Million Dollar Man

19 Capítulo 19 - The Truth (Parte III)


Notas iniciais
Oi gente! Devo milhares de explicações, eu sei. Primeiro o Nyah resolveu não deixar eu atualizar a história, segundo deixou, mas sem que a mesma aparecesse nas atualizações. Metade das pessoas simplesmente sumiram (ou não receberam o email de notifiação, grr), bom, eu fiquei bem chateada na verdade, estava toda animada com o "finalmente" delena e quase não teve comentários, (tenho um esquema desde o prólogo, só posto depois que o capítulo tiver mais de 20/25 comentários) só ai eu fui descobrir que além dos erros na hora da atualização os emails não estavam sendo enviados - e obviamente não aparecia nada no "histórias que acompanho". Crei outra conta e está na mão de Deus, fiz essa nota gigante e só falta não entrar a atualização de novo --' Bom, espero que gostem :3

O sol escondia-se entre as nuvens tornando a manhã ainda mais fria e escura. Enrosquei-me na grossa coberta e inalei o perfume amadeirado da pele de Damon. Dormir daquela forma, sem dúvida, estaria entre as melhores maneiras e dormir do mundo. Suas mãos estavam em meio aos meus cabelos afagando-o da mesma maneira que fazia antes que eu adormecesse. Soltei um suspiro pesado deixando um sorriso tímido se espalhar por meus lábios. Ouvi sua risada e em seguida recebi um beijo demorado em minha bochecha.

–Bom dia – sussurrei com a voz meio manhosa devido minha sonolência.

–Bom dia – ele riu e acomodou-se deixando meu corpo livre do calor do seu.

Depois de forçar a vista, notei April ainda dormindo na cama ao lado. Sentei-me na cama e espreguicei-me buscando forças em meu interior para levantar daquela deliciosa cama – pensar em quem estava deitado ao meu lado não ajudava muito. Passei a mão por meu cabelo tentando amenizar o caos e respirei fundo enquanto deslizava meus pés para fora da cama.

–Ainda são sete horas – Damon resmungou em meio a um bocejo. – Mas não mudei o fuso horário. – foi preciso um minuto para que ele fizesse as contas mentalmente. – O que quer dizer que aqui já se passam de meio dia.

Dei meio passo para trás.

–Os planos eram acordar cedo e aproveitar a cidade – questionei erguendo uma sobrancelha.

–Não está tão tarde – disse com ironia.

Eu ri e avancei em passos largos para o banheiro onde fiz minha higiene matinal. Depois de um longo banho, deixei que April decidisse que roupa eu iria usar e debrucei-me na janela enquanto os dois se aprontavam para nosso suposto longo dia. Durante a refeição o silêncio foi predominante, nenhum de nós parecia estar acordado o suficiente para jogar conversa fora. Porém, para minha surpresa, o clima estranho arrastou-se até o inicio de nossa caminhada envolta do lago de Genebra.

A situação estava começando a ficar desconfortável. April continuava animada, mesmo que contida numa máscara de nostalgia indecifrável. Damon estava distante, seus pensamentos pareciam estar há anos de distancia preso em alguma memória perturbadora que roubava todo espírito positivo que o dia pedir. Demorei a perceber que ele era o motivo para April estar tão quieta, perguntei-me mentalmente se em algum momento eles haviam brigado ou discutido, mas tudo parecia improvável demais uma vez em que dividíamos o mesmo quarto.

Mantive o silêncio e continuei a caminhar ao lado dos dois em perfeito ritmo. A paisagem era completamente deslumbrante, desde o esculpido pela natureza quanto o construído pelas sábias mãos do homem. O ar ártico sobrava dos Alpes causando dor em meus ossos mesmo com inúmeras camadas de agasalho por cima, pequenos flocos de neve salpicavam o ar pondo um ponto final em nossa estada no ar livre.

April escolheu o restaurante que faríamos nossa segunda refeição completamente fora de hora. Desta fez, ela fez questão de preencher cada minuto com sua tagarelice desnecessária, relaxei um pouco e participei tentando aliviar o estranho clima de tensão. Quando perguntei o que ela queria de aniversário April respondeu que minha companhia na viagem já era mais do que suficiente. Era de se esperar que ela recusasse algum bem material, era difícil imaginar algo que ela não tivesse.

–Vou dar uma volta – Damon anunciou num sussurro e levantou-se nos deixando sozinhas.

April abaixou a cabeça e soltou um suspiro pesado. Aquela era a minha chance de tentar descobrir o que estava se passando entre os dois e o porquê do clima tão pesado. Esperei que Damon se afastasse e voltei minha atenção para ela, que apoiava os cotovelos na mesa e sustentava sua cabeça com as mãos. Sua expressão podia ser comparada a de uma criança depois de uma decepção.

–Aconteceu alguma coisa? – murmurei.

Apenas gesticulou negativamente. Respirei fundo sentindo-me um tanto confusa.

–Quer conversar? – arrastei a cadeira para que houvesse maior proximidade.

–Todo ano é a mesma coisa! – exclamou e suspirou alto – Pensei que com você aqui as coisas seriam um pouco diferentes, mas não adianta – choramingou passando a mão por seus cabelos num ato de nervosismo.

–Damon distante e quieto? – perguntei mesmo já sabendo a resposta.

–Não só distante e quieto, mas triste e nostálgico – murmurou – Odeio vê-lo assim, sinto como se fosse culpa minha.

Minha confusão estava estampada em minha expressão.

–Provavelmente você sabe que nossa mãe morreu... – eu a interrompi.

–Ah – aquilo esclarecia muita coisa. – Não é culpa sua, April – disse com suavidade.

–Não sei, — suspirou – eu só queria que meu irmão não ficasse com essa cara todo ano no meu aniversário como se eu fosse o motivo disso – cerrou os lábios.

–Quer que eu tente falar com ele? – conhecendo Damon do modo que eu o conhecia, podia assegurar que não moveria uma palha sequer, mas tentar não me deixaria aleijada.

–Quero, — ela abriu um sorriso tímido – e obrigada.

Sorri como resposta e beberiquei a bebida que me fora servida antes de me colocar de pé para procurar Damon.

(...)

–Damon? – não poderia imaginar que ele seria capaz de ir tão longe, só consegui encontrá-lo no hotel.

–Ótima amiga você, deixando April sozinha – disse meio ranzinza. Cerrei os lábios percebendo seu mal humor.

–Ótimo irmão você, a fazendo se sentir culpada – revidei.

Milagrosamente, ele não respondeu. Sentei-me na cama onde April havia dormido e procurei as palavras certas a serem usadas não querendo ser rude ou piorar ainda mais a situação deles.

–Imagino como você deve estar se sentindo, – sussurrei – mas você está magoando sua irmã – cerrei os lábios. – Viemos para cá para comemorar juntos e não para você se trancar no quarto e ficar se lamentando. – dei uma pausa e voltei no que havia dito – Entendo sua tristeza e nostalgia, mas... – não era tão fácil quanto eu pensava. – tente não deixar isso transparecer quando perto dela, ou... – ele me interrompeu.

–Eu sei – ele suspirou e dei meia volta para sentar-se ao meu lado. – É meio confuso – admitiu – não costumo aparentar, mas essas coisas ainda mexem comigo. – ele podia não aparentar, mas o modo com que ele era protetor com a família deixava isso subentendido. – É horrível acordar nesse dia e mesmo sendo contra sua vontade, lembrar de todas aquelas coisas que supostamente eram para ser felizes – disse encarando seus próprios pés – não consigo ver April como culpada, é só... – a frase ficou inacabada.

–Eu entendo, – disse tentando reconfortá-lo – mas pense em como April vê isso, todos os anos você se fecha e não dá nenhuma atenção a ela. – respirei fundo tentando me concentrar. – Se eu fosse você – o preparei para minha indireta – pediria desculpas e enchia ela de presentes caros acompanhados de muita atenção.

Ele abriu um meio sorriso.

