Notas iniciais
⟒⌇⌿⟒⍀⍜ ⍾⎍⟒ ⎍⋔ ⎅⟟⏃ ⌿⍜⌇⌇⏃⋔ ⋔⟒ ⌿⟒⍀⎅⍜⏃⍀, ⌿⟒⌇⌇⍜⏃⌰.

Luna acaba tropeçando. "Ugh !"

Cirius ajuda sua namorada a se levantar. "Agora não é hora pra isso-" — Ele vê que Demiurges começou a se levantar. "Eh… ?"

"O que foi ?" — Luna pergunta.

Só faltam os dois.

Luna percebe a hesitação de seu namorado e começa a puxá-lo pela mão. "Vamos, marido !"

"Me puxa mais forte, Luna ! Estamos quase lá !" — Cirius diz.

Luna puxa Cirius mais forte. O jovem solta a mão dela, fazendo sua namorada se desequilibrar e cair dentro do navio.

"Cirius ! Não !" — Èris diz, preocupada.

"Vamos, ainda dá tempo !" — Vega diz.

"Precisamos nos reagrupar e pensar em um plano melhor !" — Galadriell diz.

"Você... não fez isso de propósito, não é ?" — Decker pergunta, preocupado com a resposta.

"Ficou maluco ?!" — Kaito pergunta, bravo.

"Não vamos deixar você aí !" — Mira diz. Ela tenta dar um passo à frente, mas é impedida por Cirius, que joga sua chama na frente dela.

"Eu não vou deixar mais o mundo sofrer assim ! Vou salvar todos, nem que isso custe a minha vida !" — Cirius diz.

A fenda começa a se fechar mais.

"Você não é nenhum herói, desgraçado ! Volta pra cá !" — Claude diz, bravo.

"É por isso que eu preciso de vocês aí ! Se não conseguir parar Demiurges, vocês vão precisar fazer isso ! Não é uma missão, é uma promessa !" — Cirius diz.

"Marido-" — Luna diz, sendo interrompida pela fenda se fechando mais.

Não há mais volta. A fenda se fechou demais.

Cirius dá um leve sorriso. "Te vejo em casa, Luna."

A fenda se fecha por completo. Cirius se vira e olha para Demiurges, na distância.

"Enquanto eu estiver de pé, Bastion Spei não terá chances… !" — Demiurges diz, se recuperando. Ela pula para trás.

Cirius cai, onde sua mãe estava. Ele tira Yaldabaoth do chão.

"Deveria ter fugido quando teve sua chance." — Demiurges diz.

"Eu tentei usar todas as palavras que conheço para fazer você desistir, mas foi em vão." — Cirius diz. Ele põe Yaldabaoth na frente de seu corpo, se preparando para combate.

"Finalmente decidiu me matar, huh." — Demiurges diz. "Mesmo com meu corpo no estado em que está, não vou facilitar." — Ela põe Joyeuse na frente de seu corpo.

Os dois se encaram, por segundos. Eles avançam na direção um do outro e começam a colidir suas lâminas. As pontas das duas espadas se encostam, criando uma forte ventania. Cirius força, conseguindo fazer Demiurges fraquejar. Ele tenta cortá-la, mas sua mãe consegue desviar. Ela transforma sua espada em chicote e ataca Cirius, que consegue desviar e fazer o chicote se prender no chão. Ele começa a correr na direção de Demiurges. Pilares de chamas roxas começam a se erguer, indo na direção de Cirius. Um se forma na frente dele. O jovem corta esse pilar e passa por ele. Quando chega perto de sua mãe, ele tenta atacá-la, mas ela consegue desviar.

Demiurges puxa seu chicote para perto de si, o transforma em espada novamente e se defende de um ataque de Cirius. "Seus esforços foram em vão. Mesmo que tenha voltado, não conseguirá me derrotar.." — Ela joga seu filho para trás.

Cirius se recupera, mas Demiurges rapidamente aparece na frente dele e chuta sua barriga. O jovem cospe sangue, mas consegue se recuperar e fazer um corte em sua perna. A deusa pula para trás, se afastando de seu filho, e prepara um ataque. Cirius joga Yaldabaoth em Demiurges, que se defende e joga a espada para cima. Quando ela percebe, seu filho não está mais em sua frente. Cirius sai de um portal, acima de sua mãe, pega sua espada e ataca. Demiurges consegue se defender do ataque. Os dois começam a forçar. A deusa ganha, joga seu filho para cima e joga algumas chamas nele. Cirius corta essas chamas com Yaldabaoth e joga suas chamas em sua mãe. Demiurges pula em outra ilha. As chamas explodem a ilha em que ela estava. Cirius cobre sua espada com chamas, cai em um dos destroços e começa a pular entre eles, indo em direção à sua mãe. Demiurges faz o mesmo. Os dois se encontram e começam a colidir suas lâminas novamente. Faíscas e labaredas começam a serem jogadas para todos os lados. Demiurges ganha a troca, faz Cirius fraquejar, transforma sua espada em chicote, amarra em seu filho e o joga em uma ilha distante. Ela começa a juntar várias chamas e preparar um ataque.

