Million Dollar Man
25 Capítulo 25 - You make me crazy, you make me wild.
Notas iniciais
Eu devo milhões de explicações, eu sei. Para começar, eu tive um bloqueio e reescrevi o capítulo umas três vezes e quando finalmente consegui continuei não gostando e percebi que se tratava de um testamento - 12,568 palavras. Concluí que é melhor adiar algumas coisas e ir deixando para frente e deixar a parte que vocês tanto querem agora.
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Outra coisinha, hm, essa é a chance que vocês tem para abandonar a história. Os capítulos vão ficar cada vez maiores por causa dos acontecimentos que estão por vir e quem não gosta, desculpa haha Estou fazendo de tudo para manter minha ideia original e acredito que no fim das contas vocês vão gostar, mas... Realmente acho que acaba ficando "chato" quando os capítulos são extensos demais.
Enfim, adiantando: o que tinha de ruim para acontecer ficou para o próximo e espero, de verdade, que vocês gostem, até mesmo porque esse é o meu momento preferido na história. E, o nome do capítulo seria "Lay where you're laying, don't make a sound" mas não coube ): Fica a dica para quem curte Kings Of Leon, escutar a música durante o capítulo haha
Horas haviam se passado desde minha discussão com Damon. Aquela história de submissão fazia minha cabeça girar enquanto meu estômago se revirava violentamente ameaçando a expelir tudo que eu havia ingerido ao longo do dia. Não estava só confusa; estava horrorizada. Primeiro porque eu tinha uma experiência daquelas; lembrava-me claramente dos objetos de tortura que me proporcionaram meus piores pesadelos.
Também tinha em mente que com Damon seria diferente – principalmente porque neste caso não seria eu a Dominadora. E mesmo no controle, não conseguia saber quantas marcas foram deixadas no total. Já esperava que nosso relacionamento acabasse por me causar cicatrizes, porém, até aquele momento, achei que as mesmas se limitariam ao meu emocional.
Não suportava a idéia de um homem mandando em mim – especialmente Damon que já tinha aquilo como um hobbie – na cama ou fora dela. Conhecia-me o suficiente que meus sentimentos não sobreviveriam a uma boa dose de ordens e tortura. O lado positivo – se é que havia algum, era que eu finalmente conseguia ver o motivo por trás de toda aquela aproximação repentina e todos aqueles mimos. Ele só estava cansado e precisava de uma nova distração, e, ao parecer, eu era exatamente o que ele queria para satisfazer seus desejos exóticos na cama.
Mais uma vez eu me peguei sentindo compaixão por Charlotte. Perguntei-me durante um bom tempo como ela fora capaz de agüentar por tanto tempo tamanha falta de respeito. Não sabia do nível das coisas por mais de um dia e já estava me corroendo pensando em um modo de contornar a situação mesmo já sabendo qual seria rumo da mesma.
Deitada no sofá estava, e lá fiz questão de continuar recusando-me a ir para o quarto. O teto me parecia extremamente interessante ao julgar tudo que tinha em mente. Não queria por um ponto final em nosso relacionamento, mesmo vendo que aquilo seria necessário para que eu não saísse machucada. Nós sabíamos que aquilo não daria certo – eu sabia, desde o inicio lutei contra meus sentimentos contraditórios e, no entanto, ali estava eu, sofrendo por algo que já esperava. Sabia que assim que eu dissesse minha resposta final Damon viraria as costas e voltaria correndo para cama junto com Katherine.
Pensar daquela forma fez com que meus olhos se enchessem de lágrimas. Xinguei-me mentalmente por ter sido tão ingênua ao ponto de pensar que existia algum sentimento da parte de Damon. Isso era o que eu mais temia: iludir-me, e bastaram apenas algumas palavras para que eu pulasse em seus braços na esperança de que tudo corresse bem.
Uma semana. Rápido demais, choraminguei. Depois de tudo que havia acontecido nos últimos anos tinha para mim que merecia ser feliz, mesmo que só um pouco. Caso fosse para as coisas desmoronarem, podia ser dali a um mês ou dois, não reclamaria se nesse meio tempo sentisse verdadeiramente na pele as sensações de estar profundamente apaixonada.
-Você, por acaso, está pensando em dormir no sofá? – a aproximação repentina de Damon me pegou desprevenida. Sentei-me no sofá rapidamente e sequei as lágrimas que lavavam meu rosto gentilmente.
-Não – apressei-me em dizer. Encarei o relógio a certa distância; já se passavam das duas da manhã.
Seus olhos azuis cinzentos analisaram meu rosto com uma intensidade desconhecida. Sentiria muito a falta dele, isso não negaria nem mesmo no auge de meu orgulho.
-Vem para cama – disse com a voz repleta de carinho; apenas seu modo de falar fora capaz de fazer com que eu desistisse de todas as minhas conclusões e me fizesse pensar em um modo de saltar todos aqueles obstáculos juntos.
-Se importa se eu for dormir no quarto lá de cima? – tive que pigarrear duas vezes para minha voz saísse alto o bastante.
