Meu primeiro Natal
1 Minha primeira festa de Natal...
Notas iniciais
\\ Natal...
\\ Por que tanta gente ama esse dia? Não vejo nada de especial...
/ Nunca gostei de comemorações... Elas são entediantes e estranhas. Principalmente no Natal. Eles comemoram para realizar o dia em que uma criança nasceu... Se fosse assim, o Natal seria todo santo dia.
\\ Mas, mesmo assim, Shinigami-sama me obrigou a ir na festa de Natal, quando eu era pequeno.
\\ E admito.
\\ Foi muito estranho.
\\ Shinigami-sama estava vestido de Papai Noel, e entregando presentes pras crianças de Death City. E ele ainda não tinha a máscara de hoje em dia, era aquela assustadora. Ou seja, o resultado foi o mesmo para todas as casas: Crianças chorando desesperadamente.
\\ A cena era até cômica, mas Shinigami-sama ficou um pouco triste e resolveu trocar de máscara. No começo, aquela máscara foi um pouco "diferente", digamos. Mas depois tivemos que acostumar, pois ele nunca mais ia tirar...
\\ Foi a minha primeira noite comemorando o Natal... Até que foi legalzinho... Mas na parte de entregar os doces... Dai-me forças...
\\ ~~:~~:~~:~~:~~
\\ – Hohoho! Feliz Natal, criançadaaa!!! -Spirit jogava doces no chão da rua
\\ Eu, Spirit, Shinigami-sama, Marie, Azusa e Sid, em cima de um trenó falso. Eu estava vestido de duende, quase que me mato... Essas orelhas coçam pra caramba!!!
\\ – Spirit, você também não é criança? -pergunto
\\ – Não! Eu sou um adulto modificado geneticamente para parecer uma criança!! Por isso, toma um doce! -mostrou uma bala
\\ Dei um tapa na bala, deixando-a cair no buero. Minha cara estava emburrada, por que diabos eu ia querer uma bala?!
\\ – Boa pontaria! -fez um certo com a mão
\\ – Quer ver que eu faço isso com a sua cabeça? *sorriso*
\\ – N-não, obrigado...
\\ – Vocês dois! -Azusa berra- Comportem-se! Estamos entregando doces para todas as crianças!!
\\ – O Stein é um chato! -Spirit fez bico
\\ Do nada, avista uma garota bonita. Bem... Pra mim ela era bem bonita mesmo.
\\ – Hello, dear~~ -Spirit saiu do "trenó" e foi até a garota- Eu sei que você vale muito mais que uma simples e medíocre bala, mas poderia aceitá-la para lembrar-se de mim?
\\ – Não. -se virou e foi embora
\\ – Agh...! *canto do trenó*
\\ – Hunf. Bem feito, senhor Spirit. -falava a autoritária da classe- Isso que dá ser um paquerador barato!
\\ – Qualé, Azusa! Pelo menos eu tento! -Spirit saiu do canto e começou novamente a brigar com Azusa
\\ – E sempre fracassa.
\\ *canto*
\\ – Hehe... -Marie, a mais graciosa de todos, ria- Spirit-kun e Azusa-chan formam um belo casal, não acham?
\\ – NÃO!!! -os dois gritam
\\ – H-hai, g-gomen!
\\ – Ei, ei, vocês cinco~~ Precisam jogar as balas~~ E Spirit-kuun.
\\ – Hum?
\\ – Nunca mais chame minhas balas de medíocres, ouviu?! -falou furioso
\\ – H-h-h-hai...
\\ Todos começaram a jogar balas pela rua, menos eu.
\\ Motivo?
\\ Essas balas vão se contaminar pelas bactérias e vírus que estão no chão. E vão adoecer todas as crianças de Death City, deixando-as de cama durante cinco meses.
\\ – ... -Marie estava pensativa, parecia com medo
\\ – Marie... O que foi?
\\ – Ah, nada não, Stein-kun! -abriu um sorriso meigo- É que... Eu estou com medo de jogar esses doces.
\\ – Eh? Nande?
\\ – ... Jogando esses doces... As crianças vão estar muito expostas às doenças... Não acha?
\\ – Está certa. Muito bom Marie.
\\ – A-arigato...
\\ – MAAAA-RIIIIII-EEEE-CHAAAAAAAN!!!!!!!!!! -Spirit pula em cima da loira- Quer dar uma volta???
\\ – Eh?!
\\ – Shinigami-sama nos deu uma folga~~ Vamos dar um voltinha, só nós dois? *piscadinha*
\\ – Nada disso, senhor Spirit Albarn. -disse Azusa, puxando seu chapéu de papai noel- O senhor tem que arrumar as árvores de natal que estão espalhadas na cidade!
\\ – E-ei! Espera aí, Azusa!!! -já era tarde demais...- Marie-chaaaan!!!! — chorava baldes
\\ – Spirit-kun é tão... *gota*
\\ – Pervertido? Estranho? Don Juan? Idiota? Tarado?
\\ – N-não... Na verdade, sim.
\\ – Você vai ficar nesse trenó?
\\ – Por quê? -pergunta inclinando um pouco a cabeça pro lado
\\ – Eu não ficar nesse negócio de papelão com rodas embaixo. Vou andar por aí. -sai andando
\\ – M-mas a gente não precisa pedir permissão???
\\ – Pede pro Sid. -fui embora
\\ Comecei a andar sem rumo... Não sabia o que fazer, não sabia aonde ir... Só sei que, para descobrir algo, precisa andar sem rumo... As ruas estavam brilhando de tantos enfeites... Consigo ouvir os gritos de Spirit por socorro... Se eu preciso descobrir algo, vou em um lugar diferente... Como por exemplo, um beco cheio de drogados.
