1866, Londres, uma senhora de muita alta classe chamada Helena espera sua neta retornar da escola. É uma tarde fria de inverno, ela lê um livro na janela enquanto tomava chá servido por sua empregada. 17 horas da tarde, finalmente ouve-se os galopes do cavalo que puxa a carruagem onde sua neta Anette vem. Anette tem uns 16 anos, cabelos ruivos, olhos castanhos e sardas. Ao chegar da escola sua avó pergunta como foi seu dia, e ela com toda a educação responde:

—Não muito bem, o professor de história está ensinando um assunto que eu não entendi. — Diz ela pouco envergonhada.

—Qual é o assunto ?- Pergunta Helena.

—É sobre uma mulher que é considerada uma das maiores vilãs da Europa.

—Como ela se chama ?

—Não lembro muito bem, mas ela é muito comparada a Elizabeth Bathory, a condessa de sangue.

—Nossa, essa mulher devia ser horrível- Fala Helena voltando os olhos para seu livro.- Tem dever para casa?

—Tem, mas não vou conseguir fazer sem ajuda.

Helena então chama a empregada Meredith para ajudar Anette no dever de casa.

Elas sentam em uma mesa com o livro aberto enquanto Helena continua a ler o seu livro.

Meredith lê em voz alta a matéria, pois naquela época leitura silenciosa era um habito praticado apenas pelos leitores mais experientes. Meredith lia o seguinte: ''Nesse capitulo iremos estudar sobre o prelúdio da revolução francesa, em que anos antes houve uma mulher tão perversa, que foi responsavel pela morte de mais de 100 pessoas, seu nome era Mia...'', Meredith pausa pois não sabe pronunciar seu sobrenome, e pede ajuda a Anette, que fala ''Miacksovalk''. Helena que estava calma derruba sua xicara de chá e corre até a mesa onde Anette estudava, nervosa ela diz:

—Isso não pode estar certo- fala ela nervosa- essa matéria foi banida de todas as escolas.

—Do que está falando vovó ?- pergunta Anette.

—Mia Miacksovalk não era vilã, era heroína, minha mãe me contou tudo sobre ela, e a minha avó contou a ela, e a minha trisavó que contou a ela, essa família conhecia Mia Miacksovalk.

Helena insana precisa se acalmar, mas a notícia de que a história distorcida de Mia Miacksovalk havia voltado aos livros de história foram o suficiente para deixa-la raivosa.

—Preciso ir ao palácio- diz Helena ao pegar seu casaco.

—Madame a rainha não vai recebe-la hoje, ela está em Bournemouth até sábado.- Fala Meredih.

—Mas hoje é segunda, essa matéria não pode ser passada nas escolas durante esses quatro dias que irão se seguir.

—Vovó, mas só temos aula de história na segunda, pode se acalmar.- Fala Anette ao tentar acalmar sua avó.

Helena se acalmou em um instante. Nem Meredith e nem Anette tinham a visto daquela forma antes, sua cabeça parecia explodir na hora.

—Mas como a senhora sabe o que é e deixa de ser verdade na história de Mia Miacksovalk?- Pergunta Anette.

—Sua história é contada em nossa família a gerações, sua mãe nunca lhe contou porque você era muito jovem antes dela falecer.

—Então porque a senhora não me conta ?

—É uma história muito longa, seriam necéssarias 5 noites para conta-la

—Por que não começa essa noite e termina na sexta ?

—Tudo bem- Disse Helena numa transição de nervosismo para a calma- Vá para a cama depois do jantar que eu lhe contarei.- E lembre-se que todos tem seus demônios.

Assim foi dito e feito, Anette nunca se sentiu tão apressada em ir para a cama, ela realmente queria ouvir a história que fez a sua avó fazer tal algazarra. Ela deita-se na cama, Helena senta-se numa cadeira de balanço ao seu lado, pega um grande manuscrito feito pela sua trisavó e começa a história: