Million Dollar Man
5 Capítulo 5 - What Goes Around, Comes Back Around
Notas iniciais
Olá amores, so estou postando hoje porque é aniversário da bruna caso contrário teria postado ontem kkkkkkkkkkkkkkk oi? Não tenho muito que dizer, é. Espero que gostem!
P.S.: sou péssima com nomes de cps n me matem
–O trato era melhor de três! – protestei colocando-me de pé e ignorando seu sorriso malicioso.
–Acontece que eu achei que você não sabia jogar xadrez – Damon deu de ombros recolocando as peças em seus devidos lugares no tabuleiro.
–E eu achei que você tinha coisa melhor para fazer – disse incisiva enquanto tirava as peças do tabuleiro e as colocava na caixa – Como, por exemplo, trabalhar.
–Há vantagens em ser diretor executivo de sua própria empresa – ele deu uma pausa tirando as peças de dentro da caixa outra vez – você faz seus horários e decide suas folgas.
Já estávamos ali sentados jogando xadrez por, pelo menos, três horas. Qualquer coisa seria mais construtivo, até mesmo deitar no tapete, encarar o teto... Talvez contar o número de batidas cardíacas. Porém, tinha que admitir que não estava tão enferrujada como pensava. Quando mais nova, costumava jogar na escola, certa vez ganhei o torneio regional contra equipes – sendo que eu estava sozinha.
Damon aparentemente mal sabia a função de cada peça, de cinco partidas, ganhei seis – o esforço mental que estava fazendo para aturar a lerdeza alheia para fazer os movimentos no tabuleiro contava como uma partida. Além do mais, podia se dizer que eu havia derrotado a mim mesma, já que várias vezes tive que lhe dizer o que fazer ou que peça mover.
–O tempo melhorou – observei tentando arrumar um pretexto para ir embora.
Verdade até certo ponto. Não estava mais nevando, mas o céu continuava escuro e o vento não era nada amigável, e isso se podia dizer apenas olhando para a janela, as pessoas que passavam na rua tinham seus braços em volta do corpo moldando uma armadura contra o frio.
–Não vou deixar você sair – Damon deu de ombros usando seu tom autoritário.
–Vai me manter em cárcere privado? – arqueei uma sobrancelha – Isso é crime.
–Vai me denunciar? – provocou deixando o tabuleiro de lado e relaxando sua postura no sofá.
–Talvez – ameacei batendo o pé de impaciência.
Ele riu descaradamente.
–Achei que garotas só batiam o pé em filmes molhados feitos para adolescentes – revirou os olhos.
Trinquei os dentes contando de um à mil mentalmente para não coçar a palma de minha mão em seu rosto.
Sem dizer nada, voltei ao quarto onde havia dormido e procurei por meus jeans onde estava o dinheiro que eu tinha. Não encontrando, fui para o banheiro onde tomara banho e o encontrei vazio. Bufei de raiva e encarei meu reflexo no espelho. Tinha que admitir que a roupa comprada por Damon – ou por um de seus empregados – havia caído muito bem. Corei um pouco e tentei estabilizar minha respiração.
–Procurando alguma coisa? – perguntou com a cínica.
Virei-me em sua direção.
–Onde estão minhas roupas? – cruzei os braços.
–Você está as vestindo. – Damon abriu um sorriso torto.
Para que você aceitou ajuda dele? – meu inconsciente perguntou debochando de minha situação.
–Damon... – minha irritação transparecia em minha voz.
–Dorothea colocou para lavar. – disse apoiando-se parede.
–Acontece que preciso delas – murmurei.
–Depois de limpas e passadas eu te devolvo – Damon disse despreocupadamente.
–Preciso delas agora – tentei manter a calma. Dizer que queria o dinheiro que estava no bolso de trás da calça daria muita informação sobre meus planos de escapar antes do jantar.
–Elena – disse meu nome com doçura – Já disse que não vou deixar sair.
–Damon eu tenho que ir embora, Stefan vai me matar – matar não sei, mas algo bem próximo disso.
–Não vai não, — pausa – Pedi para Fernando comprar uma roupa para você usar à noite, depois do jantar, eu levo você a onde quiser.
Talvez ele que precisasse de ajuda.
