Notas iniciais
(Capítulo editado) Boa leitura :)

Como já era de se esperar, assim que acordei fui metralhada por milhares de perguntas uma em cima da outra por minha tia nenhum pouco curiosa. Ela mal me deixava espaço para respirar, não parava de falar e de ficar imaginando mil e uma coisas que poderiam mudar drasticamente o rumo da minha vida trabalhando naquela empresa. Sim, ela era uma grande sonhadora também.

"Você falou com algum homem maravilha?"

"Você ao menos chamou atenção de algum magnata de tirar o fôlego?"

"Sakura, você por acaso tem intenção de falar com pelo menos um?"

– Não, não e... Não. — Respondi imediatamente, tive que segurar o riso com a cara de taxo que ela fez. Ok, eu sei que estava trabalhando em uma empresa com pessoas milionárias, mas o que ela queria...? Por acaso ela achava que eu encontraria uma pessoa assim logo de primeira? Tsc, essa foi boa. E ela estava muito saidinho para o meu gosto. Minha tia sabia que eu não era muito desse estilo.

– Como assim Sakura? Sério, ninguém mesmo? — Ela falava incrédula.

Balancei a cabeça negativamente.

– Fiz apenas uma amiga nova, eu acho, e aliás, tenho que apresentá-la pra você. Ela é muito simpática.

– Ah, bom... Pelo menos isso. Sabe que eu me preocupo muito com você Sakura, principalmente com sua vida social. — Assenti, tia Tsunade sabia de toda minha vida social, principalmente sobre a parte dela nem sequer existir.

O café da manhã foi seguido de silêncio, óbvio que da minha parte, já que minha tia ficou cantarolando uma musiquinha idiota. Hora ou outra dando conselhos fisgadores de homens que eu deveria seguir.

Como segundo dia de trabalho eu optei por uma saia grafite cinza, uma blusinha simples preta com mangas curtas, um salto cor de pele e sem esquecer minha querida bolsa de todas as horas. Era um look simples, mas meu último plano era parecer desesperada por atenção, então esse visual estava perfeito. Falando em "chamar a atenção" a primeira pessoa que me veio à cabeça foi Karin Uzumaki, a víbora que era minha diretora. Eu sentia repulsa só de pensar em trabalhar para uma pessoa assim, mas a questão agora não podia envolver somente meu orgulho, satisfazer tanto minhas necessidades quanto as da minha tia era meu principal objetivo.

Tia Tsunade e eu já estávamos planejando mudar de apartamento, procurar um cantinho que possa ser mais... nosso. Vivemos nesse AP à cerca de 5 anos ou mais, e claro, como todo simples e humilde apartamento, a madeira estava começando a deixar a desejar, os cupins atacavam e vários outros problemas, mas apesar de tudo isso, nosso lar era bastante aconchegante e organizado, e se não fosse tão pequeno eu poderia passar o resto da minha vida aqui sem nenhum problema.

Me despedi da minha tia com um beijo na bochecha e parti em busca de um táxi. Do lado de fora a rua estava amarrotada de pessoas, todas muito apressadas indo para um lado e para o outro, ha alguns meses atrás eu pensava em como seria se minha vida fosse assim, andando dia e noite sem parar pelas ruas por causa do trabalho. Hoje, felizmente ou não, eu já tenho a ideia da sensação... Apesar do meu trabalho ter um quê de pressão muito maior.

No caminho para a Avenida South Los Angeles, a avenida mais importante e a qual ficava a CIT, eu escutava uma música no fone de ouvido quando meu celular vibrou e vi que estava recebendo uma chamada de um número desconhecido, algo bastante estranho pois eu não lembrava de ter dado meu número a ninguém sem salvar o contato também.

– Alô? — falei ao atender.

– Sakura? Tudo bem?– reconheci a voz feminina e animada, era Hinata.

– Oh, oi Hinata. Tudo bem sim, e com você? — perguntei também animada.

Estou ótima, obrigada por perguntar. Onde você está Sakura?

