Meus Problemas
12 Pedra Misteriosa - Parte 2
Notas iniciais
-Bem-vinda! – uma garota idêntica a mim falou.
-É um sonho? – suspirei.
-Não – a garota respondeu – Eu quero um favor.
-Qual?
-Seu nome é Melanie, não é? – a garota perguntou.
-Mas, eu sou idêntica a você... – respondi.
-Pois é – a garota riu.
-Sim, é.
-Ok, Melanie. Bom Melanie, preciso que você me escute. É importante.
-De novo essas loucuras? – ri – Não é o suficiente? Eu só quero ser normal e voltar para a minha cidade... Talvez até mudar de escola, mas com meus amigos juntos. Meus únicos e verdadeiros amigos.
-Olha, eu peço com paciência pra você me escutar...
-Hunf, aham. Agora me deixa sair daqui, “durona”.
-Olha...
-OLHA O QUE?! SEU ROSTO FEIO QUE É O MEU ROSTO? AH, SOME DAQUI – falei e chutei a bunda dela.
-Tá bom, vou chamar o meu chefe. Adeus – a garota sumiu e depois surgiu um homem ou um monstro gigante, que não aparecia seu rosto, por causa de uma névoa.
-Que ótimo, outro mané... – fiquei batendo pé.
-E outra menina mordenazinha... – “ele” falou – Cuidado com essa camisolinha e esse casaquinho, a moda vai se pegar.
-Ah, cala boca. Nem me conhece e já vem falando besteira.
Ele riu.
-Claro, claro... – ele falou – Ela me chamou, então deve ser sério. O que fez com que ela saísse?
-Fez você aparecer. – me dei de ombros – E ainda é mais feio do que aquela menina lá.
-Olha, acho melhor você ter mais respeito...
-Com quem? Com ninguém? – ri – Se liga, eu quero sair e ninguém me responde nada. Depois não reclame...
Ele se aproximou.
-Ah, aposto que você é um daqueles monstros do Bem 10, né? Você existe aliás? – perguntei – Você é algo pior do que a minha imaginação... Como será que eu ia conseguir imaginar isso? Ah... Eu ia melhorar essa cara aí, será que é fácil de te desenhar? Você tem um papel e um lápis aê?
-CHEGA! – “ele” falou – ME RESPONDA!
-O que você perguntou? Você nem perguntou nada, zoiudo.
-Olhe, eu já vou te falar e nem vou perguntar se você quer ouvir ou não. Quando você sair daqui, volte a dormir, mas vá devagar. Deixe tudo como você encontrou, ninguém pode saber do que você encontrou. Quando você acordar e for almoçar, sua mãe vai te perguntar sobre o pingente para o seu colar que ela comprou para você. A pedra vai se transformar em pingente, faça que, quando essa pedra se transformar em pingente, esconda no bolso da sua calça ou em qualquer lugar. Quando chegar na loja, fale para sua mãe que você quer esse pingente, que é a pedra. Você pode até ser burra de fazer comprar, mas fale para sua mãe que foi uma amiga que avistou na loja que teu isso, e eu a garota que é idêntica a você vai ser essa “amiga”. Ela vai me contar tudo, combinado? — “ele” falou.
-Tá me chamando de dorminhoca?
-Talvez... – ele respondeu.
-Mas... – ele me interrompeu.
-PODE ME RESPONDER
-Posso... hm... Combinado, mas agora que você já acabou, me dá um papel e uma folha? – perguntei.
Ele fez eu sair da pedra, e eu estava no jardim, descalça.
-Blim – a pedra se transformou em pingente.
-Que símbolo é esse? É a cara daquele véio? Só pode, porque é muito feio. – falei.
Fui devagar até onde ficava a churrasqueira, depois entrei dentro de casa e fechei a sacada.
Subi as escadas e fui até o meu quarto, escondi o pingente de baixo do meu travesseiro e fui dormir.
