Million Dollar Man

27 Capítulo 27 - Little By Little


Notas iniciais
Demorei mais cheguei - não com um, mas três capítulos em um só. (Até porque os três ficaram bem pequenos...)
Não estava contando em viajar, confesso até que estava hiper desanimada para escrever, mas... Resolvi adiantar dessa forma, segunda voltam minhas aulas e os capítulos voltam a ficar "pequenos" haha Mas, tenho que fazer alguns avisos...
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Primeiro uma pergunta: Vocês ainda estão gostando da história? Senti que de um tempo para cá a maioria nem comenta mais ): A opinião de vocês é muito importante para mim e talvez eu possa "melhorar" algo que não estejam lhe agradando.
Segundo... AngelKilerr: muito, muito, muitíssimo obrigada por sua recomendação. Linda! Eu simplesmente amei ♥
Terceiro... Perdão por não responder os comentários de vocês, sempre entro aqui correndo, leio fico no "depois eu respondo" e quando vou ver já estou postando outro capítulo.
Quarto.... Desculpa se os capítulos não ficaram tão bons, escrevi grande parte no caderno e não tive paciência para reescrevê-los quando passei para o computador, mas prometo recompensá-las com o próximo :3
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Não deixem de ler as notas finais!

27.1 Setting You Free

Os cheiros de diversos temperos mesclavam-se preenchendo toda a cozinha. Encontrava-me sentada na bancada observando meu moreno cortar os tomates precisamente enquanto saboreava um vinho de primeira. Vestia apenas minhas roupas intimas com sua camiseta por cima muito contra minha vontade, sua mãe chegaria a qualquer instante, mas, segundo ele, usar suas roupas depois de transarmos era uma regra.

Logo após despejar a fruta cortada na panela deu meio passo e passou seus braços largos por minha cintura antes de selar seus lábios dando inicio a um beijo calmo, porém repleto de doçura. Caso soubesse que dizer que o amava traria tantos benefícios teria dito aquilo antes, talvez antes mesmo de estarmos juntos... Com as mãos em sua nuca o puxei para mim e enganchei minhas pernas por sua cintura buscando por contado entre nossos corpos. Damon soltou um gemido rouco e alisou todo meu corpo até que suas mãos encontrassem meu rosto.

–Não acho que seria legal sua mãe chegar e nos encontrar transando na cozinha – disse e má vontade. A única parte não legal da história era Edna nos pegar no flagra.

–Ok, podemos deixar isso para mais tarde – deu uma breve risada – e quem sabe, — deslizou a ponta de seu nariz em minha bochecha deliciosamente – se importa se também tivéssemos uma conversa civilizada sobre meu gosto exótico por sexo?

Ah não... De novo não.

–Elena – ao notar minha mudança de expressão afastou-se lentamente – Não vou pedir para você se submeter a qualquer ordem minha, eu mudei de idéia e quero te propor outra coisa – abriu um sorriso divertido.

–Se essa proposta envolve uma mulher que não seja eu saiba que minha resposta já é não – disse fechando a cara.

Ele riu descaradamente.

–Não, meu anjo. Apenas eu e você só que um pouquinho diferente – depositou um beijo casto em meus lábios. Suavizei minha expressão e o beijei novamente, dessa vez deixando a delicadeza de lado.

–Ok, mais tarde – resmunguei e deixei que se afastasse para monitorar a comida ao fogo. Beberiquei minha taça de vinho e cruzei as pernas despreocupadamente.

–Sabe o quão sexy você está sentada aí de pernas cruzadas, degustando vinho e vestido minhas roupas? – perguntou ele a certa distancia devorando-me com os olhos.

Abri um largo sorriso malicioso.

–Acrescente na sua lista que eu acabei de sair da sua cama – terminei o conteúdo de minha taça e lancei-lhe um olhar sugestivo – a diferença é que estava nua. Admito que é até mais confortável...

–Então porque você não volta para nossa cama e fica à vontade? – ri saltando da bancada e o abracei por trás.

