Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Um capítulo de hot para vocês. Não é uma das minhas especialidades, mas fiz com muito carinho, então espero que gostem. Muito obrigada Suh Souza, Vee Grey Smoak Queen, alefe, Drica e EnigmaticPerfection pelos comentários no capítulo passado. Espero que gostem desse. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO VI — MILAGRES DE JUNHO

CAPÍTULO XXIV — DESEJO

Deslizo minhas mãos pelas curvas do corpo de Felicity, enquanto me perdia no sabor de seus lábios. Suas unhas puxavam o cabelo curto de minha nuca e arranhavam a pele, enquanto suspiros de prazer deixavam seus lábios. Nossos corações batiam intensos e minha mente se perdia na estimulante melodia de seus gemidos a cada ponto sensível que eu encontrava em seu delicado corpo.

Desço meus lábios pelo seu queixo e pescoço, fazendo questão de maltratar a pele alva e macia. Felicity suspirava e mordia os lábios, em uma tentativa de controlar os próprios sinais de desejo que a atingiam naquele momento. Tony dormia no quarto ao lado e sabíamos que ele poderia aparecer a qualquer instante, mas nada disso impedia de nos entregarmos a lascívia que mantivemos escondido desde nos vimos pela primeira vez.

Incomodado com as roupas que impediam um contato maior de nossos corpos, afasto-me apenas para me livrar de minha camisa, afobado, e volto a beijá-la com luxuria. Sinto as mãos delicadas de Felicity passarem pelo meu tórax, ocasionando arrepios em meu corpo. Puxo sua camisola para cima e nos separamos apenas para jogar a peça de roupa longe.

Observo toda a beleza de seu corpo. Seus olhos verdes estavam escuros e havia um brilho lascivo que me aquecia o corpo e a alma. Suas pernas envolvem minha cintura, puxando-me para mais perto, e nossa intimidades se chocam. Um suspiro rouco escapa de minha garganta, enquanto minhas mãos apertam suas cintura.

Meus dedos contornam a silhueta de seus seios, massageando-os, enquanto nos beijávamos como animais selvagens, sedentos por aliviar todo aquela tensão que nos consumia. Desço os beijos pela base da garganta de Felicity até chegar ao seu mamilo, sugando-o. Sinto-a estremecer e choramingar alguma coisa indecifrável, enquanto suas mãos puxam meu cabelo. A loira se mexe e estimula nossos corpos em uma dança sensual, alucinante.

Eu nunca havia me sentindo tão em êxtase como Felicity me fazia sentir. Minha respiração estava descontrolada. Meu coração parecia ao ponto de sair pela boca. Eu estava duro. Queria sentir mais de Felicity. Provar mais de seu sabor. Tocar seu corpo em lugares que jamais outra pessoa poderia tocar além de mim. Eu queria me afundar em Felicity, experimentar a sensação de estar dentro dela. Meu membro doía de tesão em antecipação.

Procurando sentir mais de sua pele, escorrego minha mão suavemente pelo joelho de Felicity até chegar ao cós de seu short. Afasto-me e ela levanta um pouco do tronco, ajudando a despi-la. Jogo a peça em um canto qualquer do quarto e retiro o meu short, sentindo um calor descomunal. O quarto e nossos corpos pareciam em chamas e eu apenas queria me entregar cada vez mais aos meus instintos.

Felicity me analisa e sorri com malícia, saboreando-me apenas com o olhar. Ela então se levanta e me empurra, fazendo com que eu me deitasse no sofá cama. Perigosamente, ela acaricia minha virilha, mordendo o lábio inferior. Em seguida, Felicity começa a trilhar um caminho de beijos desde meu abdome até meu peito, lentamente. Sua mão direita continuava a estimular meu membro por cima de minha cueca, deixando-me ainda mais excitado.

Seus olhos se fixam nos meus e é como se uma faísca elétrica me percorresse. Ao ver como meu corpo reagia aos seus toques, Felicity sorri luxuriosamente e se senta sobre meu colo, ergo meu tronco em busca de mais contato. Ela se aproxima de meu ouvido e morde minha orelha. Prendo minha respiração, não sabendo como reagir àquela provocação. Como um demônio, divertindo-se ao torturar sua vítima, ela ri ao ver o quão afetado eu havia ficado. Todos os pelos de minha nuca haviam se eriçado com sua respiração chocando contra meu pescoço.

— Por que não passamos para a parte mais... — Felicity se remexe e eu arfo, sensível. — interessante?

— Você é um verdadeiro pecado, Felicity Smoak. – Sussurro, agarrando a cintura da loira. Jogo seu corpo sobre a cama e ataco seus lábios, enquanto suas pernas rodeiam minha cintura.

