijo quentinhos, 2 copos de chá, e alguns pedaços de bolo, para nós dois. Por minha conta.

–Okay! — Disse o garçom.

–Não!

–O que foi Gustavo?

–Eu pago o que eu como. — Protestou o pequeno garoto.

–Deixe-me pagar, assim ficaremos quites.

–Está bem. Mas inclua um café.

–Ha ha ha. É... Garçom, por favor. Traga também duas xícaras de café.

Enquanto eles comiam, Anderson fazia diversas perguntas, ao menino que não falava quase nada, e mais olhava sua casa pela janela.

–Hey, Gustavo. Você tem quantos anos? 11?

–Sim. Como sabe?

–Chutei.

–Aham... Mais alguma pergunta?

–Várias!

–Fale.

–Você é filho único?

–Não. Tenho dois irmãos. E os dois não ligam para mim. Parece que eles acham que não existo.

–A cada pergunta que eu fazia, — escrevia no diário — parecia que ele era um garoto que sofria de mais. E ainda sofre.

Notas finais
Um dos maiores problemas de Gustavo. Era que ele não tinha muitos amigos. E Anderson, o que ele acabara de conhecer, era o único de "dava bola" de verdade para Gustavo.