Million Dollar Man
20 Capítulo 20 - Confused
Notas iniciais
Eu estava doente essa semana, minha intenção era postar terça ou quarta, mas... Deixei para ontem e olhe bem a situação que ainda me encontro - estou até com dificuldade de encontrar as palavras certas para me expressar ç.ç
Ah sim, claro. Muito, muito >muito< obrigada Yasmin, Thais, Camila e Lolita pelas recomendações lindas de vocês, significa muito para mim C': E obrigada ao restante por todos esse comentários maravilhosos que o ultimo capítulo teve, afinal foram 31! Obrigada meeeeeeeeeeeeesmo.
P.S.: Vou logo adiantar, não se acostumem com a ideia de Delena porque a Elena não será feliz por muito tempo (: Não me matem (:
Era impossível conseguir dormir. Minha mente trabalhava a mil por hora tentando processar os últimos acontecimentos. Meu coração ainda parecia bater mais rápido que o normal enquanto remexia-me em meio os lençóis gélidos vendo o amanhecer através da janela. Damon dormia profundamente ao meu lado, antes com a cabeça em meu ombro.
Sem pensar duas vezes, o abracei e deitei minha cabeça sob seu peito nu desfrutando do calor e do perfume de sua pele. Soltei um suspiro pesado e fechei os olhos na esperança de que conseguisse ao menos cochilar. No mesmo instante, uma enxurrada de lembranças de sensações de nossa noite juntos invadiram minha mente impediram-me de relaxar.
Não era impossível dormir, era impossível acreditar que tudo aquilo não fazia parte do fruto de minha imaginação, afinal não seria capaz de imaginar a intensa sensação que seus toques me proporcionavam. Um sorriso brincou em meus lábios, naquele momento tudo que parecia importar era fazer com que aquela relação desse certo, já não conseguia dormindo tranquilamente sem suas mãos afagando meus cabelos.
Inclinei-me para beijar seu ombro, em seguida sua bochecha e por ultimo seu peito. Levei a mão até seus cabelos e enrolei meus dedos em suas raízes fazendo o que eu considerava como terapia. A respiração de Damon pareceu se alterar e automaticamente um sorriso se espalhou por meus lábios, minha intenção não era acordá-lo, mas sensação era gostosa demais para que eu parasse.
–Desculpa – sussurrei com a voz manhosa no momento em que seus olhos encontraram os meus. Deveria ser crime alguém conseguir ser sexy com sono, chegava a ser pecado.
Não houve uma resposta, Damon abriu um leve sorriso e começou a acariciar a pele exposta de minhas costas. Dormir nua tinha muitas vantagens quando implicava tê-lo ao meu lado. Suspirei e voltei a fechar os olhos.
–Bom dia – disse finalmente com a voz rouca.
–Está muito cedo – resmunguei encolhendo-me sob o lençol.
–Isso é para compensar ontem – riu em meio a um bocejo.
–Ontem não precisa ser compensado – murmurei contendo a vontade de bocejar.
–Diga isso a April – apenas com a menção do nome fiz uma careta. Não conseguia imaginar April nos deixando na cama dormindo durante todo o dia.
–Vou tomar banho — sussurrei e espreguicei-me preparando-me para levantar.
Assim que fiquei completamente de pé os olhos de Damon percorreram todo meu corpo com um claro ar de malicia. Puxei o lençol da cama e me enrolei no mesmo ganhando um rubor forte.
–Não olhe para mim assim! – a intenção era que eu parecesse irritada, mas no momento soou como uma gata manhosa e preguiçosa.
–Acho que vou tomar banho com você – disse despreocupadamente enquanto mexia em seus cabelos.
–Damon! – minha voz subiu duas oitavas.
–O que? – ele riu.
Invés de tropeçar em minhas próprias palavras apressei-me indo em direção ao banheiro. Hesitei pensando em deixar a porta aberta, mas concluí que precisava de alguns minutos sozinha para que pudesse pensar com clareza no que havia ocorrido. E eu me conhecia o suficiente para saber que minhas conclusões não seriam positivas.
