Oaaaah! — Bocejando.

Eu levantei, fui para cozinha... Comi meu pão com manteiga torrado, e depois disso, fui acordar o Gustavo. Chegando lá, ele tinha sumido!

–E agora? E agora? Bem, não vou ficar preocupado. A casa é grande, ele já deve ter acordado.

Voltei para fazer minhas coisas, e então, achei um bilhetinho na porta do banheiro. E dizia: "Você não me entende, ninguém me entende, estou indo para longe, não se preocupe. Eu sei me cuidar."

–Aaaaah! Gustavoooooooo!

Eu saí correndo direto para a casa da Fafa, a Gabi atendeu e eu saí correndo direto para o quarto dela, a chacoalhei, e ela acordou, e eu logo contei.

Ela levantou num pulo trocou de roupa e quando me dei conta, Gabriele estava atrás de mim, sentada na porta, e chorando. A Fabi disse:

–Não temos tempo para choro! Ande, levante. Nos ajude a achá-lo.

Ela enxugou as lágrimas, se levantou, assentiu, e saiu correndo para tentar achá-lo.

–Ander, tem alguma ideia de onde ele esteja?

–Ele deixou este bilhete...

Ela o leu, e então eu falei para ela, que, se tivesse um lugar para onde ele iria, seria para um rio, praia, ou um clube de natação.

Eu e ela nos separamos, e, então o procuramos por todos os lugares com água pela cidade, menos no clube Samezuka. Lá era particular, e, só tinham adultos e adolescentes. Eu saí da cidade para achar ele... Mas, nada. Onde ele poderia estar? Droga!

Eu devia ter prestado mais atenção nele. Pensei comigo mesmo...

Me encontrei com Gabi e Fabi na frente da Samezuka. Já eram 1:30 da manhã... Não íamos deixar de procurar até encontrar. Bem, nós conseguimos entrar lá, andamos pelos 2 vestiários, mas não achamos ele, o interior, nas piscinas, estava trancado. E só tinha um jeito de entrar lá, que eram os tubos de ventilação. Ele era tão pequeno, que talvez caberia lá. Quer dizer, tenho certeza que ele cabe lá. Nós gritamos e gritamos o nome dele pelos tubos... Mas, nada.

Ponto de vista do Gustavo:

Droga! Eles me acharam. — Pensei comigo mesmo. — Eles não me entendem. A única coisa com que me dou bem, é a água. Depois que você caí nela, ela mostra suas garras, e te ataca. E não te deixa sair de lá, até que alguém te salve. Ela é como uma armadilha para pássaros.

Logo após ter pensado nisso, escutei um barulho de carro, e também escutei a Fabi a Gabi e o Ander correndo para entrar em um vestiário. Talvez o dono esteja tentando abrir a porta, e, eles se esconderam. Talvez fosse bom, eu, me esconder. Mesmo que o dono seja legal, ele iria me levar ao conselho tutelar. Droga. Me escondi, e, a porta que levava a piscina foi aberta. Era o dono. Ele estava com sua roupa de banho, e, tinha os cabelos um pouco longos e olhos pretos. Não consegui ver direito se seus cabelos também eram pretos, pois estava escuro. A única claridade vinha da Lua, pois o teto era metade de vidro. Ele se posicionou, e quando o relógio de 60 segundos, ele pulou na água, como se estivesse em um revezamento, ele pulou, por primeiro, com o nado de peito. Os braços dele pareciam se esticar. E depois da virada, ele pegou muita velocidade. e perto da chegada, seus braços pareciam esticar. Ao tocar a parede da piscina, ele se levantou rapidamente, e pulou com o estilo borboleta. Ele nadava de um jeito tão bonito. Logo após sair da água, pulou com o estilo de costas. E depois o estilo livre. Fiquei tão "encantado", que me desconcentrei da ponta dos pés, e acabei caindo. Puxando a prateleira com os instrumentos de natação junto. E fazendo o maior barulho. Ele logo me percebeu, e perguntou o que eu estava fazendo lá. Mas não em um tom Bravo. Em um tom amigável, e logo ele se apresentou com um sotaque japonês. Dizendo:

–Prazer garoto. Meu nome é Haruka. Eu sou do Japão. Por isso, me chame de "Haru-chan". É assim que me chamavam lá. Mas agora eu quero saber o seu nome.

–Gu-Gustavo. Me chame de Gust — Eu disse assustado.

Logo depois disso, Ander, Fabi e Gabi entraram lá, me abraçaram e me puxaram para fora de lá, mas Haru-chan me segurou, e disse:

–Hey, esperem. Pelo jeito ele fugiu e veio nadar. Certo?

–Sim. — Disse Ander — Mas agora ele precisa voltar para casa e dormir.

–Não Ander. Eu quero ficar mais um pouco aqui.

–Deixe ele. Por favor! — Disse Haru-chan, ficando curvado e de cabeça para baixo. Devia ser assim que pediam favores no Japão — Por favor. Ander-san. Fiquem também. Amanhã é sábado, e, eu tenho roupas para todos. Vamos "treinar" um pouco e relaxar.

–Por favor, Ander!

Eles aceitaram e, ficamos lá até a academia e clube, seja lá como quiser chamar, abrir.

Me despedi do Haru-chan, e fomo embora. Mas eu prmeti que voltaria.