Million Dollar Man
29 Capítulo 29 - So much for my happy ending
Notas iniciais
Kris::::: Lys, amei amei amei amei amei amei amei amei de coração sua recomendação, ficou linda demais, sério, muitíssimo obrigada ♥
Bem, não tenho muito a dizer sobre o capítulo, só que poderia ter ficado melhor... D:
Link para a música: http://www.youtube.com/watch?v=s8QYxmpuyxg
Ódio. Era exatamente isso que eu sentia. Meu corpo inteiro tremia com a adrenalina despejada em minhas veias, parte de meu cérebro gritava que talvez o correto a ser feita, era dar meia volta e dar umas boas tapas em Damon, coisa que talvez aliviasse meu estresse. Assim que atravessei as portas duplas do monstruoso prédio e me vi na rua, saquei o celular de minha bolsa e disquei rapidamente o número de Matt ignorando o fato de ele estar na faculdade.
-Elena? – ele atendeu quando já estava prestes a desistir. – Aconteceu alguma coisa para você me ligar uma hora dessas?
-Sim – ao mesmo tempo em que estrangulada, minha voz demonstrava meu alívio ao ouvir sua voz — Se importa de eu ir para sua casa e esperar você chegar da faculdade? – perguntei.
-Lembra-se que eu comentei sobre ir morar sozinho para não ter que aturar as crises de minha irmã? – pausa – Então, não estou na faculdade, estou terminando de ajudar Caroline a colocar tudo em seu devido lugar...
-Posso ir agora então? Só me diga onde é. – disse já revirando a bolsa a procura de algo para anotar o endereço.
-Sabe como chegar a Hempstead? – quis saber.
-Mais ou menos – pigarreei duas vezes no intuito de limpar minha garganta.
-Ok, então vamos fazer assim... Vai para o Queens como se estivesse indo para casa, mas me espera em frente a nossa antiga escola, tudo bem? – disse calmamente. – Antes mesmo que você chegue, já estarei lá. – Ouvi um gritinho agudo do outro lado da linha – Nós estaremos lá, Caroline também vai.
-Dentro de meia hora, no máximo, estarei lá — disse antes de desligar.
Andei apressadamente em meio as pessoas que caminhavam no sentido contrário. Antes que eu fosse capaz de notar, estava dentro do ônibus fazendo o familiar trajeto para fora da movimentada ilha. Minha atenção estava no borrão que a paisagem se tornava à medida que o veículo aumentava a velocidade.
Como eu fora capaz de ser tão ingênua? Como eu fora capaz de pensar que tudo aquilo que Damon fazia por mim significava algo para ele também? O que só reforçava tamanho ódio era o fato de que desde o inicio sabia que nosso relacionamento não acabaria bem e mesmo assim, não hesitei em mergulhar de cabeça sem pensar no depois. Como ele conseguira sustentar uma mentira por tanto tempo? Bem, pelo menos tinha que agradecê-lo por agir como se importasse, diversas vezes significou muito para mim e guardaria a lembrança como verdadeira.
“It's nice to know that you were there thanks for acting like you care and making me feel like I was the only one it's nice to know we had it all thanks for watching as I fall and letting me know we were done”
Fechei os olhos e respirei fundo. Pensar naquilo doía demais.
Era como se eu tivesse acabado de acordar de um sonho, um sonho qual apenas se aplicasse a minha vida romântica. Um sonho como muitas adolescentes que possuíam a minha idade sonhavam, onde um homem simplesmente aparecesse lhe mostrando o correto caminho a se seguir, lhe desse todas as coordenadas para ter sucesso sem usar meios sujos... E depois o sonho acabava, como todos os outros. Você se deparava com a realidade e vê que, mesmo que ele fosse alguém que você sempre quis ter, não era real. Percebe que com a mesma facilidade que a esse alguém preenche um imenso vazio em seu peito, ela capaz de deixar um buraco ainda maior quando você resolve abrir os olhos e enfrentar o que estava debaixo de seu nariz e apenas você não conseguia ver.
“He was everything, everything that I wanted we were meant to be, supposed to be, but we lost it, all of our memories, so close to me, just fade away all this time you were pretending, so much for my happy ending.”
