Midnight Memories - Repostada
17 Ilustre Companhia
Notas iniciais
-Vocês o quê?! – Harry perguntou e caiu na gargalhada – Nossa Hermione, achei que você não tivesse senso de humor. – Hermione, porém, não riu. Apenas olhou para o amigo. – Você não está falando sério né? – As risadas cessaram.
-Harry, me desculpe...
-Isso foi antes ou depois da gente...?
-Antes. – Ele levantou. – Mas eu não cheguei a fazer isso com ele! – Ela ficou vermelha, e aumentou o tom de voz, completamente nervosa, e com medo da reação do amigo. – Você foi meu primeiro.
-Isso não importa. Como pôde? Sempre odiei ele. Você sempre odiou ele, e agora me diz que já namoraram? Contou muitas coisas para ele?
-Harry, agora você está me ofendendo, eu não contei nada para ele. Ele nunca ao menos perguntou.
-Quando foi isso? Como?
-Terceiro ano. Ele fazia Aritmância.
-Só isso?
-Se você sentar e ouvir, eu posso contar de uma vez! – Ela levantou e desta vez quase gritou. Harry, ainda com expressão de desgosto, sentou. Hermione contou tudo, assim como fez com Gina e Luna, mas desta vez estava ainda mais temerosa.
-Se você e ele não tem mais nada, qual é o problema com ele esse ano?
-Ele voltou a dar em cima de mim. Me beijou no trem, quando fui te procurar, e depois tentou inúmeras vezes falar comigo. Me defendeu do Snape, e tentou se desculpar depois que atacou o Rony. Eu juro que não sei porquê!
-Não está claro?
-O quê?
-Hermione, você que é tão inteligente, não enxerga? Ele virou um Comensal. Está tentando se aproximar, e você sabe!
-Não Harry, nós nem sabemos se ele realmente é.
-Você está o defendendo? Negando o que está diante dos seus olhos? Eu não te culpo, sei que ele sempre foi galanteador. Mas eu não vou deixar ele se aproximar, não mesmo. – Ele segurou a mão da garota. – Eu não quero que nada aconteça com você, Mione. Se ele te fizer algum mal, eu juro que...
-Harry, tudo bem. – Ela o interrompeu. Harry torceu um pouco o pescoço. A raiva novamente tomou conta do seu ser. Hermione colocou a mão no rosto do garoto, e este se acalmou. – Está tudo bem. Obrigada. – Ela o abraçou, e ele retribuiu. Beijou a testa da amiga, e levantaram. – Acho melhor irmos.
-É. – Eles saíram do campo e voltaram para o Salão Comunal. – Mais alguém sabe?
-Sabe o que? – Era Gina, que parecia ter caído da cama.
-Sobre a tarefa. – Harry ia começar a mentir.
-Tudo bem, Harry. Gina já sabe.
-Sei? – Gina olhou para a amiga.
-Draco... – Hermione falou
-Você contou para quantas pessoas?
-Só para Gina, Luna e agora você.
-Não é fofinho? – Gina perguntou
-“Fofinho”? – Harry perguntou. – Fofinho, Ginevra?!
-Parece meu pai. E por que não?
-Ele é um Comensal, e quer se aproximar para depois dar o bote.
-Não acho que depois de tudo o que eles passaram, ele seria capaz de fazer isso.
-Mas então me explique por que ele decidiu se aproximar justo no ano que presenciamos o que parecia a iniciação dele? – Gina ficou em silêncio.
-Como vocês fazem barulho! – Rony desceu as escadas tão acabado quanto sua irmã. – O que estão fazendo aqui?
-Estamos te esperando para tomar café – Hermione levantou com pressa. – Estávamos quase indo. Você dorme demais! – E deram risadinhas disfarçadas.
-Ok né. – Rony olhou desconfiado. – Então vamos de uma vez. – E todos desceram para o Grande Salão, para tomar café. Harry sentou de um lado com Rony, e Hermione a sua frente, ao lado de Gina.
-Ainda acho que nós podemos melhorar. – Gina conversava com Rony sobre Quadribol. Harry não parava de olhar sério para a mesa da Sonserina. Hermione se virou para ver o que o amigo tanto encarava, e lá estava sua resposta: Draco sorria e não apresentava traço algum de preocupação com dois alunos da Grifinória o encarando. Hermione virou-se novamente, e estalou para Harry.
-Está dormindo? – Disfarçou, como se não tivesse percebido a verdadeira distração do amigo.
-Estou bem. – Falou secamente, e mordiscou sua panqueca.
-Aconteceu alguma coisa? – Rony perguntou dando um tapa nas costas do amigo. Harry balançou a cabeça negativamente. – Por que tem grama no seu suéter? – Harry e Hermione olharam assustados para Rony. Hermione procurou rapidamente, qualquer traço de sujeira em sua roupa, mas por sorte não encontrou nada, deixando Harry sozinho para explicar, o que seria menos mal.
-Eu... – Harry realmente não sabia o que dizer. – Eu perdi uma coisa no campo, e fui buscar hoje cedo.
-Nossa, que horas isso? – Gina perguntou – Deve ter sido cedo.
-Não, vocês que dormiram demais. – Harry deu uma risadinha disfarçada.
-O que você perdeu?
Antes que Harry pudesse inventar algo, uma coruja voou até eles e deixou uma carta para Hermione, e aparentemente, para vários outros alunos que estavam no Salão, mas não todos.
-O que é isso? – Gina perguntou.
-Não sei. – Hermione abriu e leu. – É da professora Vector.
-Nossa, em pleno domingo? – Rony se esticou. – Ainda bem que não fazemos Aritmância, não é Harry.
