Million Dollar Man
17 Capítulo 17 - Negotiations
Notas iniciais
Vou tentar ser breve: Amanhã começam minhas provas. Estou postando hoje porque precisava "descansar" por alguns minutos. É provável que eu só venha a postar quarta-feira que vem (Fim de semana estarei ocupada na casa da minha prima já que a cadela dela vai ter filhotes, aw kkk) e espero que vocês não me matem por isso.
Agora, mais uma vez, muito obrigada por esses comentários lindos, sério, eles fazem meu dia, quanto maior melhor kkk Bom, espero que gostem.
Sim, este é o menor capítulo da história. Isso porque o próximo é gigantesco e, ah não vou falar nada, não quero dar spoiler.
P.S.: Só eu percebi que o Nyah, depois que foi atualizado, está cheio de erros? ._. Ex: Aparece que a ultima vez que atualizei MDM foi dia 02/04. 2° Ex: É impossível atualizar Neighbors. ._. Ou a discriminação é só comigo?
A quarta-feira passou como um piscar de olhos. Só nas vésperas da viagem percebi o quanto estava enrolada e ansiosa com a mesma. April não me dera um minuto de folga sequer, logo teria de ouvir muito quando chegasse em casa por não dar noticias ou ao menos fazer uma ligação.
Não que fosse minha principal preocupação. Miranda escondera coisas muito importantes de mim e não via nosso reencontro diferente de uma briga ou pelo menos uma discussão. Por anos fiz julgamentos errados por omissão de parte dela – meu cérebro tentava jogar toda a novidade para um canto e ser feliz pelo resto do fim de semana, os problemas continuariam lá me esperando quando eu voltasse de viagem.
Durante um dia, não vi nem ouvi falar de Damon. Ok, se eu fosse uma pessoa normal agiria normalmente não me importando com isso. Mas é claro que normalidade não era o meu forte. Depois de roer todas as unhas que restavam em meus dedos das mãos, entreguei-me a ansiedade e perguntei a April onde ele estava: “Trabalhando e arrumando as malas”, essa foi sua resposta.
Por outro lado, não se passavam das seis da manhã de quinta quando meu celular tocou. Sua voz rouca e maliciosa, ao mesmo tempo divertida, acordou-me dizendo que precisava me fazer algumas perguntas e dar-me algumas novidades. Sonolenta demais, apenas concordei e voltei a dormir.
Depois de almoçar e tomar um belo banho, deitei-me no lado da cama que dormira na noite anterior e encarei o teto Ainda tinha meia hora até que Damon chegasse para fazer suas perguntas, minha imaginação criava asas e fantasiava um milhão delas, em sua grande parte, impossíveis.
(...)
Acabei por adormecer após encontrar-me transe quase hipnótico proporcionado por minhas fantasias. A claridade que invadia da janela mudara totalmente de posição, como se horas e não minutos tivessem se passados. Encarei o relógio sobre a mesa de cabeceira cerrando os olhos tentando afugentar o sono.
Realmente havia se passado horas. Automaticamente minha pulsação aumentou e um calafrio desceu por minha espinha. Grande visita eu era, além de não fazer absolutamente nada para ajudar, arrumava um jeito de dormir durante três horas no meio da tarde.
Tratei de levantar-me depressa e acabei por perder um pouco de meu equilíbrio duvidoso. Assim que abri a porta, a voz de April vinda do primeiro andar preencheu o ar dando-me aquela estranha sensação de desorientação. Passei a mão por meus cabelos certificando-me de que não assustaria ninguém.
–Achei que você estivesse em coma – April disse erguendo uma das sobrancelhas.
Terminei de descer as escadas antes de erguer o olhar para encará-la.
–Podia ter me acordado – murmurei.
–Para quê? – franziu o cenho.
–Não fiz nada o dia inteiro, é falta de educação, — suspirei – não estou na minha casa – a lembrei.
–Como se eu tivesse feito algo – deu de ombros.
Revirei os olhos e sentei-me ao seu lado no sofá.
–Damon está na cozinha – sussurrou inclinando-se na minha direção.
Cerrei os lábios e entrelacei meus próprios dedos num ato de ansiedade. A expressão de April metamorfoseou-se numa marcara de pura malicia.
–O que foi? – perguntei desconfiada.
–Estávamos conversando – um sorriso largo se espalhou por seus lábios.
–Sobre? – cruzei os braços. Era uma pergunta dispensável, ao julgar por sua expressão era algo dedutível.
–Você. – suspirou.
–E o que eu fiz para ser motivo de diversão de vocês dois? – quis saber.
–Não estávamos nos divertindo as suas custas, apenas conversando sobre algumas coisas relacionadas a você – sua voz foi diminuindo lentamente – Ele é meu irmão, às vezes nos comportamos como amigos e compartilhamos segredos. – piscou.
–Sei, imagino que tipos de segredos são esses – murmurei.
Antes que eu fosse capaz de conseguir arrancar alguma coisa de April, Damon se juntou a nós na sala. Usava uma calça jeans escura com uma camisa social com grande parte de seus botões apertos. Seus cabelos estavam numa desordem maior do que a habitual dando-lhe um ar muito mais sexy e jovial.
–Olá – disse-me com um sorriso torto nos lábios.
–Vou deixar vocês à sós – April sussurrou e colocou-se de pé numa fração de segundos.
–Obrigada – Damon disse a ela.
Respirei fundo e relaxei minha postura. Pensar que em menos de um mês atrás não conseguíamos ficar numa sala por mais de quinze minutos sem trocar farpas agora era algo hilariante – não que o fato tenha mudado tão bruscamente.
–Dormiu bem? – perguntou acomodando-se no sofá.
–Sim – abri um breve sorriso.
–Quer beber alguma coisa? – franziu o cenho.
–Não, obrigada – suspirei.
–Quer a novidade ou as perguntas primeiro? – ergueu uma sobrancelha.
–Suas perguntas não têm fim, Damon – pausa – a novidade.
–Lembra o que eu havia dito a você sobre trabalhar comigo? – assenti e então ele continuou: — Estava precisando de uma pessoa encarregada de monitorar minhas reuniões, marcar e desmarcar compromissos e viagens, atender meus telefonemas e até mesmo viajar comigo – abriu um sorriso largo – E, gostaria de negociar com você seu salário.
–O certo não seria negociar comigo o emprego? Alguém lhe disse que eu ia aceitar? – ergui uma sobrancelha.
–Sim, você aceitou trabalhar comigo e eu não te dei o direito de escolha – disse tranquilamente.
Não respondi, precisei pensar por um instante. Não ganhava bem enfurnada naquele bordel, exceto quando havia programas especiais. Ganhava quatrocentos dólares por cada hora que passasse com um cliente, sendo duzentos de Stefan. No fim do mês restavam-me pouco mais de mil dólares, que juntados ao salário de Grayson tornavam-se suficiente para manter uma vida razoavelmente boa.
–O que você paga para qualquer de seus empregados, é o suficiente – dei de ombros.
–Não seja ridícula – articulou – Existem funcionários que ganham em média de cem mil dólares por mês e tenho absoluta certeza que você não aceitaria tudo isso.
–Sua certeza me poupa de uma grande discussão. – repliquei. – Decida você.
–Ok – pausa – Além de sessenta mil por mês, terá motorista particular, um apartamento no qual eu arco com as contas, celular rastreado e cartão de crédito vinculado na conta da empresa. Quer que eu acrescente alguma coisa?
Estava boquiaberta.
–Sabe que eu não vou aceitar tudo isso, não sabe? – minha voz saiu aguda e falha devido minha surpresa.
–Não vejo um motivo, todos os meus funcionários têm benefícios do tipo – deu de ombros.
–Cartão de crédito na conta da empresa? Motorista particular? Contas pagas? – perguntei, incrédula.
Ele riu.
–Não, seu trabalho é apenas uma desculpa para eu lhe dar tudo que precisa – suas bochechas ficaram ligeiramente rosadas.
–Mas não preciso disso tudo, é exagerado demais – argumentei. – Só com meu salário posso alugar uma casa, comprar um carro e ajudar minha mãe.
–Mas eu quero que seja exagerado, por mim daria muito mais, só não quero que você arrume alguma desculpa para não aceitar – murmurou.
–Minha lista é longa – alertei.
–E a cada item citado é um privilégio que você ganha – provocou-me.
–Tenho alguma escolha?
–Repetindo o que eu já disse, não lhe dei o direito de escolha – seu sorriso era contagiante.
–Não pense que eu vou aceitar isso por muito tempo – comecei – isso é temporário, até que eu consiga me formar e trabalhar... – ele me interrompeu.
–Não precisa se preocupar com isso, sou o responsável por você ter de fazer a prova do vestibular no primeiro fim de semana do mês que vêm – ele riu – vou pagar sua faculdade e qualquer gasto que tenha a ver com seus estudos.
–Não, não vai – fechei a cara. Aquilo estava muito além de meus limites de tolerância.
–Por favor, eu quero dar isso a você – sua sentença soou como uma súplica.
–Você quer me dar muitas coisas, esse é o problema – suspirei.
–Não seria um problema se você não fosse tão difícil.
–Era só essa a novidade? – perguntei cortando o assunto.
–Isso foi um sim?
–Não, isso foi um talvez – disse calmamente.
–Melhor do que uma resposta definitiva – deu de ombros – Sim, era só isso.
Só isso. Que ironia.
– Estou esperando suas perguntas – ergui uma sobrancelha.
–Por incrível que pareça, só tenho uma pergunta. – um brilho estranho iluminou seus olhos.
Automaticamente suavizei minha expressão e minha voz. Odiava esse efeito que ele me causava.
–Vamos continuar fingindo que nada está acontecendo entre nós ou...? – sua pergunta ficou inacabada.
Não consegui esboçar nenhuma reação. De todas as coisas que imaginei, nenhuma se aproximava disso. O sangue acumulou-se em minhas bochechas deixando-me extremamente ruborizada. Abri a boca para argumentar, mas as palavras e seus significados saíram totalmente de foco.
–Não – pausa. Respirei fundo – Não sei.
–Não sabe? – sua voz era divertida, mas suas bochechas estavam tão coradas como as minhas.
Sacudi a cabeça negativamente. Ele riu.
Suas mãos que antes estavam pousadas despreocupadamente sobre seu colo, deslizaram para minhas pernas fazendo leves caricias enquanto traçavam o caminho até encontrarem minha cintura. Prendi a respiração e desviei o olhar percebendo que a razão já havia me deixado de lado.
Damon puxou-me para mais perto de si e levou suas mãos até minha nuca onde fez leves movimentos circulares eriçando meus pêlos. Arquejei e ouvi sua risada ecoar por meus ouvidos enquanto seus dedos enroscavam-se nos fios de meu cabelo.
Sem hesitar, colei meus lábios nos dele como uma resposta a pergunta que ele havia feito. Seus lábios moveram-se contra os meus de maneira nada gentil no mesmo tempo que nossas línguas enroscavam-se uma na outra.
O calafrio que descera foi minha espinha fora substituído por uma onda de calor avassaladora que lambia todo meu corpo deixando para trás, não cinzas, mas um desejo quase insaciável. Passei minha mão por sua nuca e o prendi a mim, seu perfume deixando-me ainda mais extasiada do que já estava.
Tentei memorizar a sensação de ter seus lábios contra os meus e o sabor de sua boca na minha, mas meu cérebro parecia não responder a nenhum de meus comandos. Apenas meu corpo respondia a sua vontade própria surpreendendo a cada segundo. Suspirei alto e quebrei o beijo para que fosse possível respirar.
Não passados muitos segundos, ele estava me beijando outra vez. Comecei a tirar proveito de nossa proximidade, minhas mãos, que antes acariciavam sua nuca, desciam lentamente sentindo os músculos esguios de seu peito definido, e mesmo por baixo da camisa, podia sentir o calor exalado por sua pele.
Seus lábios deixaram os meus outra vez e começaram a explorar meu pescoço. A cada toque sentia uma descarga elétrica percorrer por minhas veias e voltar com o dobro de potência depois de passar por meu coração que batia num ritmo desesperador.
Damon mordiscou minha orelha antes de plantar um beijo perto de minha nuca. Contorci-me em seus braços devido a sensação desconhecida o que só o fez rir. Como troco, recomecei outro beijo, mas desta vez foi diferente.
Minhas mãos desciam e subiam por suas costas de maneira que minhas unhas deixariam claro minha presença. Mordi seu lábio uma ou duas vezes ouvido sua voz rouca soltar um gemido longo e arrastado. Seu corpo tocava o meu sobre as roupas deixando claro o desejo de ir muito além de ambas as partes.
–Tem certeza de que não sabe? – sussurrou mordiscando o lóbulo de minha orelha.
–Certeza absoluta – arquejei.
–Vou te dar até o fim da viagem para descobrir – riu maliciosamente antes de voltar a me beijar urgentemente.
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