Milagre De Ano Novo

16 An Old History Of An Old Young Boy


Notas iniciais
*se escondendo das pedradas*

Frio. Muito frio, pensava. Talvez fosse o inverno londrino, talvez fosse o metal em que estava deitado, talvez fossem os arrepios causados pelo olhar do menino-fantasma que não desgrudava os olhos de si. Mas eu tenho a impressão de que não era sobre nada disso que o inglês sentia frio.

Os olhos verdes se abriram quando o famoso sino com nome de gente soava pela incontável vez. Tinha dormido um sonho agitado e sem sonhos, acordando regularmente por causa do lugar onde se encontrava. Tremeu de leve, ganhando a atenção do garoto que flutuava do seu lado.

- Arthur? ‘Tá doente?

- Não, mas eu ficaria melhor se saísse de perto de mim. Você não dorme? Não faz outra coisa? Isso incomoda sabia?

O menino suspirou, suas asas apontaram para o chão. Arthur já tinha visto aquilo antes. Era o mesmo jeito que as orelhas de Toffee ficavam quando o bichinho fazia algo errado e levava bronca do dono. Logo os olhos miravam a mesma direção.

- Desculpa... Eu ‘to preocupado com você, só queria ajudar...

A cada silaba, a cada espacinho de tempo que dava sentido àquelas letras amontoadas, Rodrigo se aproximava mais do alvo de seu olhar. Quando aqueles pés pequenos finalmente tocaram algo, ele também sentiu.

- Não sabia que estava te fazendo mal. Desculpa Arthur.

Frio era o chão, frias eram as lagrimas que saiam dos olhos castanhos. Para os mortos, não existe choro, Rodrigo. Então como você chora? Para as ciências, não existe frio. Então como nós o sentimos? Dizem que só há calor. Calor este que está presente na sensação de um abraço, em ver um sorriso dedicado somente a você e a ninguém mais. Calor de ter um amigo, uma família, um amor.

-Rodrigo, des...

Frio é a simples ausência de calor, dizem. E no frio o menino alado desapareceu. E no frio ficou o inglês, com a frase ainda presa na boca.

X-X-X

Pernas ocupavam aquela rua e cada par vinha acompanhado de uma voz. Começa Dezembro e começam juntas as compras para o natal. Comida, presentes, enfeites, mais presentes, olha, o Papai Noel! E sempre esquecemos um presente.

Mas Arthur Kirkland não procurava presentes, não queria receitas de comidas natalinas divinas ou muito menos enfeites para colocar em casa nas vésperas do natal. Na verdade, a dita casa era o objetivo. Objetivo que ele mantinha em mente com toda a sua força enquanto era atropelado pela décima criança correndo até um Papai Noel nos últimos 20 minutos.

Não consigo parar de pensar em como as coisas são mais fáceis quando se conhece as pessoas certas... Quando tive que me mudar, rodei metade da Tijuca a pé num calor desgraçado. Arthur só precisou chegar ao trabalho com cara de quem não dormiu bem a noite que seu chefe se desesperou ouvindo que seu melhor funcionário, o homem que fazia sua empresa ficar cada dia mais famosa e, indiretamente, o ajudava a comprar os presentes de natal de seus filhos, estava sem casa. Isso afetaria a criatividade do Kirkland e afetaria seus negócios! Não, não podia acontecer.

Tinha sido há três dias e ele estava mesmo péssimo quando foi falar com o dono do lugar onde trabalhava. Mas não era só a noite mal dormida, já tinha tido muitas dessas em sua vida. Seu problema, ou melhor, seus problemas, eram as magoas. Sua magoa, que lhe apertava o coração, e a magoa que sabia que tinha causado em Rodrigo, que não tinha nada com a história.

“- Arthur, você não pode ficar sem casa! Tem dinheiro?

- Sim, mas essas coisas demoram...

- Vou te dar o cartão do meu corretor de confiança.

O dono do local começou a procurar algo em sua gaveta. Pessoas que tem dinheiro são engraçadas tem sempre um alguém de confiança para tudo... Corretor de confiança, advogado de confiança, arquiteto de confiança... e sempre aqueles cartões.

- Apareça nesse endereço daqui a três dias lá pelas 16 horas, vou falar com ele amanhã. ”

E lá estava ele, sentado conversando com o tal “corretor de confiança”, debatendo sobre o preço de seu novo imóvel. Depois de algum tempo de uma de uma discussão extremamente chata Arthur poderia se mudar no dia seguinte para um apartamento já mobiliado que tinha custado todas as suas economias e ainda faltaria dinheiro, dividido em cansativas vezes, mas nada que ele não pudesse pagar com seu trabalho.

Sorriu fraco enquanto ia ao banco com o homem para terminar de começar o pagamento de sua nova casa. É vida, você planeja tudo? Ou joga os dados e seja o que for das pobres almas que estão à sua mercê?

Já tinha a chave em mãos enquanto carregava aquela mochila absurdamente pesada em direção à sua nova casa. Aquilo era estranho, nunca tinha morado sozinho. Sempre tinha Scott para chutá-lo da cama e puxar seus cabelos loiros ou, no ultimo mês, Francis para chamá-lo em francês. Era... não sabia como era.

X-X-X

Brasil, pensava o menino. Era lá sua casa, então como tinha ido parar em Londres? O que era?

Tinha decidido não perturbar mais Arthur, o inglês estava com problemas demais. Iria descobrir sozinho tudo que queria. Tinha vivido aquilo, estava em algum lugar de sua cabeça.

Sentava-se em pleno ar, mais alto do que qualquer nuvem, em um lugar longe de Londres onde nenhum humano parecia caminhar por baixo. Não gostava da sensação de estar em céu aberto e afastado do grande relógio. Sentia-se totalmente desprotegido. Fechou seus olhos com força.

Sua mente se enevoava, seu corpo parecia leve e ao mesmo tempo muito pesado. Via a si mesmo pequeno, sozinho. Quantos anos, dois, três? Agora lembrava... Não era filho de sangue de seu pai, tinha sido acolhido... Dado...

– Quem é você?

Não entendia português, tinha sido criado por indígenas... era um índio?

– Quem é você?

O homem que estava na sua frente tinha um sotaque forte de quem vinha de Portugal e era diferente de tudo que já tinha visto. E parecia bravo.

– Inútil. Não fala?

Seu eu atual começou a tremer enquanto seu eu menino-bebê virava a cabeça pro lado confuso.

– Você deu sorte, não vou te deixar aqui para ser devorado por onças nessa terra de ninguém.

Viu o estranho puxar seus cabelos e sentiu sua cabeça doer. Viu o estranho arrastar seu corpo pequeno e se viu chorar. Desagradável.

Foi carregado nas costas daquele animal até uma casa grande onde dois garotos de cerca de dez anos corriam pelo terreno e um homem trabalhava cortando cana de açúcar numa plantação. Aquele homem... era seu pai? Aqueles meninos, seus irmãos?

– Brasileiro!

O homem... seu pai se aproximou enquanto aquele que o carregava descia do cavalo, mantendo-o longe do chão.

– Brasileiro, sua esposa acabou de perder um filho, não é?

Esposa? Rodrigo não se lembrava de ter uma mãe...

– Sim... chefe, quem é esse menino?

Rodrigo se assistiu sendo jogado no chão e sentiu seus joelhos doendo e sangrando. O pequeno ele chorava desesperadamente.

– Seu novo presente.

E sem dizer mais nada o português foi embora. Seu pai calmamente colocou os joelhos no chão e acariciou seus cabelos.

– Não se preocupe. Vou cuidar de você.

Foi carregado no colo, delicadamente. Seu pai chamou os outros meninos, dizendo para entrarem para conhecer o novo membro da família.

E, olhando dentro da casa, o menino descobriu o porquê de não se lembrar de ter mãe. Um corpo feminino numa poça de sangue, gritos dos seus irmãos, lágrimas de seu pai. Mesmo com toda aquela comoção o pequeno Rodrigo não se assustou. Já tinha visto a morte antes.

X-X-X

Arthur se preparava para ir buscar suas coisas no foguete. Dizia inúmeras vezes que só entraria, pegaria suas coisas e iria embora. Sem nem olhar para certo francês. Tinha a chave, entrava pegava as coisas e ia embora.

Andava pela rua tentando manter o foco no que devia fazer.

Entrar, pegar, sair.

Entrar, pegar sair.

Quatro dias sem vê-lo...

Entrar, pegar, sair.

Entrar, pegar, sair.

... a tristeza se disfarçava e se misturava com a raiva...

Entrar, pegar, sair.

Entrar, pegar, sair.

...ia quebrar a cara daquele francês canalha!

Entrar, espancar o sapo, fazê-lo ouvir tudo que merece, pegar suas coisas e sair.

Sim, essa ordem parecia mais agradável.

Ao abrir a porta do foguete, a simplicidade de seu plano já tinha ido por água a baixo e ele já estava preparado para ir preso por tentativa de assassinato.

Arthur chocou-se ao ver a quantidade de papeis que estavam jogados pela sala. Desenhos, poemas escritos a lápis, textos impressos, letras de musicas, pinturas...

Francis estava dormindo com o rosto sobre o teclado de um de seus notebooks, sentado no chão da sala, coberto com papeis, sujo de tinta. Seu rosto ainda estava marcado pelo tapa que tomara do inglês e alguns cortes podiam ser notados. Arthur imaginou que aquele era o resultado de dormir com a cara no teclado. Era obvio que ele tinha chorado há pouco tempo.

Subiu, resolvendo não ficar muito tempo ali. De volta ao plano inicial. Entrar, pegar, sair.

– Toffee!

Viu seu amiguinho bater as patas no chão, feliz.

– Oi Toffee! Como vai? Sentiu minha falta?

Abraçou o bichinho, acariciando suas orelhas.

– Eu disse que voltava, não disse? Aquele sapo cuidou direito de você?

Arthur sabia que sim. Via o pote de comida de seu coelho cheio com verduras frescas junto com ração. Aquilo parecia não estar ali a mais de algumas horas. Água também tinha, uma cama quentinha e brinquedos que o de olhos verdes nunca tinha comprado.

– Temos uma nova casa agora, velho amigo. Vamos ser felizes, sim? E não depender de ninguém, nunca mais. Aprendemos, não aprendemos?

E o coelho olhava com cara de quem não estava entendendo uma palavra.

Dois de três, agora só faltava a parte de sair.

Ligou para um taxi e começou a descer com suas malas uma a uma, devagar, sem fazer barulho. Não conseguia esconder de si mesmo que tinha medo de acordar o francês, mesmo também não conseguindo saber o porquê.

Esperava na porta, os olhos alternando entre olhar para trás para garantir que o francês ainda dormia e para frente para ver se seu taxi chagara.

Não conseguiu ficar ali por muito tempo. Um lance de escada, uma coberta e um travesseiro. As teclas duras foram substituídas por aquele travesseiro que tinha a marca da NASA estampada. Os papeis, pelo cobertor de incontáveis fios.

– Eu te odeio sapo. Te odeio há tanto tempo que nem lembro mais o porquê de te odiar. E por todo esse tempo, não consigo me imaginar vivendo sem te ter por perto. Não gosto de odiar a distancia, sabe? Aí não poderia te bater.

Inconscientemente Arthur tirou uma mecha loira da frente do rosto do francês. Por um segundo quis que aqueles olhos azuis estivessem abertos, mas continuou falando ao ver que o outro ainda dormia. Não sabia o que estava fazendo, aquilo não era seu estilo, não fazia sentido... mas também não conseguia parar de falar.

– Agora, Sapo, logo agora que eu tenho um motivo pra te odiar, me vejo querendo a cada segundo ficar mais perto de você. Isso não é justo, Sapo. Mesmo você tendo me feito sentir tão mal, você ainda é o menino da casa da frente, quem me chamou pra primeira festa de natal de verdade que eu já fui, quem não me deixou sozinho quando seus pais voltaram para a França, que me protegeu inúmeras vezes do Scott... E é isso que me deixa com mais raiva. Nada faz com que eu me odeie mais do que estar sempre querendo ter você perto. Brigar como dois moleques, discutir sobre as coisas mais inúteis do mundo, sair, ficar sem fazer nada... Se você fosse convocado mesmo pra guerra quando fez 18 eu estaria lá, do lado inimigo, só pra ter um motivo para continuar perto de você, pare te odiar.

O inglês levantou, juntando alguns papeis e colocando sobre a mesa.

– Eu pretendia te dar uma surra, sabe? Pra você parar de brincar com os sentimentos dos outros, parar de ser tão... Você. Mas chego aqui e tá você dormindo com cara de quem chorou metade do oceano. Francês desgraçado... E fico aqui, falando sozinho que nem um retardado! O que deu em mim? Estou ficando louco que nem o Alfred... Tudo isso é culpa sua Francis! Por que você tinha que me lembrar de tudo que eu já tinha enterrado há muito tempo?! Eu te odeio.

Tão preso em seus pensamentos, Arthur não notou que as orbes azuis estavam fixas em si. Lembrar...? Francis não sabia do que Arthur falava.

–Eu te odeio, sapo estúpido... Por você sempre me fazer de idiota.

A voz do inglês virou um sussurro inaudível até mesmo para aquele com quem tecnicamente falava.

– Eu odeio amar você...

Uma buzina foi ouvida do lado de fora. Suas coisas já estavam no taxi. Pegou Toffee no colo e entrou no automóvel.

X-X-X

Rodrigo abriu os olhos, sentindo uma dor muito forte na sua cabeça. Sabia que aquilo pioraria se ele continuasse a tentar descobrir seu passado. Estava cansado demais de não conseguir se lembrar de sua vida, de sempre ficar lá, sozinho naquele ponto turístico, esperando Arthur resolver ir vê-lo, assistindo a vida dos outros sem fazer nada.

Mexeu suas asas, sentindo-as dormente. Precisava saber por que tinha aquelas coisas nas costas, resolveu fechar os olhos novamente. Tudo ficou branco e era como se água escorresse pelo seu corpo. Tentou secar-se, mas não havia liquido.

Estava muito tonto e começava a ver a mesma névoa de antes. Tentou focar mais seus pensamentos em como tinha saído do Brasil. Pensa, Rodrigo, pensa...

O mesmo homem que o tinha carregado à cavalo agora o puxava pela mão. Eles iam para um barco grande e antigo. Rodrigo sentiu seu coração apertar.

– Eu não quero ir!

Um tapa no rosto de sua lembrança, que agora parecia estar entre os oito anos, e seu rosto atual começou a arder. Aquilo estava o destruindo sentimentalmente, agora entendia por que sua mente tinha resolvido apagar todas suas memórias antes de estar já “preso” ao relógio do sino com nome de gente.

– Quero ficar com meu pai!

– Ele não é seu pai.

– É sim! Para de mentir pra mim!

Outros tapas acertaram o pequeno e ele foi obrigado a se calar ao sentir-se tonto. Foi jogado naquele navio de qualquer jeito e logo estava vendo sua casa ficar para trás.

Para o Rodrigo atual tudo escureceu. Ele só ouvia o barulho do mar sem saber o que acontecia ou quanto tempo passava. Seu corpo ardia e sentia-se caindo.

– Esse é o menino? Não acho que ele seria um bom escravo...

– Tenho certeza que será. Ele só precisa ser... domado, é um pouquinho rebelde.

– Quanto está cobrando?

– 30 mil-réis.

– Fechado.

O baque das costas do menino-alado no chão foi alto e a terra chegou a ceder um pouco. Rodrigo abriu os olhos novamente.

– Então... foi assim que vim parar aqui? Mas... Ainda não sei de onde surgiram essas asas... e agora estou falando sozinho, acho que a queda afetou meu cérebro... Aliais, por que eu caí? Sei voar...

Fechou os olhos novamente. O chão não era tão desconfortável assim e seu corpo tinha parado de doer, apesar de não sentir suas asas. Só faltava um pedaço, tinha que se esforçar para lembrar.

Não conseguiu tudo. Só sabia que o homem que o tinha comprado o deu de presente para uma senhora que precisava de companhia e que essa tal senhora morava em Londres. Agora, e o sino? Rodrigo realmente se sentia ligado àquele pedaço de metal. Mas existiam uns 200 anos de diferença entre a chegada do menino em Londres e a instalação do sino com nome de gente. Continuava com um buraco em sua memória...

– Cara... Isso não é nada legal.

X-X-X

A primeira noite na casa nova...

– Boa noite, Toffee.

... não parecia tão diferente assim de todas as outras noites. Arthur se sentia mais calmo. Algo parecia ser tranquilizante daquele prédio. Ou talvez só se sentisse bem depois de ter falado todas aquelas coisas que não fazia ideia de onde tinham saído. Fechou os olhos.

“ O Capitão Kirkland não podia estar mais irritado. Olhava o horizonte apoiado em um mastro do Kuro Taiyoo, esperando começar a avistar seu alvo.

