Meu primeiro namorado.
15 Por Enquanto - Cassia Eller
Notas iniciais
Tobias
Eu não sabia o que fazer. eu estava indo, estava perdendo Tris. Tudo por causa de uma maldita carta de transferência. Culpa de Eric, culpa desse negocio idiota, culpa da advocacia idiota. Culpa do mundo.
Eu custei para recuperar minha garota, para no fim ser separado dela por um peça de papel estupido.
– Tobias, vamos. Se você demorar mais irá se atrasar e acabar perdendo o voo. — Disse Tris aparecendo na porta. Ela estava segurando suas lágrimas para deixar as coisas mais fáceis para mim e eu agradecia por isso. Se ela começasse a chorar eu iria desmoronar.
Peguei minhas coisas dentro da mala e sai. Tris foi dirigindo ate o aeroporto, onde encontramos todos os meus amigos. Will era o único que se mudaria comigo. Ele também estava deixando Christina, porém eles pareciam estar bem com isso e com a distância. Porque parecia que so eu estava sofrendo um rio de dor com aquilo tudo?
Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente
Decidi que quanto mais pensasse, mais dolorosas as coisas seriam. Depois disso, as coisas aconteceram tão rápido que eu mal tive tempo de registrar tudo. Meu ultimo beijo com Tris. Nosso abraço e a única coisa que desacelerou o tempo foi o que ela me disse quando eu estava indo.
– Promete que não se esquecerá de mim? — Ela tinha mais lagrimas escorrendo por sua bochecha.
– Nunca. — Eu disse e a abracei. — Sempre manterei contato e você também oks?
Ela apenas assentiu e eu entrei no avião ao lado de Will.
Foi um voo calmo até Nova Iorque, e para mim, passou bem rápido, já que eu estava tão envolto em pensamento que não percebi a passagem do tempo. Quando chegamos, descobri que Will dividiria a casa comigo. A casa era grande, tinha espaço para mim e Will e ainda sobrava bastante. Estava meio vazia com apenas nós dois.
Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber que o pra sempre sempre acaba
–Will, você não ficou triste por ter que deixar Chris não? — Perguntei sendo vencido pela curiosidade.
– Fiquei. Mas eu aprendi que o que é sincero sempre dura. — Ele disse e saiu para o seu quarto, dizendo que ia dormir. Imitei seu exemplo e fui dormir também. Só que o que aconteceu era que o sono não vinha. Sempre tinha algum pensamento de ou alguém de Chicago ocupando minha cabeça. Eu estava odiando isso. Menos quando me vinham lembranças de Tris e eu ficava com um sorriso bobo no rosto olhando pro teto.
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém, só penso em você
E aí, então, estamos bem
E se Tris decidisse seguir em frente e se esquecer de mim, descumprindo a promessa que pediu que eu cumprisse.
E se ela não me esperasse? E se eu não voltasse? Como seria ao pensar que perdi tantos anos ao lado de Tris, quando se eu tivesse recusado a maldita proposta ou largado meu emprego eu ainda estaria com ela.
Mas a que custo? Viver na casa de Tris sendo sustentado por ela estava fora de cogitação. Mas eu também pensava que receber essa maldita carta de papel amarelo. Maldito Eric. Maldito mundo. Maldito amor.
Eu sei que é errado ficar procurando algo ou alguém para culpar quando a culpa não era de ninguém.
Eu pensava que o que eu tinha com Tris era eterno,porém nossa eternidade juntos durou pouco.
Talvez nosso amor seja eterno, mas a nossa proximidade não. Talvez não era pra ser mesmo. Lembro no dia em que eu disse que a amava, porém eram apenas palavras vazias. Agora, quando eu finalmente consegui a coragem para dizê-lo. Expressar meus sentimentos, minhas emoções, eu não podia. Mas que merda.
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
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