Notas iniciais
Eu sei que eu e a La-La-chan estamos um "pouco" atrasadas para postar esta fic, porem nós demos o nosso melhor a faze-la por isso espero que gostem dela!
Boa leitura (/*~*)/

É como estar em uma caixa...

É como dar os primeiros passos.

Talvez seja essa a sensação de amar.

Nunca entendi muito bem o porquê das pessoas ligarem tanto para feriados. Para mim, nada mais são do que dias perdidos que eu poderia utilizar em meus treinos, mas sempre que eu deixo algum comentário deste tipo escapar, as pessoas me encaram como se fosse um alien.

Só que existe uma exceção...

Todos os seres humanos são feitos de certezas e exceções, e eu não sou diferente. O natal para mim sempre foi um dos retiros mais importantes, por algum motivo os dias próximos a está data parecem ansiosos, e tudo é motivo para expectativa.

Não são os presentes, ou os filmes estúpidos do Macaulay Culkin. Talvez seja que naquela época minha família se reunia, e mesmo eu sabendo que eles possuem carinho e afeto pela minha pessoa, neste dia parecia que tudo refletia isto.

Meu pai e minha mãe paravam em casa, eu acordava com biscoitos prontos e assados. Meu pai estaria lendo o jornal, com seu horroroso cardigã com estampa natalina, minha mãe estaria usando um parecido, só que com mais bom gosto.

Conversaríamos como foram os nossos dias, e o quanto estávamos satisfeitos. Eu contaria o quanto aquele ano havia sido de extrema importância para mim, pois havia mudado o meu jeito de jogar e agora fazia parte de um time que me acolhia.

Infelizmente tudo iria por água abaixo assim que o meu pai resolveu tirar uma espécie de lua de mel com a minha mãe neste período, já que eles estavam sempre trabalhando. E eu não havia dito como eles estariam quebrando a minha data favorita, por que no final era apenas mais um dia.

E como para tentar sumir com minhas frustrações, acabava-me em treinos exaustivos até mais tarde ao lado do garoto baixinho e com cara de idiota. Possivelmente este foi um dos meus maiores erros.

Era estranho o quanto estar perto de Hinata transformava o meu dia, e eu esquecia que naquele mês meus pais não estariam comigo. Ou como brigar com ele me deixava de bom humor, mesmo que ele jamais notasse estes toques sutis em meu comportamento.

Era estranho o quanto em meio aos últimos treinos eu ficava o encarando, ou quanto esperava pelo menor sinal de aproximação para percorrer a sua fisionomia com meus olhos.

Normalmente a vida de um adolescente se resume sempre a hormônios, pornô, brigas na família, pornô e algum tipo de atividade que o faça esquecer as intrigas do dia, infelizmente a minha se resume a vôlei, hormônios, vôlei e um pouco mais de hormônios.

Não é o fim do mundo de apaixonar, não é mesmo. O fim do mundo é gostar do único idiota que parece compreender um pouco mais de você, mesmo sem tentar, como se o destino (um babaca em minha opinião), estivesse fazendo chover Glitter e gritasse: É ele!

Não, não é o fim do mundo, simplesmente é o inicio do apocalipse. Porque quando um idiota que mal consegue fazer uma recepção passa a infernizar a sua cabeça, não só na quadra, como a cada segundo do dia, só pode ser um sinal para me preparar para a minha passagem desta para melhor;

Porque quando ‘o laranja’ parece combinar de forma perfeita com o azul marinho, só pode significar que você realmente é imbecil, e tem sérios problemas com combinação de cores.

É claramente correto de que quando um sorriso, pelo motivo mais besta do mundo começa a fazer suas mãos suarem, ou que o cheiro, mesmo que de suor, passa a ser um dos seus favoritos, você está completamente ferrado.

Por que o amor é vadia e o destino um canalha.

__Atenção Kageyama! _Daichi-san exclamou mais alto, enquanto a bola fugia de minha mão.

__Desculpe! _falei respirando fundo.

O pior, é que além de ser um adolescente, ter os hormônios em crise, ser completamente obcecado por vôlei, começar a gostar de laranja, os meus olhos pareciam apenas seguir o pequeno panaca que me olhava admirado.

