Million Dollar Man

21 Capítulo 21 - "You can drive me insane"


Notas iniciais
Obrigada Believemeagain pela recomendação ♥
Não estou com cabeça para escrever, este é o meu aviso. Aconteceu uma coisa que me deixou >muito< triste e estou completamente desanimada com tudo, eu sei que vocês não têm nada a ver com a minha vida pessoal, mas quero deixar isso bem claro. O capítulo estava pronto, de fato, terça só que minha tendinite não deixou eu digitar, por isso mesmo que já estou começando a digitar o próximo hoje para não demorar.
Sobre o capítulo, bom, é basicamente o ponto de vista do Damon sobre toda essa situação. (acho que não sei bem escrever essas coisas do ponto de vista masculino, oops) Maaaas: Aproveitem porque esse é um dos capítulos mais românticos da história e não terá nada do tipo de novo por um loooooongo período. Inclusive, obrigada prima linda por deixar este capítulo mela cueca do jeito que está ^-^
Ah sim, postei a nova fic, Us Against The World, porém com o número de comentários não sei se devo continuar: http://fanfiction.com.br/historia/368022/Us_Against_The_World/

Damon Salvatore narrando.

Abri a porta do banheiro sem hesitar, meus hormônios já encobrindo meus pensamentos. Elena sentada na beira da banheira usando apenas sua fina camiseta bege sobre sua roupa intima preencheu meu campo de visão e fez com que meu corpo se inundasse de calor. Umedeci os lábios e tranquei a porta atrás de mim caminhando em passos largos em sua direção.

–Estava pensando em tomar banho sozinha – disse com o canto dos lábios repuxados em um meio sorriso usando sua voz infantil.

–Posso saber por quê? – puxei-a gentilmente por seu braço e a coloquei de pé.

–Sabe quanto tempo estou te esperando? – perguntou manhosa. Abri um meio sorriso e dei um meio passo acabando com o pequeno espaço que jazia entre nós.

–Desculpa meu amor – sussurrei em seu ouvindo deixando que meus lábios roçassem na pele fina de seu pescoço. – Recebi outra ligação da empresa e não podia deixar o assunto para depois.

–Ah, sim – arfou pousando a mão em meu ombro.

Um beijo se iniciou e eu rapidamente busquei as laterais de seu quadril para firmar minhas mãos. O tecido fino de sua camiseta escondeu a carícia que eu fazia em suas coxas e nádegas, pressionando e massageando sua pele com a ponta dos dedos. Elena se esticou na ponta dos pés buscando melhor alcance para aprofundar o beijo, depois tornou a me abraçar pelos ombros e embrenhar suas mãos em meu cabelo, entregando-se aos meus braços.

Suas unhas deslizavam por minha nuca, desencadeando espasmos rápidos e intensos por minha coluna. Empurrei meu corpo contra o dela e em resposta obtinha gemidos esganiçados. Sua pele estava escorregadia, o que me fez abrir outro sorriso presunçoso. Mesmo já sendo experiente eu conseguia a deixar nervosa a ponto de suar. Arfei e agarrei seu quadril, guinando-o de encontro com o meu e forçando minha crescente ereção contra ela.

Talvez fosse a situação em que nos encontrávamos de apenas descobrir nossos sentimentos, mas havia algo ali que não me conseguia ver abrindo mão. Embora eu já tivesse provado a sensação de tocar seu corpo, aquela parecia ser uma terceira primeira vez. Agora, ela era minha namorada, algo que nenhuma outra mulher conseguiu por si só, tinha plena consciência de que eu seria capaz de implorar para que ela assumisse tal posição.

Mesmo ali, longe de todas as pessoas que poderiam criar qualquer julgamento negativo sentia como se estivéssemos quebrando completa e arriscadamente, as regras impostos pela sociedade. Nem em seu mais louco pesadelo Miranda me imaginaria trancado no banheiro junto com Elena com a mão dentro de sua calcinha, masturbando-a com destreza me desfrutado do som de seus gemidos enquanto ela se entregava a mim. Ela ainda era a garotinha dela e ao mesmo tempo a prostituta mais cobiçada por grande parte dos homens de Coney Island, mas daquele momento em diante seria minha mulher, a qual eu podia tocar sem limites, onde bem quisesse e quando bem entendesse, sem objeções. Elena era minha, e estava disposto a fazer o que precisasse para lhe ver feliz.