(...)
–Vocês duas – Damon apontou para April e em seguida para mim – espero que saibam se virar sozinhas.
Ergui uma sobrancelha fitando sua expressão tensa.
–Teve um problema com os negócios da empresa – cerrou os lábios – não serei uma companhia agradável hoje.
–Você nunca é uma companhia agradável, que diferença faz? – April resmungou.
–Por mim, tudo bem – dei de ombros.
–À noite você vai jantar conosco no restaurante que mamãe falou, ok? – disse ela como se estivesse o ameaçando.
–Como quiser – respondeu antes de atender uma ligação depois do primeiro toque.
–Uma dica para você – ela se virou para falar comigo. Endireitei minha postura e ajeitei meu cabelo com a atenção voltada ao que ela dizia. – Hoje faremos o que você mais detesta, por favor seja legal.
Revirei os olhos tentando não pensar na minha falta de opção.
(...)
–Você está quieta – observou April enquanto nos sentávamos a mesa.
Estava tão distante que demorei a perceber que era comigo com quem ela falava. Soltei um longo suspiro e deixei as bolsas com nossas compras caírem ao lado de minha cadeira. Debrucei-me sobre a mesa analisando se valia ou não a pena contar de meus conflitos internos para April.
–Quer conversar? – cerrou os lábios percebendo minha postura rígida.
–Não sei – admiti – acho que não vale a pena te encher com as minhas paranóias e inseguranças.
–Claro que vale – franziu o cenho – se você quiser falar, sinta-se à vontade.
–Acho que estou fazendo a maior burrada da minha vida – resumi toda a informação que me tirava o sossego em uma simples frase. April fitou-me com a confusão estampada em seu rosto. – Isso não vai dar certo – encolhi os ombros – não é bastante só querer, algo tem que ser feito para que isso realmente aconteça.
–Seja mais específica – apoiou a cabeça em suas mãos as sustentado com seus cotovelos. Seus olhos azuis ardiam em curiosidade.
Dizer tudo que se passava em minha cabeça era ainda mais difícil de verbalizar do que eu imaginara.
–Eu sei que você nos quer... Sei lá, como namorados? Hm, juntos – dei uma pausa ao perceber o nó que se formava em minha garganta – tenho certeza que isso não vai durar. Não consigo vê nem como isso aconteceu.
–Não tento tanta certeza assim depois de ter escutado o que vocês estavam fazendo ontem à noite – fez uma careta – escandalosa.
–April! – eu ri alto ganhando um rubor forte.
–O que? – elevou seu tom de voz para se defender – Vocês dois deveriam ter um pouquinho mais de consideração comigo! – exclamou – Quando eu disse que queria vocês dois juntos não quis dizer para vocês transarem na minha presença. – e agora ela estava expondo aquilo para boa parte do comércio local.
–Você estava dormindo! – meu rosto estava em chamas.
–Experimente tentar dormir com alguém gemendo e gritando do seu lado – abriu um sorriso duro – some a isso o fato de que o baralho daquela cama rangendo é horrendo e que não foi uma vez só.
–Se não quisesse ouvir, falasse que estava acordada – arqueei uma sobrancelha.
–Juro que não sei quem me daria uma surra primeiro – fechou a cara.
–Neste ponto você está certa – disse séria – tem todo o direito de ficar com raiva.
–Não precisava autorizar, já estava com raiva – pausa – termine o que você estava falando; por quê acha que não daria certo?
–Além dos motivos óbvios? – murmurei sem a menor vontade de continuar.
–Não comece – bufou.
–Primeiro estava toda feliz por ter acontecido e... – cortei minha frase na metade, a pouparia dos detalhes – ele foi tão carinhoso comigo – sussurrei – não estou acostumada com essas coisas, mas ao mesmo tempo... Eu conheço Damon, sei muito bem como ele gosta de se divertir com mulheres e não é a primeira vez que falamos sobre isso, caso contrário ele não teria me conhecido – arqueei uma sobrancelha na defensiva.