Eu tive outro sonho. Parecia ser mais realidade do que sonho, na verdade. Era um flash back.
No começo não entendi muito bem, pois minha visão estava embaçada e as imagens passavam muito rápido como um filme.
O que eu consegui ver, era um trem passando, devagar, com uma moça que parecia ter 22 anos acenando. Ela usava um chapéu com uma fita rosa e um vestido rosa claro.
Um homem com terno camarelo a espera na estação de trem.
O trem para, e a moça desce com algumas malas antigas. Ela joga as malas no chão e corre para abraçar o homem.
A imagem muda como se ela fosse um cubo e alguém o estivesse girando devagar para o outro lado.
A imagem de agora é o mesmo homem sentado em uma cama, onde a moça está deitada.
A moça está entubada, e parece estar dormindo.
Mas do nada, ela abre os olhos e olha para o lado, onde está o homem. O homem fala algo que parece te-lá irritado.
A moça tirou com raiva os tubos de seu rosto, e tacou no chão.
Abriu um sorriso, e depois fechou os olhos novamente. O homem pega o seu pulso para ver se tem sinal de vida, mas não havia mais nada.
O homem se levantou da cama, olhou pela última vez a moça e foi embora.
Acordei com um barulho vindo da cozinha. Me levantei rapidamente, sem me vestir, sem me arrumar, sem nada e fui para a cozinha.
- Isabela! — minha mãe gritou.
Isabela lavava os pratos distraidamente, e acabou derrubando um prato.
Isabela lavando os pratos era uma cena inédita, algo que eu queria viver para ver.
“Sofra Isabela, soooooooooofra” pensei “Ainda bem que não era a minha vez”.
Isabela saiu de meus pensamentos e olhou para minha mãe. O olhar soava como um pedido de desculpas.
Minha mãe suspirou.
- Melanie, vá se vestir e depois venha me ajudar a colocar o almoço — pediu ela.
O almoço? Eu acordei na hora do almoço?
-Mãe – a chamei.
-Sim? – ela respondeu, mexendo nas panelas.
-Eu acordei na hora do almoço? – perguntei.
-Sim, ué, não é novidade. Vá se trocar!
Subi as escadas, me troquei e fiz tudo o que eu tinha que fazer e depois desci as escadas.
Minha mãe parecia ter ouvido o barulho do meu sapato subindo as escadas, então ela me chamou.
-MELANIE! – gritou minha mãe – VEM ME AJUDAR!
Fui até a cozinha e ajudei ela a pegar a panela grande de pressão. O almoço é sopa.
Colocamos sob a mesa e fomos almoçar.
-Melanie – minha mãe me chamou depois que ela mastigou um pouco de sopa.
-Oi, mãe? – respondi.
-Hoje vamos ver um pingente para você, para colocarmos no colar que eu comprei pra você.
-Você comprou um colar pra mim? – falei como se eu não soubesse de nada.
-Sim – ela sorriu – Quer ir ao shopping hoje?
-HUM! – falou a minha irmã, terminando de tomar a sopa – E EU?!
-Você fica sozinha, pois seu pai vai ter que resolver alguns negócios para a escola de vocês.
“Que ótimo vou fazer uma festa” pensou Isabela.
Ela pegou seu celular que estava em outra mesa, e mandou uma mensagem para sua amiga.
Ananda, vou fazer uma festa.
Você está convidada, lógico, mas chame o possível de pessoas, ok? E chame um monte de meninos, os mais gatos possíveis também.
Beijinhos com gloss pink.
Isabela.
- Tá tudo bem, Isabela? – perguntei para minha irmã.
- Hã? Claro... Sim...
- Bom, então está combinado, filha? Shopping hoje? — perguntou minha mãe.
- É né, mas é por pouco tempo. É só pro pingente.
-Ah filha, depois vamos no mercado do shopping e tomar o sorvete, ou quer só ir no mercado?
- Tá bom, ta bom, vamos fazer essas coisas aí.
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