Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E aqui estamos com o capítulo de hoje. Ontem eu tive alguns problemas técnicos que atrapalharam na escrita do capítulo. Isso fez com que o capítulo ficasse confuso. A Vaniagomes me alertou sobre isso, então muito obrigada! Eu fiz o acréscimo de algumas informações para melhorar o entendimento, então quem leu ontem e tiver ficado confuso, peço que leiam novamente a metade do capítulo para o final. E é com isso que também peço para que sempre me alertem, caso achem que o capítulo ficou confuso ou que faltou informações. Como eu escrevo e posto diariamente, eu normalmente não consigo revisar o capítulo com toda a minha vida corrida. Enfim, quero agradecer demais a Gisele amorim, Suh Souza, Drica e Vee Grey Smoak Queen pelo apoio que me deram no capítulo passado. Estamos na contagem regressiva para o fim da história e eu sou muito grata pelo carinho de vocês. De verdade! Espero que gostem do capítulo. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO VI — MILAGRES DE JUNHO

CAPÍTULO XXV — AMEAÇA

Minhas unhas batucavam sobre a mesa de metal, esperando pela chegada de Natasha. Oliver estava ao meu lado e balançava a perna parecendo tão ansioso quanto eu. Nós esperávamos pela agente da CIA há pelo menos trinta minutos, em uma daquelas salas de interrogatório que eu via sempre nas séries policiais.

Eu sentia um certo desconforto por estar em um lugar assim. Era como se a qualquer momento fosse entrar um policial pronto para fazer um interrogatório ou como se eu estivesse sendo vigiada do outro lado do espelho que estava de frente para nós. Respiro fundo, tentando me acalmar e observo Oliver pelo canto do olho.

Depois da competição de patinação artística de Mal e Ben que assistimos no fim de semana, Oliver revelou que achava ter visto Laurel. No mesmo instante, o pesadelo que tive quando estávamos em Crown Hill voltou em minha mente. Temendo que ele acabasse se realizando, concordei com Oliver de que devíamos pedir a ajuda de Natasha, já que não conseguíamos contatar Clint desde que retornamos do acampamento.

Era inevitável não me sentir ansiosa e amedrontada. Todos os meus instintos me alertavam de que não podíamos ignorar as ações de Laurel e que ela poderia ser muito mais traiçoeira do que imaginávamos. Suspiro, impaciente, e sinto a mão de Oliver sobre a minha. Encaro meu noivo e ele me lança um sorriso compreensível. Encosto minha cabeça em seu ombro, enquanto entrelaço nossas mãos, e sinto seus lábios sobre a minha testa.

— Vai ficar tudo bem. — Garante Oliver, apertando nossas mãos.

— Espero que sim. — Respondo, cada vez mais angustiada.

Um homem usando um colar com o emblema da CIA entra na sala. Ele segurava uma bandeja com dois copos grandes do que imaginei ser café pelo aroma que se espalhou pela sala. O rapaz que não parecia ter mais do que vinte e cinco anos sorri, parecendo envergonhado, e coloca a bandeja com os dois copos sobre a mesa de metal.

— A agente Romanoff teve um contratempo e por isso está atrasada. No entanto, ela não deve demorar a vir. Enquanto isso, espero que gostem de café. — Explica o rapaz, entregando um copo para cada um de nós.

— Obrigado. — Agradece Oliver, tomando um gole generoso de café.

Sussurro um agradecimento e inspiro o aroma do líquido escuro, que preenche meus sentidos e me acalma um pouco. Bebo um pouco do café e o sinto aquecer meu corpo, trazendo um pouco de conforto. O jovem agente pega a bandeja e a aperta contra o peito. Nesse mesmo instante, a porta se abre mais uma vez, revelando a agente ruiva de olhos verdes marcantes. Ela suspira e dá um fraco sorriso.

— Desculpem o atraso. — Lamenta a mulher, entrando na sala. Ela encara o agente que havia nos servido café. — Obrigada por trazer o café para eles, Dom.

— Não foi nada. Você quer que eu traga um para você também? — Pergunta o rapaz de cabelos espertados cor de chocolate, olhos negros, estatura média e sorriso gentil.