–Acho que fiz comparações erradas – disse ainda rindo.

–Hm? – perguntei confusa.

–Você e Melanie são completamente diferentes – e sua ele estava distante outra vez.

–Ok, as comparações com sua ex-namorada... Mulher, seja lá quem ela foi, estão começando a me deprimir – suspirei.

Ele me encarou com uma expressão perplexa. Fitei-o de volta sem nada entender.

–Ela não era minha ex-mulher, Elena – disse como se tal informação fosse óbvia. – Melanie era minha mãe.

Um calafrio desceu por minha espinha como conseqüência da notícia. Nunca deduziria aquilo sozinha, nem sequer havia cogitado a idéia. Pensei naquela mulher por quem era sempre motivos de comparação como até mesmo uma amante, mas nunca chegaria a pensar em algo que envolvesse laços sanguíneos.

Encarei-o sem saber o que dizer. O homem por quem eu estava apaixonada via-me como uma cópia de sua mãe, não sabia exatamente o que isso podia significar. Talvez o que estava acontecendo entre nós fosse considerado um absurdo de sua parte e mais uma vez minhas esperanças poderiam ser jogadas por água baixo.

–Desculpa dizer isso assim – disse-me ele depois de um logo silêncio – não sabia que você reagiria assim.

–Nem eu imaginaria – murmurei ainda atordoada com a informação.

–Achei que você já soubesse – deu de ombros – quando eu disse que ela havia morrido em função das drogas e havia deixado dois filhos estava dizendo de forma indireta, esperei que você deduzisse sozinha.

–Nunca chegaria a esse ponto – ri sem nenhum humor – você fez tanto segredo, pensei que você não queria que eu soubesse quem ela era de verdade.

–Não queria te assustar – pela primeira vez, ele fez contato visual prendendo a atenção de meus olhos em seu rosto – Você sairia correndo na primeira oportunidade que tivesse se eu lhe contasse que queria te ajudar porque você lembrava minha mãe prostituta que morreu de overdose.

Minha expressão vacilou.

–Não sabia que ela era uma prostituta – minha voz era praticamente inaudível.

A conversa havia assumido uma direção totalmente oposta ao esperado. Invés de estarmos discutindo sua relação com April, ali estávamos nós esclarecendo sua obsessão em querer me ajudar. Não podia negar que queria saber de tudo aquilo, mas também não podia mentir para mim dizendo que estava satisfeita em saber seus motivos, eram muito mais pessoais do que o imaginável.

–Devo me desculpar por esconder isso de você? – ergueu uma sobrancelha.

–Claro que não – mordi o lábio – Coisas desse grau não são fáceis de contar.

Ele abriu um breve sorriso. Estiquei meus braços esperando que ele me abraçasse, era o mínimo que eu poderia oferecer, um minuto de conforto. Damon envolveu-me num abraço apertado que me impediu de respirar por alguns minutos. Aproveitei-me da situação e enrosquei meus dedos em seus cabelos sedosos para fazer leves caricias enquanto seu cheiro penetrava minhas narinas proporcionando para mim também uma deliciosa sensação de conforto.

–Temos que encontrar April – disse ainda com os braços a sua volta.

–Onde? – perguntou erguendo a cabeça preguiçosamente para depositar um beijo em minha testa.

–Ela disse que estaria na Catedral St-Pierre, — dei uma pausa – não sei como se chega lá. – admiti e dei uma risada.

Damon revirou os olhos. Abri um sorriso largo satisfeita por ter conseguido recuperar seu senso de humor.

–Eu sei, — disse como se já não fosse óbvio – Não é perto, acho que vou ter que alugar um carro – pensou.

–Se ela foi de táxi, com certeza podemos desfrutar do mesmo recurso – arqueei uma sobrancelha.

–Não tenho paciência com esses motoristas, eles dirigem devagar demais – disse meio rabugento.

–Em Nova Iorque isso pode irritar, mas com essa vista para admirar creio que será interessante – repliquei.

–Você é quem sabe – deu de ombros.

