Midnight show
1 Familia I
Notas iniciais
— aqui a sua quantia, sr.Sagan.- a moça loira com longas pernas nuas me entregou o pacote com um sorriso no rosto. Acenei para ela e enfiei o pacote na cintura. — obrigada, docinho.- disse dando as costas e indo em direção a saída. cento e vinte e quatro mil dólares. Eu chego a faturar em uma noite de poker, quatrocentos mil dolares. Entrei no carro e dirigi ate a mansão. "Nome." a voz no interfone de Augusto. — abre ai, gus. — boa noite, vince.- ele abriu o portão e eu passei. Parei o carro no gramado e sai. — como foi a noite?.- Frederick disse enquanto batia na mão dele. A outra mão segurando a pistola na cintura. Acenei para os outros cinco rapazes na segurança da casa. — lucrativa, divertida, normal. — sorte a sua.- entrei na casa e subi pra o andar de cima. Bati no escritório.
— entra.- a voz cansada e rouca de Philip passou por mim. Entrei no escritorio e ele estava na poltrona do mesmo jeito que eu o vi quando sai. Sua camisa social azul e sua gravata pretra folgada. Os cabelos brancos e o olhar cansado. — trouxe sua encomenda.- disse jogando o pacote na mesa.- não fui muito bem hoje... — você sempre vai bem, Vincent.- engoli seco.- quanto? — cento e vinte e quatro.- ele pegou o pacote e caminhou até o cofre.
— você precisa dormir, meu velho.
— só estou com uma dorzinha nas costas. Você viu a Sophie?
— não.- disse me sentando na cadeira enquanto ele mechia no cofre.- brigaram de novo?
— não. Ela é teimosa, desisti das discussões faz tempo. Ela não entende que eu sei...Sobre a vida. Bem, sou trinta e três anos mais velho que ela, mas...- ele se sentou de frente para mim e fez uma cara de desconfortável.- eu a amo.
Eu sorri. Sorri sinceramente. Adora quando estavam juntos. Óbvio que amo minha mãe adotiva, Cármen. Mas a sophie faz ele tão bem. Balancei a cabeça para o lado enquanto sorria.
— você vai saber como é isso um dia.- ele respirou fundo.- mas até la, só foda. Nem me lembro mais como é mas, costumava ser a melhor coisa do mundo.- eu ri dele enquanto ele ria do que dizia. De repente ficamos em silêncio. — falei com o Breno hoje e ele me disse que você não foi no casamento dele.
— ah...é, não fui. Mas eu vou la entregar o meu presente pra eles...
— você era padrinho deles, Sebastian.
— não me chame assim, pai.- ele me encarou e eu abaixei a cabeça.- eu tava ocupado.
— sei. Carl te procurou hoje, onde esteve o dia todo?.- Engoli seco e encarei a obra de arte presa na parede atrás dele. — fazendo uns negócios, eu vou me mudar... — ja tivemos essa conversa, Sebastian.
— não me chame assim!.- berrei. Logo em seguida engoli seco. Não gosto de brigar com ele, mas é minha vida.- desculpe...mas eu vou.
— o que vai conseguir na Itália, que não posso te oferecer aqui? Não pode deixar tudo aqui, isso tudo um dia será seu... — uma liga de mafiosos, gângsteres e dinheiro roubado? — não fale assim comigo, Sebastian!.- ele se levantou e apoiou os braços na mesa me encarando.- eu...eu te tirei da rua. Eu te levei para o hospital quando você estava Morrendo! Eu te quis quando te jogaram fora feito lixo. Uma criança, no esgoto. Eu criei você. Eu vi um futuro em você. Potencial, eu pus uma arma na sua mão e te dei respeito. Eu! Segurei as lagrimas enquanto meus olhos ardiam. Me levantei ainda olhando nos seus olhos. Quando o barulho da porta se abrindo me fez virar. — desculpe o atraso. Cheguei a tempo do jantar?.- sophie estava com um de seus vestidos justos e decotados. Na cor vinho. Um salto de bico e os cabelos platinados mais brilhantes que ja vi. — oi, sophie.- disse forçando um sorriso. — vince, meu bebê. Que saudade.- ela me abraçou.- quase não te vejo mais. Esqueceu de nós? — como poderia esquecer minha família?.- disse isso encarando Philip. Ela continuou me apertando ao redor da cintura. — vamos comer? Vai jantar conosco? — hoje não, sophie. Tenho que arrumar umas coisas...mas amanhã eu prometo que faço companhia pra vocês.- dei um beijo na testa dela e caminhei até a mesa.- sua bença, pai. Ele me encarou por um tempo e eu fiquei esse tempp sem respirar com a mão estendida. — deus lhe proteja, filho.- ele finalmente pegou minha mão e eu a beijei. Caminhei ate a porta.
Fim da conversa no bate-papo
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