Nós nos beijávamos afoitos e minhas mãos deslizavam pelo corpo de Felicity, descobrindo mais pontos sensíveis de sua pele. Desço minhas mordidas de seus seios a sua barriga, deliciando-me com a visão da mulher completamente entregue a mim, mordendo os lábios para não permitir que os gemidos mais altos escapassem de sua boca. Mordo a parte de dentro da sua coxa esquerda, enquanto observo Felicity estremecer pelo toque.

Alcanço sua mão machucada pelo recém corte e resvalo meus lábios pela palma de sua mão em um carinho singelo. Nossos olhos se encontram e eu me sinto completamente atraído e perdido nos olhos esverdeados e brilhantes da loira. Sorrio e levo sua mão ao meu peito, buscando mostrar as batidas violentas de meu coração.

— Meu coração só bate assim unicamente por você. — Sussurro e ela me encara surpresa. — Eu te amo, Felicity Smoak.

Acaricio seu rosto e o beijo lentamente. Eu queria aproveitar daquele momento. Queria transmitir todo meu amor e desejo por meio daquela caricia. Era muito mais do que simplesmente sexo. Eu estava entregando definitivamente meu coração a mulher.

— Eu te amo, Oliver. — Ela me puxa para si, ficando com seus lábios a poucos centímetros de distância. — Obrigada por ser o meu lar.

E então a distância entre nós se torna inexistente. Nossos lábios se chocam com fúria e finalmente sinto a intensidade que é estar dentro dela. Nesse momento foi como se todos os pedaços de meu coração se completassem outra vez. Como se ela fosse a parte que me faltava desde sempre e que agora havia se fixado em mim novamente.

À medida que nossos corpos se moviam, nossos olhos permaneciam presos um no outro, transmitindo toda aquela emoção que crescia em nosso íntimo. Eu sentia toda aquela magnitude percorrendo desde as pontas de meus dedos. Meu coração batia e pulava, eufórico. Era como se aquele vai e vem preenchesse muito além de algo carnal. Nossas almas se encontravam naquele sentimento poderoso, intenso e delirante.

Todos os detalhes a nossa volta nos deixavam ainda mais alucinados. O cheiro de sexo espalhado pelo quarto que misturava ao nosso, em um aroma afrodisíaco. A fina camada de suor de nossos corpos. O som alto de nossos corpos se chocando, naquele ritmo frenético junto aos de nossos suspiros de prazer.

Tudo era intenso demais. Forte demais. Não havia palavras que descrevessem tudo o que eu sentia naquele momento. O amor e o desejo que eu sentia por Felicity era algo que eu jamais havia experimentado antes. Eu sentia tantas sensações novas e únicas.

Naquele momento, eu percebi que não importava onde eu estivesse ou como estivesse, era Felicity que tornava tudo tão especial. Era aquela mulher que surgiu de forma tão atípica em minha vida que havia me apresentado, ainda que de maneira turbulenta, o que é o amor. Havia me mostrado o que é amar e ser amado.

Como uma avalanche, ela me puxou para o seu mundo sem qualquer aviso e mudou minha vida por completo. Felicity preencheu o vazio dentro de mim. Trouxe a luz que eu buscava desesperadamente desde que Sara se foi. Ela me deu esperança e quebrou todas as correntes em volta de meu coração.

O corpo de Felicity tremiam e eu não estava muito diferente. Seu interior se contrai e sinto duas unhas se cravando em meus ombros, enquanto um longo gemido escapa de seus lábios. Uma descarga elétrica percorre minhas veias e aquela sensação visceral e violenta me atinge. Em um choque único de prazer, desfaço-me em um rugido gutural, com as mãos entrelaçadas a dela.

Ofegando, desabo sobre Felicity com o coração pulsando errático. Sorrisos cansados e satisfeitos aparecem em nossos rostos. Obrigo-me a sair de cima de Felicity e a puxo para se deitar sobre mim. Seus cabelos caem sobre o delicado rosto e sobre meu peito. Empurro as mechas para trás de sua orelha e deslizo meu polega por sua bochecha. Ela é tão linda.

Felicity se aninha em meu peito e fecha os olhos, sorrindo. Abraço-a bem apertado e inspiro o perfume suave de seu cabelo. Nossas respirações se normalizam e a embriaguez pós orgasmo recai sobre nosso corpo. Puxo a coberta que havia ido ao chão e nos cubro. Aos poucos ouço o ressonar baixo vindo da loira e acabo sorrindo, observando-a dormir angelicalmente.

[...]

