Notas iniciais
Tava errada essa birosca, mas eu já concertei a\hawsu

– Você só foi BV até os 14.

Segurou minha nuca e trouxe meu rosto cuidadosamente para mais próximo ao seu. Tão rápida que quando me dei conta, nossos narizes já estavam se tocando. Nada fiz para impedí-la.

Mello inclinou a cabeça para o lado e continuou seu curto caminho até minha boca. Grudou seus lábios aos meus. Movimentou-os de leve, para frente e para trás. Senti minha boca tocando lábios macios. Tentei acompanhar seus movimentos. Invadida por um gosto doce ao extremo e tendo os lábios inundados com a ternura e a lascívia de Mello, me inclinei de leve para trás. Passei as mãos por seu rosto e me entreguei à ela.

Eu me inclinei para trás até deitar sobre o chão, e Mello vinha junto comigo. Deitada sobre mim, com seus cabelos caindo sobre meu rosto, continuava seus beijos.

Eu quase perdia o ar, mas não me desvencilhei de seus lábios. Comecei a ofegar de leve, mas deixei que a língua dela continuasse a me explorar por inteiro. Ativa, rápida, dinâmica. Cada cantinho da minha boca tocado por ela. Senti suas coxas ajoelhadas envolta das minhas pernas.

Mello me soltou e levantou as costas, ficando parada sobre meu colo. Prendi meus olhos nos dela. Mello me olhava talvez com o mesmo semblante que eu. Sem palavras, apenas... Me olhava.

Levou as mãos ao short e o desabotoou. Ajudei-a, puxando-o até que ela estivesse sem ele. Sua calcinha era fina, preta e com finas listras brancas, no estilo risca de giz. Mello abriu o zíper lateral do meu vestido. Senti uma leve friagem com um pequeno pedaço da pele exposta.

Toquei-a na borda, apreensiva se estava passando dos limites. Mas Mello pegou minhas mãos e as levou até os quadris. Com as mãos sobre as minhas, me guiou para alisá-la e apalpá-la. Mello tinha os olhos fechados, como se estivesse em transe.

Me rendi, aos poucos. Mello me cedeu uma liberdade com a qual eu não estava acostumada. Apalpei seus quadris, coxas, nádegas. Senti-a. Devo admitir, estava adorando tocá-la assim.

Mello abriu seus olhos e desceu do meu colo. Girou e deitou-se ao meu lado sobre o tapete macio. Ria de leve, me olhando. Seu rosto tão próximo ao meu que as pontas dos narizes quase se tocavam. Seus olhos azuis brilhavam divertidamente.

– Fazia tempo que eu não beijava assim — disse sorrindo.

Me entregou sua mão. Peguei-a, entrelaçando os dedos dela nos meus.

– Faz um bom tempo que eu gosto de alguém como gosto de você, sabe? — falou.

– Mesmo? — umedeci os lábios.

– Mesmo — passou os dedos livres por minha boca — Você é especial. É diferente.

– Diferente como?

– Não parece que vai me trocar a qualquer hora por qualquer vadia que vai aparecer.

– Por quem eu te trocaria? A única vadia que conheço é você.

Mello riu.

– Por isso eu quero você. Você me quer?

– E-eu....eu.....

Mello me fitou pacientemente.

– Pode falar — me acariciou o rosto.

– Não me sinto preparada para..

– Shh.. — pôs o dedo em minha boca, me calando — Se você não está acostumada com meu mundo, deixe-me introduzí-la devagar nele. Prometo ser gentil.

Sentou-se ao meu lado. Eu permanecia deitada, enquanto Mello me despia devagar, começando pela alça que abrira anteriormente.

– Eu posso? — pediu?

– Claro! — Lhe sorri.

Mello sorriu de volta. Eu me sentei com as pernas cruzadas, á sua frente. Ela puxou meu vestido para cima, me deixando apenas com a roupa debaixo.