– Estou indo para a empresa, por quê?

Poderia passar aqui em casa para irmos juntas? É que eu queria dar uma passadinha em um lugar antes de ir trabalhar. — perguntou receosa.

– Claro, sem problemas, apenas me dê seu endereço. — ela exclamou algo animada do outro lado da linha, às vezes a empolgação dela contagiava, como agora. Ela disse o nome do bairro e eu repeti para o motorista.

– Tem certeza? — perguntou ele assustado.

– Sim, algum problema? — disse receosa.

– Não, nenhum. — e saiu disparada para o novo endereço.

– Sakura?– até esqueci que ainda falava com Hinata pelo telefone.

– Desculpa, Hinata, eu estava falando com o motorista do táxi.

Bem, estou te esperando.

– Ok. — me despedi e desliguei.

Assim que salvei o número dela passaram-se alguns minutos e o motorista me informou de que já havíamos chegado. Paguei-o e sai do carro, tamanha foi minha surpresa quando vi um bairro de total luxo, as árvores eram lindas, variavam entre a cor rosa, verde e amarelo e elas eram localizadas em lugares específicos cada milímetro metricamente planejado, e entre cada fileira de árvores ficavam enormes e milhares de lindas mansões. Estou em Hollywood?

Olhei para frente e vi um enorme muro de vidro... Engoli em seco, conferindo na memória se o nome do endereço e o número da casa que Hinata me disse era o mesmo entalhado no muro.

Graças ao muro, o gigantesco 'jardim' ficava à mostra, devia ter centenas de hectares, havia uma fonte coberta com detalhes de ouro — dessa vez eu tinha certeza -, ela era simplesmente magnífica, com todas as letras e mais ao fundo as plantas, que ficavam ao redor da passarela, eram encantadoramente lindas, que fazia aquilo tudo parecer o jardim do Éden, só de tamanha beleza. A passarela era bem cuidada, nem mesmo uma sequer folhinha de árvore tinha lá ou na grama bem aparada.

Quando eu avistei a mansão 'em si', o meu queixo caiu — LITERALMENTE. Era simplesmente per-fei-ta. Nem se eu passasse toda minha existência tentando falar as qualidades daquele edifício, jamais conseguiria. Aquilo tudo era de outro mundo para mim.

Ela tinha cerca de três andares ou mais, não consigo distinguir dessa distância. Ela era feita apenas de vidro com uma cor escura e a madeira mais refinada existente na face da Terra. Linda, a casa dos sonhos de qualquer um, a casa dos meus sonhos. Havia câmeras que se mexiam a cada respirada que eu dava. Um carro prateado estava saindo da mansão enquanto eu estava aqui plantada na calçada igual a uma árvore. Os enormes portões na cor brancos abriram com a passagem do carro e logo após outros dois carros pretos saíram seguindo o carro prateado, como se o estivessem escoltando.

Quando o carro prateado, uma Mercedes, parou na minha frente eu faltei cair pra trás. Um homem, que parecia ser um guarda-costas, saiu da porta do passageiro e quase correu para abrir a porta de trás. Não preciso dizer que quase surtei quando Hinata saiu de lá com um sorriso radiante. Ela estava linda, como sempre. Roupas de grife não pareciam faltar para ela. O perfume eu sentiria a quilômetros daqui, resumindo, ela exalava poder.

– Hina... — tossi — Hinata? — perguntei incrédula.

Ela correu até mim e me abraçou.

– Que cara é essa, Sakura? — perguntou divertida. — Você tá pálida. — falou gargalhando.

– O que...? — perguntei assustada apontando para aquilo tudo.

– São meus guarda-costas, meus fiéis escudeiros e excelentes profissionais. — disse alegre, ansiosa, receosa e animada, ah... Tudo junto.

– O que você é por acaso? Uma cantora famosa? A queridinha da América? Uma estrela de cinema? Pois que filme foi esse que eu perdi? — metralhei-a com minhas perguntas.