–Porque preciso deixar uma boa impressão para minha sogra – beijei seu braço e descansei a cabeça em suas costas. Suas mãos encontraram as minhas e entrelaçaram nossos dedos fazendo com que eu abrisse um sorriso tímido.

Repentinamente, ele desvencilhou-se de meu abraço e sentou-se em um dos bancos rentes a bancada. Posicionei-me entre suas pernas e beijei seus lábios inúmeras vezes sendo envolvida por seus braços enquanto suas mãos alisavam minhas costas fazendo um delicioso carinho. Enrosquei os dedos na raiz de seu cabelo e encostei minha testa na sua desfrutando da sensação de sentir sua respiração contra meu rosto.

–Disse que não ia demorar, mas April estava tendo uma de suas crises de existência – Edna entrou sem sequer avisar e nos encarou com as bochechas rosadas – Perdão, não quis interromper vocês – sorriu timidamente.

–Não interrompeu nada – disse corando. Afastei-me de Damon e a abracei recebendo um doce beijo na bochecha.

–Como estão as coisas por aqui? – perguntou olhando para seu filho sugestivamente e em seguida para mim. Ele riu e mexeu em seus cabelos. Pela primeira vez na noite envergonhei-me de meus trajes.

–Melhores impossíveis – ele respondeu antes que eu achasse as palavras certas para usar.

– Elena, será que nós poderíamos conversar a sós por um minuto? — Edna pergunta olhando de esguelha para Damon. Ah não, aquilo era o que eu mais temia. Gelei, acalme-se Elena, sussurrei pra mim mesma.

– Claro – murmurei cerrando os lábios. Damon depositou um demorado beijo em minha bochecha.

–O jantar já está pronto – disse tirando o molho do fogão — Estarei no escritório telefonando para a April, talvez ela queira se juntar a nós já que meu pai está viajando e como a senhora mesmo disse, ela teve uma crise existencial. — disse com um sorriso no rosto.

Sentei-me no banco no extremo da bancada da cozinha e cruzei as pernas esperando que ela começasse a falar. Puxei a camisa de Damon para que ela cobrisse mais minhas pernas e soltei um suspiro pesado, parte de mim já esperava que ela dissesse que eu era apenas uma interesseira.

–Não precisa me olhar com essa cara — aproximou-se para sentar de frente para mim – Damon comentou o porquê de você não querer contar sobre o namoro de vocês, não tem nada a ver com isso – relaxei um pouco minha postura – Eu, bem... Preocupo-me contigo, você é tão independente e madura para uma menina de dezessete anos, mas... Sabe Elena, gosto muito de ti e conheço o filho que tenho, não quero que aconteça contigo o mesmo que aconteceu com Charlotte, estou vendo vocês juntos e o jeito que você olha pra ele... Não quero que você se iluda ou acabe machucada, por isso decidi falar com você. Não me leve a mal, ok? Não vou me meter no relacionamento de vocês dois, porém gostaria que soubesse que estou do seu lado seja o que for.

– Ah – foi o máximo que consegui dizer. Abri um meio sorriso sentindo minhas bochechas arderem em cor.

– Estou tão feliz por vocês, de verdade, não sei quanto tempo tem que não o vejo tão feliz, mas... Tenho medo de que se isso não der certo você saia mal, entende? – encolheu os ombros.

– Claro – suspirei. Não podia negar, aquela também era uma preocupação minha – Também tenho medo que isso aconteça, fora que também acho que isso não será bem visto pelas pessoas e não quero sujar o nome de vocês.

–Pare com essa ladainha, Elena! – revirou os olhos – Quando disse que estava feliz por vocês, incluí Robert, April e Miranda. Tenho certeza de que eles vão adorar saber disso e duvido que alguém vá dizer alguma coisa, já passou da hora de você deixar essa paranóia de lado e siga em frente ficando só com as lições boas que teve durante esses anos.

–Não sei o que dizer... Obrigada? — encolhi os ombros – Estou muito feliz em saber que tenho teu apoio, de verdade, é muito importante para mim.