Aquela desgraçada tinha levado seu barco e tudo que havia nele. Junto com aquele espanhol e o alemão estranho, tinham destruído sua vida. Agora destruiria a deles de volta, passando por tudo que estivesse em seu caminho.

– Fazendo seus planos, Capitão Kirkland?

– Vai me ajudar, Sr. Honda?

– Capitão Honda. Ao seu dispor. Por onde começamos?

– Já estamos no caminho certo. Em pouco tempo ela aparecerá na nossa frente.

– Como sabe? Achei que não a conhecesse.

– Não conheço. Mas conheço minha tripulação e meu prisioneiro.

– Prisioneiro...?

O mais alto não respondeu, simplesmente passou a andar pelo convés. Capitão Honda suspirou, dirigindo-se a sua cabine. Não deveria contrariar o loiro, era melhor ajuda-lo e conseguir um bom aliado do que ficar perante sua fúria. Mesmo com aquela derrota, os mares ainda pertenciam ao “demônio” de olhos verdes.

– Boa noite, Capitão Kirkland. Espero que consiga descansar um pouco.

– Boa noite, Kiku.

O japonês estremeceu de leve ao ser chamado pelo primeiro nome. Lembrava-se da época que era só uma criança e que o homem a sua frente ainda sorria como se o mundo fosse bom. Eram velhos amigos afinal... Mas há tempos Arthur não demonstrava aquilo.

– Tente dormir, Arthur. Pro seu bem, não vai conseguir derrotar ninguém sem descansar.

Se ainda estivesse em seu barco, Arthur riria e responderia com um comentário acido. Mas só calou-se. Não conseguiria dormir até conseguir seu barco de volta, até salvar sua tripulação e prender novamente seu prisioneiro.

Estava certo quanto a seu alvo aparecer em seu caminho. Ainda não havia raios de sol iluminando o céu, a noite parecia profunda, quieta, esmagadora. Arthur não pode evitar uma gargalhada. Um ótimo cenário para sua luta. A escuridão foi cortada por um grito e, em ambos os navios, a tripulação foi acordada com um tiro de canhão.

– Então... Cá estamos nós de novo. Sinceramente eu esperava que você tivesse desistido, Arthur.

Era uma mulher e estava parcialmente coberta pelas sombras. Usava vestes justas que deixavam claras todas as suas curvas e um chapéu vermelho que estranhamente brilhava a fraca luz noturna. Mas o que mais incomodou o inglês foi o fato dela estar com seu sobretudo de capitão.

– E Capitão Kirkland. Mas não se preocupe em decorar – a espada do loiro apontava para a desconhecida enquanto segurava numa corda para tentar passar para seu navio – Você não vai viver tanto para ter chance de me chamar de novo.

Os barcos estavam próximos o suficiente e, em alguns segundos, Capitão Kirkland estava novamente no Green Demon. As espadas se encontraram e logo começava a disputa pela bela embarcação ”


Notas finais
Vou pular a parte de implorar de joelhos por perdão pela demora e de me explicar, ok? Resumindo: computador excluindo coisas sozinho, família brigando muito, falta de idéias, problemas emocionais, computador quebrado, mais problemas emocionai, escola, provas, professores "du mal", alguns traumas eternos... é, primeiro ano do Ensino Médio,por que?
Ah e desculpem por esse capítulo, sinceramente, achei que ficou uma me...leca, mas no momento é o melhor que posso fazer, infelizmente... a cada dia minha capacidade de escrever piora, isso é deprimente TT.TT
Acho que essa coisa estranha e sem revisão (achando os erros avisem, por favor!) ficou extremamente OOC, mas minha capacidade de definir isso está desligada de um tempo para cá, mas qualquer coisa, mais uma coisa para minha lista de "desculpas" (que já deve ter dado a volta no sistema solar inteiro...)
Bem, mas eu juro que vou tentar não demorar mais (não confiem muito, aparentemente não cumpro muito minhas promessas...)e, como estou me sentindo culpada por ter sumido do Nyah! (to aqui desde 2009, ficar longe doí meu coração)vou deixar vocês que ainda estão aí (eu espero que ainda tenha alguém ai)pedirem alguma coisa. Que tal? compensa minha demora? (sei que não, mas não custa nada tentar... Tenho que parar com os parenteses #fato)
Beijos de uma autora que espera estar viva amanhã e que alguém ainda esteja ai lendo esta coisinha.