-Sim, eu me importaria — cerrei os lábios – você vai dormir na minha cama. Comigo.
-Por favor, Damon – sussurrei – preciso de um tempo sozinha.
-Você está sozinha desde que chegamos da sua casa — arqueou uma sobrancelha – Respeitei seu espaço, até agora.
-Damon eu não quero dormir no seu quarto – disse por fim sem medir as palavras. Não era totalmente verdade, mas, ainda sim era a única maneira de fazer com que ele me deixasse passar a noite sozinha com bem queria.
-Acho que deveríamos conversar – soltou um suspiro pesado aproximando-se de mim. Automaticamente me esquivei colocando a almofada entre nós.
-Acho melhor não – pausa – amanhã, durante o café podemos continuar a discussão de mais cedo; tenho mais motivos para você brigar comigo – dei de ombros voltando a cogitar a idéia de mais cedo: aderir a idéia de John e passar um tempo morando com ele.
-Não, Elena – passou a mão por seus cabelos – Acho que foi indelicadeza de minha parte te contar sobre essa coisa toda daquela maneira – encarei o chão de madeira ouvindo-o falar. – Não vou conseguir dormir sem te explicar.
-Explicar o que? – perguntei com a voz fria. – Que para você não basta ter meu corpo a sua disposição você quer me humilhar usando correntes, algemas e mordaças? – minha voz falhou.
-Não é assim que as coisas funcionam – começou – você sabe que eu nunca faria nada para te machucar; sabe o que eu sinto por ti e que não tenho a pretensão de te humilhar.
-O que você sente por mim, Damon? – perguntei sem pensar.
-Não sei como explicar isso – admitiu.
-Como eu imaginava – abri um falso sorriso – como você não quis adiar o assunto, bom... Não vou precisar dividir o quarto contigo, muito menos te dar despesas ficando em um de seus apartamentos. – esperei que ele dissesse algo, como permaneceu em silêncio, continuei: — Amanhã mesmo devo arrumar minhas coisas para ficar um tempo com John – a incerteza dominou minha voz.
-O que? – praticamente gritou. Fechei os olhos. Ele realmente não fazia idéia de como aquele tratamento fazia com que eu me sentisse um lixo, assim como me sentia quando Stefan gritava comigo me dizendo o que fazer ou não fazer. – Quem te disse que eu vou deixar você ir a algum lugar?
-Devo repetir suas palavras? – perguntei já na defensiva – Você não tem nenhum poder judicial sobre mim.
-Elena – disse depois de respirar fundo – Não quero brigar novo; é só uma conversa.
-Então fale baixo comigo, até onde eu sei não estou gritando – fiz uma pausa para retomar o assunto -Muito menos eu – suspirei – Mas... Eu não suporto a idéia de você me controlando – funguei – Ou usando qualquer um dos métodos de... – engoli a seco – Antes que você me interrompa dizendo que não é bem assim, te adianto que já tive uma experiência com submissão e sadomasoquismo e foi horrível. – minhas palavras eram confusas até mesmo para mim.
-E como eu já disse eu não quero te machucar, meu anjo- sai voz derretia o gelo que demorou horas para se formar em meu interior – Não pretendo usar todos os objetos ligados a sadomasoquismo contigo, não vou ultrapassar seus limites o que você não quiser, não vou te obrigar. – pausa – Quer me contar sobre essa sua experiência?
-Eu tive um cliente que tinha um gosto meio estranho – abracei meu corpo como tentativa de me proteger – A principio, ele me amarrava, usava mordaça e chicote. Depois, ele disse que eu já tinha aprendido a lição e fez com que eu me tornasse sua dominadora – dei de ombros. O sangue fugiu do rosto de Damon deixando-o branco feito um fantasma.
-Então você era a dominadora, — virou-se de frente para mim – isso explica porque você não suporta a idéia de submissão.
-Não, Damon... – limpei a umidade de meus olhos mais uma vez – não quero nada disso entre nós, você consegue entender isso? Não quero você como meu dominador, não quero você mandando em mim mais do que já manda – dei uma pausa – Eu odeio ser controlada – disse com convicção. – E, porra, ter um relacionamento normal é pedir demais? – deixei que minha irritação transbordasse.
-Não é possível ter um relacionamento normal enquanto alguém estiver entre a gente – ele colocou uma mecha desalinhada de meu cabelo em seu devido lugar – Agora não é o momento para eu te explicar os motivos de minha necessidade, mas... – fazia um enorme esforço para que o poder de persuasão de seus olhos não abalasse ainda mais meu estado – Eu gosto de ti, e não quero deixar Katherine no meio disso. É uma desculpa errada para tudo isso, e, no entanto, é a maior verdade, eu não quero terminar o que mal começamos.
-Então não exija isso de mim – choraminguei.
-Não estou exigindo nada, calma – descruzei os braços e deixei que ele se aproximasse um pouco. – Vamos tentar, caso você não queira depois de ter uma experiência comigo, deixo você fazer o que quiser.
-Não, eu...- era difícil terminar a frase tendo suas mãos explorando meu tronco com toques ousados.
-Você...? – sussurrou incentivando-me a continuar; seus lábios tocaram a pele exposta de meu ombro desencadeando uma súbita onda de adrenalina em meu corpo. Soltei um suspiro pesado e relaxei minha postura sendo incapaz de negar qualquer um de seus toques.
-Aqui não – disse por mim erguendo as mãos para entrelaçar meus dedos nos cabelos de sua nuca – Talvez nem agora – forcei meus pensamentos a voltarem para realidade – Maggie está dormindo na sua cama.
-Tem algo contra o sofá? – riu maliciosamente enquanto distribuía beijos desde meus ombros até minha orelha; seus dedos ágeis erguiam o fino tecido de minha camisola e em contado com minha pele quente desligavam todo o raciocínio da mente humana.
-E se alguém acordar? – questionei – Digo, Dorothea, Fernando... Ou seu motorista... – fui interrompida por uma sutil mordida no lóbulo de minha orelha esquerda.
-Qualquer pessoa que ousar me interromper estará na rua pela manhã – sua risada soou fria e cruel. Eu adorei. – Vem cá.
Antes que eu fosse capaz de protestar estava sendo carregada em seus braços até a mesa de jantar do outro lado do cômodo. Sentei-me na madeira de carvalho e o encarei pela primeira vez em muito tempo sem saber como agir. Sem proferir uma palavra, meu moreno deu meia volta e, em passos largos, foi ao seu quarto.
Mordi meus lábios e tentei controlar minha respiração já ofegante. O sangue corria em minhas veias de tal forma que minha pela morena assumia um tom róseo; os pelos de minha nuca se eriçavam pressentindo o suposto perigo que viria a seguir. Segurei a mesa fortemente e fechei os olhos inalando uma grande quantidade de ar. O som da voz aveludada de Damon em meio a uma risada ordenando que eu abrisse os olhos proporcionou-me um tremor prazeroso.
-Não quero usar cordas – aproximou-se e colocou a gravata que usara mais cedo sobre a mesa – não quero usar mordaça ou nem mesmo corrente – sua voz ao mesmo tempo que fria era extremamente sedutora. – Acho que você já sabe os princípios, se achar que é demais, é só usar uma palavra de segurança – pausa – qual será sua palavra de segurança, meu anjo?
-Carmen – foi a primeira coisa que veio em minha cabeça. Sua expressão dizia que ele não havia aprovado.
-Não – usou seu tom autoritário – Não gosto da Carmen – passou a ponta dos dedos por minhas coxas deixando um lastro de chamas até chegar na barra rendada de minha camisola. Prendi a respiração sentindo minha pulsação se acelerar ainda mais.
-Não posso simplesmente pedir para você parar? – sussurrei.
-Sim, você pode – roçou seus lábios nos meus entreabertos.
Fui surpreendida pela intensidade do beijo. Seus lábios moviam-se contra os meus de forma bruta e violenta demonstrando todo o desejo carnal que sentíamos um pelo outro. Suas mãos, por sua vez, imobilizavam meu corpo me impedindo de tocá-lo como bem gostaria. Soltei um fraco gemido de frustração e fiz uma pausa para respirar enquanto seus lábios famintos exploravam a pele sensível da parte exposta de meus seios.
-Damon...- murmurei extasiada.
-Sr. Salvatore para você – disse interrompendo a seqüência de beijos.
-Não vou te chamar de Sr. Salvatore, me poupe – grunhi e me contorci livrando-me se eu aperto. Passei a mão por seu tórax e enganchei as pernas em sua cintura fazendo seu corpo ficar completamente colado ao meu. Repentinamente, ele segurou meus pulsos fortemente e se afastou seu olhar duro em meu rosto.
-Sim, você vai me chamar de Sr. Salvatore – arqueou uma sobrancelha o que lhe deu um semblante que transmitia pura virilidade – E, caso você não fique quieta serei obrigada a te amarrar o que não estava em meus planos.
-Para começar – eu o empurrei – você não vai amarrar, se o seu problema é estar no poder contente-se com me conduzir e fazer com que eu te dê prazer – disse séria fechando as pernas para ele enquanto revirava os olhos. Seus olhos faiscaram.
-Você acabou de revirar os olhos para mim? No meio do que estamos fazendo, Elena? – cerrou os lábios e voltou a segurar minhas pernas enquanto seus dedos faziam movimentos circulares em minha panturrilha.
-Sim, por quê? – provoquei – Vai me bater, Damon? – ergui uma sobrancelha. Ele não respondeu ou sequer se moveu — Acho melhor você começar a me chamar de Srta. Gilbert então... – puxei minha perna de volta. Cruzei os braços e o encarei com um meio sorriso malicioso nos lábios.
-Você não me deixa te dominar e insinua que vai me dominar? – ele riu causando uma série de arrepios por minha espinha. – Guarde seu senso de humor para mais tarde, meu amor.