— Sim, por favor. — Pede Naty, sorrindo agradecida. O agente assente, concordando e após acenar em uma despedida, ele deixa a sala. Assim que estamos sozinho, a ruiva se senta de frente para nós e coloca uma pasta sobre a mesa. — Sinto muito por deixar vocês esperando e ainda não ter um local mais aconchegante para recebê-los, mas é que esse é o único lugar seguro para conversarmos. Infelizmente, as paredes aqui tem ouvidos.

— Não se preocupe com isso, tia Tasha. Está tudo bem? Você parece exausta. — Comenta Oliver, encarando a mulher com preocupação.

— Sim. Só... — Natasha suspira e sorri, parecendo cansada. — Um dos meus maiores criminosos que já capturei em toda a minha carreira como agente da CIA escapou da prisão durante a noite e não conseguimos localizá-lo. Dois dos meus melhores agentes ficaram bastante feridos e sem imagens das câmeras de segurança da prisão, não temos pista alguma do paradeiro dele.

— Espero que vocês não demorem a encontrá-lo. — Respondo com sinceridade e Naty me lança um olhar agradecido.

— Eu também espero. — Afirma a mulher, respirando fundo, provavelmente em uma tentativa de manter sua mente focada. Ela então abre a pasta que havia trago com ela e vejo algumas fotos semelhantes a de câmeras de segurança de Laurel. — De qualquer forma, depois que Oliver me mandou mensagem, relatando a preocupação dele quanto a ex-namorada e da provável presença dela no United States Figure Skating Championships, eu dei uma olhada nas câmeras de segurança do ginásio e descobri que não foi uma visão, Oliver. Laurel realmente estava no ginásio na hora do campeonato e saiu um pouco antes da apresentação de Ben e Mal.

— Droga! Então ela está mesmo nos seguindo. — Resmunga Oliver, frustrado. — Eu sabia que a falta de notícias dela significava que ela estava se preparando para aprontar.

— E você sabe onde ela está, Naty? — Pergunto, esperançosa.

— Essa é a parte estranha da história. Já faz umas três semanas que Laurel não aparece em seu trabalho e nem em seu apartamento. Ninguém sabe onde ela está. Contatei o detetive Quentin Lance para saber se ele tinha alguma notícia sobre o paradeiro da filha e ele me informou que não sabia nem mesmo que ela estava desaparecida, já que ela continuava a entrar em contato com frequência. — Conta a agente do CIA, parecendo incomodada. — Eu investiguei os amigos mais próximos de Laurel e todos disseram que tiveram contato com ela por mensagem e ligações telefônicas, então não sabiam que ela não estava indo trabalhar.

— E nenhum dos seus colegas de trabalho procurou a polícia ou os familiares dela para saber o porquê dela não aparecer no trabalho há três semanas? — Questiono, sem entender como as pessoas não tinham reparado no desaparecimento dessa psicopata.

— Aparentemente, essa não é a primeira vez que a Laurel desaparece por um longo tempo e volta como se nada tivesse acontecido. — Explica Natasha, pegando algumas folhas que haviam diversas anotações. Viro-me para Oliver, esperando que ele esclarecesse o comportamento dos amigos e família de Laurel.

— Laurel realmente tinha o costume de se isolar com frequência quando estava em suas crises de transtorno bipolar. Ela passava algumas semanas em em estado depressivo. Eu geralmente tentava interagir presencialmente com ela, mas parecia que seu quadro piorava quando insistíamos em visitá-la. Por causa disso, quando ela tinha essas crises, nós procurávamos conversar com ela por mensagens e ligar. — Responde Oliver, pensativo. Ele então estrala a língua no céu da boca e passa as mãos sobre o rosto, parecendo cansado.

— Você se lembra de algum lugar que ela poderia estar se escondendo, Oliver? — Questiona Natasha, esperançosa.

— Não. Eu não... — Ele suspira e desvia o olhar, como se tentasse se lembrar de alguma coisa. — Eu não sei. Todas as vezes que ela se isolava, Laurel ficava em casa, escondida em seu quarto.

— Certo. — Naty morde o lábio inferior e parece pensar por um momento. — De qualquer forma, eu colocarei alguns agentes de confiança para continuar as buscas por Laurel. Infelizmente, a operação pode demorar um pouco. Por causa da fuga do criminoso que eu contei a vocês, a maior parte dos agentes da unidade foram convocados para ir em busca dele. Ainda tem o fato de que eu estou responsável por cuidar pessoalmente do namorado de Eleven. No entanto, vou pedir para que Hopper disponibilize alguns de seus homens para ficar de olho em Tony e garantir a segurança dele.

— Como Mike está? — Pergunto, preocupada.

Jane Hopper, ou Eleven como é normalmente chamada, é filha adotiva do irmão mais velho de Clint, que é o delegado da cidade. A adolescente foi resgatada do laboratório de Hawkins, onde era usada para testes medicamentosos pelo pai biológico desde que nasceu e foi resgatada por Jim Hopper, que se apaixonou pela garota que tinha idade semelhante a de sua filha biológica, Sara Hopper, quando morreu e acabou a adotando.

Eleven era uma criança bastante fechada para o mundo devido os traumas desenvolveu durante o tempo em que viveu no laboratório, mas tudo mudou quando ela se tornou babá de Holly, a melhor amiga de Tony, e conheceu Mike Wheeler. Eles se apaixonaram e começaram a namorar. O grande problema é que Mike é filho do presidente do laboratório que Eleven foi mantida em cárcere privado. Ted Wheeler está envolvido em inúmeros escândalos e isso refletiu em seus filhos, que se tornaram vítimas da invasão de privacidade da mídia, que descobriu a localização das crianças de forma misteriosa.

— Está... sobrevivendo. Ele ainda se sente culpado por Eleven ter se machucado e continua afastando as pessoas dele. Infelizmente, além da imprensa, estamos tendo que lidar com as pessoas continuamente o atacando por causa das ações do pai dele. — Conta Natasha, suspirando tristemente.

— El deve estar arrasada. — Comenta Oliver, soando preocupado com a prima de consideração. — Sinto muito por te incomodar quando você está tão ocupada com o seu trabalho e a nossa família, tia Tasha. Eu tentei entrar em contato com o tio Clint diversas vezes, mas não consegui. Pensei em até mesmo usar o celular Walkie-Talkie de emergência que ele criou que funciona por sinal de satélite, mas acho que ainda não é o momento.

— Você sabe que esse celular só deve ser usado em casos de vida ou morte, quando seus celulares não possuem sinal. — Fala Natasha com um leve tom de repreensão. Observo-os sem saber sobre o que eles falavam. — E você sabe que pode me chamar sempre que precisar. Eu posso não estar mais com o seu tio, mas eu ainda sou a tia Tasha, que sempre aparece quando vocês se envolvem em encrencas. Tony também é como um sobrinho para mim, então farei de tudo para garantir que ele fique bem e que Laurel nunca mais volte a incomodar vocês.

— Obrigada, Naty. — Agradeço, pegando nas mãos da ruiva. — Eu nem sei como agradecer.

— Você é como a minha irmã mais nova, Feli. Não precisa agradecer. — Natasha sorri e aperta mais nossas mãos com um sorriso determinado em seu rosto.

— Você é mesmo como o nosso anjo da guarda, tia Tasha. — Comenta Oliver, encarando a tia com admiração.

— O que eu posso fazer? Vocês são a única família que eu conheci. Mesmo tendo esse dom de se envolver com pessoas perigosas e arranjar problemas para vocês, eu ainda os amo como se fossem meus filhos. — Responde a agente da CIA, sorrindo com doçura. Batidas na porta ecoam pela sala de interrogatório. — Entre.

— Com licença. — Fala o agente de antes, entrando na sala com o café de Naty. — Aqui está o café que você pediu.

— Obrigada, Dom. — Agradece a ruiva, que não demora muito a bebericar a bebida. — Você é incrível! Trouxe exatamente do jeito que eu gosto. Dois cubos de açúcar e chantilly.

— Não foi nada. — Responde o rapaz, dando um sorriso gentil. — Agora eu vou voltar para a minha mesa. Se precisar de mim, é só me chamar.

