Meus pequenos grandiosos
2 Pequenos vikings
Notas iniciais
Pov's Jack
Não sei quanto tempo passei espalhando ventos em cantos aleatórios,mas garanto que foi bastante.
Acabei por avistar uma pequena ilha,que parecia ter uma aldeia.
Dei de ombros e voei até lá,com a intenção de explorar.
Voando cautelosamente ao redor da ilha,percebi que havia uma casa isolada entre as montanhas.Porque uma pessoa moraria aqui?
Voei até lá e tratei de espiar logo pela a janela.Espio mesmo!Sou curioso!
Arregalei os olhos incrédulo com a visão que me deparei:Um velhote magricela,usando o cinto para bater em uma garotinha ruiva,que estava encolhida no chão.
—VOCÊ NUNCA MAIS RESPONDA PRA MIM SUA PIRALHA!-berrou o velho pra ela num tom furioso-VOCÊ ME ENTENDEU!?!
Foi então que a garotinha ergueu o olhar para encarar o velho com fúria em seus olhos verdes azulados.Mesmo levando uma surra,ela parecia não querer dar o braço a torcer.Que corajosa.
De repente,seus olhos encontraram os meus e ela se assustou.Ela consegue me ver?
—O que está olhando garota?-questionou o velho olhando na minha direção,mas como não podia me ver,voltou a atenção pra ela.
—Nada-negou ela o encarando novamente.
—Bom...eu vou ao mercado-declarou se afastando e pegando o cajado-Enquanto isso,é melhor refletir no que você fez.
Arregalei os olhos.O que uma criança de 5 anos pode fazer contra ele?
Assim que ele saiu da casa,entrei pela a janela e me aproximei da menina,que se levantava.
—Quem é você?-perguntou intrigada me encarando.Gente...ela é muito fofa!Dá vontade de apertar essas bochechas!
—Sou Jack Frost-declarei sorridente-E a senhorita?
—Seeylfe Strondus!-respondeu animada-Caramba...você existe mesmo!Eu sabia que existia alguém igual à mim!
—Como?-fiz careta.
Ela sorriu marota,estendendo a mão e criando um floco de neve.
—Wow!Caramba!-deixei escapar.
Ela desfez o floco e foi então que reparei um hematoma roxo em seu rosto.
—Seu rosto...-lamentei.
—Não tem problema,isso sempre aconteceu-deu de ombros se afastando.
Peguei um pano que tinha ali e coloquei várias pedrinhas de gelo criadas por mim.Embrulhei todas as pedras,formando uma bolsa de gelo.
—Vem cá-pedi.
Ela obedeceu se aproximando e eu peguei,colocando-a sentada sobre a mesa.
—Fica quieta-alertei.
Coloquei a bolsa de gelo sobre o hematoma na bochecha de Seeylfe,o que a fez fazer uma careta desconfortável.
—Porque aquele velho bateu em você?-questionei não conseguir esconder meu desgosto.
—Ah...eu não obedeci quando ele mandou arrumar a cama dele-respondeu-Não sou empregada dele!Sou neta!
—Ele é seu avô?-perguntei incrédulo-Nossa...
—E às vezes,ele bate quando eu fujo de casa-completou dando de ombros.
—Você pode usar seus poderes para se defender-afirmei.
—Eu não sei controlá-los direito e também...tenho medo de matar meu avô.Sou meio perigosa-confessou.
—Tudo bem,mas não pode mais deixar o seu avô te bater.Combinado?-exigi.
—Tá bom-concordou assentindo com a cabeça.
—E os seus pais?-questionei.
Ela desviou o olhar tristonha.
—Sou órfã-sussurrou.
(...)
Eu e Seeylfe acabamos nos tornando grande amigos e brincamos muito.Mas ela me pediu para ir embora,pois o avô dela podia voltar.Prometi que voltaria a vê-la.
Bom,como quem não quer nada,continuei voando por Berk e analisando as casas da vila.
Foi então que uma em especial,chamou minha atenção.Nela,tinha um garoto triste sentado nas escadas da varanda.Ele era bem magrinho,tinha cabelos castanhos,olhos verdes e aparentava ter a idade de Seeylfe.
Voei até lá e pousei na sua frente,fazendo-o saltar assustado.
—Porque está triste?-questionei com pena.
Ele levantou as sobrancelhas.
—Jack Frost?-deduziu.
—Olha,você me conhece...-comentei sorridente.
—Já li sua história em um livro-respondeu-Me chamo Soluço Strondus.
Levantei as sobrancelhas surpreso com o sobrenome.Era o mesmo do sobrenome de Seeylfe.
—Bom...não me respondeu porque está triste-alertei.
—Ah...-suspirou derrotado-Todo mundo me acha um inútil,especialmente meu pai.
—Mas porque?-insisti.
—Eu sempre arrumo confusão ou destruo algo quando saio de casa-confessou fazendo uma careta.
—Você é encrequeiro...-brinquei.
—Mas não é porque eu quero-afirmou-Eu quero provar que sou digno de ser da tribo Hooligan,da ilha de Berk e do clã Strondus.
—Entendo...mas olha-pedi-Às vezes se esforçar para mostrar aos outros que é capaz,nem sempre é o melhor.Passei 300 anos da minha vida tentando fazer alguém acreditar em mim e sabe como eu consegui?
—Como?-perguntou curioso.
—Eu provei pra mim mesmo,não pra eles-afirmei-E é isso que tem que fazer,Soluço.
Ele desviou o olhar pensativo.
—Acho que tem razão-declarou.
—Claro que tenho!-me gabei fazendo-o rir-Uma criança da sua idade devia estar se acabando em brincar,não ficar triste!
—Tá bom então Senhor Guardião,o que sugere?-indagou divertido.
(...)
Depois que brinquei muito com Soluço,o pai dele havia chegado e tive que ir embora.Mas antes de ir,ele contou a história da mãe que foi morta e a irmã que foi levada num ataque de dragões.Bingo!Seeylfe e Soluço são irmãos e como tem a mesma idade...são gêmeos!Meu Deus!
O sol já estava se pondo e eu ia embora,mas quando passei pela a arena,avistei duas crianças treinando,um garoto e uma garota.Os dois eram loiros e tinham olhos azuis.
Decidi voar até lá e entrar na arena.
—Olá!-disse.
Os dois pararam e se viraram para me encarar,arregalando os olhos em seguida.
—Jack Frost!?!-exclamaram surpresos.
É impossível uma criança não me conhecer hoje em dia.
—Sim...e vocês são?-perguntei curioso.
—Eu sou Astrid Hofferson e este é meu irmão Dag-respondeu a menina-Eu tenho 5 anos e ele tem 6.
—Porque estão aqui...treinando pesado?-questionei fazendo uma careta.
—Nosso pai é bem exigente-afirmou Dag.
—Mas a vida não é só ralação não!-exclamei incrédulo.
—Falou o Guardião mais preguiçoso-debochou Astrid.
—Como assim?Eu também pego no pesado!-rebati indignado-Mas também tenho os meus momentos de diversão.Que tal brincarmos um pouco?
Eles se entreolharam.
—Tá bom-cedeu Dag.
Depois que brinquei muito com eles,os dois foram pra casa e voei para fora de Berk,pretendendo voltar pra oficina.
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