– Enfim, — ele revisou os olhos de mexeu nos cabelos de forma sedutora — Não vou deixar você ficar na rua com um tempo desses.
–Não vou ficar na rua – menti.
–Se não vai a sua casa e não vai ficar na rua, pretende ir a algum lugar? Eu posso te levar – antes que eu dissesse para casa de Matt ele terminou: — depois do jantar.
Respirei fundo e desisti.
–Ok, eu espero – encarei o chão.
Não estava me sentindo desconfortável, mas também estar ali não era a coisa mais agradável do mundo. Não o conhecia a dois dias e ele já queria se tornar meu amigo para me ajudar – a pior parte era a pequena parte de meu cérebro que me criticava a cada segundo por ter aceito tal ajuda.
Não gostava nem um pouco de saber que precisava de tal ajuda. Não me agradava alguém sabendo dos meus problemas e conflitos, estava acostumada a guardar os mesmos para mim e engolir suas conseqüências sozinha. Sempre fui do tipo que ajuda as pessoas a enfrentar seus problemas e não ao contrário, meus conselhos eram excelentes para qualquer tipo de situação e de longe era a única coisa que podia garantir que sabia fazer – entender as pessoas.
Talvez seja hora de aplicar seus conselhos sobre seus próprios atos – meus pensamentos sussurraram para mim.
Depois de jogar tudo para o alto o resto da tarde passou rápido – considerando o fato que não fiz exatamente nada. Sentada no sofá estava e lá fiquei feito uma estátua de mármore durante horas e horas apenas observando a rotina da casa.
Várias vezes Dorothea me perguntara se queria alguma coisa dando-me um enorme leque de escolhas. Damon estava em seu escritório ocupado com seus negócios poupando-me de suas perguntas desagradáveis. Limitei-me a enrolar meus cabelos em meus dedos encarando a grande janela da sala.
Assim que o céu começou a escurecer, Damon deixou se escritório e passou a andar de um lado para o outro na casa com falando ao telefone. Não prestei atenção no que se tratava – até porque considerava tal coisa falta de educação. Já era falta de educação estar ali por tanto tempo ouvir conversa era demais.
–Sua roupa está em cima da cama – disse simplesmente aparecendo por trás do sofá – Maquiagem, perfume e sandália estão no banheiro em cima da pia.
Perguntei-me a que hora do dia seu empregado havia chegado com a roupa porque eu mesma vi. Sabendo que discutir era algo em vão, segui para o banheiro sem dizer uma palavra. Despi-me rapidamente e tomei um banho breve e escaldante. Sequei-me e fui enrolada na toalha até o quarto.
Sobre a cama, estava um vestido na cor vinho de mangas compridas com um decote um tanto extravagante. Minhas pernas ficavam expostas de dois palmos a cima do joelho para baixo. Questionei-me mentalmente se Damon queria me congelar para que eu não pudesse fugir dele ou qualquer coisa do tipo.
Ou talvez ele só quisesse um picolé.
Dei de ombros e voltei para o banheiro onde calcei as sandálias negras com um salto agulha de aproximadamente quinze centímetros. Encarei a maquiagem sob o vidro e perguntei-me porque ele tinha tanta parafernália feminina em casa se morava sozinho. Ah sim, a ex-mulher dele. Senti-me desconfortável com esse pensamento, mas maquiei-me rapidamente.
Passei a mão por meu cabelo o deixando totalmente bagunçado e fazendo com que ele caísse de qualquer jeito deixando visível meu lado foda-se para toda aquela coisa de vaidade. Em seguida, sai do quarto e fui a rumo a sala.
Damon estava de pé encarando a vida agitada de Nova York através da janela. O som proporcionado por minhas sandálias fez com que ele se virasse em minha direção. Ele vestia uma calça jeans clara com uma camisa de mangas longas. Os três primeiros botões estavam abertos deixando a mostra seu peito ligeiramente musculoso. Mordi o lábio involuntariamente e encarei meus próprios pés.
–Você está linda – ergui a cabeça e sustentei seu olhar sentindo minhas bochechas ficarem rosadas – Mas esse comentário é desnecessário.
Procurei uma resposta coerente, mas meus pensamentos já estavam nublados devido seu olhar intimidador.
–Hm, obrigada – disse sem graça.
–Vamos jantar na cobertura, — pausa – pedi para que fechassem as janelas por causa do frio, e bom, dentro de casa está quentinho. – deu um sorriso torto.
Filho duma puta. Fechei a cara e trinquei os dentes.
–Você fez com que eu me arrumasse para não sair de casa? – perguntei com a voz repleta de ironia passando a língua por meus lábios umedecendo-os.
–Um jantar é um jantar – deu de ombros com a voz cínica.
Cruzei os braços sentindo que as próximas horas seriam uma montanha russa, ora desagradável ora irritante – não colocaria agradável em minhas expectativas. Não era possível que isso acontecesse. Agradável implicava se sentir à vontade e ficar à vontade perto de Damon estava longe do meu alcance.
–Costumo jantar de pijama quando estou em casa – a casa de Matt poderia ser considerada minha, passava mais tempo lá do que qualquer outro lugar, exceto a rua.
–Sozinha você janta como quiser – arqueou uma sobrancelha – Comigo você janta do jeito eu quero.
E mais uma vez reprimi a vontade de voar em cima dele e limpar minhas mãos em sua cara.
Se bem que seria um desperdício – pensei maliciosamente repreendendo-me em seguida.
–Desde quando eu faço alguma coisa que você quer? – perguntei com petulância.
–Está fazendo o que eu quero agora – lembrou-me esboçando um sorriso sedutor nos lábios.
Filho duma puta. Bipolar. Arrogante. Dominador. Mandão. Intimidador.
Esperava acrescentar qualidades até o fim da noite.
–Já que estou aqui desse jeito por quê não acabamos com isso direito?
–Sinto lhe informar que não estou com a menor pressa – disse e deu passos lentos em direção a uma área de seu apartamento que não conhecia. Hesitei em segui-lo revirando os olhos.
–Faça um favor – usou sua voz autoritária – Não revire os olhos se não quiser conhecer um lado que tenho certeza de que não vai gostar – deu uma longa pausa e fez uma careta arrogante – ou talvez goste.
Ah sim, talvez houvesse um lado – apenas um – que eu pudesse não gostar nele. Interessante sua perspectiva, mas já havia vários que odiava. Dei um sorriso duro e ele voltou a caminhar, eu atrás dele.
A cobertura era um lugar amplo e rodeado de paredes feitas apenas por vidro, o que tornava a vista deslumbrante. Bem ao lado leste, longe da piscina exageradamente grande estava uma mesa arruma para dois. Borboletas assaltaram meu estômago e fui obrigada a parar antes que trocasse os pés.
–Comida australiana – disse gentilmente – Gosta de torta de frango ao curry?
Apenas assenti.
Damon puxou a cadeira para que eu sentasse e deu a volta na mesa sentando-se na outra cadeira. Seus olhos vagaram de meu rosto para meu corpo fazendo com que o sangue se acumulasse em minhas bochechas mais uma vez. Abaixei minha cabeça e apoiei seu peso em meus cotovelos.
–Quer ouvir música para esse momento deixar de ser uma tortura? – sussurrou.
Puxa vida, ele sabia que estava me torturando.
–Tanto faz – música por mais que a amasse não melhoraria minha situação.
–Não se faça de difícil, você disse que me deixaria conhecer você – suavizou ainda mais sua voz.
–E já estou me arrependendo disso – disse para mim mesma.
–Por quê?
–Hm?
–Por que você se arrepende? – franziu o cenho.
–Estava pensando alto – disse de má vontade. – São problemas meu Damon, só meus.
Repentinamente, Dorothea apareceu com a nossa comida. Servi-me em silêncio e esperei que ela saísse para moldar minha expressão carrancuda outra vez.
–Podem ser só seus, mas eu quero ajudar você.
–Você me conhece a dois dias, vontade é algo que dá e passa – disse com frieza.
–Te conheço desde o início de dezembro, porém você não estava sóbria para se lembrar – cerrou os lábios.
Encarei a comida em meu prato sem a menor vontade de comer ignorando totalmente o que ele havia dito. Não costumava comer mais de uma vez por dia, e tirando o que fora forçada a comer era o suficiente para ficar sem comer por uma semana.