\\ Okay... Isso foi uma teoria minha, afinal aqui, na Death City, não tem nenhum tipo de droga... Ainda. Mas continuando meu passeio...
\\ Entrei em um beco bem escuro. Acho que ninguém ter a coragem de entrar ali, sozinho. Então era o melhor lugar para pensar. Já pisei em um monte de tralhas no chão, que eu nem quero saber o que é, já devo ter chutado pedaços de pessoas...
\\ Alguma coisa em mim, pediu para eu continuar andando. Como não acredito nessas besteiras, resolvi ficar parado. Besteira achar que o corpo pede algo... É tudo fruto da imaginação, uma coisa que eu odeio.
\\ Fiquei parado por alguns minutos até ouvir um choro.
\\ – Alguém... Por favor... Responda...
\\ Essa voz...
\\ Marie?
\\ Fui correndo até a voz. Não sei o motivo, minhas pernas foram correndo até ela. Por mais que eu não quisesse, eu não parava de correr.
\\ Queria mesmo encontrar ela.
\\ ...
\\ Os choros estão aumentando, ou seja, estou chegando cada vez mais perto. Ou ela está ficando cada vez mais assustada.
\\ – Achei! -abro um sorriso, eu sei que não dá pra enxergar, mas eu abri do mesmo jeito
\\ – Stein-kun...? -pela voz, parece estar sentada
\\ – O que está fazendo aqui? É louca de entrar em um lugar desses?
\\ – Gomennasai! -deu um pulo em mim, me abraçando- E-eu estava procurando Stein-kun... Mas no meio do caminho, não consegui mais te enxergar... Só vi você entrar nesse beco escuro...
\\ – Só porque eu entrei, você tem que entrar também?
\\ – Eu não queria ficar sozinha... Sid-kun estava ajudando Shinigami-sama com os doces... Parece que os cachorros estavam comendo tudo.
\\ Cachorros? Que péssima ideia jogar no chão...
\\ – Bem, é melhor voltarmos. Você não parece muito confortável neste beco.
\\ – Hum...
\\ Nos soltamos e segurei na mão dela. Ela parecia ter ficado assustada.
\\ – Não pense besteiras, Marie Mjolnir. É só pra não se perder.
\\ – H-hai...
\\ Fomos andando e uma luz apareceu bem fraca, e isso significa que estamos saindo do beco.
\\ Depois de um tempo, saímos daquele beco. Marie bufou aliviada.
\\ – Arigatou, Stein-kun! Se não fosse por você, estaria perdida ainda. Hehe. -ria envergonhada
\\ – Hum... Tudo bem.
\\ – Ah! Olha só! -ficou mexendo no bolso
\\ Depois de alguns minutos mexendo naquele bolso, tirou de lá uma caixinha.
\\ – O que é isso? -perguntei
\\ – Feliz Natal, Franken Stein! -entregou a caixinha pra mim
\\ ~~ : ~~ : ~~ : ~~
\\ – Steein! -Marie entrou no meu laboratório- Não vai ver seus próprios alunos esquiando?
\\ – Eles já não passaram da idade de esquiar?
\\ – Quando se tem o Black Star como amigo, não! *risos* E você? O que está fazendo? -se aproximou de mim
\\ Estava segurando a tal caixinha que, até hoje, não abri.
\\ – Ehhh? -ela falou encarando a caixinha- Não vai me dizer que ainda não abriu!!! Seu malvadoo!!!
\\ – ... Desculpe, Marie.
\\ – Isso me traz tantas lembranças... -pegou a caixinha e ficou com um sorriso no rosto- Foi tão engraçado esse dia, não acha?
\\ – Hum...
\\ – Quando você abrir essa caixinha, me avise, okay? — abriu minha mão e colocou a caixa nela- Eu vou lá com as crianças! Não quer vir?
\\ – Já vou. Só me deixe terminar de arrumar minhas coisas.
\\ – Haai! As crianças estão te esperando! Atéé~~ -saiu do laboratório
\\ ...
\\ A primeira coisa que eu ouvi, quando perguntei "o que era o Natal", me responderam:
\\ "Natal é quando novos sentimentos nascem dentro de você. Não importando sua idade, classe social, país... Por mais estranho que esse sentimento nasça dentro de você, ele vai permanecer para sempre...
\\ Um dos mais comuns é o amor."
\\ Eu ainda não acredito nessa besteira, mas...
\\ (se levanta e sai do laboratório, olhando Marie brincando com as crianças.)
\\ Existem coisas que, mesmo não acreditando, acontecem.
\\ – Steeein! Venha se divertir!!! -Marie estava com um enorme sorriso no rosto
\\ Antes de ir pra lá, quis terminar o mistério da caixinha.
\\ Abro a caixinha e retiro os papéis que cobriam o presente...
\\ Uma bala?
~~
Especial:
"Ding Dong"
Mãe: *dentro da casa* Alguém pode atender pra mim???
Filha: Mama!!! Deve ser o Papai Noel!!! Eu e o Onii-san vamos ver, táá?
Mãe: Claro! Eu vou continuar fazendo a ceia!
As crianças foram correndo abrir a porta. Foi um trabalho difícil alcançar a maçaneta, tiveram que fazer escadinhas.
Conseguiram!
Mas... Quando abriram a porta...
Filha/Filho: Mamããããeeee!!!!!!! Tem um monstro na portaa!!! Taskete!!! — correm pra cozinha
O tal monstro fica na porta, com seu ajudante.
Eibon: Shinigami-sama, acho melhor mudar essa máscara. Está difícil dar presentes pras crianças...
Shinigami-sama: Tem razão, Eibon... Vamos voltar pra Shibusen...
{Tenso}
Notas finais
Nhe... Espero que tenham gostado ^^
Se encontraram algum erro (pontuação, digitação), avisem.
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