Millennium Odyssey: Réquiem do Último Solstício
22 Conflitos perigosos
Momotarō, Luna e Decker estão andando cuidadosamente por um corredor de pedra velho, iluminado por tochas e com um pouco de água no chão.
"Já chegou ?" — Luna pergunta, impaciente.
"Ainda não. Quando chegarmos perto da câmara principal, eu avisarei." — Momotarō diz.
"Como o inimigo conseguiu entrar aqui ? Esse lugar deveria ser extremamente protegido." — Decker diz.
"Essa é uma das perguntas que eu não sei a resposta." — Momotarō diz. "E para responder sua pergunta, Luna, estamos chegando."
Eles chegam em uma ampla escadaria em espiral subindo.
"Só precisamos subir neste local e estaremos lá." — Momotarō diz.
Luna começa a coçar seu braço. "Luna sente coisa ruim lá em cima."
"Eu também." — Momotarō diz.
Eles começam a subir as escadas.
"Você disse que estava observando o inimigo, certo ?" — Decker pergunta.
Momotarō concorda com sua cabeça. "Por algum tempo."
"Sabe alguma informação sobre com o que vamos lidar ?" — Decker pergunta.
"Nunca cheguei a ver quem está no comando, mas ouviu alguns de seus lacaios conversando." — Momotarō diz. "Tudo que eu posso confirmar é que estamos lidando com um Wrath feroz, resistente, sanguinário, que não sente remorso nenhum em suas ações."
"Para um Wrath pensar isso sobre alguém de sua própria espécie, precisaremos tomar muito cuidado." — Decker diz.
"Luna pensa a mesma coisa." — Luna diz.
Alguns minutos depois. Os três estão quase terminando de subir as escadas. Um barulho de colisão pesado pode ser ouvido.
"Barulho estranho." — Luna diz.
Momotarō solta um suspiro, aliviada. "Graças aos Dez…"
"Você parece bem aliviada, dada a situação." — Decker diz.
"Esse é o barulho do inimigo tentando destruir a barreira colocada em volta do símbolo. Isso significa que ainda não é tarde." — Momotarō diz.
"O que significa que amigos têm de andar mais rápido." — Luna diz.
Eles começam a correr. Os três chegam em uma grande porta de pedra destruída. Atrás dessa porta, há uma espaçosa sala. Dentro dela, está uma pedra com algumas inscrições nela, envolta de uma barreira dourada com algumas rachaduras. Uma grande criatura negra com oito braços a sustentando, saindo de suas costas, uma grande cauda, com uma garra na ponta, dentes e garras afiadas e seis coisas parecidas com vulcões em seu tórax está violentamente batendo seu corpo na barreira, mas sendo jogada para trás com cada investida.
"A-Aquela é a criatura que devemos parar !?" — Decker pergunta, numa mistura de surpresa e medo.
Momotarō concorda com sua cabeça. "Sim. Aquele é o Wrath que comanda os outros."
"Luna sente nojo só de olhar para aquela coisa…" — Luna diz.
A criatura para de se bater na barreira. "Eu tenho sentimentos, sabia disso, pirralha ?"
"Oh…" — Decker diz.
A criatura se vira para os três. "O que meros seres incompetentes querem na presença do grande Skorpios ?"
Todos pegam suas armas.
"Viemos aqui impedir seus planos malignos !" — Decker diz.
"Isso aí !" — Luna diz.
"Te darei apenas uma chance para voltar para o Éden com seus capangas e nunca mais voltar para Bastion Spei !" — Momotarō diz.
Skorpios fixa seu olhar em Momotarō. "Essa coisinha nas suas mãos... Masamune..." — Um tenebroso sorriso maléfico cobre o rosto da criatura. "Com isso, eu farei aquele desgraçado pagar por se achar no direito de me comandar. Me dê essa espada. É uma ordem."
"Eu jamais faria alguma coisa que uma criatura como você mandasse !" — Momotarō diz, brava.
"Que seja ! Pegarei ela do seu cadáver, quando terminar com vocês !" — Skorpios diz. A criatura enfia dois de seus braços nos vulcões em seu tórax. Lodo negro começa a sair deles. Skorpios puxa duas espadas dos vulcões, feitas com o lodo endurecido.