–Coma – ordenou.
–Não estou com fome – murmurei.
–Não vou fazer o mesmo discurso pela terceira vez no dia Elena – Damon estreitou os olhos. – Coma e não deixe absolutamente nada no prato.
Dei a primeira garfada contra minha vontade e mastiguei lentamente o assistindo comer. Depois da terceira garfada dei um gole na bebida – vinho – que havia nos sido servido e abracei meu corpo sentindo o familiar enjôo de quando comia contra minha vontade. Fiz uma careta involuntariamente.
–Posso dizer uma verdade que talvez possa não te agradar? – perguntou cruzando as pernas e se alongando na cadeira de maneira relaxada.
O talvez expressava indiretamente um com certeza.
–Diga o que quiser – dei de ombros.
–Você está com medo – murmurou.
–Medo? – ergui uma sobrancelha.
–Medo que alguém a conheça, medo de enfrentar seus medos e problemas e medo do Stefan. – sua voz era calma.
–Não tenho medo do Stefan – mentira. Mentira absurda. Mentira que me causou arrepios por toda a espinha.
–Se não tivesse eu não teria gastado tanta saliva convencendo você a comer descentemente. – ele deslizou a mão por sua camisa e fechou um dos botões. Não gostei da idéia, porém não esbocei uma reação.
–Você é maluco – o acusei.
–Perceptivo – suspirou – maluco... É, talvez.
Talvez?
–Como exemplo disso – ele continuou – você não confia em mim.
–Não conheço você direito – defendi-me – Confiança demora muito tempo para ser construída – dei uma pausa – pelo menos para mim.
–Não estou pedindo para que você confie em mim hoje – enrijeceu sua postura e voltou a comer lentamente – Mas, geralmente quando você conhece alguém sabe ou não se essa pessoa merece sua confiança.
–Não necessariamente – encolhi os ombros e cruzei a perna esquivando-me da baixa temperatura – não sou perceptiva.
–Não, você é compreensiva – tragou saliva e bebericou o vinho.
Ergui uma sobrancelha e o encarei incrédula. Estava mais para revoltada ou sem sentimentos.
–Estou o mais distante possível de ser compreensiva – ri sem nenhum vestígio de humor.
–Você não se vê com muita clareza – respirou fundo e passou a olhar diretamente nos olhos – Coma.
–Não quero – encolhi os ombros. Tentei usar da manha para conseguir o que eu queria. – É sério, não estou com fome. – sua expressão vacilou um pouco. Damon estalou os dedos das mãos e desviou os olhos sua bochecha ganhando um rubor forte.
Senti uma enorme vontade de rir, mas limitei-me a morder o lábio e encarar o chão.
–Não preciso dizer que você não deve morder o seu lábio – ameaçou.
Eu realmente deveria anotar o que podia e não podia fazer perto dele. Da ultima vez em que havia feito isso, Damon mordera meu lábio. Senti a sensação de arrepio percorrer toda minha espinha com a lembrança. Sacudi a cabeça negativamente reprovando-me.
–Ok, dá próxima vez eu trago uma agenda ou um bloco para tomar notas sobre o que eu devo ou não fazer – dei um sorriso duro.
–Fico feliz que você planeje vir aqui mais vezes – abriu um sorriso largo.
Fechei a cara. Não era exatamente o que eu queria dizer.
–Não disse que viria. – retorqui.
–Da próxima vez implica vir aqui – arqueou uma sobrancelha usando um tom vitorioso.
–Ok, mas não vou voltar – suspirei e revirei os olhos.
–Você está revirando os olhos para mim, Elena?
Revirei os olhos de novo.
–Ah e o que você vai fazer? – perguntei com petulância.
Seus olhos pareciam estar em chamas.
–Por enquanto – ele deu ênfase gesticulando – nada.
Eu ri descaradamente.
–Escutava muito essa frase do meu pai quando perguntava o que ele ia fazer comigo logo depois de que eu matava aula ou coisa do tipo – disse com deboche.
–Não sou sei pai – alertou-me.
–Ás vezes age como se fosse – fiz uma careta.
–Falando em escola e agir como pai, — lá vem, pensei comigo mesma.
–O que tem? – deixei a aspereza transparecer em minha voz.