– Calma, calma, calma... — disse entre risos. — Não, não e... Não. Espera, você realmente não sabe quem eu sou?

Pisquei, buscando todos os registros na minha memória.

– Venha, no caminho eu te explico tudo. — e me puxou pela mão. O guarda-costa esperou até que eu passasse para fechar a porta, se por fora o carro era bonito, por dentro era... Fantástico. Aparelhos de alta tecnologia até mesmo um frigobar tinha.

– Aceita um Cappuccino? — recusei, mas agradeci mesmo assim. — Você quer que eu comece logo, não é? — perguntou sem-graça.

Assenti ultra-mega-curiosa.

– Certo. Bom, não sei se sabe, mas meus pais são as pessoas responsáveis pela instituição da CIT. — ela deu uma pausa. Espera os pais dela... Eram... eram os donos? que história era aquela? Antes que eu pudesse falar ela me cortou. — Não. Meus pais não comandam mais a CIT. — acenei concordando, mas então... — Não, também não sou eu quem comanda a empresa — respondeu simpática, ela devia estar entendo meu problema para entender aquilo tudo — Esse cargo é do meu irmão mais velho, Sasuke Uchiha, já deve ter ouvido falar dele antes né?

Olhei-a chocada. Quer dizer que o grande e renomado Sr. Sasuke Uchiha era irmão da minha amiga? Acho, ou melhor, tenho certeza que todas as pessoas da face da Terra já ouviram falar desse nome, ele era A lenda. O pior é que eu fui tão descuidada com a notícia do meu emprego, que nem me lembrei de que a qualquer momento eu poderia simplesmente olhar, ou até estar no mesmo ambiente do Sr. Uchiha. Às vezes me decepciono comigo mesma.

– Surpresa? — perguntou. Assenti digerindo um pouco as coisas ainda.

Passei a mão em meus cabelos, sorrindo meio chocada com minha própria lerdeza.

– E porque você não comanda a empresa também? Espera, mas porque ontem você estava naquela sala no andar da recepção? Não seria mais certo se você também trabalhasse nos últimos andares? — e lá vou eu de novo metralhando-a com minhas perguntas.

– Ei, ei... Uma de cada vez sim? — disse divertida. — Primeiramente, eu ainda estou surpresa que você não saiba sobre eu ser irmã dele, você não lê as notícias? Não me reconheceu quando me viu pela primeira vez? — maneei a cabeça negativamente, agora ela parecia chocada. — Mas mudando de assunto... Eu não me vejo muito apta para lidar com grandes responsabilidades. Mesmo assim, a questão da sala é que eu não me dou muito com altura, sabe... — e agora foi minha vez de olhá-la com cara de taxo.

– É sério? Fobia de altura? — eu perguntei enquanto ela olhava para a frente.

– Sim. — ela disse envergonhada.

– Mas só por causa disso?

– É, é... Você viu, todas aquelas paredes são de vidro, deixa tudo à vista e eu me sinto tonta, á beira de desmaiar, parece besteira, mas não é.

– Sei... Okay então. Ah, tudo tranquilo, eu tenho medo de escuridão. — desabafei.

Ela me olhou e suspirou.

– Mas esse não é um medo muito grave. — desviei meu olhar para minhas mãos, sentindo-as suando.

– Mas é quando se tem um trauma.

Amanda analisou meu rosto e depois perguntou com delicadeza:

– Que tipo de trauma?

Sorri e mordi os lábios, pensativa se contava ou não sobre aquilo.

– Ah, bom, quando eu era criança, acho que com uns seis anos talvez, eu cai dentro de um poço abandonado, ele tinha mais de sete metros de profundidade e eu só fui achada quase dois dias depois de cair. Normalmente eu deveria ter ficado com claustrofobia depois disso, pelo menos foi o que acharam, mas, bom, hoje em dia eu me sinto tão desconfortável em ficar em lugares muito escuros porque é como se aquela sensação da solidão voltasse. Eu nem lembro de muitas coisas, para ser sincera, mas também não é como se isso fosse algo ruim.

– Nossa. — ela sorriu reconfortadora. — E como você saiu de lá?

– Meu pai tinha alguns cães de caça, eles eram ótimos farejadores, então eles meio que foram meus heróis quando eu nem ao menos podia mais falar de tão fraca.

– Que ótimo. — assenti. — Quer mudar de assunto?

– Por favor. — pedi sorrindo. Ela sorriu também. — Onde estamos indo? — perguntei olhando pela janela, as mansões estavam sendo trocadas por lojas e mais lojas.

– Ah, vou na loja de uma velha amiga, aproveitarei para matar a saudade, faz tempo que não a vejo, pensei que você gostaria de conhecê-la por isso te convidei. — disse animada.

– Tudo bem. — respondi sorrindo, não falei mais nada depois disso.

Em apenas alguns segundos já estávamos em frente a uma loja brilhante — literalmente. Sabe aquelas lojas que só as pessoas do mais alto nível da burguesia frequentavam? Sim, era uma dessas. Isso me fez até chegar à conclusão de que talvez Hinata também fosse bilionária, mas... seria? Fazia sentido, todas as pistas levavam a essa afirmação. A casa, os carros, os pais e... Meu Deus. Como eu era burra. CLARO que Hinata era bilionária, hellooow, ela era filha de pais bilionários.

Um elegante homem abriu a porta da "pequena" loja quando viu Hinata sair do carro, ele olhou para mim desconfiado, mas Hinata garantiu-o que eu estava com ela. Santo Pai Cristo, isso é uma loja ou o castelo da rainha da Inglaterra? Ilustres de ouro e candelabros de cristal enfeitavam todo o lugar que parecia ter levado um banho de ouro.

Uma mulher loira caminhava graciosamente — quase correndo — em nossa direção, ela direcionava um sorriso gigantesco em seu rosto enquanto olhava para Hinata. As duas se abraçaram como quem não se vê à anos. Até deram gritinhos.

– Hinata! Você estava sumida, garota. Esqueceu que tinha amigas, foi? — perguntava a loira 'desconhecida'. Ela parecia que plantava dinheiro pelas roupas que usava: um lindo vestido de grife e saltos que de longe gritavam "SOU RICA E PODEROSA".

– Olha quem fala, você nunca vai me visitar. Mas deixemos isso para outra hora, sim? Ino esta é Sakura Haruno, conheci ela ontem, mas já considero uma grande amiga. — disse apontando para mim. — E Sakura, esta é Ino Yamanaka, uma prima distante, com quem sempre tive uma grande amizade. — apontou para a loira.

– É um prazer conhece-la, querida. — falou alegremente Ino me abraçando e dando um beijinho em cada lado do meu rosto.

– O prazer é todo meu. — sorri contagiada pela alegria daquelas duas, será que toda aquela família tinha essa característica em comum?

– Já ouvi falar de você Saky... Posso chama-la assim? — perguntou Ino receosa.

– Por que não? — ela sorriu.

– Continuando... Eu vi você na revista. Sabe Los Angeles toda já sabe sobre você: a nova funcionária da CIT. Milhares de pessoas já tem conhecimento da sua existência, quem sabe até todos os cantos do mundo. — disse com aquela áurea radiante.

Eu concordei com a cabeça, meus devaneios ainda não tinham me permitido chegar àquela hipótese.

– Verdade.

– Desculpe Ino, eu gostaria de ficar mais um pouco, você sabe, mas não podemos chegar depois da hora. Aliás, como está meu vestido?

– Claro que entendo. Hinata, minha querida, claro que ele já está pronto, posso entregá-lo quando você quiser.

– Ótimo saber. Adoraria recebê-lo hoje, pode ser? Já vamos indo, até depois.

Despedi-me de Ino com um abraço e garanti novamente que apareceria por ali quando ela me perguntou se eu fosse voltar.

– Um amor de pessoa, não é mesmo? — perguntou-me Hinata já dentro do carro.

– Com certeza, você tem muita sorte em ter pessoas tão queridas ao seu redor. — falei sorrindo gentilmente.

– Sim, muita sorte. Ela adorou você. De longe era visível os brilho nos olhos dela quando te viu. Sabe quando a gente vai com a cara da pessoa de primeira? Pois é, foi isso que aconteceu com ela. — comentou tomando um gole do cappuccino.

Falando nesse assunto, me lembrei de quando Karin a tratou tão bem ontem, antes de tirar conclusões precipitadas eu resolvi perguntar.

– Hinata?

– Sim?

– Você tem algum tipo de amizade com Karin?

Ela pareceu pensar bastante antes de me responder, de repente ela me olhou.

– Na verdade não. Não tenho e nem quero ter. Sei o tipo de pessoa que ela é, não posso nem sequer imaginar uma pessoa como ela como minha amiga. — respondeu segura.

– Mas e aquele tratamento de ont... — parei de falar assim que me toquei.

Hinata era um tipo de 'chefe' de Karin.

– Acho que não preciso ter que explicar para você.

Já havia entendido tudo, Karin Uzumaki era uma grande interesseira.

– Além do mais, soube que ela tem uma queda pelo meu irmão. — disse gargalhando como se Karin fosse idiota por pensar que poderia ter alguma coisa com seu irmão. — Como se todas as mulheres daquela empresa não tivessem — dessa vez riu muito. Olhei-a chocada. — Ué, não sabia? Todas as solteiras arrastam asas para ele, acho que até algumas casadas ou comprometidas também. — disse pensativa com uma mão no queixo. — Mas Karin, assim como muitas outas, acha que se aproximando de mim ela poderá se aproximar mais do meu irmão também. — disse e gargalhou mais ainda.

– Nossa... — sussurrei.

– Mas não se preocupe. — disse piscando para mim. An? Porque eu não deveria me preocupar? — se conheço bem meu irmão, ele jamais seria capaz de ficar com pessoas assim?

– Pessoas assim?– repeti não entendo à quem ela se referia.

– Sim, pessoas que só ligam para a aparência dele e para seu status. — maneei a cabeça positivamente, além do mais, eu entendi o que ela queria dizer.

Em toda minha história de vida, só conheci homens interesseiros, não que eu tivesse conhecido muitos, mas os com que eu fiquei — cerca de três -, sempre me largavam quando descobriam que eu era órfã e que mal podia pagar minha pela minha própria vaidade e só por causa da minha condição financeira. Era realmente frustrante, por isso decidi me dedicar a cuidar apenas da minha tia e de mim, a maioria homens eram todos iguais, mas por sorte consegui parar antes mesmo de até chegar aos finalmente.

– Eu sei como é. Só com o pouco que vivi já consegui aprender uma lição para toda a vida. — respondi capis-baixa.

– Sinto muito, Saky. — Hinata falou carinhosamente apertando meu braço num ato de afeto. Sorri fracamente para ela.

– Eu desejo que você encontre o homem certo, Hinata. Você merece o melhor. — falei entusiasmada.

– Own, obrigada Saky... Você merece mais do que ninguém. Desejo-te toda a sorte do mundo.

– Obrigada. — disse emocionada.

– Além do mais... Você está envolvida em qualquer tipo de compromisso? — perguntou ansiosa.

– Não, por quê? — perguntei franzindo o cenho. Por um segundo eu imaginei ter visto uma ideia pelo semblante dela.

– Por nada. Mas fico feliz com sua resposta. — falou quase soltando um gritinho.

Não falei mais nada, apenas observava a Avenida South Los Angeles, estávamos quase chegando a empresa, enquanto isso eu imagina em como tinha sorte de ter conseguido fazer duas importantes amigas em apenas dois dias. Só esperava que nada e muito menos aquela Karin não acabasse com a minha alegria hoje.

Suspirei pesadamente, já era hora de trabalhar e parar de pensar na vida.