Uma semana se passou desde que Felicity, Tony e eu retornamos do acampamento. E eu me sentia como se estivesse em um sonho. A cada dia ao lado deles, eu me sentia mais completo e feliz. Nem mesmo o receio por Laurel está desaparecida de minha vida desde que a vi maltratando Tony era o bastante para tirar os sorrisos bobos de meu rosto.

Minha vida havia mudado radicalmente em tão pouco tempo que eu ainda tinha dificuldades para acreditar. Se a três meses atrás alguém me dissesse que eu descobriria que tinha um filho e que me apaixonaria pela mãe dele, eu riria e questionaria se a pessoa precisava de uma consulta com um psiquiatra.

Agora aqui estou eu, sentado com Tony em meu colo, segurando a mão de Felicity, enquanto assistíamos assistia à competição nacional anual de patinação artística no gelo onde meu primo Ben e Mal, a babá de Tony, iriam competir. O United States Figure Skating Championships era um campeonato bastante disputado e pelo ginásio cheio de expectadores, eufóricos a cada casal que se apresentava, o nível da competição era alto.

Tony dormia cansado em meu peito, sem nem mesmo se importar com os gritos que ecoavam pelo ginásio e a música alta que tocava a cada apresentação. Ao nosso lado estavam Sam, Freddie, Beth, Daryl, Damon, Elena, Thea e Roy, que haviam feito questão de comparecer para assistir a inesperada apresentação de um de nossos primos mais novos na patinação artística.

Eu observava a minha família, sem acreditar o quanto nossas vidas estavam diferentes. Damon e Elena, após muitas discussões e problemas, parecem finalmente ter aceitado seus sentimentos e começaram a namorar. O único problema é que o relacionamento ainda é segredo para seus pais, que não aceitam o envolvimento dos dois por serem "irmãos".

Sam também parecia estar se escondendo depois de se envolver em problemas bem complicados no mês anterior na França. Não sei muitos detalhes do que aconteceu, mas ela passou três semanas em uma cidade interiorana francesa sem dar satisfação à ninguém logo após a morte de seu pai. Para a nossa surpresa, depois de muita preocupação, a loira retornou para Hawkins e trouxe consigo Freddie, seu novo namorado. Por algum motivo, ela continua a se esconder e a usar disfarces para não ser reconhecida. Aparentemente a única que sabe sobre o que está acontecendo é Beth, que também deu uma mudada e tanto em sua vida.

De uma mulher que ama a liberdade e vida de festas, do dia para a noite, Beth se casou com Daryl Dixon, um dos sócios de seu falecido pai, e tem ajudado a comandar as Corporações Puckett. Ninguém sabe como isso aconteceu, mas parece que esse casamento resultou em mudanças drásticas no comando da empresa, que já estava bem incerto desde a morte de tio Kyle.

Thea também começou a namorar e parecia bem feliz ao lado de Roy Harper. Ela conhece o rapaz desde a escola, mas somente agora tiveram coragem de assumir seus sentimentos. Apesar de achar Thea nova demais para namorar, eu não pude fazer muita coisa quando minha irmã caçula me lançou o seu olhar teimoso, típico de um Barton, e deixou claro que não permitiria que ninguém interferisse em sua vida, nem mesmo eu.

Em meio a muitas confusões e acontecimentos inesperados, nossa família tem aumetado. É divertido ver nossos horizontes se expandindo. E eu provavelmente nunca pensaria dessa forma se não fosse por Felicity e Tony terem entrado em minha vida.

Sorrio ao pensar nisso e pego na mão de minha noiva, sentindo toda a sua tensão. Ela então me encara com seus lindos olhos esverdeados, mordendo seu lábio inferior com ansiedade.

— Será que eles vão conseguir se apresentar depois de tudo o que aconteceu? — Questiona Felicity, preocupada.

— O que aconteceu? — Questiona Sam com curiosidade, enquanto comia a pipoca no grande balde de pipoca que estava no colo do namorado. Freddie entrega um copo de refrigerante a ela, quando ver que, como sempre, ela havia colocado mais pipoca na boca do que dava conta de mastigar.

— Come devagar. A comida não vai fugir. — Repreende Freddie e ela dá de ombros, sem se importar, enquanto bebe o refrigerante.

— Enfim, o que foi que aconteceu que nós não estamos sabendo? — Pergunta Daryl, o marido de Beth, com preocupação.

— Bom, a Mal foi sequestrada por aquele ex-namorado dela traficante. Se não fosse pela tia Tasha, ele teria fugido do país com a recompensa de dez mil dólares que ele exigiu de Ben pelo resgate dela. Parece que o Ben quase levou um tiro. — Conta Damon, surpreendendo o homem

— E quando isso aconteceu que eu só fiquei sabendo disso agora? — Pergunta Beth, guardando celular no bolso para prestar atenção na história.