__Haha o Rei está errando todas hoje, o que foi a rainha anda dando problema demais? _Tsukishima falou naquele mesmo tom sarcástico, que me dava ânsia para arrancar aquele sorrisinho presunçoso do rosto do mais alto.

__Se concentrem! Tanaka, mais uma!

E assim tudo deveria voltar ao normal, um simples treino entre os jogadores para aperfeiçoamento de técnicas, e para entrosamento dos jogadores. Não que isso fosse algo novo, e nem que fosse desnecessário, mas toda vez que meus olhos enxergavam o borrão laranja do outro lado, algo dentro de mim parecia embrulhar.

E tudo recomeçava uma, duas, três vezes. E meus olhos grudavam no pequeno corpo a minha frente, esperando aquele sorriso estúpido que ele sempre abria, ou que ‘o laranja’ dançasse com o vento, surpreendendo todos como sempre.

__Kageyama! _Tanaka-san deu um soco em meu ombro, uma vez mais um passe errado, uma vez mais arrancando risadas do energúmeno que não imaginava o quanto mexia com algo dentro mim.

__Acho que por hoje deu para o Kageyama-kun, Daichi _Sugawara-san falou me olhando de forma gentil e acolhedora, daquela forma assustadora que mostrava que ele conseguia ler tudo que se passava com você.

Suspirei pesadamente, enquanto caminhava para fora da quadra. Ouvia as gracinhas daquele loiro idiota, e o olhar do técnico Ukai que parecia tentar ler o que acontecia, enquanto o professor sorria daquele jeito bobo.

E tudo era culpa daquele idiota de cabelo despenteado, que quicava de um lado para o outro na quadra, enquanto sorria como uma criança que acaba de ganhar o seu doce favorito. E mesmo que eu não pudesse suportar mais, a simples presença daquele idiota do Shouyou parecia desestabilizar algo dentro de mim.

E como eu o odeio!

Ele parecia me estressar tanto em quadra, que acabava pensando nele na sala de aula (quando estava acordado), em casa, no mercado, na rua, no trem, a todo instante do dia, e isso começava a simplesmente me deixar estático.

Okay é normais colegas de time pensarem em seus companheiro, não?

Claro, para tentar ajudar o outro a melhorar a habilidade um do outro não, e como o pedaço de gente era minha sina, eu simplesmente não poderia esquecer dele assim tão fácil, eu tinha que saber se ele não me atrapalharia ou ao time.

Mas não era o fato de pensar no pequeno-retardado-corvo que me deixava sem chão, eram os detalhes que pareciam mais visíveis a cada dia que eu passava. Como o sorriso dele enquanto jogava, ou o brilho dos olhos dele ao falar dos jogos, o bico que ele fazia quando não recebia um passe meu, ou como ele dava certos pulinhos enquanto andávamos na rua à noite.

Como ele bagunçava o cabelo, estupidamente bagunçado, quando ficava nervoso, ou como ele desviava dos meus olhos, quando estava aprontando algo comigo. Como ele adorava falar da irmã mais nova dele, o quanto ele gostava daquela bicicleta velha dele, a sua paixão para falar do pequeno gigante.

__Kageyama! _o grito estridente do ruivo chamou a minha cabeça, enquanto o mesmo saltitava como uma gazela sorridente.

Boa referência Tobio, porque não diz que o garoto tem pulga nos pés?!

__Hum?

__Você viu isso?! Eu fui tipo Ghawa! E então o Tsukishima cortou de forma arghw e...

__Idiota... _Suspirei pegando a toalha ao meu lado e jogando sobre minha cabeça.

__Você está de mal humor?! _o pequeno perguntou e começou a gargalhar _Claro que está!

__Cala a boca!

Hinata fez um bico, era estranho como as bochechas coradas dele pareciam contrastar tão bem com os olhos amendoados do menor. Ou como aquele brilho inocente e estúpido, parecia sempre estar ali, seja para qualquer coisa.

E era mais estranho sentir o meu coração acelerar quando ele sorria, ou como meu estomago embrulhava, mas era satisfatório saber que mesmo que o idiota fizesse até a cabeça de Buda, ele sempre viria até mim para exclamar o quanto estava contente.

E mesmo que eu quisesse sumir...

No final eu sabia o que tudo queria dizer.

