Notas iniciais
Capítulo longo, gente. Queria aproveitar para pedir desculpa (coisa que já deveria ter feito no capítulo anterior), por demorar tanto para postar capítulos. Eu não abandonei a Fanfic, só fiquei bitolado de coisas para fazer. Inclusive comecei a escrever outras. Compartilhem, favoritem, recomendem, comentem o que acharam. Eu queria dividir a Fic em temporadas, mas acho que vai demorar para esta temporada acabar, então até lá eu decido! Kkkkkkk Outra coisita: eu fiz alterações mínimas em outros capítulos, isso inclui o anterior e vários outros com coisas sem sentido, porque eu não quero repostar de novo! Kkkkkkk Também não vou obrigá-los a procurar as alterações, até porque nem eu lembro direito, mas como faz tempo que não posto, e alguém esqueceu o que já se passou, sinta-se livre para reler. Então é isso, chega de enrolação. Boa leitura!

Draco andou pelos corredores cuspindo fogo. Pela primeira vez tinha se estressado com Hermione de verdade naquele ano, depois de muito tempo. Mas ainda assim, sentia raiva de si mesmo. Não tinha certeza se aquilo realmente era necessário, mas também não podia pôr a vida da amada em risco, nem que precisasse se afastar dela.

Mas era evidente que seu mau humor havia tomado proporções maiores. Sua magia explodia dentro de si, e ele caminhava sem rumo, pois não sabia para onde ia em seguida. Queria ficar isolado, algo dentro de si dizia que poderia ser perigoso ficar próximo as pessoas no seu Salão Comunal, até porque ultimamente só haviam lhe dado dor de cabeça.

Algo a mais o deixava inquieto. Desde que brigou com Goyle, sentia que sua Marca Negra estava se movimentando com intensidade, principalmente quando a raiva tomava conta de si, sentia que ela o comandava a fazer o que quisesse para esmagar seus inimigos. Sentia raiva no momento, pelo quão estúpido foi com Hermione, mas pensar nela aliviava sua fúria.

Resolveu que a melhor saída era se isolar na biblioteca, longe de todos e adiantar sua parte do trabalho. Se sentiu culpado por deixar a morena ficar com a maior parte, mas ela é quem não devia ter levado a sério.

Pegou o livro que precisava e sentou-se num lugar afastado da movimentação de alunos. Atolou a cara no livro enorme.

—Será que poderia emprestar esse livro quando terminar? – Ouviu uma voz ofegante. Queria ficar sozinho, e bufou ao perceber que a pessoa havia sentado na cadeira à sua frente.

-Eu vou demorar. –Draco abaixou o livro, e respondeu rudemente, sem saber que Hermione era a garota que pedia o livro. O semblante de bravo em Draco se desfez imediatamente. – Eu acho... – Ficou tão surpreso quanto a garota quando ambos revelaram quem eram.

~...

—Boa aula. – Ela disse em resposta, sem tirar os olhos do livro. Sem olhar para o garoto.

-Igualmente. – Ele respondeu já de costas, e foi para a aula seguinte.

Ambos não haviam mais aulas naquele dia, Draco escolheu uma péssima mentira, mas Hermione engoliu, muito fácil. Draco imaginou que Hermione começara a suspeitar, porque ela acima de todos, sabe os horários das aulas decor.

A semana passou rápido. Draco e Hermione trocavam olhares quando Grifinória e Sonserina tinham aulas juntas. Pansy começou a perceber certa satisfação da parte de Hermione, e se sentiu incomodada. No final da aula, Draco ouviu a garota com cara de buldogue cochichando com uma amiga sobre Hermione, dizendo que esta estava chantageando Draco, por isso ele estava tão diferente. Quando sentiu que as vozes em sua cabeça começariam, saiu de perto de Pansy e sua amiga.

Resolveu ignorar por enquanto e simplesmente foi para o Grande Salão, jantar. Quando retornou para o Salão Comunal, avistou Goyle e Pansy juntos no sofá, mas ambos com semblante de tédio. Olhou para Pansy, sua Marca Negra começou a mexer, e algo dentro de si dizia: “Ela deve pagar, Draco. Você deve destruir seus inimigos”, ele piscou com força, e balançou sua cabeça para afastar seus pensamentos.

Se aproximou de Blásio, que se encontrava no balcão de bebidas da Sonserina e sentou na banqueta do outro lado. Chamou a atenção do casal. Goyle pareceu desconfortável, e Pansy olhou com desprezo, mas Draco não percebeu, tentou ao máximo não olhar para a garota, que fazia exatamente o contrário, ansiando por causar desconforto no garoto.