— Pode deixar. — Concorda a ruiva, voltando a beber mais de seu café. Dom faz uma rápida reverência em despedida e sai da sala.

— Seu paladar continua semelhante ao de uma criança. — Comento, rindo. Ela me encara entediada e dá de ombros, sem realmente se importar. — E o rapaz parece gostar muito de você.

— O quê? — Balbucia Naty, rindo. — Não seja boba.

— Espero que ainda se lembre que você ama o tio Clint e que ele ainda é completamente apaixonado por você. — Resmunga Oliver, mal-humorado.

— Seu tio e eu já terminamos há dez anos, Oliver. Achei que já tivesse entendido que não fomos feitos para ficarmos juntos. — Retruca a agente e eu sabia que ela mais falava isso para convencer a si mesma do que a nós. É nítido que o coração de Natasha ainda bate forte por Clint toda vez que tocamos no nome dele. Infelizmente, ela é teimosa demais para admitir e por isso tem fugido dele por dez anos.

— Eu entendi que vocês são dois cabeças-duras orgulhosos que ao invés de conversarem e assumirem que ainda se amam, ficam agindo como suas crianças, fugindo um do outro. — Ironiza Oliver, cruzando os braços, enquanto Natasha revira os olhos. Rio do comportamento dos dois e olho as horas em meu relógio de pulso.

— Bom, agora nós precisamos ir. Tony já deve estar para sair da escola. — Relembro e Oliver assente, sorrindo levemente.

— Vamos levá-lo para tomar sorvete. São rara as vezes que conseguimos ter folga juntos no meio da semana. — Fala Oliver, sorrindo animado.

— Você o mima demais. — Comento, encarando-o com repreensão, enquanto nos levantamos.

— Ainda é tão engraçado pensar que aquele menino travesso que passava horas treinando com o seu arco e flecha cresceu muito além de mim e se tornou um adulto responsável com filho. — Natasha sorri com nostalgia, ficando de pé. — Para mim, você sempre será o meu Arqueiro Verde carinhoso.

— E você sempre será a tia Tasha. — Responde Oliver, abraçando a agente. Ele deixa um beijo na testa da mulher e se afasta. — Obrigado mais uma vez pela ajuda, tia Tasha.

— Não foi nada. — Afirma a agente e no mesmo instante, o celular de Oliver começa a tocar.

Ele pega o aparelho no bolso de sua calça e encara o visor. Oliver parece confuso. Provavelmente não reconhecia o número. Aproximo-me de Natasha para me despedir de minha amiga, enquanto meu noivo atendia a ligação.

— Alô. — Oliver escuta a voz do outro lado da linha e arfa, surpreso. — Laurel?

— O quê? Ela está te ligando? — Questiono, separando-me do abraço que dava em Natasha para encará-lo.

— Coloque no viva-voz. — Orienta Natasha e ele assente, afastando o celular do ouvido para atender ao comando da agente. Ela se vira para mim e faz sinal para que eu permanecesse quieta. Bufo, mas acabo concordando. A ruiva então parece apertar alguma coisa embaixo da mesa de metal e logo entendo que a conversa seria gravada.

O que foi, Ollie? O gato comeu sua língua? — A voz cínica de Laurel se faz presente e no mesmo instante sinto toda aquela raiva assumir meu coração. Aperto meus punhos para me controlar. — Eu fiquei sabendo que você colocou a irritante da sua tia Natasha para vir atrás de mim.

O que você quer, Laurel? — Questiona Oliver entredentes.

Quanta agressividade! Eu que deveria estar chateada por você usar outras pessoas para me procurar depois de tudo o que vivemos. — Laurel bufa, parecendo irritada. — Você é mesmo uma pessoa cruel, Ollie.

— Desgraçada. — Sussurro, furiosa. Natasha puxa meu braço e me encara com repreensão.

— Eu sou cruel? — Pergunta o rapaz, rindo incrédulo. — Você tornou a vida um verdadeiro caos com toda a sua possessividade e seus ataques de fúria e eu sou o cruel? Já chega, Laurel! Pare de perseguir a minha família e esqueça que eu existo!

Esquecer que você existe? — Laurel ri e evidência toda a sua maldade. — Você vai pagar caro pelo que me fez, Ollie!

— O que foi que eu fiz, Laurel? — A pergunta impaciente de Oliver faz Laurel bufar.

Desde que o abominável do seu filhinho apareceu, você pouco se importou em como a sociedade me veria. Eu sai com o papel de corna! E como se não bastasse, você simplesmente se envolveu com a vadia da mãe dele!

— Não fale assim da minha noiva e filho. Você não tem esse direito! — Oliver usa seu tom intimidante e sinto que essa conversa estava tomando um rumo perigoso.

Noiva? Noiva? — Laurel grita, furiosa. Ela parecia estar começando a perder o controle. — Então ela agora é sua noiva? Isso não é justo!

— Laurel...

Primeiro ela te dar o filho que eu deveria te dar e agora ela se tornou sua noiva? Você deveria ser meu, Ollie. Meu! - A reação de Laurel me causa calafrios. Aperto a mão de Natasha, em busca de algum sinal de que aquela angustia em meu peito não era nada demais. Todos os poros de meu corpo estavam em alerta. — Isso não vai ficar assim! Não vai!

— O que você vai fazer, Laurel? — Pergunto, desesperada. Oliver e Natasha me encaram surpresos.

Ah, então a vadia da sua noivinha está ouvindo a conversa? — Ironiza Laurel em um tom ameaçador. — Pois ouça com muita atenção o que eu tenho a dizer para você, vadia! Eu vou te fazer desejar nunca ter atravessado o meu caminho. Você vai implorar para voltar no tempo e impedir a sua maldita gravidez de acontecer e ter sequer pensado em se envolver com o meu homem. Todos os dias da sua miserável vida, você vai levar em suas costas o destino do seu precioso filho.

— Laurel, eu juro que se você encostar em um fio de cabelo do meu filho mais uma vez, eu vou arrancar seu coração com as minhas próprias mãos! — Ameaço, sentindo a fúria percorrer o meu corpo. E tudo piora ao ouvir a risada maléfica de Laurel.

Tarde demais! — Fala a ex-namorada de Oliver e de repente sinto um frio na espinha. — Por que não se despede de sua mamãe, aberração?

— Mamãe! — O tom choroso de Tony ecoa na ligação e meu desespero se multiplica.

— Oi meu amor. Fica calmo. A mamãe vai te salvar. Você vai ficar bem. Eu juro. — Digo, agarrando o celular de Oliver, enquanto as lágrimas descem pelo meu rosto. — Onde você está, meu amor? Fala para a mamãe.

Já chega. Acabou o tempo. — Laurel volta a assumir o controle da ligação. Ao fundo, ainda era possível ouvir o choro desesperado de Tony e seus contantes gritos, chamando por mim. Isso me destrói. Meu coração se aperta cada vez mais e eu sentia um medo incondicional percorrer meu corpo. — Agora que vocês já se despediram desse ser odioso, eu posso finalmente trucidar essa aberração que nunca deveria ter nascido.

— Não! Por favor! — Desabo, chorando inconsolada. Natasha me acolhe, abraçando-me com força, enquanto Oliver pega o celular de minha mão.

— Laurel, o que você pensa que está fazendo?! — Oliver estava possesso. — Eu vou matar você se fizer qualquer coisa com o meu filho, Laurel! Você vai...

Suas ameaças não me afetam mais, Ollie. — Responde Laurel com frieza. — É tarde demais.

E então a ligação se encerra. Meu corpo tremia e eu sentia que o ar estava prestes a desaparecer. O medo em sua forma crua maltrata meu coração e minha mente. As cenas de meu pesadelo se fazem presente e eu já não tinha forças para controlar o meu choro. Oliver me abraça com força e noto que ele também tremia.

— Nós vamos salvá-lo. — Afirma Oliver, apertando mais o seu abraço. Vejo Natasha se levantar e seus olhos exibiam uma fúria desumana. Meu noivo se afasta de mim e vejo seus olhos azuis se escurecerem. Há um brilho demoníaco e um forte desejo por sangue em Oliver. Ele respira fundo e sua voz soa um tom mais grave que o normal. — Eu prometo.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara