Notas iniciais
Hey amores, tudo bem? Olha eu aqui com o último capítulo da MQD :’) Gente nem sei explicar o quanto estou feliz pelo retorno incrível que ela teve, pelo carinho inexplicável de vocês, por todos os favoritos e comentários com palavras maravilhosas ♥ Deus sabe o quanto sou grata a tudo isso, o quanto vocês são importantes para mim, e o quanto amo nossa interação. Obrigada, obrigada de coração por isso ♥ Amo vocês e os aguardo ansiosa em minha próxima fic ♥

Não saberia dizer o quanto tempo fiquei na varanda naquele dia, vi o céu passar de escuro para claro, as ondas e a maré subirem e descerem, os passarinhos saírem de seus esconderijos para cantarem, e quando se aproximava do amanhecer peguei uma folha de papel, um lápis e comecei a por em prática a minha escrita, depois de muito pensar rascunhei uma carta para ele, com palavras sinceras, escritas com amor. O explicando todas as coisas que senti necessidade. Só quando terminei que a passei para o computador e enviei.

Aquele foi o último sinal de vida que tive dele nos últimos cinco dias de viagem, não mais me respondeu, nem ao menos soube se havia realmente recebido meu email. Mas naquele momento minhas malas já estavam prontas, restava somente dar a resposta para o contratante e enfim seguir viagem para meu destino escolhido.

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Embarquei no avião ainda com o coração acelerado, não que eu ainda tivesse dúvidas se havia tomado a decisão certa, longe disso, mas a ansiedade de chegar ao meu destino tornava todos os sentidos mais intensos.

Não foi fácil negar a extensão da minha viagem, porém não tinha nem como eu pesar o que era mais importante para mim em uma balança. Não conseguiria trabalhar mais um dia sequer sabendo que não o teria comigo novamente.

Imaginar minha vida sem o Cebola resultou em várias noites de sono terrivelmente mal dormidas, com pesadelos múltiplos, uns atrás dos outros, em todos eles eu chorava escondida em um canto, o vendo ir embora sem poder fazer nada, e acordava suada, com um sentimento de vazio e o coração disparado. Não podia deixar aquilo acontecer novamente.

Com a ajuda da Magali e seus dons de lábia, conseguimos negociar um acordo com o contratante, eu ainda trabalharia para ele, porém em home office, via Skype. A idéia foi perfeita, ele não queria perder a jornalista e eu não queria perder a oportunidade, somamos as intenções e conseguimos deixar melhor até mesmo do que eu esperava. Claro, algumas viagens seriam necessárias, mas nada comparado a morar fora por um ano inteiro ou mais.

Observei aflita pela janela a imensidão abaixo de mim, era incrível como me sentia minúscula diante de todas aquelas nuvens e desenhos geograficamente posicionados. Era uma paisagem tão bonita de se ver que me sentia agradecida pela oportunidade.

De minuto em minuto estralava meus dedos devido minha agitação, o que eu mais queria era pousar tranqüila na minha cidade o mais rápido possível, sem complicação nenhuma.

Nunca tive medo de turbulência, estava acostumada a viajar de avião, mas naquele vôo, exclusivamente aquele dia, não sei se devido a meu estado emocional, quase tive uma sincope de pânico quando chacoalhamos durante cinco minutos inteiros sem interrupções. Só sosseguei novamente quando ouvi a voz da aeromoça indicando que iríamos pousar.

Foi a viagem mais longa da minha vida. Eu estava quebrada, cansada, mas nada daquilo me impediu de sair correndo para os braços da minha família que já me aguardava no aeroporto.

Seguimos para minha casa conversando sem parar, nos atualizando sobre milhares de assuntos desconexos, os entreguei presentes, lembrancinhas, encontrei a Magali, nos reunimos em um jantar e quando se aproximou da madrugada eles foram embora me deixando com um sorriso de orelha a orelha para trás.

Chequei as horas no relógio, faltavam dez para meia noite, tomei um banho demorado, relaxando cada músculo do meu corpo e cerca de minutos depois já me aconcheguei na cama, animada pela volta do meu sinal da operadora. Não saberia dizer quantas mensagens haviam chegado naquele tempo sem comunicação, levei pelo menos duas horas para atualizar tudo que precisava no celular e ainda assim peguei no sono com o aparelho nas mãos.

Não falei com ele, tinha outros planos em mente.

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Acordei assustada, estava lotada de coisas para resolver, mal tinha chegado e a Magali já havia me entregado um cronograma novo para todos os dias daquele mês. Sentia falta daquilo, então tratei de me dedicar para realizar as atividades o mais rápido possível, uma vez que precisaria ter a noite livre, havia planejado e arquitetado todos os meus passos daquele anoitecer em minha cabeça.

E foi exatamente como pensei que fiz, quando sai da minha última reunião o relógio marcava 18h00. Era sábado, dia perfeito para eu realizar o que queria. Passei no mercado, comprei tudo que listei na agenda, chequei se precisaria de mais alguma coisa, coloquei em uma bolsa e segui para o meu destino. Ainda no taxi ajustei a maquiagem, arrumei o cabelo e com o coração acelerado admirei o automóvel parando em frente a porta da casa que eu queria visitar.

Desci ansiosa, paguei a corrida, desamassei com uma das mãos a roupa e segui para a entrada. Respirei fundo, pude sentir o cheirinho de chuva que estava por vir, a noite já havia caído e o vento gelado começava a perambular pela cidade.

Bati duas vezes na porta e aguardei sentindo um buraco crescer no meu estomago, ele aumentava consideravelmente a cada segundo de demora. Eu era péssima em fazer surpresas, então comecei a achar que devia ter ligado antes de aparecer sem avisar, só mudei esse pensamento quando ouvi um barulho vindo de dentro da casa.

— Já vai – A voz dele invadiu todos meus sentidos. Tampei rapidamente o olho mágico para que não conseguisse identificar quem era.

Poucos segundos depois ele revirou o trinco e abriu derrubando o controle remoto que trazia em mãos no chão.

Nem no meu mais inspirado momento de escrita, eu havia descrito o que senti naquela hora, todas as borboletas existentes dentro de mim voaram ao mesmo tempo, e eu só conseguia olhar em seus olhos.

— Sur...presa – Balbuciei emocionada, um tanto sem jeito levantando a sacola de papelão que continha comidas, filmes, bebidas e taças em seu interior.

Ele, tão surpreso quanto eu, não esperou mais dizermos absolutamente nada, apenas me puxou pela cintura, passou uma de suas mãos pelos meus cabelos e me envolveu em um beijo carregado de saudade.

Cada centímetro do meu corpo estremeceu, eu sentia tanta, mais tanta falta daquele abraço, daquele beijo, daquele envolvimento, que me arrepiei dos pés a cabeça com a intensidade do contato.

Passei minhas mãos pelo seu ombro jogando a sacola que trazia a tira colo no chão, não me importei nem um pouco com o barulho que as taças de vidro reproduziram ao se chocarem, só correspondi a cada expectativa naquele beijo depositada. Era intenso, me tirava o fôlego. Fazia-me flutuar.

Em um chute ele fechou a porta com um estrondo atrás de mim, e em seguida me encostou sobre ela, passando as mãos em meus cabelos. Eu respirava ofegante, o olhando nos olhos, ele alisava meu rosto, como se não acreditasse que aquilo realmente estivesse acontecendo.

— Eu... Eu nem sei o que dizer – Ele comentou sorrindo, fazendo carinho em meu rosto.

— Eu te amo. – Respondi lhe dando um selinho abrindo um sorriso.

— Não acredito que está aqui, novamente ao meu lado – Sorriu me derretendo inteira.

— Eu quero você Ce, pra sempre – O abracei forte, me agarrando firmemente em sua camiseta.

— Eu também Mo, eu também – Ele correspondeu apoiando o queixo sobre minha cabeça.

Naquele momento pude sentir novamente que explodiria de felicidade, finalmente estávamos juntos, finalmente havíamos vencido a barreira da distancia. E em cada uma daquelas risadas, daqueles abraços ou em cada um daqueles olhares intensos, que ultrapassavam a pupila, expondo a alma, pudemos constatar que era ali que queríamos estar, que havia valido a pena esperar e que nunca mais sairíamos do lado um do outro.

— FIM. – Cebola concluiu a leitura fechando o livro, reparando que a filha já dormia.

— Amor, está lendo novamente nossa história para a Mel? – Monica questionou assim que chegou à porta do quarto dela, vendo o marido deitado no tapete com o livro em mãos.

— Ela gosta Mo, olha como pegou no sono sorrindo – Cebola respondeu mirando a filhinha de dois anos que dormia um sono tranqüilo com um sorriso no rosto.

— É... Gosta mesmo! – Monica concordou tirando o sapato e deitando ao lado deles.

— Quer ouvir também? – Ele perguntou a envolvendo no abraço, onde a filha se aconchegava.

— Quero, em que parte estão? – Ela brincou vendo que o marido havia acabado de concluir o livro pela nona ou décima vez.

— Na parte que você me da um beijo – Ele roubou um selinho da esposa, em forma de sussurro.

— Te amo sabia – Ela falou olhando em seus olhos.

— Eu também, para sempre! – Cebola concluiu acarinhando seus cabelos docemente.

Monica se levantou sorrindo, pegou cuidadosamente no colo a filha que dormia, ajeitou a coberta, afofou o travesseiro e a pousou docemente no colchão. Lhe deu um beijo na testa e saiu de fininho sendo seguida pelo marido.

Cebola devolveu o livro, que trazia agora também gravado em sua capa o selo de “best-seller”, para a estante da sala e abraçou a esposa lhe dando vários beijinhos. Monica retribuiu da forma mais carinhosa, se sentia realizada, pelo seu conto de fadas finamente ter se tornado real.

Notas finais
Bom meus amores, é com lágriminhas nos olhos que me despeço dessa fic que tanto me apeguei. Essa foi comprida né?! Chegamos a mais um final juntos, e eu só tenho a agradecer. Todo amor que emitimos na vida volta para nós duplicado, então saibam que com o mesmo carinho que me escreveram todos os comentários, e me incentivaram, eu digito esse agradecimento. Desejo tanta mais tanta luz e felicidade para todos vocês ♥ Obrigada por me acompanharem, por cada palavrinha de incentivo, de força. ♥ ♥ ♥ Os convido a mergulharem comigo em minha próxima história. Não colocarei como "terminada" essa ainda, pois terá um bônus para vocês (surpresinha) e logo em seguida a sinopse e o link para minha próxima história ♥ Obrigada ♥ Amo vocês ♥ Com amor, Je Chaud ♥