-Não entendo porque o Snape ainda autoriza uso de copos e taças de vidro, com um aluno claramente desequilibrado no Salão Comunal.

-Pansy, chega. – Goyle segurou o braço da menina, que puxou com força ignorando o namorado.

-Como posso pegar uma bebida, sem sentir receio de ser atacada por um maníaco? –Disse sentando ao lado de Draco – hein Blásio? – Draco apertou a taça em sua mão.

-Se você não provocar o “maníaco”, talvez ele poupe sua vida. Goyle parece ter aprendido a lição. – Blásio indicou a cabeça para onde Goyle estava na última vez, onde agora não havia ninguém. “Covarde!”, Pansy sussurrou.

-Olha Pansy, eu tive um dia estressante, então eu não quero discutir com ninguém, principalmente você. – Ela observou em silêncio. – Obrigado pela compreensão. – Draco se levantou para se retirar do recinto. Foi diretamente até o quarto de Snape.

Bateu na porta, esperou com a cabeça baixa, com vozes ao seu ouvido, dizendo para ferir seus inimigos, ele piscava freneticamente, como se estivesse sobre efeito de alguma droga, e começou a bater em sua própria cabeça numa tentativa desesperada de mandar aquelas vozes embora.

-Vejo que se rendeu e finalmente precisa de minha ajuda. – Draco estava rosnando e tonto. – Malfoy? Está bem?

-Só faça parar! – Ele disse alto entre os dentes. – Por favor! – E se jogou no chão segurando sua cabeça. – Snape ficou surpreso ao ver aquilo. Puxou o garoto para dentro da sala e pegou um frasco de uma de suas muitas prateleiras, abriu e fez o garoto inalar. A visão de Draco começou a ficar turva, até escurecer por completo e Draco ficar inconsciente.

*****

Algumas horas depois, Draco acordou tonto e com dor de cabeça, sem reconhecer o lugar onde estava. Avistou um homem com a capa preta, logo reconheceu como Snape. O quarto do professor era enorme, sombrio, e lembrava muito sua sala anexada a sala de Defesa Contra A Arte das Trevas. Uma versão maior, poderia dizer.

Snape possuía seu estoque particular, uma estante com livros avançados, que só um verdadeiro mestre em poções conseguiria ler sem ter uma dor de cabeça. Haviam todos os ingredientes que se poderia encontrar na aula de Slughorn, e muitos outros que nem se atrevia a perguntar o que eram.

O professor parecia preparar algo em sua mesa de trabalho. Draco sentiu um cheiro estranho vindo do local. Snape se virou, e ao perceber que seu aluno estava acordado, levou um frasco separado até ele.

-Beba. – Pediu desta vez. – É um tônico, para te dar energia. – Draco pegou o frasco da mão de Snape e tomou. Era uma bebida refrescante, que fez com que Draco recobrasse seus sentidos rapidamente, além de aliviar sua dor e tontura. – Imaginei que precisasse da minha ajuda. Não sabia que precisaria preparar essa poção tão cedo.

-Do que está falando? E se quisesse se livrar de mim, poderia simplesmente ter me mandado para a Ala Hospitalar.

-Não sou tolo Draco, a ponto de mandar você pedir uma poção que alivie a influência da Marca Negra, para madame Pomfrey.

-Marca Negra?

-Foi por isso que veio, garoto. Eu sei.

-Mas como soube tão depressa?

-O Lorde das Trevas, mencionou um pequeno presente que você ganhou com sua Marca. Ele não podia arriscar que você falhasse em sua missão. Por isso decidiu que sua Marca deveria influenciá-lo a matar seus alvos. Sua Marca Negra estava em alto relevo quando chegou aqui. Parecia que a cobra sairia de seu pulso. Mas é cedo para isso.

-E por isso eu quase matei Goyle. Quase matei Pansy, e de quebra, desmaiei na porta de seu quarto?

-Perdão? Goyle? Pansy?

-Eu senti isso no dia que você me impediu de matar Goyle. E Pansy me provocou hoje, causando essa raiva dentro de mim. Senti minha Marca mexer em meu braço, meu corpo quente, e uma voz sombria mandando eu eliminar meus inimigos.

-Interessante...

-Interessante?! Eu poderia ter matado os dois, poderia ter ido para Azkaban antes mesmo de terminar a tarefa.

-Interessante o que ele fez. Eu imaginei que isso serviria apenas para que você não hesitasse quando a hora chegasse. Mas aparentemente, é muito mais que isso. Ele quer ir além.

-O que quer dizer com isso? – Snape ignorou Draco, e foi até sua mesa. Com uma colher concha, pegou o líquido espesso de cor verde floresta e colocou em um copo.