-Não estava tentando ser engraçada, Damon – bufei – Sabe o quão humilhante isso é? Ficar completamente entregue a uma pessoa sabendo que isso não é recíproco, e... – passei a mão por meu cabelo. Se, em algum momento, ele pensou que eu me deixaria levar tão facilmente, ele estava completamente errado – Não consigo fazer isso.
-Eu não quero te humilhar – suavizou tanto sua expressão quanto sua voz – Por Deus, Elena, é uma questão de gosto – passou a mão por meu rosto; automaticamente fechei os olhos sentindo o gostoso carinho. – Não acho que eu precise repetir tudo que eu disse há quinze minutos.
-Você pode não querer me humilhar, mas seria exatamente assim que eu me sentiria – suspirei – Todo o tempo em que me prostitui era assim que eu me sentia, tudo bem, é um tanto diferente ter algo te prendendo, mas a idéia de ser um objeto sexual continua implícita – respirei fundo – sempre terei que fazer o que você quiser assim como era obrigada a fazer tudo que qualquer cliente pedia e não venha você me dizer que é diferente, porque não é – abaixei minha camisola e ajeitei-a em meu corpo – Não quero ser mais um brinquedinho seu que você leva para cama quando bem quiser para fazer o que te der vontade e se é isso que você quer... Se é isso que você precisa para sentir prazer, sugiro que você continue com a Katherine e... – eu não queria continuar, a idéia de lhe dar a opção de me deixar era perturbadora demais.
-Não vou te trocar por ela, se essa é a sua sugestão pode descartá-la e eu já disse isso. – sussurrou envolvendo-me com seus braços – às vezes eu esqueço o que você já passou e quantos anos você tem – seu beijo em minha bochecha me pareceu como um pedido de desculpas, porém continuei enrijecida. – Estou exigindo demais de você, não estou? – talvez aquilo fosse uma interpretação errada do que eu havia dito anteriormente.
-Não é uma questão de exigir, — mantive o foco de meu olhar na ponta dos meus dedos dos pés – eu só não concordo com isso, desculpa – não sabia exatamente porque estava me desculpando, no entanto, sentia a necessidade de fazê-lo.
-Você esta se desculpando porque acha que não é capaz de me dar prazer sem que eu use dos meus meios? – perguntou à meia voz. Assenti timidamente e cerrei os lábios. – O que você acha que eu senti todas essas vezes em que transamos? – não era o tipo de pergunta que se podia dar uma resposta concreta. – Me dê sua mão – sua voz estava ligeiramente rouca; sem hesitar pousei minha mão direita sobre a sua.
-Então você vai me amarrar – a derrota era explicita em minha voz.
-Não, — cerrou os lábios – você não quer, eu não vou te forçar a fazer nada – pausa- eu quero que você se toque. – estremeci.
-O que? – uma máscara de confusão estampou meu rosto.
-Sim, — abriu um sorriso largo o suficiente para me tirar o fôlego – quero que você sinta o que eu sinto quando toco em você – Damon entrelaçou seus dedos nos meus e, com sua mão sobre a minha, começou a acariciar a lateral de meu corpo – Olhe para mim, Elena.
Fiz o que me foi dito pela primeira vez naquela noite. Damon usou a ponta de meus dedos para abaixar a alça de minha camisola até metade de meu braço e só então agarrou um de meus seios massageando-o deliciosamente. Gemi involuntariamente ignorando o fato de que eram as minhas mãos ali e não as dele, ainda sim, era sua imagem que eu via, era o seu corpo a poucos centímetros de distância do meu que fazia minha pele suar e além de tudo, era o seu cheiro que invadia minhas narinas fazendo minha respiração descompassada se tornasse rarefeita.
-Não feche os olhos – pediu com a voz rouca. – Quero você olhando para mim, entendeu? – mordi meu lábio inferior e assenti. – Boa menina.
Damon deslizou minhas mãos por minha barriga até que ele mesmo se livrasse da cobertura de meu corpo. Suas mãos deixaram as minhas para que ele afastasse minhas pernas e se colocasse entre elas beijando meus seios agora completamente expostos. Deixei minha cabeça tombasse para trás sentindo seus dentes roçarem na auréola do meu seio esquerdo, espasmos de prazer sacudiam o meu corpo em forma de tremores contínuos e incontroláveis.
-Como você faz isso? – sussurrou roçando a ponta de seu nariz em minha orelha enquanto enroscava seus dedos nos meus novamente.
-Faço o que? – perguntei confusa.
Não houve uma resposta, ele simplesmente usou sua mão livre para pressionar precisamente meu clitóris me pegando completamente despreparada. Um grito agudo escapou por meus lábios quebrando o silêncio do apartamento enquanto meus olhos se fechavam por vontade própria. Ouvi sua risada abafada e em seguida seus lábios estavam contra os meus novamente, porém não do jeito que desejava. Invés de me beijar, Damon abocanhava gentilmente meu lábio inferior como, há minutos atrás, eu fazia.