–Elena não misture as coisas, eu entendo seu lado – disse arrastando a cadeira para próximo de mim – Hora nenhuma eu disse que ele não é assim, mas... Veja pelo lado dos sentimentos de vocês, desde terça você não tira esse sorriso do rosto – pausa – aproveite esses momentos e se deixe ser feliz – suspirou – veja onde isso vai dar invés de ficar pensando demais no depois.
Até certo ponto, April estava mais que certa, mas as coisas não eram tão simples assim – pelo menos não para mim. Pensar em me deixar aproveitar aqueles momentos sem pensar no depois apenas sendo guiada por minhas emoções parecia incerto demais. Talvez não fosse incerto, talvez o único problema fosse minha falta de experiência com relacionamentos.
–Se o seu único problema é o depois, você deveria conversar com ele – cerrou os lábios. Obvio que o problema não era só o depois.
–Não consigo ver homem nenhum sentindo algo por mim – admiti cruzando os braços e diminuindo minha voz – Até mesmo porque eu sentiria nojo de mim se estivesse no lugar de qualquer um deles – cerrei os lábios – acho que o maior valor que uma mulher pode ter eu já perdi e a pior parte é que não tem como voltar atrás – minha voz vacilou – não sou insegura, mas não tenho como me sentir bem em relação a isso – levei a mão em meus cabelos – Não sei o que fazer – choraminguei.
–Se você quer minha opinião, — assenti dando-lhe permissão para continuar – não acho que isso mude o modo como um homem olhe para você – abri a boca para interrompê-la, mas ela foi mais rápida despejando as palavras sobre mim – você nunca fez isso porque quis, você tem seus valores e princípios, hora nenhuma você confundiu seu trabalho com algo mais – suspirou – Não fique chateada, mas você já foi assunto de minhas conversas com Damon – desviei o olhar focando-me no chão tentando desviar sua atenção de meu rosto – ele sempre mencionou que você era a única naquele lugar que não tirava proveito do sexo – sua voz foi diminuindo até que ela parasse.
–Isso deveria fazer com que eu me sentisse melhor – resmunguei – não me deixar mais tensa.
–Você está exagerando – arqueou uma sobrancelha – Porém,... – ela fez uma careta – seu exagero é quase saudável. – eu ri de sua expressão.
–Não vou ficar te enchendo – bocejei involuntariamente colocando um ponto final no assunto.
–Não está me enchendo – ergueu o indicador apontando-o para mim – e se essa é a razão para sua noite mal dormida, sugiro que você fale com Damon urgentemente – ela riu alto – ok, não farei mais piadinhas.
–Obrigada – abri um sorriso duro, o que só a fez rir mais.
Depois de meia hora jogadas em praça pública em meio ao mal tempo, decidimos que seria mais prudente começar nossa caminhada de volta ao hotel uma vez que nenhuma nós conhecia o caminho com tanta clareza como Damon. Durante o trajeto poucas palavras foram trocadas já que eu aceitei de bom grado conversar sobre o que estava acontecendo.
Assim que passamos pela porta deixamos as bolsas pesadas caírem sob o chão de madeira. Tirei o pesado agasalho grato pelo eficiente aquecedor presente no quarto. Damon estava sentado a pequena mesa no canto da suíte encarando a tela de seu celular. Uma rápida troca de olhares e ele notou nossa presença.
–Vou tomar um banho – ela anunciou olhando seriamente para mim. Assenti levemente para que ela soubesse que o recado estava dado. – Enquanto isso vocês decidem para onde nós vamos a noite. – disse antes de seguir para o banheiro.
–Damon – sussurrei seu nome no mesmo instante que a porta do banheiro foi fechada por April. Aquela era a primeira vez durante todo o dia que ele não estava andando de um lado para o outro falando ao telefone.
–Oi, Anjo – ele abriu meu sorriso preferido aproximando-se de mim a passos lentos.