Um largo sorriso iluminou seu rosto deixando sua aparência muito mais jovem. Sem ao menos perceber, desci do banco e avancei alguns passos para que pudesse abraçá-la em agradecimento. Menos um peso em minha consciência, no fim das contas, além de April, sabia que alguém estava ao meu lado.

–Estou interrompendo? – Damon perguntou apoiado na porta do escritório.

–Não, já terminamos – Edna apressou-se em responder. Cerrei os lábios e ajudei ambos a servirem o jantar.

–April disse que quer ficar sozinha – disse ele revirando os olhos.

–Não fale assim – o repreendi – É sua irmã, e minha amiga – disse séria. – Depois converso com ela.

Em meio a risadas e piadas internas, jantamos tranquilamente. De fato, Edna estava mesmo feliz por estarmos juntos e deixou isso bem claro para Damon na minha frente – ainda fora capaz de ameaçá-lo caso ele pensasse em relembrar seus velhos tempos de mulherengo. Cheguei a pensar de que talvez ela soubesse de toda aquela história de dominador, mas concluí que ela só se referia a maneira como o casamento dele com Charlotte havia terminado.

–Está cansada para dormir ou podemos conversar? – perguntou Damon distribuindo beijos por minha nuca e pescoço logo após levar sua mãe em casa.

–Não sei se consigo dormir estando curiosa desse jeito – ri virando a cabeça para que fosse possível depositar um demorado beijo em sua bochecha. – Diga o que tem que dizer.

Damon sentou-se espaçosamente no sofá e puxou-me para seu colo me aninhando em seu peito logo em seguida. Estiquei as pernas e envolvi seu pescoço deixando minha mão em sua nuca fazendo um leve carinho.

–Primeiro – alisou minhas pernas – Quero que você esqueça o que eu fiz contigo, sei que não gostou. – fez uma careta. Eu ri.

–Detestei – acrescentei.

–Pensando nisso, concluí que... – diminuiu sua voz – você não precisa fazer nada disso. Não quero ser seu dominador, não te quero como minha submissa e...

–E onde fica sua proposta? – perguntei com cutela. – Pode pular a introdução Damon, sei que você não vive sem uma boa dose de palmadas.

–Bem, já disse que eu não quero estar no comando, mas... – tirei minhas próprias conclusões e interrompi sua frase na metade. Puta merda.

–Mas não disse que não me quer no comando – pausa – É isso? – mal podia acreditar em minhas palavras – Você me quer como sua dominadora?

–Sim, Srta. Gilbert. – disse por fim abrindo um meio sorriso sedutor.

27.2 – All Yours

O dia havia passado num singelo piscar de olhos, estava com uma pilha enorme de papéis sobre minha mesa e antes que eu sequer percebesse o passar do tempo estava com tudo em ordem ajeitando as coisas em minha bolsa pronta para ir embora. Soltei um suspiro pesado e recolhi a embalagem vazia do doce que devorara durante o expediente para ser jogada fora antes de trancar a sala. Antes de deixar o saguão e seguir até o elevador privado que me deixaria no apartamento de Damon, informei-me com uma das secretárias sobre seu horário de saída.

Após concluir que já havia passado da hora, deixei meus pertences no enorme sofá do salão de entrada e marchei elegantemente para sua sala. Entrei sem ao menos bater na porta e antes de caminhar em sua direção tranquei a porta atrás de mim. Damon falava ao telefone com uma expressão nada amigável, tamborilava os dedos na mesa de madeira impacientemente enquanto concentrava-se no computador a sua frente. Contornei a mesa e, com delicadeza, tirei suas mãos do notebook antes de fechá-lo e junto com os demais papéis da mesa, empurrei para longe dando brecha para que me sentasse na mesa de frente para ele.

Damon arregalou os olhos e tropeçou em suas próprias palavras observando-me enquanto retirava minha calcinha lentamente. Não havia modo mais eficiente do que sexo para se prender a atenção de alguém especialmente Damon Salvatore – e, sinceramente, estava ficando cada vez mais pervertida e ousada quando se tratava de prender sua atenção. Coloquei a peça pequenina em seu colo e cruzei as pernas puxando sutilmente meu vestido.