O problema era: Como não sentir querê-lo, se ele sempre vinha sorrindo para mim?

E eu só podia fazer uma coisa, brigar e fingir. Por que, apenas um idiota reconhece o outro, e só um estúpido pode amar um idiota.

~*~

O problema de ser mais velho, com certeza é saber enxergar as coisas que os mais novos escondem, porque este era o trabalho de um senpai, auxiliar os mais novos na longa travessia que era a fase do colegial.

A dificuldade em fazer isso é como conseguir ajudar, sem que a pessoa se sinta desconfortável. Porque depois que Kageyama sai do jogo, volta, grita com Hinata, tudo parece normal para quem não consegue ver como o levantador está tenso, e como ele fica olhando o menor saltitar no meio da quadra.

__Isso é problemático... _suspirei de forma audível, enquanto escutava Koushi dava uma risada ao meu lado.

__Ele simplesmente não sabe como agir, isso é simples _Koushi falou olhando daquela forma compreensiva para mim _Vamos lá Daichi, você já deve ter passado por isso.

__E o que devemos fazer? Por que se eu for falar para o Kageyama, que o comportamento dele está desequilibrando o jogo do Hinata, eles dois vão socar na mente deles que a culpa é um do outro.

__Hum... E que tal se você não falar? _Suga falou sorrindo de forma que os seus olhos se fechassem, e eu sabia, ele estava aprontando alguma.

__Você não quer ajudar eles?

__Claro que sim... _Ele falou fazendo um biquinho e eu sorri.

__Você tem algo planejado, não é?

__Possivelmente...

O problema de ser o capitão, é que você sempre tem que ajudar os seus jogadores. Porque eles são sua família, seus companheiros e amigos, e se um cai, todos estendem a mão para levantar. E sinceramente, nada melhor que um plano de Natal para juntar dois idiotas.

Por que o Destino é um babaca, o amor é uma vaca, e os senpais são querubins.

~*~

~*~

É anormal,

É estranho,

É anormalmente estranho te amar...

Já estou começando a me habituar a ficar sozinho, de manha a minha irmã acorda muito cedo para ir para a escola, a minha mãe vai para o trabalho e o meu pai está quase sempre em viagens de negócios, passo o dia na escola com o pessoal do clube, nada demais, quando chego a casa já estão todos a dormir, já que chego bastante tarde a casa por causa dos treinos.

Normalmente no Natal é diferente, ficamos todos juntos como uma família. Realmente o Natal é muito importante para mim. Montar o pinheiro com a minha irmã, fazer o jantar com a minha mãe e ajudar o meu pai nas decorações da casa, mesmo que muitas das vezes a contra gosto.

O ambiente se transforma completamente e ficamos todos unidos. Infelizmente neste ano essa tradição mudou, o meu pai tem uma reunião importantíssima noutra cidade, a minha mãe vai trabalhar até tarde e como não quer deixar a minha irmã em casa sozinha irá leva-la consigo junto.

Basicamente estou sozinho neste Natal, o que posso dizer sobre isto?

Reclamar e me esgoelar para no final acabar ouvindo sermão de como estou grandinho e que sempre reclamo que meus pais não me deixam sair com os meus amigos nas festas, o que eles não sabem é que o natal é a única data que eu não quero ninguém mais ao meu lado.

Este é o pior Natal de todos!

Ao menos nem tudo havia ido por água abaixo, estranhamente o capitão do time havia pedido para todos comparecerem na sala do clube para a despedida dos veteranos, já que aquele seria o último natal deles em Karasuno.

Por tal aqui estava eu, caminhando apressado pelos corredores da escola, já que nevava e como bom filho, havia esquecido o meu cachecol em casa (por rebeldia pelo desastre do natal), e estava com bastante frio.

__Hinata o que fazes aqui? _meu nome soou ao longe pelo corredor escolar, que deveria estar vazio naquele dia, infelizmente, ou felizmente Kageyama vinha andando em minha direção com aquela típica cara arrogante e olhar malvado.

__Estou indo para a sala do clube, como o Daichi-san falou _falei coçando a minha cabeça e vendo o mesmo assenti para mim.

Não é como se fosse proibido, ou obrigatório todos ficarem em sua casa com as famílias, mas eu não esperava encontrar Kageyama aqui tão cedo, afina tecnicamente ele deveria estar junto com a família. Isto é muito estranho, até mesmo para o Rei.

__Porque estás a olhar assim para mim? _ ele perguntou já com a respiração normal. Dei-me conta que o encarava de forma interessada e curiosa, então simplesmente desviei o olhar com o rosto meio corado.

Kageyama trajava uma simples calça jeans escura, com duas camisas quentes, uma branca e outra bege, e uma jaqueta preta por cima, de tênis. Nada muito extravagante, mas lhe caia especialmente bem.

__ Não são todos os dias que se vê alguém no dia de Natal na escola. –falei rapidamente, de forma até direta demais para mim, tentando esconder a vergonha que começava a me assolar. Esperei que ele começasse a gritar, mas nada veio.

__Olha quem fala _ ele falou normalmente, mas de maneira tão calma que até me assustou _E foi o capitão que pediu para comparecermos, não?

__... Sim _Falei coçando a minha bochecha, evitando demonstrar que havia esquecido o convite, apenas pela chegada do mais alto.

Voltamos a andar pelo corredor lado à lado, e estranhamente estávamos em silêncio. Não que Kageyama falasse muito, sempre era eu que puxava os assuntos, ou implicava com o mesmo, mas nas raras exceções, onde apostávamos algo para ver quem era o melhor, ele que iniciava as ofensas e discursões.

Para falar a verdade, havia algo hoje em Kageyama que transpassava tranquilidade, o que deveria ter como nevar do deserto, mas não era ruim. Pelo contrário, ele não tinha os ombros baixos, sempre na defensiva, nem o olhar sádico, parecia apenas cansado.

Chegamos ao corredor que dava para a quadra onde já se poderia avistar ao longe a sala do clube, que continha às portas abertas. Como já estávamos ao lado de fora, sentia o meu nariz arder com a temperatura baixa.

__Espero que esteja quente lá _Falei passando a mão em meus braços e ouvindo um resmungo de Kageyama.

Estranhamente a sala estava com as luzes apagadas, e assim que entramos não vimos nada além dos armários, e alguns pertences do nosso time pelo local. Como uma pulseira do Tanaka-senpai e um pente do Nishinoya-senpai.

__Acho que chegamos mais cedo que o esperado _Kageyama falou olhando dentro da sala.

__Talvez eles estejam na quadra _falei olhando para o maior que concordou.

Voltamos para o corredor, e assim como a sala, a quadra estava aberta, mas não havia ninguém. Estava tudo um tanto escuro, e apenas duas luzes no meio da quadra estavam acesas. Kageyama andou até o meio da quadra e depois suspirou.

__Talvez ele tenham ido atrás de decoração, ou alguma coisa. Daichi-san não deixaria a quadra e nem a sala do clube abertos assim _ele passou a mão nos fios negros e eu concordei.

__E o que faremos?

__Esperamos?

__Ah~ Mas eu não quero esperar _Falei fazendo biquinho e ele revirou os olhos. Soltei um suspiro.

__O que foi Hinata? _Kageyama falou perto de mim, de forma curiosa. Perto demais...

__AI, AI, AI,... Não me assustes assim! – falei enquanto colocava a mão na testa.

__Desculpa, mas o que é que tens? _ele perguntou de forma suave e preocupada, estranhei essa atitude, e fiquei a encarrar o rosto dele de forma desconfiada. Obviamente que ele notou a minha atitude, pois ele desviou os olhos de forma tímida, ri-me internamente da atitude dele.

Afinal, Kageyama envergonhado é milagre...

Ou alucinação.

__Sabes como é... – disse despreocupadamente, mas de maneira triste, sentei-me completamente no chão e fiquei a encarar o teto de forma interessada, apesar de interessante o teto não tinha nada.

__ Sei o que? – perguntou confuso, ele ficou a olhar para mim a espera de uma resposta decente.

__É Natal e nós estamos aqui sozinhos, acho que nesta época é uma altura de se passar com a família. – a minha voz soou mais triste do que eu previa, Kageyama ficou me olhando de forma estranha. Parecia estar a escolher as palavras certas para usar, mas no final ele simplesmente sentou-se ao meu lado, encarando o teto também.

__Sei como te sentes. – olhei para ele incrédulo. – Hoje é um dos poucos dias do ano que passo com a minha família, eles são muito ocupados com o trabalho, quase que não os vejo. – desta vez ele desviou o olhar do teto e olhou para mim, olhando diretamente nos meus olhos de forma intensa. Intensamente triste.

E mesmo que aquele fosse o sempre e orgulhoso Kageyama, o rei egoísta que todos temiam e zuavam, para mim ele apenas pareceu o Tobio, não que eu conhecesse outros lados dele, mas aquele ali, não parecia com o Kageyama do dia-a-dia.

Aquele Kageyama estava triste por conta da família, que normalmente ele não falava, não por brigas ou conta do tipo, apenas não havia motivo, mas ali estava ele falando e demonstrando o quanto ela era importante para ele, assim como para mim.

__A mesma coisa acontece comigo. – falei basicamente num suspiro – Até minha mãe, que normalmente está sempre comigo nestas datas está trabalhando, eu só queria um pouco de...

__... Atenção. – ele completou a minha frase interrompendo-me. Os nossos olhos ainda mantinham contato, azul marinho no castanho amendoado, e mesmo que sejamos como dia e noite, poderia ver um pouco de mim ali, assim como eu esperava que ele enxergasse o mesmo.

Conhecer aquele lado do Kageyama me dava uma grande satisfação, sentia um calor estranho no peito, e uma vontade louca de sorrir para as paredes. Era como jogar Detetive, para descobrir quem matou quem, aquela ansiedade e euforia, tudo isso parecia correr dentro de mim.

Sempre que olhava naqueles olhos parecia que entrava numa sala onde havia um cofre que só a passe certo o poderia abrir, quem o abrisse iria conseguir descobrir os inúmeros segredos dessa pessoa, sendo este o moreno de sorriso homicida e olhar assustador.

__Sim, isso mesmo. – Falei meio distraído enquanto tentava sair daquele “encantamento” que era o seu olhar.

__Mas não ache que vou chorar como você seu idiota, não me importo muito com isso _ele falou fazendo bico e olhando para o outro lado com as bochechas rosadas, não que eu tenha percebido isto naquele momento.

__Eu não estou chorando!

__Não é o que parece! _ele falou me encarando _Aposto que está com medo do seu nome não estar na lista dos bonzinhos este ano, do papai Noel.

__Não estou! Eu fui muito bonzinho! _Falei cruzando os braços.

__Falei, uma criança _Ele falou rindo de canto.

Bufei com certa raiva ele continuou sorrindo, sabia que era apenas um jeito do Tobio, por que aquele ali não era o Kageyama que eu conhecia tentar mostrar que o seu orgulho do tamanho de Buda, não havia sido ferido.

__Queres ouvir uma musica de Natal? Só aviso! Depois de a ouvires, vais ficar traumatizado com músicas de Natal. – perguntei com um ar sombrio como se eu fosse um psicopata pronto para matá-lo. De alguma forma isso arrancou uma pequena risada dele.

Era legal tentar animar Kageyama, e mesmo que eu tentando ser tão sádico quanto ele, o que deveria nem chegar próximo do astral negro dele, era algo divertido tentar imagina-me um pouco mais como o moreno.

__Dar-me o teu melhor! – ele falou animado.

“É natal! É natal!

Morrem criancinhas, esmagadas trituradas nas suas casinhas!

Uma pedra ali, outra aqui, e a cabeça não sei onde está.

Olha o Pai Noel com uma M3, mata as criancinhas uma de cada vez!”

Cantei baixinho a estranha musiquinha que havia escutado Natsu cantarolar rindo, e o mais alto olhou-me um tanto surpreso, caindo em graças logo após o final da música.

Kageyama tinha uma linda risada...

__ Santo Deus, onde ouviste essa música? – ele perguntou incrédulo.

__A minha irmãzinha chegou a casa no outro dia a cantá-la, eu simplesmente não consegui tirar ela da cabeça. – falei meio sem jeito e rapidamente. Ele deu um sorriso de canto e chegou mais perto de mim.

__Não me digas que tens um humor um pouco sádico? – ele perguntou extremamente perto ainda com aquele sorriso de canto. Os seus olhos ganharam um brilho estranho e as suas atitudes ficaram um pouco mais... Como ei de dizer... Atrevidas. Só tenho uma coisa a dizer, ele estava sexy.

Ele exibia um sorriso tão estranho, quanto charmoso. Sim, Eu Hinata acho o sorriso mortífero do Kageyama algo interessante, normalmente é porque o mesmo só o mostra em ocasiões raras, mas naquele momento, era por que meus lábios tinham vontade de cobri-los por inteiro.

__Talvez tenha... – afirmei no final desafiante.

__ Interessante. – ele respondeu num sussurro, ele estava extremante perto de mim. Se ele movesse os lábios eu os sentiria, pois estavam praticamente colados aos meus.

Não importava como ele havia se materializado tão perto de mim, ou como a respiração dele era quente e cálida, ou como suas mãos, as tão preciosas mãos do levantador haviam parado em minha nuca, naquele momento a única coisa que importava era o quanto o nossos rostos se aproximavam, em busca de contato.

Não foi grandioso, ou um momento tão bonito para guardar na memória, mas era bom, quente e um tanto sem jeito. Havia sido apenas um selinho, que estranhamente eu só havia notado agora que eu o puxara pela manga para comprimir meus lábios com os seus.

O rosto do levantador tão mal humorado estava com uma coloração mais rubra, mas jamais deixaria de ser tão belo.

__Se é Natal, não achas que devíamos fazer isto debaixo do visco? – perguntou irônico, dando logo em seguida um pequeno selinho nos meus lábios. Fiquei ainda com mais vergonha, mas reuni forçar para responder.

__Que tal pensarmos nisso para a próxima? _perguntei um pouco manhoso, mas envergonhado.

__Para a próxima? – ele perguntou erguendo uma sobrancelha. Quando me dei conta do que falei coloquei a mão na boca e me virei para o lado oposto, estava a morrer de vergonha. – Gostei da ideia... – falou num sussurro bem perto da orelha, beijando em seguida o meu pescoço por trás.

O que aconteceu para aqui para frente neste dia de Natal?

Até gostava de dizer, mas estou com vergonha demais para comentar isso. O que eu tenho realmente a dizer é que passar o Natal sem a família, às vezes, vai começar a aparecer mais interessante para mim...

Muito mais interessante.

~*~

(Sala do clube)

__Você não acha um pouco de maldade não aparecermos para eles quando está tão frio? _Daichi perguntou suspirando, assim que saiu de trás de um dos armários.

__Se fizéssemos isso o plano nunca daria certo _Koushi falou sorrindo de forma alegre.

__Você consegue realmente se superar às vezes Suga... _Falei passando a mão sobre os fios bagunçados do meu cabelo.

__Um pouco, mas você gosta _ele falou sorrindo e indo espiar para fora da sala.

__Eles são meio lentos Suga, não seria estranho para mim se eles saíssem brigados depois de tudo isto _Falei indo espiar com eles, enxergando os dos primeiranistas entrando na quadra.

__Eu sei, estou contando com a minha intuição sobre o Kageyama gostar dele.

__Como assim?

__Bem ele estava olhando o Hinata de forma tão idiota nos jogos, e quando eu escutei que o Hinata passaria o Natal sozinho, e que concidentemente o Kageyama. E que triste seria se eles passassem sozinhos em casa, então eu pensei “Se eles precisão de um milagre, eu serei o milagre deles!”.

__Claro com a melhor das intenções _Falei revirando os olhos.

__Claro que sim Daichi, afinal eu sou um anjinho para eles _ele falou olhando de relance para mim, com o nariz vermelho pelo frio.

__Se eles te conhecessem direito... _o abracei, escondendo o meu rosto na curvatura do ombro do mais baixo.

__Esse é um lado meu que só você conhece... _Ele falou passando a mão nos meus cabelos.

__E que continue assim até o fim... _bocejei um pouco.

__Nee Nee Daichi!

__O que foi Suga? _perguntei encarando os olhos brilhantes do mais baixo.

__Feliz Natal.

__Feliz Natal.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim :D
Um Grande Feliz Natal atrasado e um Feliz Ano Novo! :3
Bjs e até a próxima!!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!