— Hoje de manhã. — Responde Felicity, mostrando toda a aflição que sentiu. Beth, Daryl, Sam e Freddie nos encaram surpresos.

Esse acontecimento foi realmente surpreendente. Depois de tentar entrar em contato com Mal diversas vezes para saber se ela estava bem e o motivo de não ter ido trabalhar, Felicity e eu notamos que algo muito grave deveria ter acontecido. Procuramos Ben e descobrimos que a garota havia sido sequestrada pelo ex-namorado dois dias antes de sua competição. Aparentemente, ele é um homem bastante sem caráter e comandava uma das regiões mais perigosas da cidade e estava em busca de dinheiro para fugir do país.

Felizmente, tia Tasha interferiu e impediu que o plano do criminoso desse certo. Ela conseguiu salvar a babá de Tony e prender o rapaz que era procurado pela polícia há mais de três anos. E para nossa surpresa, mesmo depois de todos os problemas que enfrentaram, Ben e Mal decidiram que iriam competir no campeonato de patinação artística.

— Hoje de manhã? Uau! Eles devem estar bastante traumatizados. — Comenta Freddie, pensativo.

— Eu ainda não consigo acreditar que eles vão competir. — Comenta Elena, sorrindo nervosa. — Espero que eles se saiam bem.

— Não se preocupe. Ben é um membro da família Barton. Seja teimoso e inteligente como um Barton. Ele jamais competiria se não soubesse que eles são capazes de ganhar. — Tranquilizo Elena, que sorri e assente.

— Eu recebi uma mensagem de Austin, perguntando onde nós estamos. Acho que ele e Ally chegaram. — Avisa Thea, encarando o celular. — Vocês conseguem ver os dois em meio a essa multidão?

— Não... — Fala Roy, olhando em volta. No entanto, ele para por um momento e parece surpreso. — Aquele por acaso é o Aaron?

— O quê? — Questiono, olhando para o lugar que meu cunhado apontava. Surpreendo-me ao reconhecer o babaca que deveria estar na ilha Thunderbolts cuidando da namorada e não aqui. — É ele mesmo. O que esse maldito está fazendo aqui?

— Parece que ele e Brooke retornaram para Hawkins depois que ele foi acusado de envolvimento em alguma coisa grande. — Comenta Elena, parecendo tensa. — Brooke está na casa da tia Mimi e Aaron deveria estar na delegacia prestando depoimentos.

— De qualquer forma, vamos ignorá-lo por hora. Ele está acompanhado de um dos conhecidos de tia Tasha. — Responde Damon e somente nesse momento noto a presença do agente Leonard Snart ao seu lado. — Deve haver algum bom motivo por trás dessa presença desagradável.

— Vamos nos concentrar em Ben e Mal. Eles realmente precisam de nosso apoio. — Fala Thea com seriedade. — Além disso, ele parece estar algemado. Então acho que está tudo bem.

— Oi pessoal! — Cumprimenta Barry, surgindo de repente ao lado de Cait, Austin e Ally.

— Barry? O que você está fazendo aqui? Você e Cait não deveriam estar no hospital? — Questiono, observando o ombro e braço direito de Cair imobilizados, a testa estava enfaixada e o rosto machucado da garota. Barry também estava bastante ferido com a perna quebrada, o nariz inchado e vários cortes no rosto.

Barry e Cait também nos deram um susto e tanto ao se envolver em um acidente de carro junto a mais dois amigos. Aparentemente, houve um deslizamento de terra em uma pista perigosa e eles acabaram tendo que invadir a pista contrária, onde vinha um caminhão. Eles conseguiram desviar o carro, mas perderam o controle e o veículo capotou.

Teoricamente, era para eles estarem no hospital, recuperado-se dos ferimentos, mas eu conhecia o meu primo bem o suficiente para saber que ele faria de tudo para assistir a apresentação de um de seus melhores amigos. Austin, Ben e Barry são inseparáveis desde sempre, então eu não estava realmente surpreso com a presença do cientista e sua namorada.

— Achou mesmo que perderíamos a competição do Ben e da Mal? — Questiona Barry, sorrindo convencido, enquanto se apoiava em muletas para ficar em pé.

— Ally! Era para você ter garantido que eles ficariam quietos! — Repreende Elena, levantando-se do banco com Damon, Elena, Thea e Roy. — Sentem logo vocês dois!

— Acha que eu não tentei? — Resmunga Ally, olhando feio para o namorado e Barry. — Esses dois são incrivelmente teimosos.