Seus olhos em chamas percorriam meu corpo de baixo a cima e seu peito subia e descia demonstrando o quanto eu o estava afetando. Abri um meio sorriso e prendi meus cabelos num coque chutando minhas sandálias para longe. Rapidamente, ele despediu-se com uma desculpa esfarrapada e desligou o telefone. Soltei um suspiro vitorioso e o puxei para perto o beijando violentamente.

–O que você está pensando? – perguntou num gemido.

–Agora? – respondi com outra pergunta – Hmm, em como preciso de...

–Nem pensar – cortou minha frase e segurou meus pulsos com força – Tem câmeras por todo canto nessa sala.

–Qual o problema de dar aos seus seguranças um pornô de graça? – franzi o cenho libertando meus braços de seu aperto.

–Elena... – antes que ele terminasse comecei a desabotoar os botões de seu terno apalpando seu peitoral definido. – Você não tem limites. – abri um sorriso e dei inicio a outro beijo de tirar o fôlego.

–De joelhos, Sr. Salvatore – sussurrei em seu ouvido roçando os lábios em seu lóbulo.

–Elena, aqui não... – mordi sutilmente seu pescoço onde provavelmente ficaria uma enorme marca arroxeada ao julgar por sua pele clara.

–De joelhos, Sr. Salvatore – repeti desta vez com mais autoridade – Ou... – eu ri brevemente do poder que agora estava em minhas mãos – prefere tomar sua primeira surra? – pausa – Com seu próprio cinto? E... – passei a língua por seu lábio inferior – com seus empregados assistindo? – sem dizer uma palavra, ele se ajoelhou a minha frente fazendo com que um largo sorriso malicioso se espalhasse por meu rosto.

Abri as pernas e apoiei as mesmas em seus ombros dando-lhe total acesso a minha intimidade. Damon abriu um breve sorriso e inclinou a cabeça em minha direção começando então a salpicar beijos por toda minha virilha. Segurei nas bordas da mesa firmemente e deixei que um alto gemido preenchesse seu escritório quando seus lábios tocaram meu sexo. Com a ponta da língua, Damon explorou toda a extensão de minha intimidade até chegar a meu clitóris onde passou roçou seus dentes. Deixei que minha cabeça tombasse para trás à medida que ele brincava com aquele ponto tão sensível e me penetrava superficialmente com sua língua.

–Admita, você sempre quis um homem aos seus pés – disse Damon interrompendo o ritmo constante de suas caricias em minha intimidade.

–Um homem? – zombei – Sempre tive milhares de homens aos meus pés, Sr. Salvatore, você é apenas mais um. – ri – Admita o senhor, sempre quis estar aos meus pés, não é mesmo? – provoquei.

–Sim – respondeu com uma breve risada e puxou meu clitóris para si pondo um ponto final em nossa breve conversa.

Aos poucos, deixei que meu corpo se entregasse àquelas precisas caricias. Relaxei e deitei meu corpo na mesa assim que as sensações do orgasmo dominassem meus sentidos. Fechei os olhos e encarei o teto aguardando minha respiração se igualar. Havia como aquilo ficar melhor? A resposta era óbvia: Sim. Ainda meio desorientada, sentei-me e soltei meus cabelos enquanto olhava ao meu redor buscando algo que pudesse incrementar minha brincadeira.

–Poderia retribuir, mas, diferentemente de você, não gosto nem um pouco da idéia de estar aos seus pés. – cobri minhas pernas com o vestido. – Agora, sente-se.

Assim que ele o fez, desci da mesa e sentei-me de frente em seu colo posicionando meus joelhos em suas laterais. Explorei seu pescoço com beijos e mordias ouvindo-o gemer meu nome inúmeras vezes. Não bastava estar no controle, eu me sentia na obrigação de satisfazer todas suas necessidades ligadas ao prazer, não que ele fosse saber disso. A idéia de várias pessoas nos assistindo boquiabertas chacoalhou em minha mente tirando ligeiramente m eu foco, quase ri.

Minha língua invadiu sua boca e logo se enroscou com a sua fazendo com que um delicioso arrepio descesse por toda minha espinha. A familiar corrente elétrica presente entre nossos corpos parecia, naquele momento, ter o dobro de sua voltagem. Damon tremia sob mim com suas mãos alisando voluptuosamente meu corpo proporcionando-me espasmos de prazer. Onde iríamos parar daquele jeito, afinal? Não ter uma resposta concreta não me incomodava, muito pelo contrário, apenas atiçava o desejo crescente que em mim habitava.

–Damon, cansei – resmunguei roçando os lábios nos seus – Pensei em mil e uma coisas para continuarmos, mas tenho muito medo de te machucar – admiti baixinho.

–Ah, meu anjo – riu fazendo meus ossos virarem borracha – Com o tempo você pega o jeito – beijou meu rosto – E, tenho que dizer, você está se saindo muito bem – abri um largo sorriso com seu elogio. – Em casa, com mais privacidade, posso te ensinar algumas coisas que não machucam.

–Ok – selei seus lábios nos meus devorando sua boca num beijo ardente. Em poucos segundos já estava caçando pelos botões de sua calça sedenta por senti-lo dentro de mim.

–Posso pedir uma coisa, morena? – perguntou ele num sussurro tomado de prazer.

–O que quiser – respondi ainda o enchendo de beijos, dessa vez não me limitando só na área de seu pescoço, desci até onde a abertura em sua blusa permitia ouvindo sua respiração irregular ir e vir.

–Prometi não fazer nada que você não goste, mas... Minhas mãos estão coçando, Elena – mordeu o lóbulo de minha orelha prendendo minha atenção – Amei a idéia de tê-la como dominadora, mas não de ser tratado como outros homens que já estiveram seus pés. Quero ser único, entendeu? – assenti soltando um gemido – Logo, não leve a mal as palmadas que te darei quando estivermos em nossa cama.

Um arrepio desceu por minha espinha. Algo naquela idéia me deixou ainda mais excitada.

–Tudo bem – minha voz falhou. Logo um meio sorriso brincou em seus lábios e ele voltou a explorar meu corpo com suas mãos ágeis fazendo caricias em pontos estratégicos que faziam meus olhos se revirarem.

Sem muitas delongas, ele estava me penetrando lentamente. Puxei seu cabelo fortemente e colei meus lábios nos seus tentando silenciar meus gemidos cada vez mais altos, afinal logo na sala ao lado haviam pessoas esperando para conversar com ele, ou com qualquer outro dos demais sócios da empresa. Movi meu quadril de encontro ao seu ajudando-o com o ritmo de suas estocadas, o suor brotava em minha testa expondo o quão vulnerável estava diante de seus toques.

–Vem comigo – disse aumentando ainda mais seu ritmo.

Mordi seu ombro com uma força não medida sentindo minha intimidade se comprimir envolta de seu membro dando sinais de que meu ápice estava próximo. Com um longo gemido, Damon se derramou dentro de mim induzindo meu orgasmo. Abracei-o fortemente e desfrutei das sensações daquele imenso oceano de prazer. Ainda com a respiração instável, plantei o beijo casto em seus lábios.

–Não vou mais te atrapalhar a trabalhar – dei risada – Apenas lembre-se que dentro de algumas horas você tem que estar na casa de seus pais para a festa da sua irmã.

–Não vou me atrasar, prometo – beijou minha testa e me empurrou gentilmente para que pudesse arrumar meu vestido. Estendi a mão aguardando que ele devolvesse minha calcinha. – O que?

–Minha calcinha, Damon – arqueei uma sobrancelha. Enquanto eu falava ele fechava sua calça e fechava alguns dos botões por mim abertos em sua camisa.

–Você me deu e agora quer de volta? – perguntou fingindo incredulidade.

–Preciso ir para casa – cerrei os lábios.

–Se você ir direto para casa, ninguém notará que você não está usando uma – acrescentou. – Não vou devolver.

–Posso saber o que pretende fazer come ela? – questionei.

–Não, você não é homem – riu e deu uma bela tapa em minha bunda – Agora vai, tenho que atender algumas pessoas antes de sair e ainda estou pensando numa desculpa para esse cheiro de sexo.

–Achei que eu era quem mandava – ri – Ok, — inclinei-me para beijá-lo num gesto de despedida – Diga a eles que limparam o chão com cloro, os caras que estão aí fora têm cara que não sabe o que sexo há anos, não creio que eles vão saber diferenciar o cheiro.

Aquilo foi o suficiente para que uma gargalhada sacudisse todo o corpo de Damon. Não pude deixar de acompanhá-lo, não havia palavras para definir o quanto eu amava aquele som. Respirei fundo tentando me recuperar e cruzei os braços.

–Como estou? – perguntei.

–Com cara de que foi muito bem chupada – disse dando de ombros.

–Damon! – dei-lhe uma tapa com força.

–Ok, maravilhosa e ninguém desconfiará que não usa nada por baixo desse vestido – deu uma longa pausa – Agora suba antes que esse fato me dê mais idéias, não posso me atrasar.

Eu ri alto.

–Estarei de esperando – disse com doçura e afastei-me lentamente em direção a porta de seu escritório.


A festa de April fora exatamente como eu imaginava. Extravagante em todos os modos possíveis e simplesmente incrível. Fui apresentada a alguns de seus amigos e a Rebekah, mesma que deixou bem claro que tinha grandes ciúmes do posto de melhor amiga que eu agora assumia. Tentei ignorar o fato e aproveitei ao máximo aquela noite de sexta-feira, afinal a semana que havia se passado fora repleta de altos e baixos acarretando fortes emoções.

Uma semana que e meu moreno estamos juntos. Apenas uma semana. Tinha que admitir, mais parecia um mês. No fim das contas, pouco importava, nunca estivera tão feliz e me sentindo tão importante como naquele momento e faria qualquer coisa para que nada mudasse, pelo menos não por um longo tempo...

27.3 – Little by Little

Os cinco meses seguintes passaram de maneira inacreditável. Tudo estava dando certo demais, coisa que me assustava dia após dia, mas nem isso conseguia tirar um largo sorriso de meu rosto. Damon e eu não brigávamos mais, desde sua decisão de que eu estaria no controle e não ele, tudo entre nós passou a fluir num ritmo muito melhor, invés de discussões tínhamos horas e horas de conversas até encontrar uma solução. As melhorias não paravam por aí...

Ele estava completamente diferente comigo. Além de carinhoso e protetor como sempre fora, não escondia seus sentimentos. Presentes, flores, chocolates... Tudo que uma mulher poderia sonhar em ter com o acréscimo de uma boa dose de palmadas que agora eu via como algo extremamente essencial em nosso relacionamento. Concordei em contar para seu pai, Miranda, John e no fim das contas até Grayson estava sabendo. Todos – exceto Grayson – se mostraram felizes por nós e nos davam total apoio.

A rotina na empresa era cansativa, todavia já não conseguia imaginar minha vida sem a mesma. Estar ali resolvendo problemas que acabariam nas mãos de Damon fazia-me sentir muito importante, e, de fato, era assim que eu me imaginava dentro de alguns anos. Há duas semanas havia começado as aulas na faculdade e para minha total surpresa, não era mais aquela menina insegura. O medo de encontrar qualquer pessoa que pudesse me reconhecer e acabar arruinando meu dia fora substituído por uma imensa vontade de dar a volta por cima. Damon e Miranda não foram os únicos a se surpreenderem por eu conseguir nota o suficiente para estudar direito em Havard, nem eu mesma conseguia acreditar que estava indo tão longe...

Diferentemente do combinado a principio, não estava morando em uma das milhares de casas que Damon possuía em Manhattan. A idéia de morar com John não havia sido completamente descartada, mas dividir a cama com Damon era uma das milhares de coisas que no momento eu via como indispensável. Acordar todos os dias com milhares de beijos e até mesmo uma rodada de sexo não era algo que podia ser tão facilmente substituído. Também tinha que admitir que tamanha mordomia que tinha estava me deixado um tanto preguiçosa, a ultima vez que questionei o fato de não poder fazer nada já se perderam em minha memória.

Jantares românticos, refeições e passeios em família, tudo fazia parte de uma utopia, e, no entanto, todo fim de semana tinha uma pequena amostra. Nas férias de verão fizemos um acordo e fomos todos – Eu, Damon, April, Miranda, Margareth, Jeremy, John, Robert e Edna – para uma das casas de férias de Damon em Aspen. Nunca tinha presenciado tamanha felicidade de Maggie, a pequena assumiu o centro das atenções e ganhou a família de Damon em questão de segundos.

Entre milhares de emoções, John finalmente se abrira comigo. Enigmas sobre minha infância e sobre Isobel aos poucos se dissiparam dando lugar a um forte sentimento de saudade e admiração. De fato, as coisas eram mais diferentes do que eu pesava e a coisa que mais me satisfez em saber foi que acima de tudo, John a amava. Isso por si só colocava um ponto final em anos de ódio.

Nunca mais tive notícias de Stefan. Sabia que o bordel ainda funcionava a todo vigor apenas porque Caroline teve coragem o suficiente para denunciá-lo – o que ela não contava era a esperteza de todos por trás daquele lixo, mesmo com a polícia em seus calcanhares, Stefan conseguiu se livrar da queixa e continuava a ganhar seu dinheiro sujo tanto santo dia.

Matt era meu maior motivo de orgulho. Finalmente conseguira coragem para enfrentar as provas de vestibular e dar à cara a tapa buscando emprego. A melhor parte eram os resultados positivos, além de trabalhar como ajudante em um pequeno restaurante local na parte da noite, fora admitido na NYU para cursar sua tão sonhada faculdade em psicologia. Perdi a conta de quantas centenas de vezes o parabenizei e o mimei por todas suas conquistas, era mais do que muito merecidas.

Caroline por sua vez necessitava de apoio mais do que nunca. Damon nos ajudara a rastrear sua família segundo os dados que ela ainda tinha e as notícias não eram nada positivas. Além de se mudarem, ambos, pai e mãe, deixaram claro que sabiam muito bem o que ela fazia na tão grande Nova Iorque e que não queria vê-la nem pintada de ouro. Parte de mim já esperava por isso, afinal, que família aceitaria desculpas esfarrapadas como as de Car sem demonstrar preocupação?

April se demonstrou uma ótima amiga, não só para mim, mas também para Caroline. Após altos e baixos repletos de confissões inesperadas ela decidiu adiar a faculdade por um ano e aproveitar as férias prolongadas para aprender a lidar com as coisas da empresa. Tinha que admitir, admirava-a muito por isso. Dia após dia via o estresse que Damon passava atrás daquela mesa no escritório e ainda sim April querer dividir a responsabilidade do irmão, era simplesmente louvável.

Quando agosto chegou e junto com ele meu aniversário, presenciei uma das maiores surpresas que sequer pude imaginar. April juntamente com Caroline e Matt armaram uma pequena festa na casa de Miranda e conseguiu reuni todos ali. As fotos daquele dia decoravam a mesa de meu escritório, a mesa de cabeceira do meu lado da cama e a tela de meu celular. Momentos como aqueles eram tão raros, mesmo que ultimamente tenham acontecido com mais freqüência, que seria um pecado não registrar.

A única coisa que impediu de todos os meses serem denominados como perfeitos tinha nome e sobrenome: Katherine Pierce. Não que ela me incomodasse diretamente, sequer dirigira uma palavra para mim depois de várias aparições no escritório de Damon nos últimos dois meses. Invés daquela expressão segura e roupas que exibiam sua beleza, Katherine andava sempre cabisbaixa com os olhos marcados por fortes olheiras e roupas sempre compridas demais. Até então, nada me incomodava.

Sempre que ela aparecia, Damon parecia ter acabado de presenciar uma aparição fantasmagórica. Não o questionei ou sequer deixei transparecer meu ciúme, mas caso aquilo continuasse, me acertaria com outra pessoa e não com ele, afinal ele não estava fazendo absolutamente nada, ela que o vinha visitar em seu ambiente de trabalho.

–Elena? – Dorothea me chamou atrapalhando meus devaneios.

–Sim? – respondi prontamente ajeitando minha postura largada.

–Katherine está aí e disse que tem algo para lhe falar – disse pacientemente. Sentei-me no sofá como se acabasse de ser atingida por uma balde de água gelada. – Posso deixá-la subir?

–Sim – caso ela fizesse alguma coisa, Dorothea estava no apartamento para servir de testemunha.

Arrumei as almofadas e passei a mão por meu cabelo aguardando Katherine subir. Dorothea rapidamente preparou café e arrumou uma bandeja com biscoito para servi-los antes mesmo que eu dissesse que aquilo não era necessário. Assim que passou pela porta, notei mais mudanças. Sua maquiagem estava borrada e sua face ligeiramente inchada. Estava ela chorando?

–O que você veio fazer aqui? – perguntei rudemente.

–Elena, escuta, sei que você não é minha maior fã e que não sou sua maior fã, vamos deixar a troca de elogios para depois, ok? – disse apressadamente.

–Ok – suspirei e gesticulei para que ela se sentasse. Ela negou com a cabeça.

–Não, não precisa – murmurou – Só preciso falar contigo, por favor, não conte para Damon que eu estive aqui hoje. – pausa. – Uma hora ou outra você vai acabar descobrindo o porquê das minhas visitas e quero que você saiba por mim que a culpa é inteiramente minha. Se eu disser que não quero me meter no relacionamento de vocês, com certeza tu vais pensar que estou mentido, mas... Eu vi o que aconteceu com Stefan e não quero estar na mira do ciúme besta que o Damon sente por ti. – respirou fundo – Não termine com ele por minha causa, nós não temos mais nada, se você quer saber, ele me chutou antes mesmo de vocês viajarem para a Suíça e...

–Por que está me dizendo isso? – a interrompi.

–Porque não quero ser a vilã da história apesar de ter culpa no cartório, — cruzou os braços – Só te peço uma coisa, não tome decisão de cabeça quente.

–Não tenho esse costume – cerrei os lábios. – Era só isso? – quis saber.

–Não acho que eu possa dizer mais alguma coisa, sim é só isso – assentiu.

–Dorothea fez café e serviu biscoitos, aceita? – perguntei disfarçando uma careta. Afinal de contas, não se nega educação a ninguém.

–Não, muito obrigada – murmurou – Já estou de saída. E por favor, Damon não pode saber que eu estive aqui.

–Por quê? – franzi o cenho. – Não tenho a intenção de contar, isso só o deixaria irritando, contigo por aparecer e comigo por te deixar subir... Só estou lhe pedindo um motivo.

–Ele disse que conversaria com você, explicaria tudo e me fez prometer que não me meteria em mais nada, mas... Querendo ou não convivi contigo por mais tempo – deu um sorriso duro – Acho que sei qual será sua reação e estou tentando remediar isso. Satisfeita?

–Não me convenceu muito, mas ok – dei de ombros. — Vou fingir que você não esteve aqui.

–Ok – disse aliviada – Depois que souber de toda história e quiser descontar sua raiva em mim, sabe onde me encontrar – acenou com a cabeça e saiu do apartamento em dizer mais nada.

Notas finais
E aí, gostaram da Elena dominadora? :3 Alguém tem alguma ideia de qual pode ser o assunto da Katherine com Damon? E hmm, tenho que avisar: essa felicidade toda está muito perto de acabar, Delena não dura nem mais dois capítulos ):
Não deixem de comentar! - Ah e a sim, estava querendo 30 recomendações, será que isso é possível meninas? Falta tão pouco para os 300 leitores que pensei que talvez pudesse comemorar duas vezes ;)
E, deem uma olhada na minha parceria com a Wendy Falls: http://fanfiction.com.br/historia/393858/Undisclosed_Desires/