Mas não deixaria aquela história tão antiga repetir. Damon poderia ter me dando o mundo nas mãos, mas não deixaria que ele o tomasse de volta, uma vez meu, ele não teria o direito de tirar esse poder. Não derramaria uma lágrima sequer por ele, não demonstraria quão magoada estava, encontraria outra pessoa e seria feliz com ela dando todo o amor possível. Ele poderia ser o dono de todos os meus sentimentos mais absurdos, mas isso não me impedia de amar novamente, mesmo que não com a mesma intensidade, isso eu tinha absoluta certeza de que nunca seria capaz de fazer.
-Matt! – disse jogando meus braços envolta de seu pescoço. Ouvi Caroline resmungar algo a certa distância, mas deixei passar.
-O que houve? – perguntou abraçando-me fortemente. Não respondi, apenas deitei a cabeça em seu ombro e deixei as lágrimas rolarem quebrando minha promessa silenciosa momentaneamente enquanto confortada por seus longos braços. – Ei, Elena...
-No caminho eu conto tudo para vocês, ok? – funguei e afastei-me para abraçar Caroline – Só sei que preciso e muito de vocês.
Damon Salvatore Narrando.
Não sabia ao certo quanto tempo havia ficado na mesma posição encarando o teto apenas procurando mais menos de me sentir culpado. Meus músculos pareciam entorpecidos, sequer a posição que estava me incomodou ao decorrer do tempo. Tempo esse, que parecia não passar, simplesmente se arrastava tornando cada segundo mais insuportável e dolorido. Jurava que não imaginava o quanto sentiria como uma separação; esperava qualquer sensação negativa, mas nenhuma parecia tão ruim como aquela.
Nem vinte quatro horas – provável que nem mesmo quatro – tinham se passado desde que Elena saíra pela porta diante de mim sem ao menos dizer para onde estava indo e eu já sentia sua falta de maneira possessiva e doentia. Desviei meu olhar para o seu lado da cama ainda arrumado... As proporções daquela cama nunca me pareceram tão absurdamente grandes.
Passei a mão por meu rosto enxugando algumas das insistentes lágrimas que lavavam minha face da maneira mais humilhante possível. Desde quando eu era homem de chorar por mulher? Trinquei os dentes. Se quisesse, poderia estalar os dedos e ter qualquer outra em meus pés para suprir a ausência de minha morena. A questão era: eu não queria que ela fosse substituída. Nem de longe queria outra mulher perto de mim.
O que ela havia feito comigo, afinal? Nunca me sentira tão insignificante e vazio, nem mesmo quando me vi completamente sem ninguém. Ela queria que eu admitisse que estava errado? Eu já havia feito isso, e tinha plena consciência do meu erro, não havia palavras que pudessem expor quanto estava arrependido. E ao julgar sua expressão, o jeito que ela me olhou, suas lágrimas... Ela nunca me perdoaria, e estava coberta de razão. Mas isso não significava que eu iria desistir.
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-Não pense que eu vou deixar você ir para casa sozinha essa hora – Matt disse puxando-me por minha cintura. Dei risada.
-Tenho que trabalhar amanhã cedo, e para ser sincera não faço ideia de como voltar para casa – suspirei.
-Não posso dizer que tenho quarto sobrando, mas tem lugar na cama para você – disse carinhosamente – Caroline é ainda mais espaçosa que ti e consigo dividir a cama com ela, acho que uma noite com uma pessoa a mais não faz diferença.
-Sabe quantas vezes eu te joguei no chão? – ergui uma sobrancelha – Pelo que eu me lembre foram sete.
-Oito, esqueceu-se de contar a vez em que você chegou bêbeda e se assustou com meus pais chegando no meio da noite – riu alto. Fiquei vermelha com a lembrança. Chacoalhei a cabeça negativamente como se me livrasse da ideia.
-Não trouxe roupa, Matt, e não posso ir trabalhar naquele lugar usando qualquer coisa – soltei um gemido de frustração – Ainda vou ter que voltar lá para pegar minhas roupas, eu não acredito. – cerrei os lábios.
-Cabeça erguida, sorriso no rosto – foi a vez de Caroline falar – Já falei para ti, se queres acabar com o dia de um homem, aja como se não ele não estivesse fazendo a menor falta por mais que isso te corroa por dentro. Deixei-o sentir na pele a falta que você faz, mas não dê o braço a torcer – pausa – Sei que tu gostas muito dele, Elena, mas, no momento, acho que perdoar ele não vai te fazer bem – respirou fundo – Sei que já disse isso tudo, mas não quero te ver mal, entende? Você já fez tanto por mim e te aconselhar é o máximo que eu posso fazer, então sinto como se precisasse fazer isso da melhor forma possível.
-Não precisa se preocupar, estou bem – abri um sorriso fraco – e você está se saindo muito bem, obrigada. Prometi a mim mesma que não derramaria uma lágrima sequer por ele e é exatamente isso que vou fazer, e de maneira nenhuma vou perdoá-lo, muito pelo contrário, amanhã mesmo começo a procurar outro namorado – disse usando um falso tom de diversão.
-Menina rápida! – ela riu piscando para mim. – É disso que eu gosto.
-Saiba que estou disponível – Matt provocou num sussurro para que Caroline não escutasse.
-Você está no topo da lista, Matt Donovan – abri um meio sorriso. Suas bochechas coraram. Esperava com todas as minhas forças que ele não levasse suas provocações a diante, não queria iludi-lo e não estava com cabeça para lidar com seus sentimentos não correspondidos.
-Fica, Elena – Car cruzou os braços – Sabe que é perigoso nós andarmos sozinhas a noite, roupa é o de menos, tenho algumas que cabem direitinho em você e servem para você ir para o trabalho.
-Ok,ok – gesticulei – Vou tomar um banho e vou deitar, preciso ficar um pouco sozinha, não me levem a mal, só...
-Sem problemas – Matt foi o primeiro a dizer – Vou pegar uma toalha para ti.
-
Damon Salvatore Narrando.
Segui pelo corredor até a pequena cafeteria do prédio, tinha fé que um pouco de cafeína daria um trato em minha expressão. Chegando ao fim do corredor, senti como se tivesse levado um choque ao ouvir em alto e bom sol a gargalhada de Elena preencher o cômodo. Dei um passo a diante fingindo não dar importância e me servi uma xícara de café.
-Bom dia – murmurei sem olhar minha volta.
-Bom dia, Damon – ela respondeu e me fitou. Não havia nenhum sinal de olheiras ou qualquer marca que denunciasse uma noite de sono perdida, ou sequer choro. O sangue pareceu congelar em minhas veias. – Você tem um minuto? – umedeceu seus lábios. Sem ao menos perceber, fiz o mesmo.
-Claro – respondi de imediato.
-Não aqui – olhou a volta acenando para Klaus, um dos sócios presentes. Suspeitava que ele era o autor da piada que gerara sua gargalhada. – Tem alguma reunião agora cedo? Ou...?
-Não, vamos para o meu escritório – disse e gesticulei para que ela me seguisse.
Seus cabelos chocolate estavam soltos e ligeiramente enrolados nas pontas, sua maquiagem era singela assim como nos demais dias de trabalho. Ela vestia uma calça jeans pouco apertada e uma blusa clara com um decote discreto disfarçado por uma fina camada de renda que detalhava a peça. Abri a porta e esperei que ela entrasse para finalmente fechar a porta e seguir até minha cadeira.
-Seria possível que o senhor me dispensasse hoje depois do almoço? – perguntou com excesso de educação.
-Senhor? – ergui uma sobrancelha.
-Você é apenas meu chefe agora, preciso manter meu emprego – deu de ombros. – Então, Sr. Salvatore, gostaria de pegar minhas coisas no seu apartamento, afinal, tenho faculdade à noite e ficaria complicado fazer isso depois que saísse daqui... – deixou a frase inacabada. Gostaria que ela não me chamasse de Sr. Salvatore se não quisesse que eu invadisse seu espaço. – Posso fazer hora extra na sexta, chego mais cedo se precisar...
-Sem problemas – murmurei. – Pode sair, a hora extra não será necessária.
-Aqui – ela colocou a chave de meu apartamento em cima da mesa – Sobre suas roupas que ficaram na casa de Miranda depois da viagem, farei o máximo para trazê-las amanhã – cerrou os lábios.
-Era só isso? – perguntei. A decepção em minha voz era perceptível.
-Esperava algo mais? – perguntou cruzando os braços. Não respondi, apenas encarei o chão. – Sinto muito em decepcioná-lo, Sr. Salvatore. Agora se me permite, estou indo para minha sala.
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