Meu primeiro namorado.
9 Marisa Monte - Bem Que Se Quis
Notas iniciais
Marisa Monte — Bem Que Se Quis
Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos pra voltar
Beatrice
"– Então Tris, aceita ser minha primeira namorada novamente?"
Uriah e Cara puxaram um coro de "Aceita! Aceita! Aceita!" que logo foi seguido por todos os outros.
Esse pedido me pegou desprevenida.
Eu não sabia se aceitaria tal pedido. Ainda tinha receios sobre Tobias, sobre sua fidelidade, sobre seus sentimentos.
E se for só mais um truque pra te conquistar e te trair? Não, não é só mais um truque. Eu me recuso a acreditar. Sei que é só minha mente pregando peças malvadas com meu subconsciente.
Eu não sei se fazer isso é sensato. Eu não tenho certeza. Eu tenho certeza dos meus sentimentos, só dificuldade para dize-los. Digo para mim que é apenas falta de preparo.
Tenho medo de aceitar e me magoar novamente. Tenho medo de recusar e perder minha chance de ser feliz. E se ele não me amar como diz?
Tobias continuava ajoelhado olhando para mim com expectativa. Seus olhos transbordavam esperança, os meus transbordavam insegurança.
Seus olhos. Tão lindos, de um azul tão intenso. Sinto que posso me afogar em sua imensidão. Seus olhos se encontram com os meus e ao perceber toda a minha insegurança, sua esperanças se esvai.
Vê-lo assim me deixa deprimida. Quem liga se ele não me amar? Eu tenho amor o suficiente para nós dois. Quem liga se ele me magoar? Eu posso ser feliz nesse breve momento.
– Não. Eu não aceito ser sua primeira namorada novamente. — Digo olhando para Tobias. Ele tem uma expressão triste no rosto. Os outros mantêm uma expressão indecifrável. Ele se levanta e me dá as costas- Mas podemos tentar algo. — Ele para de caminhar e se vira pra mim e sorri.
O que que a vida fez
Da nossa vida?
O que que a gente
Não faz por amor?
Mas tanto faz
Já me esqueci
De te esquecer porque
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar
Tobias corre até mim e me dá um abraço apertado. Eu o aperto tendo em mente nunca mais solta-lo. Quero-o para mim e para mim somente. Sem divisões, empréstimos e não quero dividi-lo com sua mãe.
Ela é bonita demais e temo que eles resolvam praticar incesto.
Tobias coloca suas mãos em meu rosto e me olha suavemente. Seu olhar é intenso e tento retribui-lo da mesma forma.
Ele me olha como se pedisse permissão para um beijo. Eu sorrio e ele leva isso como um sim. Pois me beija suavemente.
Primeiro é apenas um roçar de lábios, mas depois, sua língua quente pede passagem e eu cedo. Iniciamos um beijo cheio de paixão e saudades. Coloco minhas mãos em seus cabelos curtos e os puxo. Nossas línguas em uma batalha gostosa onde o único objetivo é o prazer. Me esqueci de meus amigos ali presentes, esqueci de qualquer coisa que não fossem os lábios de Tobias nos meus. Separamo-nos quando o ar se fez necessário para nosso pulmões. Tobias tinha um sorriso de orelha a orelha no rosto e eu acredito que o meu não estava diferente.
Sentir que Tobias era meu novamente, era como estar no melhor dos sonhos. Eu sentia sua falta e não podia negar. Eu sentia medo por isso. Isso queria dizer, que eu realmente sentia algo a mais do que atração por ele. Isso me trazia medo. Esse é um dos sentimentos que você não pode simplesmente ignorar.
Agora vem pra perto, vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem, meu amor, vem pra mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer
– Acho que podíamos entrar. — Tobias sussurrou no meu ouvido.
– Mas e eles? — Apontei para nossos colegas que estavam se pegando. Hey! O beijo especial dessa noite deveria ser meu e não deles.
– Vamos deixa-los ai. — Tobias me pega pela mão e entramos em casa e ele tranca a porta logo em seguida.
Tobias voltou a me beijar, dessa vez com urgência. A paixão ainda estava ali, porém o desejo era mais forte. Tobias começa a retirar minha blusa mas eu o paro na metade do caminho. Eu sabia onde aquilo iria dar.
– Não! — Respondo ajeitando minha blusa.
– Porque não? — Perguntou Tobias, sei que ficou decepcionado.
– Eu disse que tentaríamos algo. Não quero que isso se resuma em apenas sexo. Oks? — Ele assente. — Então vamos começar de novo. Como se fossemos para o nosso primeiro encontro, tudo bem?
– Tudo Bem. O que acha de vermos um filme? — Tobias me pergunta e eu confirmo.
Vou para a cozinha, preparo a pipoca, e pego um refrigerante dentro da geladeira e levo para a sala. Quando chego lá, Tobias estava sentado no sofá, o filme que ele havia escolhido era Constantine.
Tobias se sentou e eu deitei minha cabeça em seu colo enquanto ele fazia um cafuné em meu cabelo.
– Onde foi que erramos? — Eu perguntei enquanto olhava para o filme. Não queria pipoca por enquanto.
– Acho que foi no momento em que deixamos de reparar um no outro. — Diz Tobias e eu me levanto e o encaro com uma sobrancelha arqueada. — Okay, acho que foi quando eu parei de prestar atenção em você.
Pego um pouco de pipoca e jogo em sua cara.
– Ainda bem que sabe onde errou. — Digo e bebo um pouco do meu refrigerante.
– Vamos terminar de ver o filme. — Deito no colo de Tobias e ele fica fazendo um cafuné em mim. Tobias comeu a pipoca praticamente sozinho. Que moço guloso.
–Bom Tris, eu tenho que ir. Te pego as 08:00 PM. Boa Noite. — Diz sorrindo.
– Pra quê? — Eu pergunto. Nós não havíamos marcado nada.
– Para o nosso primeiro encontro oficial. — Ele me dá um beijo e vai embora.
Agora vem pra perto, vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem, meu amor, vem pra mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer
Bem que se quis
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