-Shh, fica quietinha – falou contra meus lábios, seu hálito mordo invadiu minha boca me convidando a me aproximar. – Se Maggie acordar, teremos de parar.
Sacudi a cabeça positivamente e respirei fundo recuperando o fôlego. Umedeci meus lábios e analisei cuidadosamente cada movimento de sua mão sobre a minha deslizando em meu corpo a caminho de meu sexo. Sem ao menos pensar coerentemente, abri mais as pernas desejando senti-lo ali para aliviar tamanha inquietação.
-Você não me respondeu meu anjo, como você faz isso? – seus olhos azuis pareciam estar em chamas ao julgar pelo modo com que ele me olhava.
-Eu não faço isso – franzi o cenho – nunca tive vontade nem curiosidade – disse ofegante – prefiro que você faça isso.
-Adoraria – seus dedos acariciavam a parte interna de minha coxa fazendo movimentos circulares que criavam desenhos abstratos – Mas minha intenção é você sentir o que eu sinto.
-É impossível – choraminguei.
-Claro que não – riu – sendo assim, eu vou te ensinar, mas, eu preciso que você diga quando estiver gostando, ok? – apenas assenti.
E sem aviso prévio, Damon usou minha mão para espalhar a umidade por minha intimidade fazendo-me gemer descontroladamente. Sua expressão esboçava um sorriso vitorioso e vi que aquilo apenas o incentiva a continuar. Meu corpo suado perdia suas forças à medida que os toques se procediam com maior intensidade e precisão.
-Você gosta? – perguntou sem interromper o ritmo pelo qual conduzia meus dedos por meu sexo.
-Sim – gemi arqueando meu corpo sentindo-me cada vez mais apertada.
-Agora – soltou minha mão e segurou minha cintura fortemente. – Coloque suas pernas aqui em cima – com uma pequena ajuda de sua parte, obedeci. – e termine de fazer isso sozinha.
-Não, — resmunguei – por favor, eu quero que você faça isso – implorei sentindo minha intimidade implorar por atenção.
-Depois eu faço o que você quiser, mas... — eu o interrompi.
-O que eu quiser? – aquilo me parecia promissor.
-Sim – confirmou e deu um beijo demorado na ponta de meus dedos antes de pousar minha mão sobre minha coxa – agora...
Não esperei que ele terminasse. Mesmo com a mão tremula, pressionei meu clitóris sendo abalada por uma onda de prazer. Repeti o movimento e tentei pensar no que ele fazia para ter uma base; em seguida penetrei meu dedo médio juntamente com meu anular perdendo completamente minhas forças. Deixei que minhas pernas escorregassem da beira da mesa e deitei minha cabeça em seu ombro fazendo contínuos movimentos de vai vem sentindo meu orgasmo cada vez mais próximo.
Sem ao menos perceber, fui deitada na mesa de vidro, minhas pernas apoiadas nos ombros de Damon enquanto minhas mãos eram detidas por seu aperto de ferro. Não reclamei, uma vez que meus dedos foram substituídos por sua língua quente e ousada. Já não controlava os sons que emitia, ele sabia exatamente o que estava fazendo e eu necessitava daquilo assim como meus pulmões ardiam implorando por ar.
-Você só pode fazer isso quando eu disser que pode, me ouviu? – disse interrompendo o ritmo de suas sucções naquele ponto sensível.
-Sim – respondi sem pensar duas vezes.
-O que você tem aqui – disse e posicionou dois de seus dedos em minha entrada. – É meu, você é minha – trincou os dentes fazendo o som se tornar primitivo.
-Sua – completei contorcendo-me sob efeito de seus toques.
-Toda minha – repetiu penetrando-me repentinamente arrancando-me outro gemido.
-Toda sua – gemi e ignorei o que ele havia dito fechando os olhos para desfrutar-me da sensação de seus dedos ágeis trabalhando em meu sexo.
Meu corpo estremeceu enquanto eu mergulhava de cabeça naquele precipício de prazer; agarrei as raízes de seus cabelos e deliciei todas as sensações de um orgasmo. Os ecos de meus batimentos cardíacos me ensurdeciam e meus pulmões gritavam por ar; suspirei alto e relaxei esperando que meu corpo se recompor.
-Agora... – começou.
-É minha vez – interrompi – Você disse o que eu quiser, se lembra?
Seus olhos se estreitaram. Ignorando-o por completo, reuni forças e sentei-me novamente na mesa enroscando minhas pernas em sua cintura. Tateei o vidro até encontrar sua gravata, mesma que enrolei em minhas mãos antes de jogar meus braços ao redor de seu pescoço. Devorei sua boca num beijo árduo repleto de volúpia para distraí-lo enquanto minha mão trabalhava em unir as suas para que pudessem ser atadas.
Quando finalmente consegui, um sorriso vitorioso se espalhou por meu rosto. Empurrei-o gentilmente e cruzei as pernas esperando que ele percebesse o que eu havia feito. Seus olhos azuis me fitaram de um jeito desconhecido e selvagem, ergui uma sobrancelha e passei a língua por meus lábios o provocando.