Enquanto isso, fora do santuário.
Galadriell corta um grande Wrath ao meio com Nebro. "Não há fim à essas coisas."
A cabeça de um Wrath que ia atacar Galadriell pelas costas explode.
Mira aponta uma de suas bestas para trás e atira, perfurando o peito de um Wrath atrás dela. "Por mais que eu concorde com você, não podemos desistir agora."
"Isso é verdade. Precisamos aguentar só até que nossos amigos terminem seus deveres." — Galadriell diz.
Barulho de metal pesado, como uma armadura, pode ser ouvido, se aproximando rapidamente. As duas pulam para trás. Por onde elas estavam, passam duas grandes armaduras negras sem cabeça, uma segurando um escudo, com uma face metálica macabra nele, e outra segurando uma espada, com uma lâmina dentada.
"Ótimo, reforço ! Tudo que a gente NÃO precisava !" — Mira diz, brava.
A armadura com a espada corre na direção de Galadriell e bate sua lâmina nela.
Galadriell se defende do ataque com Nebro, mas é arrastada para trás com o impacto. "Ugh… ! Que força inimaginável… !"
"Tudo bem ?" — Mira pergunta.
"Eu estou bem ! Mas você deveria tomar cuidado !" — Galadriell diz.
Mira se joga para o lado. A armadura com escudo passa por onde ela estava. Mira pega suas bestas e atira, mas a armadura põe seu escudo na frente e se defende.
"Tá de brincadeira com a minha cara…" — Mira diz.
Kaito explode um grupo de Wrath. "Tch. Eu tô ficando de saco cheio disso."
"Isso é mesmo cansativo." — Èris diz.
Kaito olha para trás. Ele rapidamente se joga em Èris, a empurrando. Uma gigantesca mão bate no chão, onde eles estavam. Todo o chão treme.
"Tudo legal, cavaleira ?" — Kaito pergunta.
"Obrigada, amor~♥" — Èris diz.
"Guarda essa gratidão toda pra depois. Tem coisa mais importante pra nos preocuparmos agora." — Kaito diz.
Os dois se levantam. Na frentes deles, há um colosso humanoide corcunda com o corpo todo feito de raízes negras, dois olhos amarelos penetrantes e uma barba feita de vinhas.
Kaito respira fundo. "Eu tô começando a odiar esse lugar cada vez mais…"
"Guarda esse ódio pra depois. Temos coisas mais importantes pra nos preocuparmos agora." — Èris diz.
"Heh, espertinha." — Kaito diz, dando um leve sorriso. Ele põe algumas pedras em sua luva. Kaito cria uma lança com gelo.
Enquanto isso.
Cirius está andando confusamente pela casa ensanguentada. "Ugh… Que droga de lugar confuso…"
Os olhos espalhados pelo local acompanham fixamente cada movimento de Cirius.
"Tch. Coisinhas nojentas…" — Cirius diz, bravo. "Rosaria, cadê você ? Aquele troço já tá jogado no chão ! E a gente precisa tirar a Vega e o meu irmão desse lugar aqui !"
Rosaria sai de uma porta, mancando. "Estou aqui…"
Cirius corre para perto de Rosaria, preocupado. "Tudo bem com você !?"
"Estou bem. Apenas torci meu tornozelo, quando corri daquela criatura. Nada que não sare rápido." — Rosaria diz.
Cirius solta um suspiro, aliviado. "Que bom… Consegue andar ? Precisamos fugir desse lugar, rápido !"
Rosaria concorda com sua cabeça. "Há mais alguns Wrath no local. Precisamos matar eles e salvar nossos amigos. Inclusive, eu jurei ter ouvido um grito vindo do local onde Vega está. Foi por isso que corri para cá."
"Droga ! Precisamos ir !" — Cirius diz.
Os dois começam a correr. Eles chegam na área aberta onde Vega e Claude estão. Só que, no lugar dos dois, estão dois Wrath parecidos com o que Cirius matou: um deitado e outro ajoelhado perto de seu companheiro. Qinglong está do lado de uma das sombras.
"Ótimo. Parece que eles conseguiram fugir antes de serem atacados." — Rosaria diz, aliviada.
"A Vega até deixou o Qinglong aqui pra proteger a gente." — Cirius diz.
Vega olha para trás. Ela dá um leve sorriso. "Cirius... ! Como foi seu treinamento… ?"
"Aquele troço percebeu que a gente tá aqui." — Cirius diz.
"Mate ele. Sem nenhuma dó. Você sabe o sofrimento que os Wrath causaram para todos nós. Temos de matar cada um deles sem hesitação." — Rosaria diz.
"Que bom que começou a me entender, maninha." — Cirius diz. Ele pega Yaldabaoth e corre na direção da sombra.
Vega se distrai um pouco, mas volta a se concentrar em Claude. "C-Cirius… ! O que foi... !?"
Cirius ignora Vega e prepara um ataque.
"…Tem algo… errado… Ele não… escuta…" — Vega diz. "…Qing… Qinglong..."
Qinglong se transforma em uma lança e defende o ataque de Cirius sozinho.
"Tá fazendo o que, cara ?! Eles são os inimigos ! Não tá vendo ?" — Cirius pergunta. "Ah… Saquei… Você era um agente duplo esse tempo inteiro, né ? Que droga, cara ! Não dá pra confiar em nenhuma dessas aberrações ! Eu te considerava um parceiro gente fina, desgraçado !"
Qinglong hesita, mas continua defendendo. Cirius força mais. Qinglong também. A criatura consegue jogar Cirius para trás.
"É assim que vai ser, huh ? Então beleza !" — Cirius diz, bravo. "Rosaria, fica aí e descansa. Eu cuido desses três aqui."
Rosaria concorda com sua cabeça. "Certo. Não deixe nenhum escapar, maninho."
"Pode deixar comigo." — Cirius diz. Ele corre na direção de Qinglong.
Èris e Kaito pulam para trás. O punho do Wrath colossal bate no chão novamente. Kaito congela um dos dedos. Èris pega suas duas espadas e, com um golpe certeiro, corta o dedo fora.
"Boa, cavaleira !" — Kaito diz, animado.
Mais raízes saem do buraco, formando outro dedo imediatamente.
"Droga, cavaleira…" — Kaito diz, decepcionado.
O colosso levanta seu pé.
"Uh… Isso não é bom..." — Kaito diz, apreensivo.
Èris percebe algo. "Essa não ! Kaito ! Precisamos parar essa coisa !"
"Jura, capitã óbvia ?!" — Kaito pergunta, ironicamente.
"Não é pelo motivo que você pensa !" — Èris diz. "Nós não somos o alvo daquilo ! O colosso quer destruir o santuário !"
"Merda !" — Kaito diz. "Pensa… Pensa… Pensa… Já sei !" — Ele põe algumas pedras em suas luvas. Kaito cria um grande espinho de gelo.
O colosso abaixa seu pé, pisando no espinho. A criatura solta um grito de agonia e cai para trás.
"Boa ! Agora vamos atacar, antes que se levante !" — Èris diz.
Kaito cria um machado de batalha com gelo e bate o mais forte que consegue em um dos braços do colosso, cravando a arma. "Arregaça, cavaleira !"
Èris bate no machado com suas espadas. A arma se aprofunda mais no membro da criatura, mas não o corta. O chão começa a tremer, fazendo os dois perderem seu equilíbrio.
"O-O que está acontecendo !?" — Èris pergunta, preocupada.
As vinhas do braço começam a se contorcer repentinamente, como larvas em agonia, e cada uma se separa do membro e entra no chão. Elas voltam e entram na ferida causada, restaurando o braço do colosso completamente.
Inspecionando a situação melhor, Èris percebe que, na verdade, a criatura não é feita de raízes, mas sim, grandes larvas. Ela quase vomita, mas consegue se conter e focar na situação. "Essa coisa precisa ser parada !"
"É mais fácil falar do que fazer !" — Kaito diz, bravo.
O colosso usa seu novo braço restaurado para se apoiar no chão e começa a se levantar. Èris raciocina rapidamente e, em um corte preciso, corta o braço fora. A criatura cai no chão novamente.
"Continuar derrubando isso não vai ajudar em muita coisa !" — Kaito diz.