Para o bem da pátria, Damon havia esquecido sua nostalgia no hotel. Na metade do caminho fui obrigada a parar e servir de cobaia experimentando milhares de roupas compradas para presentear April. Aproveitei e comprei um colar para lhe dar de presente – mesmo que no final quem acabou por pagar foi Damon.

O fim da tarde passou-se rapidamente dando lugar a uma noite fria e úmida repleta de neve. Jantamos em um conceituado restaurante no centro da capital e presenciei o pedido de desculpas de Damon e April. Vê-los agindo como irmãos normais chegava ser comovente, assim como nossa relação, a deles também era mantida por brigas e discussões por vinte e cinco horas por dia.

Sem aviso prévio, April despediu-se de nós e mais uma vez ficamos sozinhos após o jantar. Para minha surpresa, não ficamos ali por muito tempo. Damon convidou-me para dar uma volta no jardim que rodeava o hotel alegando que o mesmo era lindo coberto de neve e iluminado pela luz noturna.

(...)

–Gosto de ver você sem maquiagem – disse de maneira aleatória enquanto caminhávamos com os sapatos enterrados na neve.

–Ah – fiquei ruborizada – obrigada.

–Gosto de ver você corando – acrescentou dando risada.

–Percebi – abri um sorriso tímido.

Encostei-me contra a cerca e cruzei os braços esquivando-me do vento frio violento que soprava da parte montanhosa atrás de nós. Damon aproximou-se de mim colocando as mãos em minha cintura. Seu toque rapidamente esquentou minha pele expulsando o desconforto da friagem.

–Comprei um presente para você – sussurrou abrindo um sorriso torto.

–O aniversário é de April, não meu – o lembrei.

–A viagem é nossa – arqueou uma sobrancelha. – Quero te dar uma lembrança.

–Damon – resmunguei. Já ganhava presente demais sem ter motivos, não precisava de mais um.

–Gostaria que você parasse de reclamar quando eu gasto dinheiro com você – disse aproximando-se mais de mim.

–Não consigo você gasta demais – protestei tentando ignorar seus lábios roçando contra meu queixo.

–Eu gosto – disse por fim.

–Eu não – fechei os olhos sentindo sua respiração contra meus lábios entreabertos.

–Trate de se acostumar – riu e deu-me um beijo casto nos lábios – gosto de encher mulheres de mimos e carinhos.

–Gosta, é? – perguntei desconfiada. Já havíamos conversado sobre mulheres antes e sua relação para com as mesmas eram totalmente o oposto de mimos e carinhos.

–Na verdade, nunca experimentei fazer isso – disse sem a menor preocupação. – confesso que estou gostando da experiência.

Não respondi, apenas deixei que seus lábios se colassem aos meus e dessem inicio a um beijo intenso e repleto de carinho. Passei a mão por sua nuca e o puxei prendendo-o a mim. Suas mãos deixaram minha cintura e passaram a fazer um delicioso carinho em minhas costas.

O beijo tornou-se mais urgente e juntamente com ele, as caricias de Damon que já não se contentava sem afagar-me gentilmente. Sua boca movia-se contra a minha de maneira voraz fazendo com que o meu corpo de aquecesse por completo.

–Realmente gostaria de continuar isso – sussurrou em meu ouvindo causando-me arrepios.

–Não estamos em lugar apropriado – disse como desculpa tentando ignorar os efeitos de meus hormônios fervendo em minhas veias.

–Não vejo isso como empecilho – abriu um sorriso malicioso.


Mal havia fechado a porta atrás de nós e sua boca já estava contra a minha novamente. Suas mãos subiam e desciam por meu corpo procurando sedentamente por minha cintura. Soltei um suspiro pesado sentindo sua mão apertando gentilmente minhas nádegas enquanto minhas mãos exploravam seu abdômen sob a camisa.

–Damon, para – disse sem a menor vontade interrompendo outro beijo – April está dormindo.

–Disse bem, está dormindo – abriu um sorriso malicioso e impediu-me de continuar falando selando seus lábios contra os meus e me beijando outra vez.