Nossos lábios se perderam quando ela puxou meus cabelos e afastou nossos rostos. Encarei-a por alguns segundos antes de deixar de tocá-la e começar a erguer sua camiseta já quase toda desabotoada. Meu coração parecia querer rasgar meu peito, vê-la nua daquela maneira chegava a ser crueldade, era quase humilhante deixar que ela me afetasse de tamanha maneira. Elena segurou minha camisa e começou a desabotoá-la enquanto eu devorava seu pescoço fino, distribuindo beijos lânguidos por ali enquanto alisava sua barriga e cintura. Apesar de trêmula, ela me livrou da camisa o mais rápido que conseguiu. Atrai seu corpo contra o meu, sentindo seus seios rígidos pressionados contra meu peito. Tirei seu sutiã e calcinha com a maior rapidez que podia e deixei que ela se livrasse do resto de minhas roupas. Nossas pernas se intercalaram enquanto eu dei um passo para trás apoiando-me contra a parede, com Elena praticamente desfalecida em meus braços, apenas desfrutando da carícia que minha língua fazia em seu pescoço.

Delicadamente, deitei seu corpo na banheira e rapidamente me posicionei entre suas pernas, massageando um de seus seios enquanto arrastava meus lábios entreabertos por seu pescoço e até onde a água permitia. Fiz uma trilha com a ponta da língua até o mamilo de seu seio livre, onde encaixei minha boca. Elena se contorceu sob meu corpo, arqueando sua coluna e gemendo baixo com o lábio preso entre os dentes. Sorri e, com cuidado, mordisquei seu mamilo, imediatamente senti seus dedos enroscados em meu cabelo. Eu a ouvia resfolegar enquanto me deleitava com seu corpo todo só pra mim. Era tudo muito novo pra Elena, o que fazia parecer novo pra mim também – o que, de certa forma, também era. Não estava acostumado a ter relações sexuais sem instrumentos que induzissem prazer. Sentia como se tivesse de beijá-la e tocá-la inteira, conhecer todos os seus pontos fracos e que lhe dessem prazer, mesmo que já os tenha descoberto e decorado.

Ergui a cabeça e deixei que meu olhar corresse por todo seu corpo, quando finalmente permiti-me admirar seu rosto notei o tom róseo de suas bochechas. E aquilo seria algo mais a acrescentarem a minha lista sobre ela, mesmo com tudo que já havia vivido era possível notar um resquício de inocência através de seus olhos chocolate. Era possível perceber o quanto ela se sentia insegura quando se tratava de mim, aquilo estava sempre estampado em eu rosto e, no entanto, só servia para intensificar o desejo que sentir por ela. Deixei que meus dedos corressem por sua bochecha e selei meus lábios nos seus dando-lhe um breve beijo antes de lhe sentar no lugar que se encontrava quando entrei no banheiro.

Elena estremeceu quando alcancei seu ventre com a boca, ela me olhava ofegante enquanto eu contornava seu umbigo com a língua e depois o lugar que instantes antes, sua peça intima cobria. Elena enroscou seus polegares nas raízes de meus cabelos percebendo o que estava prestes a fazer. Passei a ponta dos dedos por suas coxas e, santo Deus, que coxas. Comecei a plantar beijos na área de seu joelho, escorregando pela parte interna de sua coxa, eu sentia Elena segurar meu cabelo num pedido silencioso para que eu não parasse. Toquei sua virilha com minha língua e a ouvi arfar com força, suas unhas pressionaram meu couro cabeludo, me arrancando um riso de satisfação. Segurei o quadril de Elena por baixo de suas coxas e comecei a tocá-la intimamente com minha língua.

Aos poucos ela foi abrindo mais suas pernas cedendo aos meus precisos toques. Pressionei minha língua em sua cavidade, seus dedos agarraram meu ombro, beliscando minha pele com uma força desmedida. Continuei a pincelar sua intimidade com minha língua, fazendo sucções quase imperceptíveis e, antes que ela se entregasse a um orgasmo, puxei a de volta para a água e a sentei em meu colo. Elena envolveu minha cintura com as pernas, pressionando meu quadril contra o seu com uma necessidade adorável. Seus lábios devoravam os meus; era incrível vê-la daquela maneira, completamente à mercê das minhas carícias; completamente minha. Suas mãos trêmulas e agitadas apalpavam minhas costas até onde alcançaram, finalizei seu gesto e empurrei meu quadril contra o seu, sentindo nossos sexos se roçaram. Gememos baixo, um dentro da boca do outro sentindo a ansiedade de estar dentro dela crescer e dominar meus instintos.

Sem vontade, estiquei-me e alcancei minha calça, retirei de lá minha carteira e destaquei o ultimo preservativo, protegendo-me devidamente antes de voltar para os braços de Elena. Sem mais delongas, investi pra dentro dela, sem aviso prévio ou manifestações. Surpresa, ela empurrou sua cabeça pra trás, expondo sua garganta pra mim, passei a língua por sua pele e suguei com força, agarrando sua coxa contra mim enquanto começava a empurrar meu membro em seu interior.