–Acho que nós temos que conversar – encarei meus próprios pés. Não sabia se aquele era o momento apropriado, mas adiar aquela conversa podia resultar em maiores dados a meu emocional extremamente instável.
Ele me fitou com seus olhos incrivelmente azuis deixando-me ligeiramente desorientada. Entrelacei meus dedos e sentei-me na cama enquanto o som da água do chuveiro chocando-se contra o chão preenchia o ambiente. Respirei fundo algumas vezes para afastar a densa névoa de meu cérebro que me impedia de raciocinar causada por sua presença e preparei meu discurso mentalmente selecionando as palavras cuidadosamente. Para April aquilo parecia tão fácil.
–Sobre? – ergueu uma sobrancelha acomodando-se ao meu lado.
–Sobre nós – minha voz soou falha. Pigarreei – Sei que você fez aquela pergunta sobre continuar fingindo que nada está acontecendo entre nós – a sentença parecia melhor em minha cabeça. Minhas mãos começaram a tremer demonstrando meu nervosismo. – O que aconteceu ontem – Dei uma pausa desnecessária tendo mais uma vez os pensamentos preenchidos com a lembrança de nossa ultima noite. Corei – Não sei o que significou para você, talvez tenha sido só sexo, e eu entenderia perfeitamente, mas – suspirei mordendo meu lábio inferior – Não quero me iludir, Damon – traguei saliva e umedeci meus lábios – dependendo de suas intenções acho melhor pararmos por aqui.
Não tinha certeza se teria coragem para fazer qualquer contado visual naquele momento. Minhas experiências com rejeições, mesmo que não relacionadas a minha vida amorosa, não era poucas sou sequer fáceis, preferia esclarecer nossa situação enquanto recente para que não precisasse me lamentar dentro de algumas semanas.
–Não precisa medir as palavras – sussurrei – só quero que você seja sincero comigo, sei seus problemas com mulheres – ergui uma sobrancelha – e eu sou só uma prostituta... Era.
–Não sei o que estou sentindo – disse finalmente quebrando o silêncio desconfortável que havia se instalado entre nós. Já esperava por aquela resposta; tentei não deixar minha decepção transparecer em meu rosto. Voltei a encarar meus pés impossibilitando-o de olhar diretamente em meus olhos – Gosto de sua companhia — se não fosse por nossa proximidade, não seria capaz de ouvi-lo. – como eu já disse, gosto de lhe dar carinho e te encher de mimos – deu uma longa pausa – quero me precipitar e muito menos te iludir, Elena – suavizou sua voz – o fato de você ter sido uma prostituta não muda seu caráter – respirou fundo – muito menos o modo com que eu olho para você – permiti-me erguer a cabeça para espiar sua expressão; era a mais pura serenidade – respondendo a sua pergunta, com certeza não foi só sexo.
Senti meu coração inflar em meu peito. Havia uma esperança no fim das contas, era mais que um motivo para ficar feliz. Abri um largo sorriso e abaixei a cabeça na tentativa falha de tirar meu rosto do foco de seus olhos curiosos. Suas mãos envolveram minha cintura e aos poucos ele me puxou para mais perto de si.
–Vem cá – sussurrou em meu ouvido tomando-me num abraço apertado.
Fechei os olhos e enterrei minha cabeça em seu ombro. Suas mãos deixam minha cintura e passaram a alisar minhas costas sob o tecido de meu agasalho. Aos poucos, suas mãos subiam em direção a pele sensível de minha nuca, inesperadamente, com a mão direita, Damon começou a afagar lentamente minha bochecha. Soltei um suspiro pesado e abri um meio sorriso.
–Gosta? – perguntou em meio a minha risada sem interromper o ritmo de seu afago.
Assenti com outro suspiro. Damon recostou-se na cabeceira da enorme cama e fez com que eu me deitasse em seu peito para que ele continuasse a acariciar meu rosto. Continuei com os olhos fechados sendo ninada pelo ritmo constante de sua respiração. Comecei uma reza mentalmente para que April demorasse mais do que o de costume em seu banho prolongando o tempo em que ficaria ali deitada nos braços do meu homem.