— Esse é nosso dom. — Afirma Austin, dando um beijo na testa de Ally, que o empurra.

— Não me olhe assim. Eu fui obrigada a vir. — Defende-se Cait, levantando o braço livre em sinal de redenção ao ter o olhar intimidador de Elena sobre si.

— Vocês não tinham se envolvido em um acidente de carro e estavam em estado grave no hospital antes de ontem? — Questiona Freddie, encarando o Cait e Barry que se sentavam com dificuldade nos bancos do ginásio. Felizmente, ainda haviam lugares vagos na arquibancada e todos conseguiram sentar juntos.

— É, mas isso já ficou no passado. Agora nós estamos bem. — Responde Barry, como se não fosse nada demais.

— Tia Echo sabe que vocês estão aqui? — Questiona Damon, sorrindo divertido.

— É claro que não. — Responde Cait, rindo.

— E é claro que ela não precisa ficar sabendo disso. — Resmunga Barry, olhando feio para cada um de nós. — Se ela souber, eu ficarei muito encrencado.

— E eu também. — Afirma Austin, parecendo preocupado.

— Eu vou pensar no caso de vocês. — Provoca Thea, dando um sorriso diabólico.

— E essa família só continua a ficar mais estranha. — Comenta Freddie com Daryl, mas todos acabam escutando. Sam ri e o encara com ironia.

— Eu te avisei. — Fala a loira, pegando mais pipoca para comer.

— Essa família tem uma tendência estranha de se envolver em perigo. — Comenta Daryl, suspirando em frustração.

— E de alguma forma nós acabamos nos envolvendo também. — Complementa Freddie e vejo Felicity, Ally, Cait, Daryl e Roy assentirem, concordando.

— Não sei do que vocês estão falando. — Digo, encarando Felicity, que me lança um olhar confuso. — Vocês também fazem parte da família Barton.

— E deveriam se sentir gratos por isso. — Afirma Damon, passando o braço por cima do ombro de Elena, que ri e concorda.

— Eu não me lembro de em momento algum ter concordado em sofrer da síndrome de se meter em confusão que vocês compartilham. — Brinca Felicity, ajeitando a blusa que cobria Tony.

— Seja teimoso e inteligente como um Barton. — Relembra Elena, aconchegando-se nos braços do namorado. Ainda era difícil acreditar que eles finalmente haviam se acertado. — Esse lema não está apenas de enfeite em nossa família. Vocês já deveriam saber que não somos pessoas comuns. É claro que vocês acabariam envolvidos em nossas loucuras.

— E que eu me lembre, o pequeno Tony também tem uma certa tendência a se envolver em problemas. — Conta Austin, dando um sorriso convencido.

— Ele puxou ao pai. — Faço questão de me gabar e Felicity revira os olhos e leva a mão ao peito em uma falsa tristeza.

— Uma mini cópia sua, você quis dizer. — Comenta Thea, rindo ao encarar o sobrinho.

— Infelizmente. — Concorda Felicity, rindo.

— Pobre Felicity. Carrega a criança nove meses para ela nascer parecida com o pai. Eu entendo a sua dor, amiga. — Brinca Beth, fazendo todas as garotas rirem.

Viro-me para responder Beth e me surpreendo ao ver uma mulher sentada ao fundo que logo reconheço como Laurel. Ao notar que eu havia a vista, ela sorri e leva a mão a cabeça, simulando um tiro. Sinto meu coração bater descompassado e penso em me levantar para ir atrás dela, mas sinto Tony se mexer agitado, parecendo finalmente acordar. Encaro meu filho preocupado e ele parecia querer chorar, mas logo ele volta a dormir. Volto a encarar a direção em que ela estava, mas Laurel havia desaparecido.

— Oliver? Está tudo bem? — Pergunta Felicity, preocupada.

— Sim. Eu só... — Paro de falar e suspiro, vendo que não havia sinal algum da mulher. Talvez eu estivesse vendo coisas. — Não é nada.

Antes que Felicity me questionasse mais uma vez, as luzes das arquibancadas se apagam e o apresentador do campeonato anuncia que era vez do último casal da noite se apresentar. Todos voltam sua atenção para Ben e Mal que entram na pista de gelo sobre a ovação do público.

Depois da linda e graciosa apresentação do casal, vibramos ao saber que eles conquistaram o primeiro lugar da competição e ainda quebraram alguns recordes de pontuação. No entanto, eu ainda não consigo tirar a imagem de Laurel da minha cabeça, por isso, envio uma mensagem para tia Tasha. Estava na hora de começar a agir.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara