Meus Encantos Poéticos
8 8. Quente ou Frio?
Já percebeu que todo poema que começa com uma indagação
É fadado a ser um bom poema?
Droga, comecei mesmo com uma pergunta, não?
Droga, fiz mais uma pergunta, será isso um problema?
Enfim, depois de quatro linhas
Percebi que ao menos uma vez na vida
Escrevi sobre algo que não fosse o amor
Mas fracassei na linha anterior
E trouxe a tona o que tem tudo a ver com a dor
Eu sei, eu sei, pra muita gente esse assunto é chato
Mas pro resto é como algo raro
Mesmo sendo muito comum e corriqueiro
Nem sempre tudo acontece tão claro
Sim, por mais que você me explique, nada nunca faz sentido
Na boa, sempre depende do mood, quente ou ardido
Como pode dois antônimos seguir tão unidos?
É, só ele mesmo consegue fazer isso
Só mesmo o amor consegue ser tão bandido
Mas aí logo me vem a mente
Sobre aquelas noites não tão quentes
Em que o que você sempre quer é que o seu lado não fique assim tão, ausente
Na boa, sinto falta da minha inocência
Em que na infância não era tudo só carência
Como pode, quando não sou eu, é o outro nessa inconsciência.
É, não é muito fácil entender os problemas
Mas não é só isso que esperamos nesse dilema
Afinal isso aqui é um poema
Na qual juro não entender, como tudo acaba no escuro
Sendo que tudo começou num cinema
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