–Conseguiu resolver algum dos problemas da empresa? – perguntei depois de um longo silêncio.
–Nenhum – ele riu sem nenhum humor – Parece que fazem essas coisas só para arrumar uma desculpa para eu voltar – suspirou – e geralmente é o que eu faço. Mas... – ele depositou um demorado beijo em minha testa – sei o escândalo que April faria caso eu voltasse no meio da viagem.
–Ela faria escândalo coberta de razão – disse por fim – você sempre está trabalhando, seria meio injusto não tirar uma folga no aniversário dela. – arqueei uma sobrancelha – para tomar conta da minha vida você conseguiu se livrar do trabalho.
–A diferença é que eu estava apenas a um andar de distancia, as coisas esperam eu atravessar o oceano para começar a darem errado – riu.
Ouvi a porta se abrir e continuei imóvel. Abri os olhos e avaliei a expressão de April. Acho que estava perdoada pelo que ela havia escutado. Ou não. Eu ri.
–Posso ser sincera? – perguntou enquanto secava seu cabelo.
–Hm?
–Essa não vai ser a ultima vez que venho aqui – começou. – Está frio demais e não há nada mais sedutora do que essa cama – terminou com um suspiro.
–Disse bem, você – ergui uma sobrancelha – se não se importa, gostaria de conhecer o centro da cidade.
–Ainda temos amanhã – respondeu Damon – e você também pode vir quando quiser até mesmo no próximo fim de semana depois da festa.
–Não vou viver as suas custas – revirei os olhos.
–Não comecem a discutir, por favor – April juntou-se a nós na cama. – Se Elena quiser sair, podemos ir.
–Estou aqui por causa de você – a lembrei – você decide.
–Não vai ficar chateada se sairmos pela manhã? – mordeu o lábio.
–Não – pausa – Para ser sincera, estou cansada – não acrescentaria motivos para não se tornar motivo de diversão dos dois.
–Poupe-me os dois de comentários, já basta ter ouvido quieta – fez uma careta e engatinhou até apossar-se de meu colo fazendo-o de travesseiro. – Então... – suavizou sua expressão abrindo um sorriso malicioso – vocês estão namorando? Resolveram seus problemas?
–Não – respondi rapidamente.
–Sim – Damon respondeu franzindo o cenho.
–Decidam-se – ela riu.
–Acho que sim – dei de ombros fingindo não me importar com a situação.
–Vocês são rápidos – disse com malicia.
Eu ri sem jeito. Metade de minhas paranóias estavam isoladas em um canto de meu cérebro distante o suficiente para serem insignificantes no momento – mas sabia que a qualquer momento elas voltariam a me assombrar causando mais insegurança que antes. April tinha razão, ou quase, pelo menos era possível imaginar algo sério se construindo a partir dos gestos de Damon.
–Quer que eu peça algo para nós comermos? – perguntou Damon.
–Estou sem fome – bocejei – vou tomar um banho e venho deitar.
–Também não estou com fome – April deu de ombros.
Empurrei April gentilmente para que fosse possível levantar. Vaguei pelo quarto até finalmente juntar o necessário para um banho escaldante sem previsão de termino. Analisei a proposta feita por Damon pela manhã e abri um breve sorriso malicioso.
–Você vem? – perguntei tentando manter o tom despreocupado.
–Deixe a porta aberta – sua resposta foi praticamente imediata.
Caminhei até o banheiro e deixei a porta entreaberta. Deixei meus pertences sobre a pia e acabei por concluir que naquele caso a banheira enorme escondida no canto do enorme banheiro seria muito mais útil do que o chuveiro. Abri a água morna e esperei que a mesma se enchesse lentamente enquanto retirava peça por peça de minha roupa aguardando o momento que Damon se juntaria a mim.
Fale com o autor