-Por ora, beba isso. Vai aliviar o que está sentindo. – Draco cheirou a poção, e esta não apresentava cheiro marcante, em compensação, seu sabor quase fez Draco cuspi-la fora.

-Quanto tempo isso dura?

-Você é o primeiro que toma, até porque é o primeiro que precisa, então não sei ao certo.

-Então, eu sou designado a fazer uma tarefa importante, se não a mais importante, e ainda assim sou rebaixado a uma simples cobaia para o Lorde das Trevas?

-Você não deve contestar. Não deve achar ser importante por causa dessa tarefa. O Lorde das Trevas lhe designou para isso por ser conveniente para ele. Você é o único Comensal que é aluno. Eu mesmo poderia executar o plano, mas preciso da confiança total de Dumbledore. – Snape olhou sério para Draco e se virou. Prosseguiu em seguida. – Quanto ao tempo, pode variar. Depende de raiva que você sentir. Mas a qualquer sinal de irritação, tome sem pensar duas vezes. – Snape entregou uma pequena caixa com vários frascos da poção. – Tenha sempre uma em mãos. Nunca se sabe quando você terá outra crise.

-Obrigado. – Disse ríspido, e se dirigiu até a porta.

-Malfoy. – Draco parou e olhou para o professor. – Fique longe de confusões. Boa noite.

-Boa noite. – E saiu batendo os pés. Levou a caixa até seu quarto. Apenas Blásio se encontrava lá, deitado e olhando para o teto.

-O que é isso? – Blásio perguntou. – Por onde andou?

-Outra hora Blásio.

-Ficamos preocupados.

-Blásio! – Olhou nos olhos do garoto. – Outra hora. – E Blásio entendeu o recado.

Draco fez o mesmo que o amigo. Cruzou os braços atrás da cabeça e respirou fundo. Meia-hora se passou, e os dois rapazes permaneceram em silêncio. Levantaram-se para jantar. Draco queria ficar, mas tanta era a insistência de Blásio, que acabaram indo.

Jantaram, e Draco estava se sentindo bem, talvez efeito da poção. Draco trocou olhares com Hermione, que sorriu de forma amigável para ele. Para sua infelicidade, Pansy viu a cena.

Hermione levantou-se para ir ao banheiro. Pansy levantou e seguiu a garota. Draco foi logo em seguida.

Pansy aproveitou o momento a sós no hall de entrada e segurou o braço da Grifinória.

-Olha garota. – Apertou com força. – Eu não sei o que você fez com o meu Draquinho. – Hermione estava prestes a revidar quando a garota começou a chorar desenfreadamente de forma inesperada. – Mas eu não admito que ele me trate dessa forma por sua causa.

-Eu não sei do que você está falando sua maluca. Me solte.

-Larga ela, Parkinson. – Draco disse queimando de raiva. Olhou para seu braço, coberto pela camisa, e algo borbulhava na manga, como se quisesse sair. Escondeu o braço com sua capa. Pansy não largou Hermione.

-Eu disse para largar ela. – Se aproximou das duas. As duas sentiram uma áurea horrível ser emanada por ele.

-Eu não vou larga-la. Vai fazer o que? Cortar meu pescoço com uma taça?

-Eu não preciso disso. – Draco emanou uma aura negra, alcançou Pansy rapidamente e agarrou o pescoço da garota com as duas mãos. Ela largou Hermione que ficou chocada com a cena, foi até a porta, para pedir ajuda, mas hesitou. “Draco poderia ser prejudicado. Por que eu ainda me importo? ” – Pensou. Pansy usou suas duas mãos para agarrar os braços de Draco, na tentativa de fazê-lo largar seu pescoço.

-Draco, você está me sufocando. – Pansy disse com falta de ar. Draco sussurrou algo que Hermione, por ser amiga de Harry a tanto tempo, reconheceu como sendo língua de cobra.

-Draco, larga ela. – Hermione falou nervosa, e se aproximou, deixou seus olhos cerrados, imaginando que seria afetada pela aura negra de Draco. Mas não aconteceu. Hermione então chegou mais perto, e acariciou o rosto do garoto. E repetiu calmamente: –Draco, larga ela. – A aura imediatamente cessou, Draco largou a garota, e caiu no chão desmaiado.

Notas finais
Gente! Comentem o que acharam, deem sugestões, não fiquem com vergonha, ou receosos em dizer algo que não gostaram, até porque eu preciso saber o que fez vocês não gostarem para poder alterar e melhorar. Todos os elogios são aceitos, assim como as críticas, desde que sejam construtivas. Beijos e abraços! Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.