Minha Melhor Amiga
11 Capítulo 11
– Claro, pequena.. Eu te perdoo, mas com uma condição. – Ponho um dos dedos na ponta de seu nariz.
– Qual?
– Que você também me perdoe.
– Mas por que eu tenho que te perdoar, você não fez nada errado.
– Claro que sim, eu fiz você passar por tudo isso, eu só pensei em mim, quando devia ter pensado em como você queria o Diego e tudo isso. Mas não pense que eu vou desistir, ok? Estou nessa para a longa jornada.. – Rimos.
– Tudo bem, nem sonharia com isso. – Ela sorri, como senti falta de seu lindo sorriso, ainda mais quando é para mim. – Tive um ideia, vamos fazer alguma coisa, só você e eu.
– Adoraria, o que quer fazer? – Pergunto encarando aqueles lindos olhinhos brilhantes pelos quais me apaixonei.
– Que tal.. quem sabe.. Dar uma volta no parque? – Perguntou indescisa.
– Ótimo ideia, vamos? – Estendi a mão, mas logo abaixei envergonhado, ela pegou-a novamente, me deixando confuso mas feliz.
– Você tinha razão, amigos dão as mãos também. – Eu sorri, e ela entrelaçou nossos dedos. – Vamos.
O caminho inteiro ao parque ficamos conversando e rindo, eu fazia carinho de leve com meus dedos em sua mão delicada. Parecia que toda aquela confusão nunca tinha acontecido, que era como se nós dois nunca deixamos de ser amigos. Eu estava me sentido como se meu coração estivesse completo novamente. Logo chegamos no parque, estava um lindo dia, os pássaros cantavam, o sol da manhã refletia na água reluzente e cristalina do lago, crianças corriam felizes de um lado ao outro, uma brisa leve pairava no ar, ouso dizer que estava um dia perfeito. Mas qualquer dia fica perfeito ao lado da minha pequena, até os mais chuvosos. Olha para ela, e a mesma sorria tão docemente, quase angelical. É lindo vê-la tão feliz e ainda mais, ao meu lado.
Ela olha para mim e me pega observando-a, mas ao invés de desviar o olhar, eu prossigo e me prendo aquele momento. Algo parecia novo, algo estava diferente, melhor.. A conexão que nós dois já tínhamos estava mais intensa, talvez. Aquilo me fazia sentir bem, me dava esperanças. Quase que mágico.
Logo, ela se vira e diz:
– Duvido que consiga me pegar. – E sai correndo, logo vou atrás dela, a mesma já estava longe, mas ainda conseguia ouvir sua melodiosa risada. Sorrio quase que imediatamente e me esforço mais, ela é rápida, muito mesmo. Mas eu não desisto fácil. – Não consegue? – Quando ela começa a correr de novo, eu a alcanço, estava perto. Ela se vira a mim e nós dois caímos, comigo por cima. Rapidamente ponho meus braços ao seu redor para não esmaga-la.
Ela olha para mim e sorri. Nossos rostos estavam a milímetros de distância, realmente muito perto. Por uns minutos ficamos lá, apenas nos encarando, meu corpo não correspondia aos meus comandos. Depois desse pequeno momento, eu finalmente falo:
– O que disse? – Ela ri, e eu sorrio abertamente. Cuidadosamente e me levanto e estico a mão a ela, ela a aceita com prazer. Ficou um silêncio estranho. – O que você acha de um sorvete?
– Seria perfeito.
Enquanto andávamos eu tentava descobrir o que estava estranho em tudo aquilo. Não que seja novidade nós dois saindo juntos, mas a sensação estava diferente. Estava bom, olho de relance para a minha pequena e não posso deixar de pensar em como eu tenho sorte de tê-la em minha vida. Esses dias foram horríveis que só estar aqui agora já faz com que aquele vazio que antes me preenchia não estivesse mais lá.
De repente, alguém me empurra, me viro e era, sem dúvida, a última pessoa que eu queria ver. Diego, sim, exatamente.
– Você tem problema, cara?
– Veja com quem você fala, idiota. – Ele retruca.
– Diego! O que você está fazendo aqui? Por que você está aqui?
– Eu que pergunto, e com ele ainda por cima, já esqueceu do que conversamos. Eu te falei para não se aproximar dele. Ele é uma má infuencia. – Aquele cara estava me tirando do sério, faltava pouco para eu socar a cara dele.
– Você não manda nela, cara. E quem você pensa que é para decidir por ela?
– O namora dela, imbecil. – Ele tem razão, o pior é que ele tem razão.
– E ele é meu melhor amigo, e vai continuar sendo. Já tive muitos problemas com ele por causa dessa tema. E não planejo continuar com essa briga estupida.
– Estupida? O nosso relacionamento é estupido para você?
– Para mim é. – Falo baixo o suficiente para somente eu ouvir, mas acho que a Vilu ouviu também, por que eu acho, só acho que a vi sorrir por um instante.
– Léon.. – Ela bateu de leve no meu braço e eu só sorrio.
– Para mim já chega, esse cara já me tirou do sério. Se você quiser ser minha namorada, você vai ter que escolher vai ser ele ou eu?
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