Perdi o controle de meus movimentos, Elena abafava seus gemidos em meu ombro e pescoço, creio eu, tentando não traumatizar April ainda mais. Seus seios saltavam e roçavam em meu peito enquanto suas coxas quentes se arrastavam pela minha cintura. Eu sentia o suor brotar na superfície da minha pele nos umedecendo ainda mais. Foi ficando cada vez mais difícil adiar o orgasmo e, quando notei que ela havia atingido o seu, me permiti gozar. Rapidamente nos aferramos, desfrutando cada único segundo daquele momento antes que ele chegasse ao fim.
Abri um breve sorriso ao vê-la desabar sobre em meus braços com suas coxas ainda enroscadas em mim. Alisei sua perna e a lateral do seu corpo, olhando-a arfar com os olhos fechados e os lábios inchados.

Levou alguns minutos até que eu me recuperasse, então levantei e fui jogar o preservativo fora deixando uma trilha de água por todo o banheiro. Quando retornei, Elena ainda estava imóvel na banheira, suas pernas encolhidas, seus seios empinados e seus cabelos bagunçados me fizeram sorrir, como podia existir tamanha perfeição? Entrei cuidadosamente tentando não molhar mais o chão do banheiro e sentei-me de frente para ela. Um breve sorriso brincou em seus lábios e suas bochechas voltaram a assumir o tom rosado.

–Vem cá – sussurrei puxando-a por suas pernas.

Assim que ela se aproximou, gesticulei para que ela se virasse. Abracei sua cintura e senti o calor de sua pele contra meu peito nu. Elena suspirou e deitou sua cabeça em meu ombro e entrelaçou seus dedos nos meus. Passei seu cabelo úmido que grudava em suas costas para o outro lado dando-me espaço para beijar seu ombro e seu pescoço. Tinha que admitir para mim mesmo que aquilo não estava sendo bom apenas para ela, gostava de lhe dar carinho. Era bom tê-la em meus braços, era bom sentir seu cheiro e acariciar seu rosto.

–Achei que você não gostasse – Elena disse com a voz repleta de manha. Eu ri e beijei suas costas antes de voltar a acariciar a lateral de seu corpo.

–Shh, — mordi o lóbulo de sua orelha direita. – fica quietinha.

–Damon – ela riu e pude perceber um arrepio percorrer seu corpo. Abri um sorriso malicioso e continuei a mordiscar a área sensível.

Pensar na idéia de que outros homens já poderiam ter lhe dado prazer daquele modo era frustrante. Um suspiro escapou por meus lábios expressando minha insatisfação. Apertei suas coxas e deslizei meus dedos em direção a sua intimidade cogitando uma segunda rodada de sexo. Afinal, aquilo não fazia mal a ninguém. No mesmo instante, Elena abriu ligeiramente suas pernas dando-me completa passagem.

–Vira – sussurrei ainda aproveitando-me de um de seus pontos fracos.

Assim que ela o fez, a puxei por suas pernas e a prendi a mim. A água se agitou com nossos movimentos e era possível ler em sua expressão que ela estava tensa. Franzi o cenho tentando imaginar qual poderia ser o problema, não estava acostumado com a idéia de fazer tudo para agradar uma mulher.

–O que foi? – murmurei deixando que a ponta de meus dedos contornasse o desenho de seus lábios.

–Nada – abriu um sorriso amarelo desviando o olhar.

–Fala – cerrei os lábios mantendo os olhos seu rosto sabendo o efeito que tinha sobre ela.

–Não é algo que se merece ser dito agora – abriu um meio sorriso e avançou para me beijar.

Seus lábios macios e mornos moviam-se juntamente aos meus enquanto nossas línguas se namoravam urgentemente. Suas mãos tocavam meu corpo repletas de desejo e volúpia enquanto aproveita-me de sua proximidade para afagar seus cabelos e nuca. Puxei-a por sua coxa roçando minha ereção, ainda em formação, em seu sexo.

–Merda – grunhi lembrando que usara o ultimo preservativo.

–O que foi? – Elena se encolheu em meus braços.

–Infelizmente – soou como um gemido devido a proximidade de nossos sexos – não podemos continuar.

–Por quê? – choramingou beijando meu queixo tendo os dedos em meio a meu cabelo.

–Não tem camisinha – suspirei.

–Não tenho nenhuma doença – disse meio na defensiva.

–Mas... – antes de terminar, concluí que ela deveria tomar pílulas – Ok. – pausa – Como você gosta? – perguntei despreocupadamente. O espanto assombrou sua expressão de serenidade.

–Não sei – murmurou manhosa.

–Seja sincera – ri baixo.

–Acho que... – ri novamente de sua expressão envergonhada.

Deixei que ela conduzisse o beijo até estar posicionada entre minhas pernas. A idéia de deixar uma mulher fazer o que quisesse comigo era perturbadora, mas no momento apenas me deixava mais excitado, afinal das contas, era Elena. Soltei um gemido enquanto ela investia seu corpo contra o meu procurando pela posição que desejava.

Elena escorregou puxando-me junto a si para que ela pudesse deitar parcialmente com as costas apoiadas nas bordas da banheira. Aos poucos, ela abriu suas pernas e voltou fitar meu rosto com seus olhos curiosos. Abri um largo sorriso e depositei beijos por toda extensão de sua bochecha até sua testa antes de finalmente beijar seus lábios. Como no dia anterior ela pegou em minhas mãos e deu continuidade ao beijo de maneira lenta e deliciosa.

Com as costas de minha mão toquei seu rosto num gesto carinhoso que fez com que um sorriso brotasse em seus lábios em meio ao beijo. Deixei seus lábios e passei a beijar seu pescoço e seu ombro enquanto suas coxas roçavam em meu quadril ansiando maior contato. Meu membro pulsava sem ao menos ter tempo para isso, gemi em frustração e adiantei-me posicionando minha ereção em sua entrada.

Sem aviso prévio, a penetrei arrancando-lhe um alto gemido. Invés de começar a me mover de imediato, prolonguei o momento sentindo-a verdadeiramente. Voltei a estimulá-la massageando seus seios lentamente de modo que já sabia que ela gostava. Seu rosto era uma máscara de puro prazer, a intenção era que ela fizesse o que bem entendesse, mas a meu ver, ela queria justamente o contrário.

–Calma – segurei firmemente sua cintura quando ela fez seu primeiro movimento.

Voltei a explorar seu corpo com minhas mãos e lábios sentindo Elena ficar cada vez mais apertada. Não podia negar que o prazer era mútuo, mas estava tentando fazer o momento se tornar algo especial. Beijei o vale entre seus seios e um rouco gemido escapou por sua garganta fazendo com que um arrepio descesse por toda minha espinha.

Comecei a fazer movimentos lentos, o que parecia ser uma tortura para ela. Abri um meio sorriso de satisfação e aumentei a intensidade de minhas investidas hipnotizado por sua expressão de prazer. Era perceptível que seu ápice estava próximo, suas unhas deixavam marcas por toda extensão de meu braço e suas pernas prendiam-me a ela num aperto de ferro.

–Damon – gemeu meu nome antes de mergulhar naquele imenso mar de prazer. Permiti-me gozar no mesmo instante tendo as sensações de nosso orgasmo misturado formando uma só.

Dei-lhe um rápido beijo na testa e observei seu peito subir e descer devido sua respiração descompassada. Espremi-me ao seu lado passando o braço a sua volta envolvendo-a num abraço caloroso. Apoiei meu queixo em sua cabeça e com um simples gesto fiz com que ela deitasse a cabeça em meu peito.

–Eu preciso tomar banho – riu e soltou um suspiro pesado antes de bocejar. Ela não era a única exausta.

–Posso? – ergui uma sobrancelha secretamente satisfeito por continuar tocando e descobrindo seu corpo.

–Não precisa – sussurrou corando e sorrindo.

–Mas eu quero – tive a impressão de sentir meu rosto se aquecer; seus olhos assumiram um brilho encantador.

Derramei o sabonete líquido na palma de minha mão e esperei que ela se afastasse dando-me espaço o suficiente para ensaboar suas costas. Massageei seus ombros enquanto continuava a tocar sua pele morna levemente arrepiada por meus toques. Elena sorriu e fechou os olhos quando desci lentamente em direção a sua cintura.

Assim que terminei, parti para o xampu. Massageei seu coro cabeludo enquanto depositava uma trilha de beijos em sua nuca sentindo seu corpo estremecer ao toque de meus lábios. Finalizei o processo e passei a mão por seus braços percebendo a intimidade daquele momento.

Inclinei-me em sua direção e plantei um beijo em seus lábios; um ato regido por pura necessidade. Aos poucos, ela foi deixando sua insegurança que a perseguia desde a noite anterior e levou a mão até minha nuca impedindo-me de me afastar. Aquilo só serviu para que uma confirmação fosse feita: faria qualquer coisa para que eu me sentisse da mesma forma que ela se sentia em relação a ela; afinal, não havia nada no mundo que eu almejasse mais do que a felicidade da mulher ali em meus braços.

Notas finais
Não deixem de comentar ou recomendar a história C: Estarei respondendo as perguntas de vocês nos comentários - não abusem kkk