Parei de fazer qualquer esforço e deixei que meu corpo comandasse. Meu coração já disparado dava sinais de que a qualquer momento saltaria por minha garganta em protesto aos carinhos de Damon. Minha respiração descontrolada se tornava escassa à medida que sentia seus lábios por toda a extensão de meu pescoço quase chegando a minha nuca. Ter seu corpo colado ao meu, mesmo que por baixo da roupa era a mesma que receber diversos choques elétricos por todo o corpo em diferentes voltagens. Sua língua brincava com a minha num beijo urgente repleto de volúpia enquanto eu era guiada lentamente até sentir a parede gélida contra minhas costas.

Sua boca deixou a minha e ele passou a depositar beijos demorados em meus seios na parte exposta pelo generoso decote de minha blusa, automaticamente enrolei seus fios negros em meus dedos os puxando fortemente num pedido silencioso para que ele não parasse. Depois de certo esforço, consegui ter acesso aos botões de sua camisa, meus dedos trêmulos tornaram falha à tentativa de fazê-lo rápido e ainda estava sendo extremamente distraída pelos dedos ágeis de Damon que agora acariciavam minhas costas por baixo de minha blusa.

Quando finalmente consegui desfazer-me de sua camisa, contorci-me seus braços e consegui passagem para beijar todo seu peitoral definido, bíceps e tríceps, meus pelos se eriçaram ouvindo-o gemer roucamente enquanto eu o tocava e o beijava avidamente repleta de desejo. Suas mãos, por sua vez, continuavam a erguer minha blusa exageradamente devagar, gemi em protesto e dei uma breve pausa para que a peça deixasse de ser um empecilho para que suas mãos e seu corpo me tocassem. Damon recomeçou outro beijo puxando-me por minha coxa para perto de si. O contato direto de nossos corpos injetava uma alta dose de adrenalina em meu sistema fazendo com que minhas veias se dilatassem e o sangue pulsasse ainda mais rápido que antes. Nossas línguas dançavam uma dança sensual e erótica e ao mesmo tempo namoravam entre si tentando saciar a vontade que tínhamos um pelo outro enquanto gemidos insatisfeitos escapavam por minha garganta de frustração.

Com a maior gentileza que o momento podia oferecer, Damon me ergueu e sustentou meu peso mantendo-me colada em seu corpo. Passei minhas pernas por sua cintura e quebrei o beijo inalando uma lufada de ar quando a falta do mesmo já causava dor em meus pulmões. Suas mãos massageavam minhas coxas num ritmo delicioso, joguei meus braços ao redor de seu pescoço procurando por apoio e quebrei o beijo novamente para que pudesse começar a depositar uma trilha de beijos desde seu ombro até o máximo que consegui chegar a seus braços. Ele carregou-me em passos lentos até a cama onde fui deitada gentilmente.

Para minha total surpresa, seu ritmo se acalmou dando lugar a gestos e toques carinhosos. Suas mãos afagavam meu rosto delicadamente no mesmo instante em que ele fazia uma trilha de beijos, desde o cós de minha calça jeans até a barra rendada de meu sutiã. Uma pequena e insignificante parte de meu cérebro que ainda funcionava começou a enviar estímulos para que eu refletisse. Diferentemente das outras vezes em que tive que dar prazer a um homem, estava recebendo algo em troca. Algo muito além de carinho e muitas sensações indescritíveis. Soltei um suspiro pesado deixando que a névoa voltasse a impossibilitar-me de raciocinar quando seus lábios mornos tocaram a parte exposta de meu seio.

Começando com beijos demorados, suas caricias evoluíram até que ele começasse a fazer leves sucções em meu seio esquerdo. Já não controlava mais os gemidos que agora enchiam o quarto, apenas torcia para que April tivesse um sono muito pesado e não acordasse. Entrelacei meus dedos no lençol tentando controlar o ritmo desesperador de minha respiração e o nível de excitação que me encontrava. Damon ergueu-me ligeiramente e tirou meu sutiã jogando-o no chão juntamente com minha blusa dando então começo a sua deliciosa tortura. Sua língua contornou a auréola de meu seio esquerdo fazendo-me morder o lábio para que um grito de prazer não escapasse por meus lábios. O suor brotou em minha testa fazendo a temperatura abaixo de zero ao lado de fora da janela se tornasse insignificante.