-O que você está planejando fazer? – perguntou franzindo o cenho.
-Nada, — me fiz de inocente – só pensei que você gostasse de brincar.
-Brincar? – sua voz era cortante.
-Sim, brincar – abri um meio sorriso.
Sem deixar que nossa discussão continuasse, afrouxei o nó da gravata e retirei sua camisa antes de amarrá-lo firmemente outra vez. Vesti sua camisa que caiu como um vestido sobre meu corpo e saltei da mesa cambaleando até recuperar meu equilíbrio. Cruzei os braços e olhei a minha volta buscando por idéias criativas.
-Senta na mesa – ordenei.
-Não – ele riu.
-Senta na mesa – disse com autoridade. Damon arqueou uma sobrancelha e deu um passo para trás fazendo exatamente o que eu disse. Debati-me mentalmente para não demonstrar a surpresa por ele ter me obedecido.
Assim como ele havia feito comigo, aproximei-me e selei meus lábios nos seus roçando meus lábios em seu peito nu. Deslizei minhas mãos por suas costas percebendo quando ele se arrepiava com meus toques deixando-me extremamente satisfeita. Avancei para seu pescoço e invés de só beijos, deixei marcas em diversos lugares causadas por meus dentes.
Coloquei-me entre suas pernas e automaticamente senti sua ereção roçar contra meu ventre. Tentei não parecer abalada e continuei com as preliminares me aproveitando de seus gemidos roucos e tremores violentos. Mordi seus lábios antes de beijá-lo com urgência.
-Não seria justo se eu também pudesse tocar em você? – questionou Damon num sussurro quando passei a ponta dos dedos por suas coxas.
-Seria – concordei – Mas não, prefiro assim. – dei uma breve risada.
Afastei-me e peguei nossas roupas; olhei peça por peça e o encarei com um sorriso perverso no rosto. Segurei minha camisola e joguei o resto de volta no chão de madeira. Com alguns passos, estava entre suas pernas novamente, e dessa vez, equilibrava-me nas pontas de meus dedos para vendá-lo usando a roupa que eu usara.
-Escolha uma palavra de segurança – sussurrei mordendo o lóbulo de sua orelha.
-Prefiro fazer como você e pedir para você parar – murmurou.
-Mas eu não disse que você podia fazer isso – inalei o perfume delicioso de levei as mãos para seus fios negros e sedosos.
-Elena – choramingou – por favor.
-Srta. Gilbert para você – imitei seu tom de voz. – E use vermelho como palavra de segurança.
-Eu não vou te chamar assim – cerrou os lábios. – e se você não se importar, eu gosto de ver quem está tocando em mim.
-Ah sim, você vai – eu ri – e sim, eu me importo. – passei a língua por seu lábio inferior — eu detesto ser controlada, e, no entanto, é o que você faz comigo o tempo todo, acho que estamos quites.
-Vem cá – disse e o ajudei ficar de pé – Estou em desvantagem.
-Você? – sua voz estava carregada de ironia.
-Não me lembro de ter lhe dado permissão para falar, Sr. Salvatore – falei com doçura.
Conduzi-o até o sofá e fiz com que ele se sentasse. Sentei-me em seu colo e me apoderei se seu corpo como sonhava em fazer desde a primeira vez que tinha o visto nu. Minha intimidade pulsava e o que não ajudava em nada sua ereção roçando em minha virilha. Afastei suas pernas e comecei a masturbá-lo lentamente arrancando longos gemidos de sua garganta.
-Está gostando, Sr. Salvatore? – perguntei num sussurro.
-Sim – respondeu com a voz tomada de prazer.
-Sim...? – dei um leve beliscão sem seu sexo.
-Sim, Srta. Gilbert. – suspirou.
Ajoelhei-me no chão e beijei a parte interna de suas coxas e avancei para seu membro rígido. Passei a língua por toda sua extensão vendo seu corpo de contorcer sob minha simples caricia. Abocanhei-o e comecei a chupá-lo veemente, seus gemidos preenchiam minha mente e me estimulavam a continuar. Usei minha mão esquerda para continuar o acariciando enquanto minha língua fazia grande parte do trabalho. Um líquido pré-ejaculatório umedeceu ainda mais minha boca e despejou uma onda de desejo em minhas veias.
-Para – ordenou.
Como resposta, passei o dente na ponta de sua ereção e o encarei se contorcendo no sofá. Voltei a enfiá-lo em minha boca o máximo que pude. Apoiei minhas mãos em sua coxa e senti um líquido grosso encher minha boca; fiz um grande esforço para engolir tudo mesmo que meus pulmões doessem e meus olhos se enchessem de lágrimas.
Pus-me de pé e arranquei a venda. Passei o dedo no canto de meus lábios tirando os resquícios de sua goza e chupei assistindo sua expressão perplexa. Voltei a me sentar em seu colo e rebolei sobre membro começando a provocá-lo novamente. Beijei seus lábios vorazmente investindo meu quadril contra o seu; não conseguiria adiar meu orgasmo por muito tempo, diferentemente dele, nesse ponto eu era extremamente fraca.
