As lágrimas simplesmente riscavam seu rosto de forma vulnerável o suficiente para que apenas e somente seu travesseiro trago para a viagem lhe amparasse, a ruiva agarrou-se ao objeto de forma ágil, como se tudo fosse facilmente transcorrido em velocidade “luz” se fizesse tal ato. Seus pensamentos ainda eram dominados por uma súbita e indesejada magoa de Christopher. Não poderia ter se iludido daquela forma, não poderia ter se apaixonado por aquele do qual a julga incessamente, não seria justo consigo mesma admitir que errara da pior forma possível.Dulce se debatia sobre a cama a cada conclusão, jogando alguma roupas que ali estavam sobre o chão.

Estava farta daquilo, estava farta de ter de se adaptar a padrões inadequados a sua personalidade, estava farta de ter de aceitar todos, estava farta de se sentir presa, estava farta de Christopher Uckermann.

Aquilo estava lhe sufocando,, juntos com as lágrimas que ainda insistiam em queimar seu rosto, e como já de verídico ouvira duas batidas na porta.Óh céus! Provavelmente era Anahi a procura de uma desculpa inapropriada. Levou a seus sobre cílios , enxugando de forma ágil as lágrimas e indo em direção a porta , a abrindo em um só puxão.

Dul: Eu não quero conversar agora.(decretou de olhos fechados, sem se quer notar de quem era a real forma humana ali presente)

Ucker: E eu não lhe fiz qualquer pergunta que mereça essa resposta.(se pronunciou seriamente adentrando o quarto da mesma)

Dul: O que que vc ta fazendo aqui?(indagou abrindo ao olhos e franzindo o cenho logo em seguida) Veio me metralhar sem se informar?(levou as duas mãos a cintura, desconfiada)

Ucker: A Anahi me contou.(a mirou envergonhado pelo ato)

Dul: Contou?(cruzou os braços, jorrando um olhar desafiador ao mesmo) Contou o que?

Ucker: Que...que....que vc sabe, néh?!(coçou sua nuca)

Dul: Não(negou com a cabeça, abrindo um falho sorriso sínico sobre os lábios)Não sei.

Ucker: Não dificulta, vai..(revirou os olhos, se aproximando da mesma)

Dul: Eu dificultar?(se auto apontou, enquanto se distanciava dois passos para que pudesse alcançar um curto vestido rodado, floral sobre a cama, devido ao fato de suas vestes estar composta somente pelo biquíni)Faça o favor néh?!(se vestiu lentamente, fazendo com que não se olhassem por alguns longos segundos)

Ucker: É que(molhou seus lábios com a língua) É que eu penei que estivesse..(foi interrompida)

Dul: Grávida?(o completou) Pra começar eu não to grávida e pra terminar se realmente eu tivesse , coisa que eu não to(persuadiu) O pai seria vc e mais ninguém.(o mirou indiferente)

Ucker: Óh! Claro dona “ingenuidade” .(a ironia pairou na voz do mesmo)

Dul: Ah, então vc acha que eu dormir com quantos homens além de vc?(indagou se tornando um tanto revoltada)

Ucker: Uhum(assentiu com a cabeça) E eu acredito que vc é virgem.(a ironia ainda era usufruída pelo mesmo)

Dul: Eu não tenho culpa se vc é um “retardado convencido” que nem percebeu isso.(revirou os olhos)

Ucker: (sorriu sarcástico) E vc acha que eu não iria perceber isso?(indagou intoleravelmente genuíno)

Dul: Não.(Se limitou a dizer)

Ucker: E se vc realmente era...era... virgem onde é que ap..(foi interrompido)

Dul: Filmes pornôs , escondidos das superintendentes do orfanato.(concluiu satisfeita)

Christopher não se conteve e gargalhou alto. Dulce era uma mulher o suficiente pra lhe fazer o se arrepender de pronunciar certas palavras, e inocente o suficiente pra cometer atos indisciplinares como o que acabara de lhe informar. Era impossível permanecer uma hora que fosse magoado com aquele ser, teria caminhado até o quarto da ruiva para pedir devido “perdão” e se encontravam naquele minuto, um de gente ao outro, dialogando sobre a castidade de Dulce...

Ucker: Impossível sentir raiva de vc.(Se aproximou da mesma)

Dul: Pena que eu não posso dizer o mesmo.(Se desfilhou da proximidade da qual Christopher se encontrava da mesma se sentando sobre a cama)

Ucker: Qual é Dulce..Eu já pedi desculpas..(se sentou ao lado da mesma a fitando)

Dul: Engraçado..(negou com a cabeça dando de ombros) Eu não ouvi.

Ucker: Mas vc entendeu.( implorou perdão com os olhos)

Dul: O que vc me disse foi pesado demais para que um simples “vc entendeu” resolva.(se pronunciou seriamente)

Ucker; Eu não queria dizer aquilo.(persistiu)

Dul: Mas disse(Retribuiu de forma limitada)

Ucker: Eu também erro(alegou)

Dul: Vc não erra, apenas insisti no mesmo argumento insatisfatório.(levou sua mão a franja a jogando levemente para a lateral de seu rosto) E que de forma intolerante magoa as pessoas da pior forma possível..

Ucker: (levou sua mão sobre a mão da ruiva) Eu eu seria capaz de receber seu perd..(aperou seus olhos para melhor visualização) O que aquela foto tá fazendo com vc?(apontou deixando que seu semblante se tornasse um tanto irritado, desvinculando sua mão sobre a da mesma e apontando para a foto que se mantinha ao lado do travesseiro da mesma)

Claro! A foto da “menininha segredo” , concluiu a ruiva em seus pensamentos, enquanto processava alguma resposta coerente para designar a Christopher, ou talvez via ali a oportunidade perfeita para descobri algo.