Hermione gelou um pouco ao ler a carta:
Caros estudantes de Aritmância,
E com prazer que anuncio, que este ano se completa um ciclo da troca de duplas de casas diferentes. Todos retornarão a suas duplas originais, feitas no Terceiro Ano. Este ano o esquema é o seguinte (Caso algum Trasgo não lembre):
-Grifinória e Sonserina;
-Corvinal e Lufa-Lufa;
Sendo assim, vocês terão de se reunir com suas antigas duplas para retomar os estudos do misticismo numérico. As aulas de Grifinória e Sonserina, serão nas terças e quintas-feiras. As de Corvinal e Lufa-Lufa serão as segundas e sextas-feiras. Tragam seus exemplares de “Estudos Exaustivos de Números e seus Segredos” para a primeira aula.
Atenciosamente,
Professora Vector.
Hermione guardou a carta no envelope e olhou novamente para Harry, que a encarava curioso como os outros dois. Hermione se virou e notou que Draco estava sorrindo e olhando para ela. Todo ano havia uma rotação, o que era bom para Hermione até agora. Mas não estava certo, pensou. Terceiro ano, Grifinória e Sonserina, confere. Quarto ano, Grifinória e Lufa-Lufa, o.k. Quinto ano, Grifinória e Corvinal, confere. Agora sexto, Grifinória e novamente Sonserina. “Que palhaçada”, pensou, “Quando acho que me livro dele. Droga, se Harry souber, ficará furioso e vai querer o Draco, e terei que revelar para Rony, o que houve. Ele nunca mais olharia para mim, se soubesse.”
A única pessoa em quem podia confiar, era Gina e Luna.
-O que é? – Rony perguntou
-Nada.
-O que está escrito aí? – Harry levantou impaciente para tentar pegar a carta. Gina foi mais rápida e pegou primeiro.
-“Caros estudantes de Aritmância, segue abaixo a lista dos horários das aulas desse ano. ” Blá, Blá, Blá. “Atenciosamente, Professora Vector”. Satisfeitos? – Olhou para os dois. – Acho que sim. Hermione, preciso falar com você. Vem. – Puxou a amiga pelo braço
—Você foi rápida. Que sorte a minha! – Hermione falou aliviada. Foram até a mesa da Corvinal e puxaram Luna, que as seguiu com um pratinho de pudim na mão. Foram até um lugar deserto do pátio a frente e sentaram-se
-Calma aí, como ousam interromper minha refeição favorita?
-Conta para ela, Hermione.
-Draco e eu vamos voltar... – Luna se engasgou. Gina deu um tapa nas costas da amiga. –... a ser uma dupla, sua louca!
-Que susto! Por que?!
Hermione começou a contar, e cada frase fazia Luna engolir a comida mais rapidamente.
-Que maldição. – Luna falou
-Mas é uma chance de vocês se resolverem. – Gina falou.
-Não temos nada para resolver Gina, eu não quero que ele continue com provocações. Isso só vai dar mais gás a ele. Que saco. O pai dele é um Comensal, quem não garante que ele não seja um também?
-O que o Harry andou te falando? – Gina perguntou. – Não fique dando ouvidos ao Harry. Pela sua descrição do Draco quando vocês namoraram, não parecia que ele possuía qualquer uma das características do pai dele. E se ele quer ser diferente?
-Eu não sei. Meu medo é o Harry e o Rony. Poxa, eles ficariam arrasados. – Luna falou
-Nem me fale. Nem quero imaginar ficar sem os dois.
-Deixe as coisas acontecerem. Se você realmente não quer dar outra chance a ele, simplesmente faça o que deve fazer nas aulas e ignore. Se ele persistir, fale com a professora e com a gente: Estamos do seu lado e ele ainda é o Malfoy, não vai doer dar uma lição nele. Pelo menos não vai doer na gente. – E riram. – Agora se nesse coraçãozinho que se derreteu por ele a três anos, ainda há uma Hermione apaixonada, vá em frente. – Luna bateu palminhas.
-Esse pudim estava maravilhoso!
-Ai Luna! Eu sendo super apoiadora e você aí com esse pudim!
-É pudim! Vocês deviam se acostumar! – E riram novamente.
-Então vamos voltar para o Salão, gente. – Gina se levantou. – Se o Harry ou o Rony perguntarem, deixa que eu invento uma desculpa, Hermione.
Elas retornaram ao grande salão. Gina e Luna na frente, nem perceberam que Hermione ficou para trás e foi abordada por Malfoy.
-E aí? – Ele sorriu. – Recebeu a notícia? Eu fiquei feliz em saber que vou ter uma ilustre companhia. – E se aproximou. Não estava aparentando nenhuma expressão de quem iria provocar, apenas parecia estar feliz. – Te vejo na terça-feira?
-Acho que...
-Algum problema aqui? – Harry chegou, acompanhado de Rony. Ambos aparentemente incomodados com a atitude de Malfoy. Hermione observou Luna e Gina olharem apreensivas para a cena.
-Na verdade, não. Estamos apenas tendo uma conversa civilizada. – Malfoy em resposta, tranquilamente.
-Duvido muito. – Rony dessa vez.
-Muito bem. – Malfoy alargou ainda mais o sorriso, parecia satisfeito. – Eu já vou. Te vejo por aí, Hermione.
-O que ele queria? – Rony perguntou – Ele te provocou ou falou algum ruim? – E segurou levemente os braços da amiga.
-Na verdade, não. – Ela respondeu. Harry apenas observava, temia as intenções do Sonserino. – Era realmente uma conversa civilizada. – Ela suspirou. – Desculpa gente, eu não queria preocupar vocês. Vamos para o Salão Comunal, sim? – Ela olhava meio apreensiva para Harry.
-Vamos. – Rony em resposta. Hermione sinalizou Luna e Gina para acompanharem os três. Elas o fizeram.
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