Toquei seu sexo novamente e o conduzi até minha entrada, enterrei minha cabeça em seu pescoço e soltei um longo gemido de ansiedade. A penetração foi lenta e alucinante, gritei sem dar importância ao resto das pessoas que dormiam nos cômodos adjacentes. Minha mente estava a mil, com um movimento rápido, soltei suas mãos e o abracei antes de selar seus lábios nos meus.
Damon deitou-me gentilmente no tapete persa da sala sem deixar que nós nos desconectássemos. Enfiei meus dedos por entre seus cabelos e massageei as raízes de seu cabelo enquanto movia meu quadril de encontro ao seu. Seus lábios deixam os meus por um instante e passaram a beijar meus seios e pescoço fazendo-me gemer descontroladamente.
-Abra os olhos – pediu – quero você olhando para mim.
Não consegui prolongar aquilo por muito tempo como já esperava, meu corpo todo estremeceu quando eu finalmente me entreguei a um violento orgasmo perdendo então todas as minhas forças. Instantes depois, Damon alcançou seu ápice e repousou seu corpo sobre o meu aparentando estar tão exausto quanto eu.
Demorou para que nossas respirações se estabilizassem. Quando a névoa originada por toda aquela situação deixou meu cérebro, percebi que talvez ele pudesse estar chateado comigo. Meu corpo se enrijeceu. Do mesmo modo que eu não gostava de ser controlada, ele também não suportava a idéia de ter alguém o comandando.
-Damon? – minha voz era quase inaudível devido ao estado físico que me encontrava. – Você está com raiva de mim?
Sua risada rouca me confortou.
-Claro que não – depositou um demorado beijo em minha testa. Corei e sorri brevemente cansada demais para continuar a conversa. – Quer tomar um banho?
-Sim, por favor – respondi e preparei-me para me colocar de pé, mas fui surpreendida por sua gentileza. Damon me ergueu com extrema facilidade e caminhou lentamente até o banheiro de sua suíte onde me colocou sentada na sua banheira. Antes de se sentar de frente para mim, abriu a água morna que foi muito bem recebida por meus músculos fatigados.
Sem dizer uma palavra, ele me puxou para perto de si. Deitei em seu peito e recostei minha cabeça em seu ombro. A parte mais estranha de tudo aquilo era perceber que estávamos mais próximos invés de separados; não que fosse ruim, mas era completamente o oposto ao esperado. Aquele não parecia ser o meu Damon; ele estava encolhido demais, carinhoso demais e me parecia vulnerável como se dependesse de mim na mesma proporção que eu necessitava dele para qualquer coisa.
Deixei que ele me banhasse enquanto permanecia de olhos fechados aproveitado as sensações provenientes de seus toques calmos. Quando ele terminou, fui gentilmente carregada até a cama e vestida como se fosse uma boneca o que me causou uma série de risos. Puxei Margareth gentilmente para ponta da cama e me deitei no meio roubando o travesseiro de Damon para mim.
-Ok, Srta. Gilbert, meu travesseiro. – deitou-se ao meu lado – E eu preciso dormir. – a claridade do lado de fora da janela nos dizia que já estava amanhecendo.
-Não me chame assim – corei.
-Agora eu não entendi – ele riu baixo.
-Não agora – completei acompanhando-o com uma risada.
-Como quiser, meu anjo – muito melhor. Ele beijou meus lábios levemente e me puxou para si, instantaneamente repousei minha cabeça na base de seu pescoço e beijei sua bochecha.
-Boa noite – sussurrei.
-Boa noite – sussurrou como resposta e começou a brincar com meus cabelos fazendo uma lenta canção de ninar.
Os sons abafados a minha volta pareciam ficar mais alto à medida que meu corpo deixava a inconsciência. Sentia-me completamente leve e renovada – mesmo que o interior de minhas coxas estivesse ligeiramente dolorido, talvez por excesso de uso, sorri com malícia antes mesmo de abrir os olhos. A claridade escassa penetrava o quarto preguiçosamente e junto dela uma brisa agradável sussurrava as boas vindas da estação mais quente. Resmunguei e remexi-me percebendo então que já estava sozinha na enorme cama. Tateei a minha volta e a temperatura do lençol informava-me que já estava sozinha por um longo tempo.
Com um grande esforço, me sentei na cama e esfreguei meus olhos tentando me livrar dos resquícios do sono. Respirei fundo e me espreguicei antes de finalmente escorregar os pés para fora da cama morda e seguir em passos lentos para o banheiro. O reflexo no espelho mostrava uma pessoa completamente diferente, meus lábios ainda inchados exibiam uma tonalidade de vermelho contrastando com minha pele morena. Meus olhos pareciam grandes demais para meu rosto e possuíam um brilho desconhecido, mas ainda sim contagiante. O caos de meu cabelo parecia não ser um problema enquanto minhas bochechas continuassem coradas e um sorriso idiota brincasse em meus lábios.
Escovei meus dentes meticulosamente duas vezes e saquei a escova da gaveta para começar a desfazer os nós de meus fios. Antes que eu terminasse, fui interrompida pelo já familiar som do atrito causado por um único par de sapatos na madeira do quarto ao lado. Soltei um suspiro pesado e sorri ao ouvir a porta ser aberta por alguém que já esperava.
-Não quis te acordar – Damon vestia seu terno grafite com uma camisa branca desalinhada por baixo. Ao que parecia, ele havia se arrumado com muita pressa. – E se não fosse por Maggie, estaria dormindo até agora – admitiu com um sorriso tímido.
-Que horas são? – perguntei com curiosidade.
-Bom, já levei Maggie para escola, tomei café, trabalhei, busquei minha mãe em casa e a deixei na clínica, trabalhei mais um pouco, levei Maggie para sua casa e vim te acordar para almoçar comigo – riu aproximando-se de mim – Respondendo sua pergunta, duas e meia.
-Por que não me chamou antes? – perguntei perplexa com o nível de meu cansaço. Também, pensei, depois daquela maratona de sexo. Admirava-me ele estar de pé.
-Eu tentei – ele riu alto – ganhei uma tapa e ouvi algumas reclamações do que não sei do que se tratam ainda.
-Não controlo meus movimentos enquanto estou dormindo – disse com a voz repleta de manha. Damon passou os dedos levemente por minha bochecha e puxou-me por meu queixo até que meus lábios estivessem a milímetros de distancia do seu. Com uma lerdeza exagerada inclinou-se e depositou um demorado selinho em meus lábios antes de me beijar como bem queria.
-Quer deixar para tomar banho depois? – perguntou envolvendo-me num abraço apertado. Mesmo que ele já tivesse me abraçado diversas vezes a reação de meu corpo continuava a mesma, principalmente porque o conhecia suficientemente para saber que ele não era o tipo de pessoa que abraçava as pessoas que não pertencessem a sua família freqüentemente. Soltei um suspiro alto e sussurrei minha resposta positiva enquanto enfiava as mãos no bolso de seu paletó. Deitei minha cabeça em seu ombro e inspirei seu perfume único com os olhos fechados.
-Tenho que ir em casa – comentei sem me afastar.
-Depois do almoço posso te levar – disse começando a acariciar minhas costas num ritmo lento e satisfatório. – As coisas hoje, por mais incrível que pareça, estão bem calmas e decidir tirar o resto do dia de folga.
-Sendo assim – ergui minha cabeça para encarar seu rosto – eu vou sozinha, pode ficar e descansar – cerrei os lábios. Não seria minha primeira opção, mas eu não podia ser egoísta. Estava estampado em seu rosto que seu corpo implorava por algumas horas de sono e não o privaria disso.
-Não, não – apressou-se a dizer – quando nós voltarmos eu durmo, não tem problema. – pausa – Não quero você andando sozinha.
-Aconteceu alguma coisa? – franzi o cenho.
-Conversa para outra hora – respondeu rapidamente e beijou o alto de minha testa. – Posso fazer uma pergunta? – dei um passo para trás colocando uma mecha de meu cabelo que cobria parcialmente meu rosto atrás de minha orelha — Rápida e simples.
-Pode – sustentei seu olhar penetrante.
-Não quero outra discussão, por isso estou pedindo sua permissão – começou e instantaneamente o interrompi com um sorriso perverso no rosto.
-Espera, espera! – gesticulei e ergui uma sobrancelha demonstrando a ironia do momento – Não ouvi o que você falou, pode repetir, por favor?
-Sim, estou pedindo sua permissão para... – eu ri friamente e cruzei os braços.
-Quanta mudança – o interrompi – mas fico feliz de você admitir que eu controlo mais você do que gostaria – esbocei um sorriso malicioso deixando a piadinha sexual implícita.
Para minha total surpresa, seu sorriso de resposta foi igualmente malicioso. Respirei fundo afastando as memórias pervertidas de minha mente e voltei a encará-lo com atenção esperando o que ele tinha a me dizer.
-Voltando ao assunto – riu baixo – combinamos que só contaríamos para alguém sobre nós quando você achasse que devia – fez uma careta – e, Edna esteve aqui depois da briga com Grayson e pelo que eu a conheço sei que ela ficou desconfiada.
-Damon... Eu – vacilei – Não sei, tenho medo que ela saiba e não goste da idéia e...
-Tenho certeza que ela vai gostar de saber, e não acho que conseguiríamos esconder dela por muito tempo – acariciou a lateral de meu corpo. – Mas se você achar que é melhor não, tudo bem.
-Vou te dar um voto de confiança por estar pedindo minha permissão – dei uma breve risada – Pode contar, mas só para ela.
-Ok, obrigada – disse e beijou as costas de minha mão. – Podemos almoçar agora?
-Sim, estou faminta – admiti e segui o abracei por trás seguindo-o até a mesa onde na noite anterior fora palco de nossas luxúrias.
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