Meu primeiro namorado.

11 Capital Inicial - A sua maneira


Notas iniciais
Bom galera, eu amei escrever esse capítulo porque eu amo Capital e amo essa música, então espero que amem ler tanto quanto eu amei escrever.

Capital Inicial — A sua maneira

Ela dormiu no calor
Dos meus braços
E eu acordei sem saber
Se era um sonho

Tobias

Quando cheguei a casa de Tris, Christina estava saindo de lá. Quando ela me viu, fez algo que eu particularmente estranhei. Ela me puxou para um abraço e sussurrou no meu ouvido:

– Não se decepcionem outra vez. — Depois disso ela entrou em seu carro e foi embora.

Balancei a minha cabeça tentando afastar o que tinha acontecido e toquei a campainha. No segundo toque Tris atendeu. E o único pensamento que me veio a cabeça foi o quão estupidamente linda ela estava.

– Vamos? — Perguntei a ela sorrindo.

– Vamos. — Ela pegou minha mão e o simples gesto me fez sorrir ainda mais.

Caminhamos até meu carro e abir a porta para ela entrar, entrando logo em seguida.

– Para onde vamos? — Ela perguntou quando eu comecei a dirigir. — O que vamos vamos fazer?

– Você verá quando chegarmos lá. — Eu disse rindo. Ela bufou mas apenas ficou calada olhando pela janela para ver se descobria onde eu estava levando-a.

Chegamos ao local com 15 min. Por sorte, a casa de Beatrice era perto do parque, ou tão perto quanto a minha.

Descemos do carro, eu peguei sua mão e com a mão livre, peguei a cesta com comidas que havia preparado para trazermos.

– Um piquenique noturno? — Ela sorriu. — Quem te deu essa ideia?

– Oras, eu mesmo. Pensa que não sou capaz de pensar em alguma coisa boa o suficiente? — Perguntei fazendo cara de indignado enquanto estendia a toalha xadrez no gramado.

Algum tempo atrás
Pensei em te dizer
Que eu nunca caí
Nas suas armadilhas de amor

– Não é que... É estranho. — Ela deu de ombros e sentou comigo na toalha e me ajudou a retirar as comidas. Pão, doces, chocolate, torradas, bolo, suco, geleia. Tinha tudo. O que fiz foi pegar tudo o que tinha dentro do armário da minha casa que não precisasse de preparo. Até brigadeiro em lata tinha. Quando chegar em casa devo agradecer a minha mãe por ter feito compras.

– Sabe porque eu escolhi o parque?- Ela negou com a cabeça. — Porque tem a lagoa e fica linda a noite, quando a luz da lua reflete sobre a água. E esse foi o primeiro lugar em que nos encontramos a luz do dia.

Ela sorriu, provavelmente ao se lembrar do nosso primeiro encontro a luz do sol.

Eu estava caminhando pela borda do lago, ao lado de Uriah. Ele ria de alguma piada boba quando vi Christina chegando empurrando Tris pelas costas.

A loira estava com a cabeça baixa olhando para os pés e reclamando de alguma coisa quando parou de repente e se virou para Christina.

Uriah as chamou para vir pra perto mas Tris protestou claramente, então Christina veio empurrando-a. Quando faltava apenas dois passos para ela finalmente chegar perto de nós, Christina a deu um empurrão forte demais, fazendo com que ela caísse em cima de mim e nós dois caíssemos na água.

– Aquele tinha sido um dia estranho. — Disse ela pegando uma colher e pegando um pouco do brigadeiro. — Falar sobre essas coisas dá a impressão de que foi a tanto tempo a trás. Quase uma eternidade.

– Então, se aquilo foi a uma eternidade atrás, estamos criando nossa outra eternidade particular. — Eu disse e ela sorriu. Um sorriso tão lindo.

Era estranho pensar, que uma pessoa como eu, com 27 anos nas costas, estar namorando sua colega de trabalho, que era dois anos mais nova e que por acaso era sua primeira namorada. Eu nunca tive algum romance de colegial, de verão ou até mesmo de inverno. Nunca tive nenhum romance. A não ser Tris.

– As vezes você fala coisas sem sentido. — Disse Tris rindo.

– Você é sem sentido. — Eu digo para ela e ela pega a colher de brigadeiro em suas mãos e passa no meu nariz. Coloquei o meu dedo na lata de brigadeiro e passei em sua bochecha.

– Tobias seu nojento. Colocando o dedo na comida. — Disse Tris fazendo cara de nojo.

– Eu pus o dedo na comida. Você tem brigadeiro na sua bochecha. — Comecei a rir e passei a barra da minha camiseta na ponta do meu nariz limpando o brigadeiro que ela tinha passado ali.

Naquele amor
À sua maneira
Perdendo o meu tempo
A noite inteira

Tris chegou perto de mim e deitou sua cabeça em meu colo e eu fiquei fazendo carícias em se cabelo loiro. Eu suavemente puxei o pano de minha blusa e comecei a limpar sua bochecha sem me importar em estar sujando minha roupa.

– Esse é um daqueles momentos dos quais eu tenho vontade de congela-los e vive-los para sempre. — Eu digo ainda acariciando seu cabelos. Ela olha pra mim com o olhar perdido.

– Eu também.

– Então eu posso? — Pergunto com as sobrancelhas arqueadas.

– Só se eu sempre for vive-lo com você. — Diz ela dando de ombros. Eu sorrio e aproximo nossos rostos, então a beijo. Um simples roçar de lábios mas que me deixa totalmente alheio ao mundo ao meu redor.

Tris coloca suas mãos no meu pescoço e se senta em meu colo ainda sem separar nossos lábios, então aprofunda o beijo. Sua língua pedido passagem que é imediatamente cedida. Quando o ar é necessário e nós temos que nos separar, eu amaldiçoo meus pulmões por estar estragando aquele momento.

Ela me dá um abraço e afunda sua cabeça na curva do meu pescoço e eu sorrio a apertando contra mim tendo a certeza de que ela não escapará pelos meus dedos como água.

–Tobias. — Ela sussurra contra minha pele.

– Sim Tris? — Respondo fazendo carinho em suas costas.

– Você aceita ser meu pra sempre? — Ela pergunta se afastando do meu abraço e colando nossas testas.

– Só se você aceitar ser minha pra sempre. — Ela sorri e sela nossos lábios.

Não mandarei
Cinzas de rosas
Nem penso em contar
Os nossos segredos

Notas finais
Espero que tenham gostado e comentem. Beijoos