"Reclamar não vai ajudar em muita coisa !" — Èris diz.
Os dois dão um pulo ágil para trás. Mais larvas saem do chão, onde eles estavam, e voltam ao braço, novamente o reconstruindo. O colosso volta novamente a se levantar. Desta vez, com sucesso. Agora em pé, a criatura volta a ir na direção do santuário, lentamente.
"Isso vai ser um problema…" — Èris diz.
Galadriell pula para trás em um movimento ágil. A espada do cavaleiro sem cabeça bate no chão, onde ela estava, causando um estrago. Galadriell pega Nebro e bate no cavaleiro com força. A armadura usa seu braço para se defender, e é jogada para trás, mas nenhum estrago é causado.
"Hah… Hah… Do que está coisa é feita ? Mal consigo arranha-la... !" — Galadriell diz, ofegante.
Mira atira na armadura com o escudo, que se defende. Ela começa a disparar várias vezes com suas bestas, mas nenhum tiro causa efeito. Mira tem uma ideia. Ela pega um cilindro de seu bolso e corre na direção armadura. Mira joga o cilindro para cima e dá um tiro na armadura, que se defende novamente. Mira pisa no escudo e se impulsiona para cima. Ela pega o cilindro, o joga dentro da armadura e atira nele. De repente, a armadura explode, jogando seus pedaços para todos os lados.
"Heh, sabia que isso ia funcionar." — Mira diz, confiante de si.
Os pedaços da armadura começam a se mexer. Eles começam a se juntar, até formar a armadura novamente.
"…Só pode ser brincadeira..." — Mira diz, incrédula.
Momotarō e Decker se defendem de duas espadas. Skorpios usa seu peso para forçar os dois, que começam a serem empurrados para trás.
"Ugh… !" — Decker diz, forçando.
"Qual o problema ? Não era isso que queriam ? Venham me confrontar !" — Skorpios diz.
Luna pula por trás da criatura, para soca-la, mas Skorpios usa a garra em sua calda para se defender. A criatura joga Luna em uma parade com força, a afundando. Luna cai, mas consegue se recuperar rapidamente e volta a correr na direção da criatura. Skorpios enfia suas mãos nos vulcões em seu tórax e começa a jogar bolas do lodo negro no chão. Essas bolas derretem e liberam versões menores da criatura.
Luna soca uma dessas criaturas, que derrete completamente. Mas é em vão. Ela já está cercada. "Luna odeia aranhas !"
Um filhote pula pelas costas de Luna, que se vira já golpeando a criatura com seu cotovelo. Ela pega um desses filhotes e esmaga a cabeça dele com sua manopla. Luna joga o corpo desse filhote esmagado em outro que vinha pelo lado. Uma das criaturas consegue morder a perna dela, fazendo Luna se ajoelhar de dor. As outras criaturinhas se aproximam para atacá-la, mas Luna consegue se recuperar, arrancar a criatura em sua perna e socar o chão com força, afundando ele e fazendo os filhotes em volta de si perderem o equilíbrio. Um filhote se recupera e pula pelas costas de Luna, mas ela rapidamente o pega e usa seu corpo para bater em uma outra criatura em sua frente. Luna roda com esse filhote em mãos, jogando todos os filhotes em volta de si para longe. Não há mais criaturas perto dela.
"Hah… Hah… Luna realmente odeia aranhas…" — Luna diz, sem fôlego.
Decker e Momotarō conseguem forçar o suficiente para se livrarem do ataque de Skorpios. Decker ataca a criatura, fazendo ela perder o balanço. Momotarō aproveita a situação, pega impulso nas costas de Decker e corta uma das coisas que se parecem com um vulcão no tórax de Skorpios com sua espada.
Skorpios dá alguns passos para trás. "Desgraçados de merda ! Agora vocês conseguiram me irritar !"
Enquanto isso.
Cirius ataca Qinglong, que se defende. A criatura revida, empurrando Cirius para trás.
"…Eu não sei o que está acontecendo, mas não machuque ele, Qinglong... !" — Vega diz, preocupada. "…Precisamos só segurar o Cirius aqui, até alguém poder ajudar…"
Cirius ataca Qinglong, que se defende novamente. Qinglong consegue empurrar Cirius para trás novamente.