Nada satisfeito, com a mão livre Damon começou a massagear meu outro seio. No mesmo instante, pude sentir meu sexo se umedecer por completo devido aos seus toques repletos de luxuria. Mordi meu lábio com mais força até que dor falou mais alto, deixei que um longo gemido escapasse por meus lábios fazendo com que um sorriso de satisfação iluminasse seu rosto. Ergui a mão para que pudesse sentir suas costas, mas ele me detém prendendo meus braços ao lado do meu corpo. Ele dá uma breve pausa em suas caricias, para que, gentilmente, começasse a retirar minha calça jeans sem deixar tocar minhas pernas durante o processo. Depois que a peça estava no chão junto com o restante de nossas roupas, seu olhar percorreu todo meu corpo enquanto um sorriso malicioso brincava em seus lábios.

Inesperadamente, Damon se inclinou e começou a distribuir beijos por toda extensão de minha perna. Não só gemidos, mas também suspiros altos escapam por meus lábios à medida que sua boca úmida aproximava-se de minha virilha. Revirei os olhos num ato de puro prazer sentindo seus dedos em minha intimidade sob o tecido fino de minha calcinha. A ansiedade de senti-los ali sem nada impedindo era crescente, assim como o formigamento em meu sexo. Antes mesmo que ele o fizesse, desci minha peça intima e com meus próprios pés a joguei em algum canto do quarto.

Senti-lo lá era como ter acesso ao paraíso. Seus dedos faziam lentos movimentos circulares em volta do meu clitóris enquanto seus lábios continuam a explorar a parte interna de minha coxa aumentando ainda mais o nível de excitação que me encontrava. Comecei a me sentir mais apertada como se estivesse prestes a chegar ao meu ápice e eu estava longe de querer que aquilo acabasse. Tentei pedir que ele parasse, mas invés de seu nome, um gemido rouco e desconexo escapou-me. Como resposta, ele passou a fazer as mesmas caricias com sua língua.

Eu jurava que podia chorar devido tamanho prazer, mas invés disso mordi meus lábios temendo que April acordasse e acabasse por estragar nosso momento. Os movimentos de dois de seus dedos em minha entrada estavam me levando a loucura, já havia dado adeus aos meus pensamentos coerentes e racionais há tempo e era vez de despedir-me de minha coordenação dando minha vontade e desejo vontade própria. Quando menos esperava, Damon me penetrou com seus dois dedos sem deixar de massagear meu clitóris com seu polegar fazendo-me soltar um grito agudo de surpresa e prazer.

Meu corpo estava em chamas. Nada mais ali parecia ter algum sentido, o desejo que sentia de ser tocada daquele jeito por Damon se tornara uma necessidade, talvez até mesmo uma dependência. O modo como ele beijava meu corpo e meus lábios era mais que enlouquecedor, não conseguia imaginar algo mais prazeroso ou sequer carinhoso já experimentado por mim antes, além de todas as sensações novas, existiam aquelas que nunca haviam se manifestado em tamanha intensidade.

–Damon... – finalmente consegui dizer seu nome, mesmo que em meio a um gemido.

Mais uma vez sua boca substituiu seus dedos. Dessa vez, ele roçou os dentes antes de tomar meu tomar-me para si. Agarrei seus cabelos os puxando fortemente uma vez que não podia manifestar todo aquele prazer verbalmente. O que antes era um formigamento tornou-se um latejar pertinente, estava cada vez mais apertada e tinha absoluta certeza de que não conseguiria prolongar aquilo por muito tempo. Eu o queria para mim, ali, naquele instante.

–Damon! – disse seu nome novamente, dessa vez com um pouco mais de clareza. – Não consigo mais – choraminguei contorcendo-me sob o efeito de seu toque.

–Deixa rolar, meu amor — disse com a voz rouca tomada de prazer.

Tentei segurar por mais tempo, mas via-me na beira de um mar de prazer. Fechei os olhos e afrouxei meu aperto nos cabelos de sua nuca e entreguei-me completamente a ele deixando que meu corpo mergulhasse nas sensações de um orgasmo. Damon não parou com suas caricias de imediato, foi preciso que eu o incentivasse para o mesmo.

Sentei-me rapidamente na cama com a respiração descontrolada, puxei-o para perto de mim e envolvi-o num beijo ardente. Enrosquei minha língua na sua e remexi-me na cama a procura de uma posição favorável. Sem que nossos lábios se desconectassem, ele sentou-se na cama e puxou-me para si fazendo com que eu sentasse em seu colo. Sua ereção roçava em minha intimidade mesmo que por baixo do grosso jeans, soltei um gemido frustrado e o empurrei contra o colchão assumindo o controle.

Explorei seu peito revezando entre caricias com a ponta de minha língua e beijos demorados. Deixei que minhas mãos explorassem seus braços e pernas ao mesmo tempo em que fazia questão de rebolar sobre seu membro provocando-o. Ele soltou um longo gemido quando comecei a desfazer o botão de sua calça, que se encontrava extremamente apertada devido sua excitação. Fui obrigada a erguer-me para que conseguisse me livrar da peça por completo. Enfiei a mão dentro de sua box e senti seu membro pulsar em minha mão.

Apertei-o e comecei a fazer leves caricias vendo sua expressão mostrar seu tamanho prazer. Minha unha o arranhava de maneira gentil enquanto minha mão acariciava toda sua extensão. Com minha mão livre, comecei a descer sua peça intima com a mesma vagareza que ele havia usado comigo. Dando um alerta do que eu ia fazer, deslizei meu corpo até estar em uma posição confortável para beijar a região interna de suas pernas antes de finalmente chegar a sua ereção.

Passei a língua por toda sua extensão vagarosamente na intenção de prolongar o ato, suas mãos encontravam-se em meus cabelos dando fortes puxões como estimulo assim como eu havia feito com ele. Senti-o em minha boca ouvindo seu gemido preencher o quarto silencioso e tive aquilo como um incentivo, continuei a fazer caricias com a língua para então finalmente fazendo leves sucções o vendo totalmente afetado por minhas caricias. Vê-lo afetado por meus atos era mais prazeroso do que receber suas caricias em si, perceber aquilo fez com que o formigamento em meu sexo voltasse com o dobro de intensidade que antes.

–Para – sussurrou puxando meu cabelo mais fortemente.

–Por quê? – perguntei ainda acariciando seu membro rígido ignorando completamente sua ordem.

Não houve resposta, apenas a mudança repentina de posições. Mal percebi quando ele se levantou para pegar o preservativo em sua carteira, estava ansiosa demais para tê-lo dentro de mim. Damon segurou-me por minhas coxas e abriu mais minhas pernas colocando-se entre elas. Automaticamente, fechei as mesmas em torno de sua cintura e contorci-me de prazer sentindo seu membro roçar em minha entrada.

Damon enterrou-se em mim exageradamente devagar. Fui obrigada a tapar minha boca com uma de minhas mãos para que evitar um grito de prazer. Ele puxou minha mão e entrelaçou nossos dedos passando a me beijar docemente para que os sons emitidos por mim não fossem altos suficientes para acordar sua irmã. Não tinha noção de que aquilo poderia ser bom. Não só por estar sentindo prazer, mas por haver carinho e sentimento, mesmo que só de minha parte. O modo com que ele estava segurando minhas mãos proporcionava-me uma estranha sensação de segurança e confiança, nada mais parecia importar, éramos apenas eu e ele em nossa bola particular de prazer e felicidade.


Notas finais
Comentários? Recomendações? Mereço algum dos dois? Ç.Ç
[O final era assim mesmo, não queria nada pesado demais para uma primeira vez, só posso dizer para esperarem "muito" das próximas rs]