Cirius acerta a ilha e cospe sangue. "…Eu passei por diversos lugares… Conheci diversas pessoas… Ouvi diversas histórias… Provei diversas comidas… E, por mais diferente que tudo e todos se parecessem, tinham uma coisa em comum: esperança... Todos tinham a esperança de que tudo ficaria bem... A esperança de que poderiam ter um amanhã melhor... Um amanhã mais seguro para aqueles que amam..." — Ele se apóia em Yaldabaoth e se levanta. Cirius cospe mais sangue no chão. "Por muito tempo eu questionei qual era meu propósito. Qual meu motivo para lutar. E finalmente encontrei. Não sou nenhum herói, salvador ou divindade. Eu sou apenas uma pequena estrela. Uma pequena estrela que brilha o suficiente para iluminar o caminho daqueles que estão perdidos na escuridão." — O jovem segura sua espada mais forte. Brilho dourado começa a cobrir a lâmina. Cirius começa a correr na direção de Demiurges, pulando entre ilhas e pedras flutuantes.

Demiurges termina de carregar seu ataque. Ela dispara uma enorme rajada de chamas em Cirius, que respira fundo e começa a se concentrar. A rajada acerta o jovem, mas ele começa a cortar ela com Yaldabaoth.

"N-Não é possível ! Você não deveria ter mais forças para revidar !" — Demiurges diz, incrédula.

Cirius começa a se aproximar de sua mãe. "Sendo a estrela que guia os perdidos à luz, eu digo que, em nome de todos os habitantes de Bastion Spei…"

Cirius se aproxima de Demiurges, que tenta desesperadamente se defender com um ataque. O jovem se abaixa, desviando sem problemas do ataque. Por um breve momento, a deusa dá um leve sorriso, como se estivesse grata por algo.

Cirius levanta, fazendo um corte pelo peito de sua mãe. "…as trevas jamais serão bem-vindas no nosso amado planeta ! Postrema Solstitium Requiem !"

Com o ataque, a rachadura em Yaldabaoth fica maior. A espada acaba se quebrando ao meio e sendo lançada das mãos de Cirius ao imenso vazio.

Demiurges deixa Joyeuse cair no chão. Ela passa suas mãos trêmulas na enorme e sangrenta ferida em seu peito. Lágrimas começam a escorrer pelo rosto de Cirius. A deusa calmamente caminha por ele e se senta na beirada da ilha em que estão. Cirius a acompanha e também se senta.

Demiurges põe sua mão na cabeça de seu filho e começa a fazer carinho nele, tentando acalmá-lo. Vendo que sua tentativa foi falha, ela encosta a cabeça dele em si. Percebendo que ainda não conseguiu, a deusa seca as lágrimas de seu filho. "…Está tudo bem… não precisa mais chorar…"

"Por quê ? Só... por quê ? Eu não entendo…" — Cirius diz.

"Você nasceu em uma das noites mais lindas que eu já havia visto. Não podia perder a oportunidade de te dar esse nome. Além disso, era a estrela favorita de uma amiga minha." — Demiurges diz. Ela solta um suspiro. "Mas se quiser saber… Viva, sofra, brilhe."

"Nada disso faz sentido…" — Cirius diz.

"É apenas uma promessa que eu fiz para uma velha amiga." — Demiurges diz. "Você cresceu bastante, sabia disso ?" — Algumas esferas douradas começam a sair da ferida dela. "Há uma coisa que eu preciso lhe contar. A verdade sobre o 'Sol Roxo'." — Ela se aproxima do ouvido de Cirius.

Cirius fica chocado com o que ouve.

"Por mais difícil que seja, essa é a verdade. O que você fará com ela é sua decisão..." — Demiurges diz. Ela dá um leve sorriso. "Me diga uma coisa, filho, sua vida… Com tudo que passou… Os lugares que viu… As pessoas que conheceu… Ela foi uma bênção ou maldição ?"

Memórias de sua aventura passam pelos olhos de Cirius.

Demiurges começa a desaparecer. "Sei que não mereço, mas pode me prometer uma coisa ?"

Cirius segura sua mãe mais forte. "…Mãe…"

"Vê essa luz cobrindo os céus ? Eu quero que elimine ela." — Demiurges diz. "E eu preciso que seja forte, não importe o quão ruim as coisas pareçam. Continue sendo você, e não deixe que nada mude isso."

"…Eu…" — Cirius diz. Ele enxuga suas lágrimas e respira fundo, se recompondo. "…Eu prometo… Evangeline..."

Quando ouve isso, Demiurges não consegue impedir as lágrimas de caírem de seus olhos. Ela dá o sorriso mais genuíno, orgulhoso e feliz que uma mãe pode dar para seu filho. "Muito obrigada, filho." — A deusa abraça seu filho e começa a fazer carinho na cabeça dele. "Eu não podia ficar mais orgulhosa do legado que deixei nesse mundo."

Demiurges começa a cantarolar uma doce e calma canção. E assim os dois ficam, até que o corpo da deusa é completamente transformado em esferas douradas que flutuam embora pelo vento, e o eco de sua canção lentamente para.

Cirius toma um choque de realidade e percebe a situação em que se encontra. Ele observa o ambiente alienígena em volta de si: a imensidão infinita do escuro abismo. As ilhas flutuantes na distância. O vasto céu dourado. O imenso sol roxo acima de tudo. Neste momento, sentado à beira da ilha, enquanto o vento balança seus cabelos, o jovem finamente percebeu que não há mais batalhas para serem vencidas ou inimigos para serem derrotados. Apenas silêncio. Frio, solitário, perturbador, vazio, tranquilo e absoluto… silêncio.

O verdadeiro e doloroso Fim.

Notas finais
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!