"Cai dentro, otário !" — Cirius diz. Ele cobre a lâmina de Yaldabaoth com suas chamas roxas. Cirius prepara um ataque e corre na direção de Qinglong.
Qinglong se prepara para o impacto. De repente, chamas azuis entram na frente da criatura. Cirius pula para trás. Huli Jing aparece na frente de Qinglong, em formato humano. Há um corte cruzando todo seu peito.
Cirius entra em choque, quando vê a Wrath que achou que havia matado. "V… Você… !? I-I-Isso não é possível ! Eu matei você ! Você não devia estar viva ! É um fantasma, só pode !" — Sua visão fica turva. Cirius vê Vega e Claude, ao invés de criaturas. "…Q… Que droga é essa… ?"
"Vocês estão bem ?" — Huli Jing pergunta.
"…Mestra Huli Jing… !" — Vega diz, aliviada.
"Não se preocupem, eu tomo conta da situação daqui." — Huli Jing diz. "Afinal, é por minha causa que isso aconteceu... Se eu não tivesse essa aparência horrível, nada disso teria acontecido…"
"…Do que a senhora está falando, mestra… ?" — Vega pergunta.
"Isso não importa agora. Precisamos agir rápido. Cirius foi contaminado por Wrath parasita que está projetando falsas imagens na cabeça dele, fazendo-o pensar que somos- Que vocês são os inimigos. Ele não consegue nos ouvir. E, pelo que eu consigo examinar, não resta muito tempo até o verme se alojar completamente nele e tomar controle total sobre o corpo." — Huli Jing diz.
"R-Rosaria ! O que tá acontecendo aqui !?" — Cirius pergunta, assustado. Ele vê Rosaria chegando no local, se escorando em uma parede, com um pouco de sangue pingando de seu peito. As feridas dela estão lentamente se fechando. "M-Mas que merda tá acontecendo aqui !?"
Rosaria mexe seus lábios, mas Cirius não ouve nada. "…Você tem que se livrar dessa coisa, Cirius… !"
"Ele não consegue nos ouvir, Rosaria. Provavelmente, pelo choque de ter me visto, já pode nos ver." — Huli Jing diz.
"Heh, que situação. O coitadinho tá todo confuso." — Uma voz misteriosa diz, zombando de Cirius.
"Q-Quem é você !?" — Cirius pergunta, assustado.
"Kearchole. Mas pode me chamar de Cirius." — A voz diz.
"De que droga você-" — Cirius diz, se interrompendo. Ele põe a mão em seu olho esquerdo e começa a agonizar. Uma gosma preta começa a escorrer dentre seus dedos. Cirius relutantemente tira a mão da frente do seu olho, revelando um tumor negro e gosmento saindo dele.
"…O… O que é isso… !?" — Vega pergunta, surpresa e assustada.
"A verdadeira face do parasita." — Huli Jing diz.
"É Kearchole, sua traidora desgraçada !" — Kearchole diz, bravo.
"Não perguntei seu nome." — Huli Jing diz. Ela põe a mão na bainha em sua cintura e puxa uma katana com uma lâmina negra, um pouco mais curvada que o normal, e várias marcas prateadas de meia lua por ela. "E muito menos vou precisar saber dele."
"Tem certeza de que quer machucar seu querido estudante ? Ah, verdade ! Ele te odeia ! Kyahahaha ! Então isso é mais um alívio do que um peso na consciência, huh." — Kearchole diz.
"E-Eu não consigo mexer meu corpo !" — Cirius diz.
"Esse é o ponto, seu desgraçado idiota ! Seu corpo agora é meu !" — Kearchole diz, bravo.
Huli Jing ataca rapidamente, mas Kearchole consegue desviar.
"Larga meu corpo, seu monstro desgraçado !" — Cirius diz, bravo.
"Cala essa boca, pivete ! E quem é que você tá chamando de monstro, quando foi você memo que tentou matar seus amigos ?!" — Kearchole pergunta.
"Eu-" — Cirius diz, se interrompendo quando percebe que a criatura não está errada. "…E… Eu… fiz mesmo isso tudo… Eu.. sou o verdadeiro monstro aqui…"
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