–Você tem dezessete – usou seu indicador para apontar para mim como se me acusasse de algo muito grave. – Não terminou o ensino médio por quê?
–Alguma hora eu disse que não terminei? – perguntei franzindo o cenho.
Ele pareceu surpreso.
–Estava um ano adiantada – expliquei – terminei em julho.
–Por que não fez vestibular? – quis saber.
–Já disse que não sirvo para nada – dei de ombros.
–Você não tinha nada planejado? – sua voz ardia em curiosidade.
–Talvez, só coisas de criança... Acho que não – minha frase soou confusa.
–Que coisas de criança? – perguntou inclinando-se sobre a mesa. Rapidamente afastei-me.
–Não lembro – menti.
–Sabe que ainda dá tempo, não sabe?
–O que?
–Tem a segunda prova – antes que ele terminasse eu o interrompi.
–Sem chances. – bufei.
–Por quê? – mordeu seu lábio inferior. Perguntei-me se devesse fazer algumas ameaças também.
–Não morda o lábio – disse com autoridade e cruzei os braços.
Damon arregalou os olhos.
–Não respondeu minha pergunta.
–E você ainda está mordendo o lábio – questionei percebendo o quão irritante eu poderia ser quando quisesse.
Eu era irritante em geral e ponto final.
Sua expressão se moldou em pura malicia. Ok, ele provocaria meus nervos até que eu dissesse o que ele queria.
–Estudar implica tempo, não tenho isso no momento – não mencionei a parte financeira. O pouco que o conhecia me dizia que isso não seria um problema para ele.
–Talvez você devesse colocar seu futuro na frente de certas coisas – disse jogando-me um olhar intimidador.
–Talvez você devesse parar de me dizer o que fazer o tempo inteiro – devolvi o olhar enquanto cerrava o punho sob a mesa.
–Estou tentando ajudar – se defendeu.
–Não, está tentando controlar minha vida – respirei – acontece que odeio gente mandando em mim.
–Um desafio então.
–O que? – sua frase soou completamente sem nexo.
–Hm? – vi rugas se formarem em sua testa devido sua expressão. – Nada, só estava pensando alto.
Deixei passar.
–O que quer de sobremesa?
–Ir embora – minhas palavras mais pareciam uma súplica.
–Mas já? – fez uma cara triste.
Filho duma puta. Bipolar. Arrogante. Dominador. Mandão. Intimidador. Perceptivo. Provocante. Ótimo ator.
Sabia que minha lista ia crescer.
–Fiquei trancafiada na sua casa o dia inteiro! – minha voz subiu duas oitavas.
–Não te deixei trancada, estava livre para ir embora – abriu um sorriso cínico – Você ficou porque quis.
–Ah sim, era o mesmo que estar amarrada aos pés da cama com uma mordaça tapando minha boca – comecei a bater o pé – eu pedi para ir embora e você não deixou.
–Acho melhor você calar a sua boca, está me dando idéias de mais – e o tom autoritário estava de volta – esses não são meus planos para você.
–Me deixar ir embora não está nos seus planos? – preparei uma enorme discussão mentalmente.
–Não é disso que estou falando – revirou os olhos.
–Ah sim, você também não pode revirar os olhos – disse seca. – Não na minha frente.
–Como quiser – disse e se levantou. Meio segundo depois ele estava ao meu lado puxando a cadeira e pegando em minha mão para que eu levantasse.
Fugi de seu toque e encolhi os ombros sendo pega de surpresa. Molhei os lábios com saliva e desviei o olhar para a cidade através da janela.
–Desculpa, esqueci que você não está acostumada com homens que te tratem como você merece – deu de ombros.
Abri a boca para dizer alguma coisa, mas as palavras e seus significados fugiram de mim por um longo instante.
–Vou te levar para casa – ele disse quebrando o silêncio enquanto descíamos as escadas.
–Não vou para casa.
–Imaginei – suspirou. – Quer ficar?
–Não! – disse rápido demais quase tropeçando em meus próprios pés de surpresa. Ele riu.
–Ok, no caminho você me diz para onde quer ir – disse e abriu seu sorriso torno.
Notas finais
Ah sim! Quem quiser que eu siga no twitter é só deixar o user! ;)
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