Minha...
1 One
Notas iniciais
Que as nossas noites sem sentido, tenham tido algum significado para você.
Mesmo sem nenhum contato físico, estávamos ali, nos sentindo de alguma maneira. Era bom tê-la só para mim. Minha menina, só minha.
Ao som daquela canção maluca, que nos provocava sensações, e sob o efeito das drogas que consumíamos todas as noites, nós nos amávamos, nós... Transávamos, totalmente sem compromisso. Não servíamos para algo sério. Nos mexíamos, sentíamos uma à outra. Vivíamos do nosso jeito, existíamos... Tínhamos nosso ritmo.
Acordava com o seu corpo sobre o meu, o seu cheiro me embriagava mais que aquela bebida que bebemos noite passada. Você, ao despertar, me encarava com os seus olhos vermelhos e inchados e eu começava a rir, rir de nós. Era engraçado toda aquela loucura, o nosso "compromisso", ou a falta dele.
Levantava da cama atrás de minhas roupas, jogadas pelo quarto, e de meu cigarro. Você apenas me observava, com o seu sorriso de vadia nesses lábios carnudos, os lábios que tanto beijei, tanto desejei.
Ia para sacada depois, fumar em paz, por as ideias no lugar. O que eu faria agora? Eu deveria ir embora, deixá-la, afinal, eu era a puta, não é?! Não sei se conseguiria fazer isso novamente.
Ouvia seus passos se aproximarem, você se agarrava em mim e me beijava, sussurrava algo em meu ouvido, palavras sem importância nenhuma para mim, palavras estupidas, mas que me faziam ficar, pelo menos mais uma noite.
Vadia! Você não passava de uma vadia, a minha vadia. E eu era a sua putinha de merda. Só sua, eu só servia para você, e você só prestava para mim.
Te agarrava de qualquer jeito, te jogava na cama e começávamos tudo de novo. Eu precisava de você, ter você me mantinha insana, me trazia paz e eu amava isso. Amava você, minha vagabunda. Minha maluca. Minha.
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